segunda-feira, junho 30, 2008

O Elemento Fogo

O Fogo pode ser distinguido em três categorias diferentes: o interior, o da mente e do espírito, tendo cada um características diferentes e desempenham em nós tarefas diferentes. Cada um dá acesso ao outro e estão interligados, não será possível aceder a um se o outro estiver desequilibrado. Por isso torna-se vital, para um caminho seguro e consciente, conhecer o estado do nosso corpo, como é construído e como está alinhado.

Como H.P. Blavatsky disse:

Existe o calor interno e o calor externo em cada átomo, o hálito do Pai (Espírito) e o hálito (o calor) da Mãe (matéria). D. S.
Esse calor interno é aquele que normalmente chamamos de Paixão, é o viver as coisas intensa e apaixonadamente.
Curiosamente, enquanto escrevia estas linhas veio-me à cabeça que eu tinha perdido esta capacidade, a de viver as coisas intensamente, mas não é verdade. Ainda tenho essa capacidade, o que começou a acontecer com o amadurecimento, foi que comecei a dominar melhor essa Paixão. Primeiro, é apenas libertada para coisas que façam realmente sentido, insuflar-me de sentimentos por algo que à partida não vai levar a lado nenhum é apenas uma perda da minha energia. Segundo, a Paixão facilmente se pode tornar num defeito, pois é um sentimento que pode cair na obsessão ou na ira, duas das características que eu muito bem poderia ter marcadas em mim, mas que me deu muito trabalho a limpar e a dominar. Por isso, esse Fogo da Paixão está muito bem controlado, dominado, mas nunca apagado.
Assim, este fogo torna-se importante na medida em que nos pode ajudar a direccionar a nossa Energia, se eu for capaz de seguir a minha Paixão e deixar-me guiar por ela, estarei a controlar as minhas energias, criando menos dispersão e a canalizar o meu Fogo Interior para o da Mente, permitindo-me chegar a outro nível de entendimento sobre mim e sobre o mundo.
Algumas das actividades que nos ajudam a desenvolver ou a manter este Fogo são as relações sexuais, que bem canalizadas podem levar-nos até ao fogo seguinte. Os desportos são também actividades benéficas para este elemento, bem como o teatro!

Num dia de Lua e do Arcanjo Gabriel, dos Protomártires da Igreja de Roma

Não quero, não

Não quero, não
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
Quero um cavalo só meu,
seja baio ou alazão,
sentir o vento na cara,
sentir a rédea na mão.
Não quero, não quero, não
ser soldado nem capitão.
Não quero muito do mundo:
quero saber-lhe a razão,
sentir-me dono de mim,
ao resto dizer que não.
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.

Eugénio de Andrade


Este é mais um dos meus poetas preferidos, em que sinto os meus temas a ser tratados como raramente é possível.

Para hoje fica este, poderia muito bem ficar outro, pois todos são bons, mas para hoje teria mesmo de ser este. Hoje, apesar de ainda não saber muito bem o que quero, sei o que não quero e por vezes esse é o único caminho. Por vezes saber-se o que não se quer já é uma ajuda, assim, fica este mágico poema para me lembrar de um dia tão importante.

Num dia de Lua e de Gabriel, de São Marçal

domingo, junho 29, 2008

Melodia da Semana VIII

Esta semana a melodia tem um impacto diferente, ao invés de ser escolhida de acordo com aquilo que pretendo fazer esta semana, é a música que determina o que devo fazer.
Anthony and the Johnsons é uma banda pouco conhecida, pelo menos para a maioria das pessoas que não tem interesse pela música independente, liderada por um homem bastante interessante que domina uma voz poderosíssima como ninguém. Na verdade, Anthony Hegarty precisa de mexer todo o seu majestoso corpo para poder dominar o seu Ar e o timbre que quer produzir, produzindo sons que são capaz de deixar qualquer um arrepiado.

À semelhança da sua experiência com o Ar, para esta semana pretendo lembrar-me de como entrar no meu Fogo, elemento bastante predominante em mim, mas que preciso de o conhecer melhor, aliás preciso mesmo de verificar algumas "certezas" que tenho.
Por isso, esta música que se chama Blue Angel, ir-me-á ajudar, durante a semana que começa, a despertar o meu Fogo e a vê-lo com outros olhos.

Proposta da semana, descubram esta voz poderosa que tem capacidades inigualáveis, deixem-se conquistar pela sua melodia e deixem-se levar para onde for preciso. Anthony é uma voz a conhecer, para quem goste de outro tipo de música poderá descobri-lo recentemente num novo projecto, Hercules & Love Affair, para mim menos interessante, mas os gostos nem sempre são os mesmos.

Num dia de Sol e do Arcanjo Miguel, de São Pedro e São Paulo

sábado, junho 28, 2008

As dúvidas existenciais...os questionamentos...o avançar...a Vida

Cassiel, com a tua ajuda quero encontrar as respostas para os meus questionamentos, desejo ardentemente aceder aos meus Arquivos Pessoais e compreender a missão que me foi destinada. Esta foi a forma como acordei hoje, com uma vontade de me compreender melhor, como raramente sinto. Cedo, levantei-me e fiquei a olhar o céu, enquanto cheirava o aroma intenso de um café fresco e forte, as moléculas do meu corpo iam assimilando a energia do Deus Pai. Quando toda eu estava acordada, decidi fechar os olhos e percebi que o meu coração estava inquieto. O que me estaria guardado para hoje? Que novidades, que dilemas, que surpresas me iriam esperar ao virar da esquina?
O dia foi bom, mas intenso, aliás como os últimos tempos têm sido. Por tudo isso, hoje apetece-me dissertar... e é sempre interessante para mim quando isto me acontece.
A reflexão é algo inerente à minha pessoa, sempre que grandes mudanças ocorrem dentro de mim, e por extensão fora de mim também, são fruto das incessantes reflexões, questionamentos, dúvidas e impasses.
Hoje, por estar envolvida por pessoas tão diferentes de mim, é de referir que diferente não tem qualquer conotação de melhor ou pior, vejo-me impulsionada a fazer esta pergunta: Quem sou Eu, afinal? Pergunta aliás que constantemente me faço, pois por vezes as mudanças são tão de repente que nem eu me apercebo.
Para responder a essa pergunta poderia começar com uma longa lista de: sou uma mulher, uma feiticeira, uma professora, uma amiga, uma irmã, uma filha, e discorrer por aí fora, mas nenhuma dessas categorias mostraria realmente quem sou. Essas categorias são, in fine, papéis que desempenho, funções da minha vida, relações familiares ou sociais, nenhuma dela expressa realmente a minha essência, nenhuma delas diz quem sou eu, quem é este Eu.
Esta pergunta para mim não é novidade, ela acompanha-me, vamos arredondar, desde os 12 anos de idade. Sempre me senti deslocada, incompatível com a família, com as amigas, com os amores da minha vida, com a escola, com o mundo. Não tive aquilo a que se pode chamar uma puberdade fácil, para os meus pais não o foi, mas para mim foi quase cruel, aliás o suicídio foi uma das constantes soluções que me passavam pela cabeça, contudo nunca tive a coragem para o fazer. Toda esta exposição é apenas para fundamentar a questão de esta perguntar ter estado sempre presente na minha vida. A filosofia foi uma ajuda preciosa, aliás os meus professores adoravam os meus comentários e as minhas opiniões, a análise de poemas foi outra, encontrei em Bocage e Espanca a razão de todas as minhas angústias. Depois, mais tarde, encontrei Pessoa e, aos poucos, fui encontrando a Luz ao fundo do túnel e compreendendo que eu não era única, que não estava só.
Mas bom, esta partilha surge para poder explicar um pouco o porquê deste questionamento, ele faz parte de mim, é inato. Responder a esta pergunta, apesar de tudo, revela-se mais difícil do que aparentemente seria de esperar, contudo não impossível. O Eu Sou é algo que não se pode descrever e esta realidade tem de ser aceite pois ninguém conseguirá respondê-la de forma exacta e correcta, pois na realidade é algo tão interno, tão do nível invisível que se torna absurdo colocar sequer por palavras. Mas há sempre formas de contornar a questão e de forma a saber quem sou posso tentar perceber como sou em determinadas circunstâncias, quais as actividades que realizo e como as realizo, como reajo perante os obstáculos com que me deparo na vida, enfim, como levo a minha vida. Todavia, parece-me importante, neste momento, fazer um à parte. A consciência de quem sou deve partir do questionamento interior, da análise pessoal de cada um e nunca do que os outros dizem que eu sou. Faço este à parte porque há tempos em conversa com um conhecido, ele dizia que quem somos é quem os outros nos mostram que somos, ao que eu argumentei que jamais poderia ser assim.

