segunda-feira, julho 14, 2008

Centralizar e Equilibrar

Dando continuidade ao texto sobre as técnicas básicas que um mago deve dominar para realizar magia, chegamos ao centralizar e equilibrar a energia à nossa volta, outras duas técnicas bastante essenciais no Caminho da Magia.

Nunca é demais explicar que para manipular a energia à nossa disposição, o Mago necessita de estar em perfeito equilíbrio, pois as melhores práticas de magia surgem da capacidade de absorver a energia à volta e homogeneizá-la com a sua. Para que tal seja possível, os nossos centros energéticos devem estar em perfeito equilíbrio, onde o fluxo da energia vital não é parado.

As definições destas duas técnicas são simples, equilibrar significa ter os centros energéticos abertos e em pleno funcionamento, para que possamos ser um veículo perfeito de energia mágica, e centralizar significa mobilizar a nossa consciência ou centro de poder, para um determinado ponto dentro de nós.
Estas duas técnicas são vitais no processo de realização de rituais, para quem já os realiza percebe a sua importância. É exigido ao sacerdote, durante um trabalho mágico, que seja um canal de comunicação entre os participantes e o divino, mas também que saiba direccionar a energia invocada, antes, durante e depois. Assim, torna-se evidente a necessidade, no caminho da arte, de dominar a técnica de centralizar a energia.

Porém, é necessário fazer uma chamada de atenção, nunca se pode centralizar sem antes equilibrar. O nunca é um pouco forte, mas o que pretendo dizer é que para uma boa centralização ocorrer é obrigatório que o corpo esteja equilibrado. Se houver um bloqueio, uma carência em determinado chakra, a energia invocada para ser centralizada e enviada para o objectivo, acaba por ficar retida dentro de nós, impossibilitando que esta siga o caminho a que foi destinada.

Para equilibrar os chakras costumo utilizar uma técnica que serve também para limpar a aura. Imaginem um arco-íris à vossa frente e entrem nele. Primeiro sintam a energia que vos rodeia, a sua densidade, o seu calor, a sua cor, o seu cheiro. Depois inspirem essa energia com todo o vosso corpo, visualizando a sua cor a ser absorvida por todos os vossos poros. Por último, vejam o vosso chakra a abrir e ficar iluminado pelo brilho da sua cor, vejam-no no tamanho correcto (que varia de pessoa para pessoa), a rodar para o lado correcto (de acordo com a marcha do ponteiro do relógio se colocado sobre vós), com uma velocidade agradável. Não se esqueçam que os chakras são um vórtice de energia e devem rodar para a direita com alguma velocidade, se assim não acontecer é porque estão desequilibrados, mas atenção estes aspectos mudam de pessoa para pessoa, por isso é vital que conheçam bem os vossos chakras. Repitam o procedimento anterior para cada chakra, começando obviamente no vermelho e terminando no branco. Quando terminarem, registem todas as impressões que sentiram.

Para centralizar costumo fazer um exercício de relaxamento através da inspiração. Inspiro e expiro durante alguns minutos pausadamente, sinto os meus chakras a abrir plenamente e levo a minha respiração ao ponto que desejo, normalmente ao meu chakra de poder. Ai centro toda a minha atenção nesse chakra, sinto-o a rodar mais rapidamente e aumentar o seu tamanho. Quando sinto que tenho a energia centralizada nesse ponto, envio-a para o objectivo que pretendo. A centralização serve como veículo de envio de energia, que noutro dia falarei mais aprofundadamente, devendo terminar com a visualização da energia a sair do chakra e a deixá-lo de forma correcta, ou seja, sem mais nem menos energia do que a necessária.

Se a intenção for apenas praticar esta técnica, o envio da energia pode ser feito para o centro da Terra, de forma ajudá-la a curar as suas inúmeras feridas, ou para algum dos vossos projectos ou desejos.
Esta técnica, bem como a da visualização, deverá ser feita com regularidade não necessitando de ser diariamente, mas pelo menos três vezes por semana. Dominar estas duas técnicas é meio caminho para a eficácia dos nossos trabalhos de magia.

Num dia de Lua, de Gabriel e de S. Boaventura
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