sexta-feira, junho 13, 2008

A Força da Música e o Poder das Palavras

Esta semana tive o prazer de poder ir assistir a um concerto maravilhoso na Aula Magna. Leslie Feist entrou de mansinho na sala trazendo na mão uma candeia, enquanto o cenário estava escuro apenas se via uma luz ténue por detrás de um pano branco emoldurado no centro do palco. A luz por detrás do pano revelou uma figura que brincou com a voz até ter a sala toda conquistada, quando a energia estava evocada ouviram-se as seguintes palavras sibiladas "Help it's on its way" e passado algum tempo entraram então os músicos que a iriam acompanhar. As maravilhas das tecnologias permite-me deixar aqui gravado o que relamente aconteceu, apesar da magia ser impossível de capturar, fica o registo.




Este concerto foi muito mágico mas aquilo que mais me interessa desabafar hoje é simplesmente que vivi outra vez in loco a capacidade que a música tem de nos abrir os chakras e colocar em determinados pontos energéticos como nunca vi ou senti antes.
O som é algo extremamente importante e todos sabemos o efeito que tem um som estridente e desarmonioso em nós e qual o efeito que uma melodia harmoniosa nos provoca. Atenção, todos temos gostos musicais diferentes e aquilo que alguns poderão considerar que os coloca num bom estado de espírito, para mim poderia ser considerado o oposto, e vice-versa. Mais uma vez, o que interessa é que cada um saiba qual o seu tipo de música, quais os acordes, instrumentos, tipos de vozes que nos deixam num estado de espírito calmo e aliviado, quais os que nos dão energia e quais os que nos deixam a sentir mal. Mais uma vez o que importa é o conhecimento interior de cada um sobre o seu próprio funcionamento.
Voltando à importância do som, já repararam que quando temos um sonho com som, nunca mais o esquecemos? Primeiro porque não é normal o sonho ter som, nem cor quanto mais som; depois porque um som é realmente algo que entra dentro de nós como uma bomba. A vibração que um som produz tem imediatamente uma consequência em nós, reparem que a primeira vez que começamos a ouvir sons, estes são filtrados pelo líquido amniótico, quase como se precisássemos de ser protegidos desse trovões energéticos.

As palavras têm força, quantas vezes já ouvimos dizer isto, mas realmente têm. Como sempre a sabedoria popular vai-se banalizando e certas coisas que serviam para nos transmitir conhecimentos iniciáticos, acabam por perder o seu valor dado o uso inapropriado que têm. Mas a verdade é que as palavras têm força, duplamente até. Primeiro temos a força do seu significado, o seu valor interno, a carga de milhares de anos serem utilizadas por milhões de pessoas, e depois têm a força do som. Todos temos uma palavra que preferimos simplesmente pelo som que elas produzem ao serem verbalizadas, por exemplo eu adoro a palavra papillon, simplesmente porque ao ser dita faz-me sentir bem, como se fosse uma palavra que jamais utilizaria quando me sentisse mal, é estranho de explicar mas é assim mesmo. Tenho outras mais, sempre uma ou duas em cada língua, e todas elas têm em comum esse factor, são palavras que jamais utilizaria em determinados momentos, como se fossem sagradas e apenas pudessem ser utilizadas em bons momentos. Sempre tive este amor profundo pelas palavras, como se as conseguisse compreender, como se elas me surgissem na cabeça como formas energéticas, onde posso desmontar e montar de forma a redefini-las. Talvez por isso em criança me fosse tão difícil de as compreender como vocábulos mortos e estava sempre a escrevê-las de maneira diferente, claro, todos achavam que eram erros ortográficos e não um processo criativo de uma criança. Poderia ser, mas recordo-me de as minhas professoras acharem estranho pois eu não fazia sempre o mesmo erro, muitas vezes o que acontecia era que a mesma palavra aparecia três ou quatro vezes escrita de maneira diferente, o que depois também me ajudou quando estudei fonética, pois percebi ainda melhor a capacidade de mudança que as letras têm, os sons inúmeros que elas podem representar.

O que me leva à parte final desta divagação, a força das palavras mágicas e das palavras que dizemos em rituais. Nada deve ser utilizado ao acaso, todas têm uma carga e deveremos ter consciência disso, quer seja no dia-a-dia as orações que fazemos, quer seja num ritual simples. Depois, temos o nome mágico... Este nome tem uma força que ninguém pode imaginar até ao dia em que o descobre e o evoca. Eu, pessoalmente, utilizo-o sempre que preciso de energia extra, sempre que me sinto a desviar de mim própria, evoco o meu Verdadeiro nome e tudo fica bem.
Depois desta experiência mágica num concerto, hoje vou ter a oportunidade de ir ver um bailado ao som de taças tibetanas, que espero que seja ainda mais mágico do que o concerto de quarta-feira. A companhia de dança Amalgama tem uma capacidade de colocar em movimento as energias que pairam à nossa volta de maneira intensa e interessante, mas depois falarei mais sobre esta Arte, que mexe muito comigo!

Num dia de Vénus, do Arcanjo Anael e do Santo António

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