Na interacção com os outros eu vou vendo as minhas atitudes, ou quando não as vejo os outros podem mostrá-las, mas sinceramente, creio que a visão dos outros apenas nos poderá servir enquanto formos inseguros, ou não tivermos o habito da reflexão. Parece um pouco presunçoso dizer tal afirmação, mas em verdade esta é a minha experiência, logo a minha verdade.
Ao longo dos tempos fui percebendo que a imagem que os outros têm de nós apenas serve como barómetro, mas quando nos habituamos a reflectir diariamente sobre as nossas atitudes e pensamentos, os outros começam a fazer até comentários pouco acertados sobre nós. Não quero, de modo algum, parecer que os outros não têm importância na minha vida, bem pelo contrário, dependo deles como todos nós, eles são Eu e eu sou Eles, estamos todos interligados pelas relações de vidas passadas ou de missões. Em verdade também digo que às vezes temos uma relação tão íntima, profunda ou intensa que o outro sabe realmente quem nós somos, às vezes primeiro do que nós, mas infelizmente estas situações são raras.
Assim, num dia de Cassiel, acabo por fazer uma das análises e introspecções mais profundas dos últimos tempos, tudo porque estive com pessoas diferentes, como é bom alargar os horizontes!

Num dia interessante!

Nuvens correndo num rio

Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia


Muitas vezes receio que isto me aconteça, pois o empenho e a vontade dentro de mim são enormes, por vezes tenho medo de me esqueçer que a Vida é isto aqui e que cá estou para a experiênciar. Contudo, os medos são apenas alarmes de consciência, que bom que eles existem para me fazer parar, reflectir e continuar! A busca do equilíbrio é essa mesma, viver espiritualmente é ter consciência da dualidade e procurar que ela se integre em mim.

Num dia de Saturno e de Cassiel, de São Irineu e São Leão II

quinta-feira, junho 26, 2008

Equilibrar o elemento Ar

Eis as aprendizagens realizadas sobre o elemento ar.

Ele é a parte mais aérea que existe em nós, os nossos pensamentos e a forma como os comunicamos para o exterior ou como os conseguimos aplicar no mundo.
É regido pelo Arcanjo Rafael que é o Anjo protector da Humanidade e que estará sempre ao nosso dispor para nos ajudar naquilo que precisarmos dele. O Rei elemental é Silfos e os habitantes desse reino são os Sílfides. As fadas regentes do elemento ar são a Rainha Holda, a Dama Melior e a Princesa Aril.
Algumas das manifestações de falta do elemento Ar podem ser a incapacidade de atenção ou concentração, maus resultados escolares, repetidos problemas de saúde, perda ou falta de capacidade de comunicação e incapacidade de iniciar projectos.
Encontrei algumas formas de colmatar essa deficiência, a minha preferida é mesmo um exercício de ligação, escolhemos um lugar ventoso (por sorte, ou não, a minha zona é extremamente ventosa), fechamos os olhos e sentimos o Ar a passar no nosso corpo, inalamos e sentimos o que provoca dentro de nós. Registamos todas as sensações e quando nos sentirmos plenos dessa energia poderemos chamar, ou não, pelos Sílfides ou as Fadas. Nessa altura poderemos estabelecer comunicação e perguntar tudo o que nos interessar, principalmente sobre o reino deles.
Outras formas incluem exercícios mais físicos, por exemplo aprender a controlar a respiração, estudar ou ler livros, escrever cartas, poemas, rituais, conversar com os amigos, fazer viagens ou simplesmente introduzir mudanças na nossa alimentação. Alimentos regidos pelo Ar e que nos podem ajudar a equilibrar são os batidos, os soufflés, carne de caça, mel, café, azeitonas, óleos e flores comestíveis.

Deixo-vos com a Invocação às Silfides de Haziel:

Eu vos saúdo, Sílfides vos que haveis dado um corpo tangível ao Ar e ao Vento e que percorreis constantemente toda a Terra, portadoras de mensagens de pureza e de sabedoria. É sobre os vossos ombros que deponho as minhas ideias, os meus projectos, os meus sonhos de felicidade. Peço-vos para os difundir sobre toda a terra e oferecer a todos os que desejarem beneficiar deles. E, ao mesmo tempo, trazei-me, Sílfides minhas Irmãs bem-amadas, os pensamentos de ordem prática que as vossas Fadas e os vossos Anjos criaram a fim de que o meu pensamento possa tornar-se cada vez mais em Harmonia com a Natureza Viva. Recebei os meus melhores pensamentos, Irmãs do saber e da Sabedoria, lanço-os ao vento para vós!

Num dia de Júpiter, de Saquiel e de São Virgílio de Trento (O Santo morto pelos pagãos)

quarta-feira, junho 25, 2008

Abrir os Chakras

Descobri um vídeo interessantíssimo que desejo partilhar.
Avatar é um desenho animado que passa na televisão nacional e ao qual já várias vezes me disponibilizei para o ver, pois aborda matérias como o domínio dos elementos e outros aspectos esotéricos.
Aliás, bastará dizer que o realizador M. Night Shyamalan já anda de volta da adaptação deste desenho animado para o cinema. Para quem não sabe de quem estou a falar bastará dizer Sexto Sentido, Sinais ou A Vila. Mas o meu preferido de todos os seus filmes é o brilhante O Protegido. As suas duas últimas obras são A Senhora da Água, um belo conto infantil, e O Acontecimento, uma desilusão não pelos temas, mas pela falta de visão pessoal a que tanto nos habituou e que faziam dos seus filmes autênticas obras de arte interessantes.
Mas, voltando ao tema do desenho animado, é que fico empolgada quando falo deste realizador, gosto mesmo das suas visões.
Nesta compilação de episódios Avatar vai aprender a desbloquear os seus sete chakras para conseguir dominar esse estado de Avatar. Mas mais do que ler, é melhor mesmo verem, o filme dura um pouco, mas a aprendizagem é rápida.
Aproveitem.

O Elemento Ar

Hoje, dia de Rafael e da energia de Mercúrio, fui apanhar varas de aveleira, ainda por cima num quarto minguante, fase da lua regida pelo Arcanjo. Não poderia, de facto, ter sido melhor!
A companhia foi mais do que agradável e as conversas como sempre muito produtivas. Por isso, cá estou com mais actualizações sobre o tema da semana a que me propus.
Em conversa com uma amiga, compreendo que os meus elementos estão em equilíbrio e que a minha necessidade não é tanto para os equilibrar mas para os conhecer. As conversas, principalmente depois de uma caminhada matinal pelo Jardim do Cerco em busca da varinha mágica ideal, colocam-me em estado aéreo, fico sempre com a sensação que estou a planar e não a andar. Contudo, e porque o corpo tem necessidades, envolvi-me numa turbilhão de pessoas e com elas veio a densidade. Assim compreendi algo muito importante, os sinais que o corpo nos envia quando mudamos de energia. Todos já sentiram essa energia que nos rodeia, sem dúvida, mas senti-la dentro de nós a manifestar-se no nosso corpo é algo inexplicável. Antes de sequer me aperceber que a energia estava a mudar e que o meu corpo estava a ficar mais denso, logo sem tanto elemento Ar, já eu me estava a queixar sobre a minha garganta me estar a doer.
Depois de tal afirmação, senti de facto o meu corpo a ficar mais pesado, menos leve, e compreendi então o sinal que ele me estava a dar.
Foi muito bonito, principalmente por me ajudar a compreender que tenho cada vez mais uma ligação forte com o meu corpo, que compreendo as suas mensagens.
Depois de verificar esta conclusão, resta-me continuar com as meditações, esperando que a porta do Mundo Elemental se abra e eu possa entrar em contacto com as Sílfides, os Bocans, os Espíritos Chi, os Gryphons, os Gremlins, os Spriggans, todos os elementais deste reino.

Para terminar, hoje apetece-me deixar um pequeno resumo sobre o Santo do dia, São Guilherme. Este Santo nasceu em Versilli, Itália, no ano de 1085 e cedo ficou órfão. Aos 14 anos partiu para Santiago de Compostela com o intuito de trilhar e mostrar a sua caminhada espiritual. Numa tentativa de fazer o caminho à Terra Santa, acabou por ficar em retiro no Monte Parténio (actual Monte Vergine, perto de Beveneto, Itália), devido a questões políticas da altura.
Aí começou a receber discípulos e construiu uma comunidade, a qual passou a ser conhecida como os Eremitas de Monte Vergine e seguiam a Regra da Ordem dos Beneditinos.
Existe uma lenda em volta deste Santo que reza o seguinte: enquanto construía a fundação da casa da sua Comunidade com a ajuda de um burro, veio um lobo e atacou o animal. Guilherme dominou o lobo e ordenou-lhe que substituísse o burro nos seus trabalhos, pois este jamais poderia ter morto um animal que estava a ajudar a construir a Casa de Deus.
Esta é a razão pela qual este Santo é representado com um lobo ao pé de si.

