segunda-feira, junho 02, 2008

Fim-de-semana muito Produtivo

Este fim-de-semana, aproveitei para me ausentar do Caos da Cidade e ir até ao campo, recarregar as baterias para um período que se anuncia muito trabalhoso e que me será exigido muito esforço. Estar no campo foi uma experiência muito positiva, aliás, como sempre é.
É bom poder estar longe da grande confusão, acordar relativamente cedo, sair para o meio dos eucaliptos e dos sobreiros e perder-me no exterior para me encontrar no interior. Disponibilizar-me para deixar a energia da Natureza pura penetrar a minha alma, alinhar o meu eixo de contacto e reorganizar os meus pensamentos.
A experiência matinal é sempre boa, principalmente depois de uma noite onde os sonhos foram mais estranhos e simbólicos do que o normal. Caminhar ao ar livre ajuda-me sempre a poder reorganizar as minhas formas de pensar, fazer uma limpeza mental que, em conjunto com a do coração, são vitais para me sentir em constante contacto comigo própria.
A experiência nocturna é sempre diferente, pois a diferença entre a luz solar e a luz lunar são muito grandes. O Sol revela-nos as coisas como elas são, mostrando-nos as sombras reais daquilo que se manifesta. A Lua mostra-nos as aparências, as ilusões, pois com uma meia-luz as coisas não se podem revelar, excepto no interior de nós próprios.
Todavia, essa experiência também é necessária, pois ela coloca-nos em contacto com o nosso interior que se mostrará nos sonhos.
À noite gosto de sair para a rua escura, ainda mais escura pela ausência da Lua que se esconde para renascer outra vez, olhar o Cosmo e ver tudo em harmonia, ouvir os grilos que anunciam as mudanças espirituais e sentir-me em paz, em sintonia com o que me rodeia. Como é bom sentirmo-nos vivos e ligados a esta parte recôndita de nós, apesar de poder ser apenas aparência.

Neste fim-de-semana aconteceu-me ainda mais uma coisa muito bonita, que me deixou muito emocionada e verdadeiramente feliz comigo própria, mais uma mudança no meu Interior.
Os amigos com quem estive este fim de semana não poderão ser considerados esotéricos, não são pessoas que se interessem muito pelo conhecimento da Verdade do Mundo, mas são pessoas cultas e reflexivas e por isso o tema pode sempre vir ao de cimo, pois elas terão capacidade de reflexão e de análise, mas acima de tudo de Respeito.
Numa dessas conversas, e a propósito de uma comunhão que tinha de presenciar no Domingo, começámos a falar dos Rituais e em particular do Baptismo. A visão católica veio logo ao de cima e a revolta instalou-se pois a grande maioria não concordava com o facto de serem os pais a decidir a religião da criança. Tentei, sem grande esforço, pois se há uma coisa eu espero sempre manter é não impor a minha visão a ninguém, mostrar o ponto de vista da celebração da vinda de uma entidade divina a este mundo e que o Baptismo é apenas passar essa entidade pelos 4 elementos com que ela terá de trabalhar neste Plano Manifestado.
A conversa foi-se desenrolando e cada um, entre risos e encolher de ombros, foi dando o seu ponto de vista. Ninguém se chateou e todos continuámos amigos como sempre. Vim-me embora, mas a sensação com que já tinha acordado manteve-se. Estava triste, serena interiormente, mas triste. Não compreendi muito bem o que se passava mas aceitei o meu estado.
Depois de ter estado com uma parte da minha Família que não vejo regularmente, depois de ter estado no meio em que cresci, deparei-me com o enorme fosso que nos separa, fiquei mais calma pois percebi que o meu estado se devia a mais uma mudança dos meus pensamentos e dos meus ideais.
Estar no meio do meu passado, da minha infância fez-me compreender que eu de facto mudei, mas acima de tudo que mudei para melhor. Não julguei ninguém, não me sobrevalorizei pelo percurso que conscientemente fiz, pelo esforço de me procurar no meio em que vivo e de me afirmar enquanto indivíduo.
À noite, em sonhos, percebi tudo isto, que eu continuo a ser quem sou seja onde for. No meio de amigos cultos, incultos, esotéricos, não esotéricos, de familiares humildes e de pessoas rudes. Fiquei muito contente e hoje de manhã tinha um mail de um dos amigos a dizer que também ele reflectiu e percebeu o que eu lhe quis dizer, o que me fez ficar ainda mais feliz, pois recebi do Universo a prova de que quando não tentamos sequer converter os outros impondo-lhes as nossas opiniões, eles poderão compreendê-las livremente.

Assim, dou início a mais uma semana que começa com grandes transformações interiores e reformulações de pensamentos e sentimentos. Por isso, hoje quero agradecer a todos os que estão na minha vida e a tornam mais rica, a todos os que estiveram e por variadíssimas razões já não estão, mas que deixaram o seu cunho na minha vida e a todos os que ainda estão para vir, sem vós eu não seria quem sou hoje.

Num dia de Lua, do Arcanjo Gabriel e de Santa Blandina
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