sábado, junho 28, 2008

Nuvens correndo num rio

Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia


Muitas vezes receio que isto me aconteça, pois o empenho e a vontade dentro de mim são enormes, por vezes tenho medo de me esqueçer que a Vida é isto aqui e que cá estou para a experiênciar. Contudo, os medos são apenas alarmes de consciência, que bom que eles existem para me fazer parar, reflectir e continuar! A busca do equilíbrio é essa mesma, viver espiritualmente é ter consciência da dualidade e procurar que ela se integre em mim.

Num dia de Saturno e de Cassiel, de São Irineu e São Leão II
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