Num dia de Mercúrio, de Rafael e de São Guilherme

terça-feira, junho 24, 2008

Caminho de Auto-descoberta através dos Elementos

Conforme o proposto para esta semana, tenho andado mais desperta para os elementos que me rodeiam e têm acontecido coisas interessantes.
Primeiro constatei, através do meu mapa astrológico, que tenho falta do elemento Ar, predominando em mim o elemento Água, mas isso não era desconhecido, pois sou mais intuitiva do que impulsiva ou reflectida.
Porém, o facto de me aperceber que apenas tenho um planeta no elemento Ar foi uma surpresa, pois o meu trabalho é comunicativo e não revelo muitos problemas na minha comunicação, desde que tenha uma boa noite de sono. Sou também criativa, não genial mas com alguns rasgos de iluminação, tenho raciocínio rápido, gosto dos estudos...nada me indicaria esta falta.
Contudo, comecei a pensar melhor e lembrei-me de qual foi o meu chakra mais problemático, aquele que me exigiu tempo e trabalho para o controlar, ora, pois claro, cheguei então à brilhante conclusão que era mesmo o da Comunicação, o laríngeo, o regido por Mercúrio e ao qual se associa o elemento Ar.
Ainda não consegui compreender tudo o que este assunto encerra, pois as várias linhas de leitura começam a aparecer assim que nos começamos a interrogar. Por enquanto compreendo que a falta do elemento em questão era uma indicação do campo que eu tinha de melhorar e, que mesmo antes deste estudo, já me tinha apercebido que deveria trabalhar mais este chakra. Ao fazê-lo fui desenvolvendo todas as características inerentes a este elemento até chegar ao ponto em que digo não sentir em mim essa falta do Ar.
Uma outra situação que me pode ter ajudado foram as técnicas de respiração que desenvolvi no Yoga, a respiração nada mais é do que aprender a controlar o Elemento Ar. Não obstante, lembrei-me também que uma das coisas que me incomoda bastante é sentir o vento a bater-me na cara quando vou a conduzir, terei de estar mais atenta a esta situação, o que estarão as Sílfides a me querer mostrar e eu a recusar-me a ver?
Todavia, parece-me que no decorrer da semana com a continuação dos meus estudos, com a continuação da meditação, com conversas que possam surgir ou comentários que me deixem, o questionamento vai aumentar e talvez venha a compreender ainda mais profundamente as implicações desta chamada de atenção para o elemento Ar, pois se ele já está compensado, por que razão me foi dado este elemento para analisar? Sim, por que não fui eu que escolhi começar por este, simplesmente na meditação impôs-se, não tive outra escolha senão aceitar começar pelo mais etéreo.
No decorrer deste assunto, mais uma vez fui à Fnac em busca de um livro e saiu de lá com outro completamente diferente, mas a piada da situação é que se trata de um livro sobre o Arcanjo Rafael, nada mais nada menos do que o Regente do Elemento Ar.
As pistas estão lá, agora só falta querer vê-las.

Num dia de Marte, do Arcanjo Samael e do Nascimento de São João Baptista

domingo, junho 22, 2008

Melodia da Semana VII

Chegou o Verão e com ele toda a Energia do Sol. Portanto, é uma altura muito boa para podermos sair de casa e passear, pois o tempo assim o convida, seja para a praia, para o campo ou para locais cheios de ar condicionado, o importante é que todos sentimos vontade de sair. Despimos a roupa e a nossa personalidade fica mais marcada, mais livre! Como é bom sentir o Sol a encher o nosso corpo de energia e a terra por debaixo dos nossos pés a chamar-nos!

Para mais uma semana intensa, com grandes decisões no campo profissional, escolho uma banda muito antiga, mas que nem por isso deixou de ter força e fazer sentido. Esta banda exerce um poder enorme sobre mim, coloca-me em transe muitas vezes, mas dá-me sempre, seja qual for a música, vontade de dançar, de comungar com o espaço onde me encontro.
Dead Can Dance é uma daquelas bandas intemporais, pois não estão sujeitos às modas que tão rapidamente são ultrapassadas. Uma banda que nos fala do Homem, da Natureza e do Universo estará sempre actualizada.
A proposta da sua vasta discografia recai na música The Snake and the Moon do álbum The Spiritchaser, de 1996. Porquê esta? Simplesmente por me conseguir colocar em ligação com tudo o que me rodeia e que espero conseguir fazer ligar-me aos quatro elementos. É uma música que nos leva facilmente para dentro de nós próprios, através da descida da cobra, encontramos a lua interior.

Aproveitem esta bela semana com uma música muito intensa e interessante.

Num dia de Sol e do Arcanjo Miguel.

Os Quatro Elementos

Existem quatro elementos ... dos quais todos os corpos inferiores são compostos; não empilhados uns por cima dos outros, mas por transmutação e união; e quando são destruídos, dividem-se em elementos. Pois não existem elementos puros, mas sim mais ou menos misturados, e susceptíveis de serem transformados uns nos outros... É esta a origem e fundamento de todos os corpos, naturezas, virtudes e trabalhos maravilhosos; e aquele que conhecer estas qualidades dos elementos, e as suas misturas, produzirá coisas maravilhosas e espantosas e será perfeito na arte da magia.

Cornelius Agrippa

Os elementos têm sido abordados por mim de forma a compreender as energias que invoco para o meu círculo mágico e os objectos ritualistas que utilizo em magia como catalisadores para atingir os meus objectivos, mas hoje quero ir mais longe. Sendo que estes quatro elementos são constituintes de toda a realidade física também o ser humano os tem. Para melhor me conhecer, e por extensão conhecer o exterior, proponho para esta semana que se inicia, meditar sobre os quatro elementos existentes em mim, quais estão mais predominantes e quais estão em falta, ou desequilibrados.
A informação retirada dos livros não me parece ser suficiente, é preciso transformá-la em conhecimento, é preciso levantar o véu dos mistérios que separa a minha consciência física da universal. Para atingir este objectivo deverei mergulhar no Reino dos Elementais e entrar em contacto com eles, em meditação ou simplesmente caminhando na serra, no mar, no jardim, num monte.
Esta Vontade surge depois de ter realizado o Ritual do Solstício de Verão, onde os Elementos são invocados através da respectiva Oração e que me proporcionaram algo maravilhoso. Porém, uma das regras de qualquer iniciado, e que para mim faz sentido, é não divulgar a informação que nos é transmitida durante os Trabalhos da Arte. Assim, pretendo apenas tentar mostrar que a realização de um Ritual é também entrar em contacto com os Mestres Antigos e com o conhecimento milenar que nos rodeia em forma de energia, acessível para quem a quiser obter, bastando desejá-la sem a querer possuir. Deixo-vos com um trecho do ritual que poderão encontrar completo no livro de José Medeiros Rituais Antigos para um Mundo Novo - Manual de Magia:
Sou uma pedra do Grande Templo, sem tamanho nem idade, onde a Energia Primordial, nas suas duas polaridades, se manifesta. Sou uma servidora da Grande Mãe e do Grande Pai. Que as Energias e as Entidades dos Planos Intermédios sejam minhas testemunhas.

Num dia de Sol e do Arcanjo Miguel, de São Paulino e de São Tomás Moro

sexta-feira, junho 20, 2008

O Fluxo do Universo




Com a chegada do Verão e com mais tempo livre, os dias começam a ter um sabor diferente. Sinto-me cada vez mais desperta e disponível para o fluxo do Universo, sempre que tenho um tempo de descontracção, tento deixar que a vida vá fluindo, obviamente realizando as minhas opções, mas deixando espaço aberto para os imprevistos do Universo. E de facto, esta semana veio-me espelhar exactamente isso, como é bom às vezes deixarmos no leque de escolhas que fazemos, espaço para o imprevisto.

Desde terça-feira que me estão a ser proporcionadas experiências que nunca tinha realizado antes, quer no campo profissional, como no privado, o que me está a fazer sentir muito bem. Quando me deparo com uma situação nova, uma novidade, fico felicíssima, pois vejo que a minha capacidade de adaptação está a melhorar. Devido ao meu trabalho, todos os anos tenho de passar por novas situações, novos lugares, novos colegas e novas aprendizagens, mas cada vez que isso acontece vou-me apercebendo que não reajo muito bem às mudanças, que levo muito tempo a adaptar-me a essa nova realidade. Assim, neste final de ciclo começo a perceber que afinal não estou assim tão certa quanto à minha capacidade de adaptação, pois ainda não se deu a mudança e eu já estou em processo de mutação. Sinto que nesse aspecto também mudei, mas ainda não o tinha notado.
Toda a semana me foi exigido agir de forma segura, calma e reagir rapidamente perante as novas situações, e de cada vez senti que a prova foi superada, a lição aprendida e que posso, e devo, seguir em frente.
Para culminar, a cereja no topo do bolo, foi esta sexta-feira mágica!

Com uma quantidade de opções na frente, não conseguia decidir o que fazer, pois não me apetecia mesmo nada tomar decisões, parar e sentir o que me apetecia realmente fazer. Assim, decidi que seria a melhor altura para me disponibilizar para deixar a energia do universo agir por mim, uma vez que qualquer uma das opções me era favorável. Portanto, acabei por me deixar guiar e passar por uma prova importante, ser capaz de realizar um trabalho de limpeza árduo; estar com uma pessoa querida que me ajudou a completar essa limpeza e depois desfrutar do resto do dia do Amor, envolta por beleza e por alegria!

Foi um dia muito importante, rodeado de pessoas importantes, que fazem parte do meu Caminho e que o tornam mais aprazível, mais sereno e mais compreensível. Foi mais um dia em que caminhei com firmeza para o encontro de mim própria, com a certeza de que seja o que for que encontre no final será Amor!
A todos um grande e merecido – Obrigada!

