domingo, junho 08, 2008

A Mente e a Capacidade de Cura

Cá estou de regresso. Como é bom este sentimento de voltar a casa, mesmo se a ausência foi curta, é sempre agradável colocar a chave à porta e sentir a presença aconchegante da energia que nos recebe de braços abertos.

Neste fim-de-semana deparei-me com uma situação que me relembrou a importância que a nossa mente tem no processo da nossa vida.

Em Cabala aprendemos que existem três mundos diferentes onde somos capazes de agir e que nos influenciam directamente, sendo eles o Mundo Astral, onde reside a nossa essência, o Mental, onde se formam os nossos pensamentos e o Físico, onde se concretizam os outros dois Planos.
O Plano Mental é de grande importância, pois é ele que faz a ligação entre o que desejamos com aquilo que realmente recebemos. Quando desejamos algo, essa energia é direccionada ao Plano Astral, aí ganha energia/força para ser criada, executada. Quando a essa energia associamos uma mente bem treinada, onde não há espaço para dúvidas, onde a fé é inabalável, aquilo que desejamos realiza-se quase imediatamente no Plano Físico. Quando menciono não haver espaço para dúvidas quero dizer não duvidar da capacidade de realização do que desejamos, pois as dúvidas são importantes, são elas que nos fazem questionar sobre tudo o que se passa à nossa volta, mas quando estamos num processo de criação ela não poderá existir, pois está a abrir espaço para que tudo vá por água abaixo.
O que me leva para a tal reflexão que me surgiu neste retiro.
Se a mente é assim tão importante que parte desempenha ela na recuperação de uma doença? E, para ir mais longe ainda, até que ponto não somos nós que realmente criamos essas doenças pelos pensamentos negativos em que nos envolvemos, pelos esquemas deturpados em que aprendemos a sobreviver neste Plano Manifestado?
Desde sempre que acreditei que a doença, seja ela de que foro for, é um sinal de alguma desordem interior, espiritual, mental. Esta linha de pensamento é algo defendido hoje em dia pelo mais comum esotérico, mas ainda de difícil aceitação para outros, pois responsabiliza-os até pelas coisas menos boas que nos acontecem, afinal, quem quererá assumir que é o único responsável por estar a morrer de cancro? Não será fácil, sem dúvida.
Na minha vida tive de me aperceber de determinadas situações mentais para conseguir lutar contra algumas pequenas doenças. Uma tiroidite revelou-me o meu esquema de enfrentar o mundo, sendo que a minha posição de defesa perante tudo e todos estava espelhada nessa doença. Assim corrigindo a mente, corrigi o corpo físico. Obviamente que esta doença não é comparável com outras situações mais graves, mas servirá como um exemplo real de como funciona esta ligação do Mental com o Físico.
Assim, poderei debruçar-me sobre a nossa capacidade de auto-cura. Até aqui muita gente acredita que isso é um Dom concedido a apenas alguns superdotados, mas essa não é a minha visão das coisas. Se somos nós que criamos as nossas doenças, também seremos nós que as deveremos curar e enquanto não assumirmos esse cargo, apenas estaremos a remediar situações que mais cedo ou mais tarde voltarão a acontecer. Todos temos a capacidade de Cura, basta acreditar, não foi essa a mensagem do Mestre? Filho de Homens que tinha a consciência da sua parte divina e que assumiu em si o cargo de nos mostrar do que somos feitos afinal?
Chega de culpabilizar os outros pelas falhas que existem na nossa vida, chega de desculpabilizar os nossos erros por estarmos demasiado debruçados sobre os outros, chega de fugir das nossas vida. É chegado o momento, nesta tão falada Era de Aquário, de assumirmos o comando da nossa vida, no Bom e no Mau. Se me desarmonizei não foi porque a minha amiga estava mal e me perturbou, mas sim porque essa Harmonia não existia em mim desde o princípio, ninguém pode retirar nada a ninguém. Se o projecto não vai para a frente não é por tê-lo partilhado com alguém que teve inveja de mim, mas sim porque ainda não aprendi a guarda o silêncio no processo de criação. Se algo de errado e surreal acontece, não foi bruxedo que me foi feito, pelo menos não posso ir imediatamente para esse campo sem antes fazer uma análise profunda aos meus esquemas de raciocínio.
Chega! É altura de nos assumirmos como criadores, e isso trará os louvores e as penas. Mas para assumir os louvores também terei de ser humilde para aceitar os lados menos positivos.
Para esta semana proponho-me então a viver esta realidade ao máximo, proponho, mais uma vez, mergulhar dentro de mim, mas desta vez nos meus pensamentos, como são eles criados, partem de que sentimentos, o que os move, quais os seus objectivos? Que corre mal na minha vida? Que campo tenho de dar mais atenção? Será uma semana dedicada a mim, meus amigos e amados companheiros, peço-vos uma semana para mim!

Num dia de Sol, do Arcanjo Miguel e de São Salustiano
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