terça-feira, novembro 18, 2008

O Mago

Andava a mexer nas minhas coisas e encontrei este poema num caderno sobre Tarot, infelizmente na altura não apontei a fonte. Sei que este poema não é meu apenas não coloco o nome do seu autor porque não consigo encontrar o seu nome, já fiz uma pesquisa na Net e nada. Se alguém souber, por favor diga, pois não há coisa pior do que ver os nossos textos sem o nosso nome. Uma coisa é certa, foi este poema que me inspirou na escrita de todos os outros que fiz sobre os restantes Arcanos Maiores. Espero que gostem, este poema traz mais luz ao assunto que abordámos na Carta I.


Um homem vejo caminhar no infinito
No homem um infinito a correr
No início se encontra o fim do caminho
Conseguiremos para lá volver?
No mundo acima e no baixo mundo
Vejo uma fogueira aos céus se elevar
Fénix em majestade se ergue do fundo
Abre as asas e se vai a voar.
A serpente de chamas em sua haste se enrosca
Aumentando o seu brilho, seguindo ela segue
Seu fogo agora não há mais quem encerre
Em luz se transforma:
Que treva o poderá encarar?
Serena brilha a lua no lago
O sol a nascer não tarda
A orla caminha o homem firma o passo
Nas mãos, a pedra vermelha guarda.
Sua espada é forjada com força e vontade temperada com potência e calor.
Pura a água que se encontra no cálice:
Seu líquido de incalculável valor
A separação não existe, é pálido vulto.
O oceano é a gota e a gota, o oceano
Que é o nada, senão o tudo junto?
Como fugir dos seus penetrantes olhos?
O Ancião dos dias é Alfa e Ómega, dourada coroa levanta, repleta de fogos...

Num dia de São Romão e de Samael, Regente da Energia de Marte
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