Num dia de Vénus e do Arcanjo Anael, de São Silvério e de São Macário

quinta-feira, junho 19, 2008

Ritual para Equilíbrio e Criatividade

Ontem às 18:31 chegou a Lua Cheia, momento ideal para celebrar a Deusa Mãe no seu apogeu neste mês de Solstício, onde o Deus Pai chega também ao seu apogeu, fazendo então com que a Água se una ao Fogo e desçam em união à Terra, tornando as colheitas frutíferas.

Nos tempos que correm, onde o grau de dependência da Natureza é menor, pois cada vez mais as coisas podem ser criadas em estufas e laboratórios, os rituais que nos foram passados dos Nossos Irmãos Antigos já não podem ser encarados da mesma forma. Antigamente as pessoas eram completamente dependentes daquilo que a Natureza lhes dava por isso realizavam rituais de agradecimento à Natureza para que esta lhes fosse sempre benfazeja. O ritual que realizei era mais um desses, é o ritual de agradecimento à Lua pela sua Energia e boa vontade sobre as plantações, pois esta altura seria a de se preparem para as colheitas.
Existem ainda locais onde estes rituais se realizam pois ainda há pessoas que dependem da Natureza e lhe prestam homenagem. Contudo, para mim o ritual tem outro objectivo.

Nesta primeira lua cheia de Junho posso, então, aproveitar a Energia da Deusa para me colocar em equilíbrio, quer física quer espiritualmente (unindo a Água e o Fogo dentro de mim) e para que o meu Corpo (Terra) se torne abundante e fértil, através da Criatividade. Assim, passo a considerar que o campo trabalhado durante todo o ano foi o meu interior e é aí que chamo a Energia da Deusa para a tornar fertil.
Realizei este ritual na última hora de Sol, num dia com a energia de Mercúrio e com a Lua Cheia em Sagitário, tive imenso cuidado para não apanhar a Lua em Vazio, ou oculta, pois esta estava em mudança de signo.

O dia que antecedeu o ritual foi fabuloso. De manhã estive a trabalhar em casa e à tarde tinha uma festa de despedida num dos meus locais de trabalho e por isso tinha de chegar mais cedo para pintar os cartazes e enfeitar as latas. Preparámos um mega arraial e tudo estava a correr bem, tirando o facto de que o Karaoke não funcionou e a única coisa que manteve os convidados entretidos era a barraca onde eu estava com o jogo de atirar a bola às latas. O prémio era um abraço pela tentativa e um beijo se conseguissem derrubar todas as latas.

Foi desde as 4.30 às 21.00 da noite sem parar a apanhar as latas do chão, colocá-las em pirâmide e voltar a apanhar as latas do chão e colocá-las em pirâmide. Apesar do massacre ao corpo, eu estava em êxtase, como é delicioso trabalhar com uma equipa que dá tudo o que tem a dar pelo bem dos outros, como é fantástico ver que no meio de tantas tecnologias uma simples brincadeira básica pôde proporcionar tanto divertimento. Era lindo ver as caras dos que conseguiram derrubar todas as latas, era lindo ver as pessoas desinibidas, sem álcool, a cantar no Karaoke. Foi sem dúvida uma preparação fabulosa, como nunca tinha tido, para a realização do ritual. Quando cheguei a casa o cansaço era tal que julguei nem conseguir ter força para o ritual, mas bastou-me olhar para as fotos que tirei, lembrar-me de toda aquela alegria e a Vontade surgiu. Foi maravilhoso. Obrigada!
Para realizar este ritual precisamos de madeira para fazer uma fogueira, uma taça grande e água da nascente, flores silvestres e arruda.
Encerramos o círculo mágico e realizamos o ritual de Abertura, depois podemos prosseguir com o ritual específico.
Virado para Oriente fazer uma saudação e com a vara desenhar um pentagrama no centro do círculo. Dizer:

- Senhor do Sol, poderosa luz da Vida, benze as nossas terras como sempre o fizeste. Inunda a Terra com a tua Energia para que as colheitas sejam fartas e fiquem maduras.
Mergulhar a vara na água contida na taça e dizer:

- Que a tua Energia mergulhe nesta água , purificando-a e transmitindo-lhe o teu poder de cura para que, com ela, possamos equilibrar as nossas energias e o nosso corpo.

Aspergir o círculo com a água consagrada e, depois, com a mesma, fazer um sinal na fonte nas mãos.

- Senhor do Sol, que ajudaste a gerar a Vida, liberta o nosso corpo das energias negativas e guia-nos no caminho que conduz às Esferas Divinas.

Passar a mão pelo fogo ou saltar a fogueira e dizer:

- Senhor do Fogo, que tudo purificas, limpa-nos das energias negativas que nos envolvem e condicionam, impedindo-nos de avançar no Bom Caminho e dá-nos Força para vencer o Bom Combate.

Consagrar pão e vinho que será consumido depois da abertura do Círculo.
Realiza-se o ritual de Encerramento e abre-se o Círculo.
in, Rituais Antigos para um Mundo Novo – Manual de Magia de José Medeiros


Fiquei muito contente com tudo o que aconteceu antes, durante e depois do Ritual, aconselho a que o realizem pois traz de facto um conhecimento sobre o nosso equilíbrio muito profundo.

Num dia de Júpiter e do Arcanjo Saquiel, de Santa Juliana e de Gervásio

terça-feira, junho 17, 2008

Exercício Espiritual

Para este final de dia alucinante, onde houve espaço para que tudo pudesse acontecer, desde fazer coisas que nunca tinha feito antes, a ter jantares imprevistos, fica uma pequena reflexão. A primeira de um dos meus poetas preferidos de sempre e a segunda de um mestre intenso por ser tão simples.



É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem
É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora

Mário Cesariny, in manual de prestidigitação

E ainda:

Caminho eternamente sobre estas margens,
entre a areia e a espuma.
O fluxo do mar apagará a impressão dos meus passos,
e o vento levará a espuma.
Mas o mar e a margem
permanecerão
eternamente.
Kahlil Gibran, in Areia e Espuma



Num dia de Marte e do Arcanjo Samael, de São Manuel e de Santa Teresa Infanta

segunda-feira, junho 16, 2008

Os meus Anjinhos de Carne e Osso

Hoje vai ser um dia especial, todos são à sua maneira, mas há dias e coisas que fazemos que às vezes são mais especiais. Hoje vou-me reunir com os meus anjinhos que me acompanharam durante um ano inteiro, anjos que me ensinaram muito sobre mim e sobre o que faço. As crianças que cruzam a minha vida são pessoas lindas, todas elas, mesmo aquelas com quem nem sempre consegui trabalhar bem, estas ensinam-me as coisas mais difíceis, aquelas que muitas vezes me recuso a ver.
Como não há coincidências, mas sim sintonias, tinha de ser hoje que as iria encontrar, pois este encontro estava marcado há já algumas semanas, mas por variadíssimas razões acabou por ser adiado. Será então num início de uma semana de despedidas e conclusões que irei encontrar os anjos que ficaram meus amigos. O que me espera, não sei, mas estarei atenta e disponível para mais aprendizagens.

Num dia de Lua e do Arcanjo Gabriel, de São Francisco Regis e de Santa Júlia

domingo, junho 15, 2008

Melodia da Semana VI

Mais uma semana que chegou ao fim e outra que começa. Depois de uma semana intensa a todos os níveis, espero que esta seja mais leve, menos ocupada mentalmente para me poder distrair em leituras, que devido a tanto evento cultural e trabalho acabaram por ficar em atraso. Contudo, esta semana será dedicada ao campo emocional, pois será mais uma semana de despedidas e de agradecimentos por aprendizagens, assim espero conseguir dedicar toda a minha atenção com exclusividade para este campo.
Em forma de agradecimento para esta semana fica uma música de Feist, do primeiro álbum Let it Die, que para mim é muito mais alegre e ingénuo mas cheio de força. Fica Inside and Out, para me dar alegria para uma semana árdua emocionalmente.

Boa semana para todos e deleitem-se com esta boa energia!

Num dia de Sol e do Arcanjo Miguel, de São Vito e de Santa Germana

sábado, junho 14, 2008

A Alegria das Rosas

A Lua já vai alta e a noite acaba de chegar. Depois de todo o trabalho realizado, é chegado o momento de relaxar. Enquanto o faço relembro a noite mágica que ontem tive, foi-me dado desfrutar de um espectáculo de dança belíssimo, na presença de pessoas maravilhosas.
A Amalgama é uma companhia de dança que tenta sempre transmitir aos seus espectadores espectáculos alquímicos, onde um lençol branco marca sempre presença para nos lembrar que fazemos todos e tudo parte do tecido do mundo.
A poetisa Risoleta Pedro tem também marcado presença nos actos criativos desta companhia, há tempos a partir do seu poema Conquista-me, a Amalgama criou uma dança fabulosa onde espadas e pessoas tentavam recriar o processo do nascer e renascer inerente a toda a existência no Mundo. Depois desse espectáculo surgiu uma imagem na mente da poetisa e esta criou um poema de propósito para a companhia dançar, foi mais ou menos assim que nasceu A Alegria das Rosas.

Um pouco depois da hora marcada, é verdade que a Companhia nunca conseguem começar os seus espectáculos à hora marcada, fomos recebidos e as portas abriram-se. Entrámos nos corredores enigmáticos do Convento de Mafra e à luz das velas, o percurso foi-se revelando. Na frente uma mulher segura e serena indicava-nos o caminho e, quando todos tínhamos entrado, o lençol passou por cima das nossas cabeças, num acto de boas-vindas mas também de limpeza.
Num dos muitos entroncamentos havia uma cena fenomenal, o lençol estendido nas escadarias, no fundo um homem dormindo sobre ele e no cimo uma mulher/criança de perfil olhava-nos estática enrolada no lençol como se ele fosse um manto.
O Caminho foi continuado até chegarmos ao som da guitarra que se ouvia desde o início e do fim do percurso ouvíamos uma voz masculina a cantar e no início uma voz feminina, como se cada um estivesse à procura do outro, mas nunca se encontraram.
Chegámos a sala elíptica e a disposição era circular, o público envolveu os dançarinos que ao som de taças tibetanas começou a bailar pelo espaço…
A seguir, foi todo um processo alquímico e mágico que é indescritível, pois os movimentos foram graciosos mas cheios de vida, alinhados mas criativos, pensados mas livres.

Quando terminou nem conseguia bater palmas pois a harmonia era tal que se o fizesse ficaria em desequilíbrio, a Amalgama tem a capacidade de reavivar em mim a Vontade que sempre existiu de dançar. Sempre fui uma apaixonada pela dança, lembro-me em criança, com nove ou dez anos inventar coreografias para as músicas da minha ídolo da altura, a Madonna. Lembro-me que sempre que me sinto mal desejo dançar, enquanto todos dizem “Quem canta seus males espanta”, para mim faz mais sentido “Quem dança seus males espanta”.
Dançar é um acto único, onde cada movimento nunca se poderá reproduzir outra vez, pois ao dançar estamos a modificar as nossas moléculas e elas nunca mais poderão ser as mesmas, logo jamais poderemos ser o mesmo a realizar determinado movimento de dança. Ao dançar estou a entrar em contacto com o meu eixo de ligação ao Divino e a prestar homenagem a essa energia vital. Depois de ontem ficou gravado na minha alma, vou dançar mais. A Amalgama relembra-me como me é vital dançar, como faz parte de mim essa essência, como é latente que sempre que vejo alguém dançar o meu coração palpita mais forte, como se pressentisse a energia de Amor que ali se reúne.
Por tudo isto estou grata, pela aprendizagem que fiz e pela Vontade que renasceu.

O espectáculo vai estar presente dia 21 Junho às 21h30 na Quinta das Vidigueiras em Reguengos de Monsaraz e no dia 28 Junho às 22h no Convento de São Francisco em Estremoz, para quem puder é algo imperdível, não só pela Beleza que é assistir a este espectáculo, mas também pelo bem que nos faz, pois acreditem, a Amalgama sabe muito bem mexer com as energias presentes no público, transmutá-las e devolvê-las renovadas, purificadas.
A não perder!

Num dia de Saturno e de Cassiel, de São Eliseu e de São Basílio Magno

sexta-feira, junho 13, 2008

A Força da Música e o Poder das Palavras

Esta semana tive o prazer de poder ir assistir a um concerto maravilhoso na Aula Magna. Leslie Feist entrou de mansinho na sala trazendo na mão uma candeia, enquanto o cenário estava escuro apenas se via uma luz ténue por detrás de um pano branco emoldurado no centro do palco. A luz por detrás do pano revelou uma figura que brincou com a voz até ter a sala toda conquistada, quando a energia estava evocada ouviram-se as seguintes palavras sibiladas "Help it's on its way" e passado algum tempo entraram então os músicos que a iriam acompanhar. As maravilhas das tecnologias permite-me deixar aqui gravado o que relamente aconteceu, apesar da magia ser impossível de capturar, fica o registo.




Este concerto foi muito mágico mas aquilo que mais me interessa desabafar hoje é simplesmente que vivi outra vez in loco a capacidade que a música tem de nos abrir os chakras e colocar em determinados pontos energéticos como nunca vi ou senti antes.
O som é algo extremamente importante e todos sabemos o efeito que tem um som estridente e desarmonioso em nós e qual o efeito que uma melodia harmoniosa nos provoca. Atenção, todos temos gostos musicais diferentes e aquilo que alguns poderão considerar que os coloca num bom estado de espírito, para mim poderia ser considerado o oposto, e vice-versa. Mais uma vez, o que interessa é que cada um saiba qual o seu tipo de música, quais os acordes, instrumentos, tipos de vozes que nos deixam num estado de espírito calmo e aliviado, quais os que nos dão energia e quais os que nos deixam a sentir mal. Mais uma vez o que importa é o conhecimento interior de cada um sobre o seu próprio funcionamento.
Voltando à importância do som, já repararam que quando temos um sonho com som, nunca mais o esquecemos? Primeiro porque não é normal o sonho ter som, nem cor quanto mais som; depois porque um som é realmente algo que entra dentro de nós como uma bomba. A vibração que um som produz tem imediatamente uma consequência em nós, reparem que a primeira vez que começamos a ouvir sons, estes são filtrados pelo líquido amniótico, quase como se precisássemos de ser protegidos desse trovões energéticos.

As palavras têm força, quantas vezes já ouvimos dizer isto, mas realmente têm. Como sempre a sabedoria popular vai-se banalizando e certas coisas que serviam para nos transmitir conhecimentos iniciáticos, acabam por perder o seu valor dado o uso inapropriado que têm. Mas a verdade é que as palavras têm força, duplamente até. Primeiro temos a força do seu significado, o seu valor interno, a carga de milhares de anos serem utilizadas por milhões de pessoas, e depois têm a força do som. Todos temos uma palavra que preferimos simplesmente pelo som que elas produzem ao serem verbalizadas, por exemplo eu adoro a palavra papillon, simplesmente porque ao ser dita faz-me sentir bem, como se fosse uma palavra que jamais utilizaria quando me sentisse mal, é estranho de explicar mas é assim mesmo. Tenho outras mais, sempre uma ou duas em cada língua, e todas elas têm em comum esse factor, são palavras que jamais utilizaria em determinados momentos, como se fossem sagradas e apenas pudessem ser utilizadas em bons momentos. Sempre tive este amor profundo pelas palavras, como se as conseguisse compreender, como se elas me surgissem na cabeça como formas energéticas, onde posso desmontar e montar de forma a redefini-las. Talvez por isso em criança me fosse tão difícil de as compreender como vocábulos mortos e estava sempre a escrevê-las de maneira diferente, claro, todos achavam que eram erros ortográficos e não um processo criativo de uma criança. Poderia ser, mas recordo-me de as minhas professoras acharem estranho pois eu não fazia sempre o mesmo erro, muitas vezes o que acontecia era que a mesma palavra aparecia três ou quatro vezes escrita de maneira diferente, o que depois também me ajudou quando estudei fonética, pois percebi ainda melhor a capacidade de mudança que as letras têm, os sons inúmeros que elas podem representar.

O que me leva à parte final desta divagação, a força das palavras mágicas e das palavras que dizemos em rituais. Nada deve ser utilizado ao acaso, todas têm uma carga e deveremos ter consciência disso, quer seja no dia-a-dia as orações que fazemos, quer seja num ritual simples. Depois, temos o nome mágico... Este nome tem uma força que ninguém pode imaginar até ao dia em que o descobre e o evoca. Eu, pessoalmente, utilizo-o sempre que preciso de energia extra, sempre que me sinto a desviar de mim própria, evoco o meu Verdadeiro nome e tudo fica bem.
Depois desta experiência mágica num concerto, hoje vou ter a oportunidade de ir ver um bailado ao som de taças tibetanas, que espero que seja ainda mais mágico do que o concerto de quarta-feira. A companhia de dança Amalgama tem uma capacidade de colocar em movimento as energias que pairam à nossa volta de maneira intensa e interessante, mas depois falarei mais sobre esta Arte, que mexe muito comigo!

Num dia de Vénus, do Arcanjo Anael e do Santo António

quinta-feira, junho 12, 2008

Em Paz Finalmente!

Hoje foi um dia para resolver situações! Fiquei tranquila e por isso estou muito feliz, finalmente me provei que a lição está realmente aprendida. O coração serenou por ter desabafado e a mente acalmou por ter feito o correcto. Obrigada!

Num dia de Júpiter e de Saquiel, de São João Facundo e de São Onofre

quarta-feira, junho 11, 2008

Pensamentos

Hoje surgiu-me esta frase e achei que era sintonia a mais, por isso fica aqui registada para melhor reflectir sobre ela.
Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a acção; semeia a acção e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter.
Tihamer Toth

Num dia de Mercúrio e do Arcanjo Rafael, de São Barnabé e de Santa Rosalina

terça-feira, junho 10, 2008

Dúvidas e Medos

Dia de Marte, feriado nacional, dia do Santo Anjo de Portugal! Tanta coisa boa para mim e infelizmente não estou nos meus melhores dias.
Conforme prometido, a mim mesma, claro, esta semana tem sido dedicada ao meu campo mental, a estar cada vez mais consciente do que me vai na mente, para poder dominar esta minha parte criativa e seguir o Caminho do Meio.
Assim, percebi que quando não tenho o tempo necessário para fazer tudo o que me proponho, começo por colocar de lado aquilo que é menos importante, o ginásio por exemplo. Depois faço as obrigações que tenho de fazer, pois sou muito rigorosa naquilo que me proponho fazer e se há coisas, mesmo que para mim sejam menos interessantes, que tenho de fazer, faço-as rapidamente e só depois me debruço sobre as minhas coisas tão mais interessantes.
Isto tudo para referir que ando cheia de trabalho, pois mais um ciclo que chega ao fim, e não tenho tido o tempo e a disponibilidade para me dedicar ao blog como gostaria. Hoje, apetece-me só desabafar sobre este ciclo que chega ao fim, pois eu julgava que já estava controlado, mas mexe ainda muito comigo.
Apesar de saber que estarei onde tiver de estar e que me acontecerá o que tiver de acontecer, existe ainda dentro de mim medos. Estes medos não têm razão de ser, pois este ano apesar de tudo o que aconteceu de imprevisto, as coisas compuseram-se da melhor forma. Sei que a minha Fé é enorme e que tenho tido a capacidade de encontrar as respostas que tanta falta me faziam. Todavia, há uns tempos que ando com vontade de mudar a minha vida profissional, pois não consigo encontrar a satisfação como outrora fazia, e isso poderá ter consequências graves no meu futuro. O simples facto de andar a pensar em mudar faz com que o meu futuro comece a modificar, mas a gravidade é que quando penso em mudar não tenho definido em mim qual é a mudança que quero.
No final do mês passado era para ter tido uma consulta sobre este assunto, mas como eu própria não acredito que os outros têm a minha resposta, ela está sempre dentro de mim, procurar nos outros é o caminho mais fácil, a consulta acabou por ser adiada, devido a problemas pessoais do Consultador. Não vou dizer que fiquei aliviada, pois não estaria ser completamente verdadeira, mas percebi que esta resposta tenho de a encontrar sozinha.
Fui colocando o dilema de lado e depois deste fim-de-semana percebi que era chegada a altura de me debruçar sobre o assunto.
Então, percebi que desejo muito continuar a fazer o que até aqui tenho feito, que este ano compreendi onde estavam alguns dos problemas desta profissão e que as melhorei. Compreendi que o que faço é simplesmente um trabalho e que eu sou muito profissional, mas que não posso, nem quero, colocá-lo acima de tudo e de todos, como até agora fazia.
Este ano percebi que a minha realização não vem daquilo que faço enquanto emprego, onde ganho a minha subsistência, mas sim de todas as aprendizagens que dela retiro para continuar a evoluir interiormente. Por isso, desejo continuar a desempenhar esta profissão, que tantas alegrias e tristezas me dá, mas que faço muito bem e com grande consciência do papel espiritual que ela tem.
Agora que os pensamentos desorientados foram eliminados, resta-me começar a projectar o que quero fazer neste novo ano que irá começar. É altura de visualizar aquilo que quero, fazer o mapa para encontrar o tesouro, e deixar as dúvidas e medos de lado.

Num dia de Marte e do Arcanjo de Samael, mas acima de tudo no Dia Do Anjo de Portugal

segunda-feira, junho 09, 2008

Se



Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu...
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário...
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia...
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...

Se podes esperar sem fatigar a esperança...
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores...
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores...

Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo...

Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante...

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade...

Se quem conta contigo encontra mais que a conta...
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos...

Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!...



Rudyard Kipling - tradução de Féliz Bermudes

Num dia de Lua e do Arcanjo Gabriel, de São Feliciano e São Primo

domingo, junho 08, 2008

Melodia da Semana V


Para esta semana dedicada ao mental fica como proposta sonora Silence dos Portishead. Esta banda maravilhosa, como o próprio nome sugere, consegue transmitir-nos os nossos pensamentos, os esquemas mentais como se fossem engrenagens de fácil acesso, dai ter sido a escolha para esta semana.

Estejam atentos ao início da música, em português do Brasil, relembra-nos a importância da regra dos três, que tudo o que fazemos recebemos em triplicado, seja bom ou mau!


Num dia de Sol, do Arcanjo Miguel e de São Severino

A Mente e a Capacidade de Cura

Cá estou de regresso. Como é bom este sentimento de voltar a casa, mesmo se a ausência foi curta, é sempre agradável colocar a chave à porta e sentir a presença aconchegante da energia que nos recebe de braços abertos.

Neste fim-de-semana deparei-me com uma situação que me relembrou a importância que a nossa mente tem no processo da nossa vida.

Em Cabala aprendemos que existem três mundos diferentes onde somos capazes de agir e que nos influenciam directamente, sendo eles o Mundo Astral, onde reside a nossa essência, o Mental, onde se formam os nossos pensamentos e o Físico, onde se concretizam os outros dois Planos.
O Plano Mental é de grande importância, pois é ele que faz a ligação entre o que desejamos com aquilo que realmente recebemos. Quando desejamos algo, essa energia é direccionada ao Plano Astral, aí ganha energia/força para ser criada, executada. Quando a essa energia associamos uma mente bem treinada, onde não há espaço para dúvidas, onde a fé é inabalável, aquilo que desejamos realiza-se quase imediatamente no Plano Físico. Quando menciono não haver espaço para dúvidas quero dizer não duvidar da capacidade de realização do que desejamos, pois as dúvidas são importantes, são elas que nos fazem questionar sobre tudo o que se passa à nossa volta, mas quando estamos num processo de criação ela não poderá existir, pois está a abrir espaço para que tudo vá por água abaixo.
O que me leva para a tal reflexão que me surgiu neste retiro.
Se a mente é assim tão importante que parte desempenha ela na recuperação de uma doença? E, para ir mais longe ainda, até que ponto não somos nós que realmente criamos essas doenças pelos pensamentos negativos em que nos envolvemos, pelos esquemas deturpados em que aprendemos a sobreviver neste Plano Manifestado?
Desde sempre que acreditei que a doença, seja ela de que foro for, é um sinal de alguma desordem interior, espiritual, mental. Esta linha de pensamento é algo defendido hoje em dia pelo mais comum esotérico, mas ainda de difícil aceitação para outros, pois responsabiliza-os até pelas coisas menos boas que nos acontecem, afinal, quem quererá assumir que é o único responsável por estar a morrer de cancro? Não será fácil, sem dúvida.
Na minha vida tive de me aperceber de determinadas situações mentais para conseguir lutar contra algumas pequenas doenças. Uma tiroidite revelou-me o meu esquema de enfrentar o mundo, sendo que a minha posição de defesa perante tudo e todos estava espelhada nessa doença. Assim corrigindo a mente, corrigi o corpo físico. Obviamente que esta doença não é comparável com outras situações mais graves, mas servirá como um exemplo real de como funciona esta ligação do Mental com o Físico.
Assim, poderei debruçar-me sobre a nossa capacidade de auto-cura. Até aqui muita gente acredita que isso é um Dom concedido a apenas alguns superdotados, mas essa não é a minha visão das coisas. Se somos nós que criamos as nossas doenças, também seremos nós que as deveremos curar e enquanto não assumirmos esse cargo, apenas estaremos a remediar situações que mais cedo ou mais tarde voltarão a acontecer. Todos temos a capacidade de Cura, basta acreditar, não foi essa a mensagem do Mestre? Filho de Homens que tinha a consciência da sua parte divina e que assumiu em si o cargo de nos mostrar do que somos feitos afinal?
Chega de culpabilizar os outros pelas falhas que existem na nossa vida, chega de desculpabilizar os nossos erros por estarmos demasiado debruçados sobre os outros, chega de fugir das nossas vida. É chegado o momento, nesta tão falada Era de Aquário, de assumirmos o comando da nossa vida, no Bom e no Mau. Se me desarmonizei não foi porque a minha amiga estava mal e me perturbou, mas sim porque essa Harmonia não existia em mim desde o princípio, ninguém pode retirar nada a ninguém. Se o projecto não vai para a frente não é por tê-lo partilhado com alguém que teve inveja de mim, mas sim porque ainda não aprendi a guarda o silêncio no processo de criação. Se algo de errado e surreal acontece, não foi bruxedo que me foi feito, pelo menos não posso ir imediatamente para esse campo sem antes fazer uma análise profunda aos meus esquemas de raciocínio.
Chega! É altura de nos assumirmos como criadores, e isso trará os louvores e as penas. Mas para assumir os louvores também terei de ser humilde para aceitar os lados menos positivos.
Para esta semana proponho-me então a viver esta realidade ao máximo, proponho, mais uma vez, mergulhar dentro de mim, mas desta vez nos meus pensamentos, como são eles criados, partem de que sentimentos, o que os move, quais os seus objectivos? Que corre mal na minha vida? Que campo tenho de dar mais atenção? Será uma semana dedicada a mim, meus amigos e amados companheiros, peço-vos uma semana para mim!

Num dia de Sol, do Arcanjo Miguel e de São Salustiano

sábado, junho 07, 2008

A Caminho de ...

Estou agora a caminho do Campo, mais um fim-de-semana que dedico a retiros espirituais, pois avizinham-se uns meses intensos e é urgente limpar-me. Depois do Ritual do Novo Caminho, parece-me muito importante dedicar tempo aos outros, estar com aqueles que amo com mais frequência e por isso este fim-de-semana vai ser maravilhoso.
Desta vez vou para o meio do calor, para as Oliveiras e Sabugueiros, vamos ver que tipo de energia me vai ser dado a experiênciar. Até amanhã!
Num dia de Saturno e do Arcanjo Cassiel, de São Roberto e de São Pedro de Córdova

sexta-feira, junho 06, 2008

Reflexão - XXI

Esta semana tenho andado bastante ocupada, quer em termos exteriores como interiores. Durante esta semana, estou em meditação com a Lâmina XXI - O Mundo. Faz já algum tempo que ando a estudar o Tarot, para ser mais precisa já três anos. Houve uma altura em que as meditações eram com citações da Cabala, onde cada carta representava um dos caminhos da Árvore da Vida. Contudo, agora decidi, já lá vai quase um ano, que deveria meditar sobre a sua simbologia, sobre os elementos que cada uma contém e analisá-las de acordo com a Evolução do Herói.
Assim, todas as semanas começo uma carta nova e o seu significado vai-me sendo dado a conhecer durante os sete dias que se seguem ao estudo. Às vezes acontecem coisas muito giras, sincronias interessantes, como por exemplo, no Domingo começam a aparecer situações que já me estão a remeter para a Lâmina seguinte. Tem sido uma viagem interessante, pois aprender o significado de cada carta ao colocá-la na minha vida pessoal, tem me ajudado muito a compreender o meu próprio funcionamento a níveis interiores.
O que me leva então a esta em particular.
Tem acontecido muitas mudanças na minha vida, tenho conseguido estar a realizar a Pedra Verde do Alquimista, a cada dia que passa, com as minhas moléculas a mudar, eu mudo também. Tenho conseguido estar atenta ao que me rodeia e em harmonia por dentro, talvez nem sempre mas cada vez mais. O que a carta XXI nos revela é exactamente a mudança em perfeita harmonia. O Mundo é a carta que nos mostra que quando estivermos preparados as coisas acontecem, já não ficamos à espera que a Roda da Vida mude e nos traga o que queremos, com esta carta somos nós que assumimos o controlo, porque após tantas provas estamos mais do que limpos e em condições de nos unirmos à Energia Crística e fazer o nosso percurso.
No centro da Carta temos uma mulher que se encontra numa posição de dança, ou o mesmo será dizer movimento harmonioso em perfeito equilíbrio com o nosso interior. Esta mulher representa o Mago, agora completamente transformado, depois de passar todas as provas e ter sido bem sucedido. Esta personagem lembra-me uma citação de Fausset que dirá tudo sobre o caminho que o Mago passou para chegar aqui e libertar-se para a essência do Louco.

Só há um milagre no mundo: o do renascer da divisão para a totalidade.
Com efeito, esta semana tenho passado provas que poderiam ser consideradas difíceis, mas a verdade é que as passo com uma graciosidade como nunca antes fui capaz, esta graciosidade assemelha-se à dança da mulher na carta, pois tenho conseguido ser verdadeira, bondosa e bela nos meus actos, o que me tem deixado muito feliz.
Esta semana abri as portas do meu coração e deixei que todos sentissem o meu Amor, lembrei a minha essência e libertei-me à imagem e semelhança da Carta XXI.
Estou muito feliz comigo!

Num dia de Vénus e do Arcanjo Anael, São Norberto e São Alexandre

quinta-feira, junho 05, 2008

Limpeza da Casa

Hoje apetece-me partilhar convosco a minha limpeza da casa, não estou a falar, como é óbvio, da limpeza física, se bem que essa também é muito importante.
A limpeza espiritual da casa tornou-se algo vital para mim, não apenas para limpar más energias, mas também pela disciplina de mensalmente me dedicar à limpeza dos espaços que habito. Diariamente vamos agarrando energias e nem sempre conseguimos perceber que isso aconteceu, depois quando chegamos a casa e relaxamos acabamos por estar a enviar essas energias para os nossos espaços pessoais. Ter um Guardião é muito importante também, pois ele ajudará a limpar essas energias, mas não lhe devemos deixar todo o trabalho, ele apenas ajuda, mas a grande parte deverá ser nossa. Vejo as coisas assim, nas pequenas coisas sou eu que me desenrasco, naquelas que forem muito fortes ele estará cheio de energia e livrar-se-á delas sozinho. Temos ainda uma outra situação, ao morarmos com pessoas que não estão conscientes deste tipo de processos, às vezes torna-se num trabalho ainda mais complicado pois teremos de estar constantemente alerta para ver quando essa pessoa traz algo consigo que deverá ficar lá fora. Nestas situações eu confio no Guardião da Minha Casa, pois ele encarregar-se-á de limpar o que o outro trouxer a mais, pois eu nunca farei nada que o outro não peça.
Assim, com tantas situações a poderem ocorrer e para dar pouco trabalho ao meu Guardião, decidi que todos os meses faria uma limpeza espiritual à casa.
Comecei por escolher um número que me fizesse sentido e assim, todos os dias 3 de cada mês faria a limpeza.
Começava por fechar o Círculo Mágico, expunha as minhas intenções e fazia uma oração. Colocava num turíbulo carvão com Benjoim a queimar e na marcha solar, começando na porta principal, ia defumando o espaço, visualizando uma Luz Branca a preencher a casa. Entretanto escolhia uma vela para ser consagrada e ultilizada durante o mês seguinte em caso de necessidade.
Quando terminasse, acendia uma vela branca, depois de a marcar com a minha energia, para que todas as impurezas que tivessem escapado pudessem ser queimadas com aquela Luz.
Enquanto a vela queimava, ia de janela em janela, porta em porta, a qualquer espaço que fosse uma abertura da casa para o exterior e desenhava com a Varinha Mágica um pentagrama de banimento, quem não tiver pode utilizar os dois dedos da mão direita e desenha o pentagrama enquanto embacia o vidro com o seu hálito.
No fim disto, fazia ainda uma meditação para visualizar espaço completamente limpo, criando uma egregor à volta da casa, ou seja, criando um animal energético que esteja sempre à volta da casa consumindo toda a energia negativa/prejudicial à casa e às pessoas que nela entrem.
Por último, e só depois de abrir o Círculo, faço uma dança com uma música muito pessoal, para que toda a energia convocada seja dispersa e a casa volte a estar em sintonia comigo. A música é sem dúvida um dos elementos importantes, pois através dos sons vamos conseguindo sintonizar os nossos chakras, limpando-os e eliminando qualquer resto que tenha ficado.
Depois de iniciar este tipo de limpeza, muita coisa foi mudando, estamos mais tranquilos, determinadas pessoas deixaram de frequentar a minha casa, sentimo-nos cada vez mais tranquilos quando aqui estamos, enfim, tornou-se num lar mais lar. Aconselho vivamente que estas limpezas sejam feitas pois acreditem, nada de negativo ficará cá em casa e sempre que sentirem que as coisas estão estranhas acendam a vela que consagraram para o vosso Guardião.
Desejo-vos boas limpezas, aquilo que aqui ficou dito foi a minha experiência inicial, que à medida que vão sendo concretizadas vão-se alterando. Criem os vossos próprios rituais de limpeza e deixem a vossa criatividade fluir.

Num dia de Júpiter, do Arcanjo Saquiel e de São Bonifácio

quarta-feira, junho 04, 2008

Ritual do Novo Caminho

Ontem, com a chegada da Lua Nova às 20:23, aproveitei para realizar um Ritual, para poder aproveitar a nova energia da Lua de forma a poder projectar novas aventuras no meu caminho.
Este ritual, como todos os que por enquanto realizo, encontra-se detalhado no livro Rituais Antigos para um Mundo Novo – Manual de Magia de José Medeiros para quem quiser pesquisar mais ou verificar a informação aqui dada.
Este ritual tem como objectivo abrir um novo caminho e/ou auxiliar no caminho interior e para o realizar precisamos de três velas brancas, incenso de sândalo ou jasmim e um vaso com uma planta com flores brancas.
As três velas brancas servem para formar um triângulo, símbolo da trindade divina presente em todas as religiões, a sua cor é para nos oferecer a Luz que necessitamos. O incenso serve para nos ajudar a abrir a terceira visão para a meditação que vamos realizar. Já a planta é mais simbólica do que os restantes elementos, pois se realmente comprarmos uma planta para este ritual teremos como dever cuidar dela ao longo do ano, servindo para vermos como vai a nossa dedicação ao Caminho que escolhemos, a sua cor branca simboliza a pureza do nosso Coração e das nossas Intenções bem como da Luz que necessitamos para nos guiar.

Depois de realizarmos o Círculo Mágico e o Ritual de Abertura deveremos seguir as seguintes indicações:

Colocar o vaso com a planta no meio do Altar, rodeado pelas velas brancas que formarão um triângulo.
Acender as velas e o incenso.
Iniciar o percurso interior visualizando um caminho com uma porta ao fundo. Dizer:

- Poderes da Luz Divina que guia os meus passos nesta viagem interior, ajudem-me a abrir as portas fechadas da minha mente e do meu coração e a realizar o equilíbrio entre os Planos. Auxiliem-me a levantar o véu que oculta o meu passado e o meu futuro e ajudem-me a despertar a consciência do presente. Iluminem o meu caminho e dêem-me força para cumprir o meu destino. Que estas flores brancas, que abrem com a luz da manhã, representem o meu ser, abrindo-se para novas realidades com o auxílio da Luz Divina.

Meditando, percorrer o caminho que está para além da porta, recuando no passado e criando um futuro. Para que a meditação seja mais cómoda deve ser feita sentada.
Quando se terminar a meditação procede-se ao Ritual de Encerramento e à abertura do Círculo Mágico.
Todas as velas dos rituais deverão arder até ao fim e no caso de não ser possível deverão ser enterradas junto a uma árvore grande. A planta deverá ser plantada na Terra para que depois desta união feita, onde se associa a planta ao nosso ser, este possa crescer livremente e com todo a energia a que tem direito.
A meditação deverá também ser escrita com a maior rapidez possível pois todas as suas indicações serão importantes para o novo Caminho que iniciamos e segundo a minha própria experiência quanto mais se demora, menos nos lembramos depois.
Este ritual realiza-se na Lua Nova, sempre indicada para inícios de projectos, de Junho pois este mês tem uma força enorme, não só por ser nele que se realiza o Equinócio de Verão, o apogeu do Deus, mas também porque é o mês que se encontra exactamente no meio do ano.

Num dia de Mercúrio e do Santo Arcanjo Rafael, de São Quirino e de Santa Clotilde

terça-feira, junho 03, 2008

Novas Intenções

Hoje este espaço vai ter uma nova direcção.
A partir de hoje trabalharei em dois espaços diferentes. Um será o projecto inicial Les Grimoires, onde colocarei as aprendizagens feitas ao longo do meu Caminho e será partilhado com quem nele quiser participar, e este Grimoire – O Livro sobre o Caminho do Meio, será onde colocarei todas as reflexões pessoais, todas as minhas introspecções sobre como vou conseguindo conquistar o Equilíbrio (O Caminho do Meio).
Este passa a ser um espaço ainda mais pessoal, onde apenas escreverei sobre a minha vida e por isso mesmo tenho consciência que será menos interessante, por isso, como pretendo continuar a partilhar conhecimentos, o outro espaço tornou-se útil e necessário para esse fim.
Este Grimoire conterá os meus exercícios pessoais, os rituais que realizarei, as descobertas no Caminho da Magia e nada mais.
Quem continuar a visitar esta minha casa, poderá sempre partilhar comentários e opiniões, mas não se esqueçam de dizer pelo menos olá, deixando a vossa energia neste espaço.

Num dia de Marte e de Samael, de São Ovídio e Santa Paula

segunda-feira, junho 02, 2008

Fim-de-semana muito Produtivo

Este fim-de-semana, aproveitei para me ausentar do Caos da Cidade e ir até ao campo, recarregar as baterias para um período que se anuncia muito trabalhoso e que me será exigido muito esforço. Estar no campo foi uma experiência muito positiva, aliás, como sempre é.
É bom poder estar longe da grande confusão, acordar relativamente cedo, sair para o meio dos eucaliptos e dos sobreiros e perder-me no exterior para me encontrar no interior. Disponibilizar-me para deixar a energia da Natureza pura penetrar a minha alma, alinhar o meu eixo de contacto e reorganizar os meus pensamentos.
A experiência matinal é sempre boa, principalmente depois de uma noite onde os sonhos foram mais estranhos e simbólicos do que o normal. Caminhar ao ar livre ajuda-me sempre a poder reorganizar as minhas formas de pensar, fazer uma limpeza mental que, em conjunto com a do coração, são vitais para me sentir em constante contacto comigo própria.
A experiência nocturna é sempre diferente, pois a diferença entre a luz solar e a luz lunar são muito grandes. O Sol revela-nos as coisas como elas são, mostrando-nos as sombras reais daquilo que se manifesta. A Lua mostra-nos as aparências, as ilusões, pois com uma meia-luz as coisas não se podem revelar, excepto no interior de nós próprios.
Todavia, essa experiência também é necessária, pois ela coloca-nos em contacto com o nosso interior que se mostrará nos sonhos.
À noite gosto de sair para a rua escura, ainda mais escura pela ausência da Lua que se esconde para renascer outra vez, olhar o Cosmo e ver tudo em harmonia, ouvir os grilos que anunciam as mudanças espirituais e sentir-me em paz, em sintonia com o que me rodeia. Como é bom sentirmo-nos vivos e ligados a esta parte recôndita de nós, apesar de poder ser apenas aparência.

Neste fim-de-semana aconteceu-me ainda mais uma coisa muito bonita, que me deixou muito emocionada e verdadeiramente feliz comigo própria, mais uma mudança no meu Interior.
Os amigos com quem estive este fim de semana não poderão ser considerados esotéricos, não são pessoas que se interessem muito pelo conhecimento da Verdade do Mundo, mas são pessoas cultas e reflexivas e por isso o tema pode sempre vir ao de cimo, pois elas terão capacidade de reflexão e de análise, mas acima de tudo de Respeito.
Numa dessas conversas, e a propósito de uma comunhão que tinha de presenciar no Domingo, começámos a falar dos Rituais e em particular do Baptismo. A visão católica veio logo ao de cima e a revolta instalou-se pois a grande maioria não concordava com o facto de serem os pais a decidir a religião da criança. Tentei, sem grande esforço, pois se há uma coisa eu espero sempre manter é não impor a minha visão a ninguém, mostrar o ponto de vista da celebração da vinda de uma entidade divina a este mundo e que o Baptismo é apenas passar essa entidade pelos 4 elementos com que ela terá de trabalhar neste Plano Manifestado.
A conversa foi-se desenrolando e cada um, entre risos e encolher de ombros, foi dando o seu ponto de vista. Ninguém se chateou e todos continuámos amigos como sempre. Vim-me embora, mas a sensação com que já tinha acordado manteve-se. Estava triste, serena interiormente, mas triste. Não compreendi muito bem o que se passava mas aceitei o meu estado.
Depois de ter estado com uma parte da minha Família que não vejo regularmente, depois de ter estado no meio em que cresci, deparei-me com o enorme fosso que nos separa, fiquei mais calma pois percebi que o meu estado se devia a mais uma mudança dos meus pensamentos e dos meus ideais.
Estar no meio do meu passado, da minha infância fez-me compreender que eu de facto mudei, mas acima de tudo que mudei para melhor. Não julguei ninguém, não me sobrevalorizei pelo percurso que conscientemente fiz, pelo esforço de me procurar no meio em que vivo e de me afirmar enquanto indivíduo.
À noite, em sonhos, percebi tudo isto, que eu continuo a ser quem sou seja onde for. No meio de amigos cultos, incultos, esotéricos, não esotéricos, de familiares humildes e de pessoas rudes. Fiquei muito contente e hoje de manhã tinha um mail de um dos amigos a dizer que também ele reflectiu e percebeu o que eu lhe quis dizer, o que me fez ficar ainda mais feliz, pois recebi do Universo a prova de que quando não tentamos sequer converter os outros impondo-lhes as nossas opiniões, eles poderão compreendê-las livremente.

Assim, dou início a mais uma semana que começa com grandes transformações interiores e reformulações de pensamentos e sentimentos. Por isso, hoje quero agradecer a todos os que estão na minha vida e a tornam mais rica, a todos os que estiveram e por variadíssimas razões já não estão, mas que deixaram o seu cunho na minha vida e a todos os que ainda estão para vir, sem vós eu não seria quem sou hoje.

Num dia de Lua, do Arcanjo Gabriel e de Santa Blandina

domingo, junho 01, 2008

Melodia da Semana IV

Depois de uma semana sem dúvida bastante interessante, onde consegui alcançar alguns objectivos, fazer algumas introspecções e descobrir algumas peças de puzzle perdidas, decido que a próxima terá de ser mais activa, não só em termos de trabalho exterior como também em dedicação aos outros e estudo pessoal.

Para esta semana activa proponho como música Death is The Road to Awe de Clint Mansell, mais uma fabulosa banda sonora a acompanhar um maravilhoso filme. Fica desde já prometido um próximo texto com a minha visão pessoal do filme, colocando-o em perspectiva com todo o conhecimento esotérico que possuo.

Esta música foi escolhida de uma panóplia muito grande de fabulosas melodias porque ela evoca em mim essa vontade de lutar este Bom Combate a que me propus, relembrando-me de que nada poderá ser encarado como negativo, que a minha magia me ajudará sempre a ultrapassar todas as dificuldades que eu possa sentir. Esperem pelo final da música e verão como ficam com uma energia emocional forte para o que der e vier.

Tenham uma óptima semana.

Num dia de Sol, do Arcanjo Miguel e de São Fortunato

Oração de Domingo


Pai e Senhor, poderoso e inefável, que vindes no carro rolante de fogo purpúreo, e sem descanso, rompendo os tempos, os planetas, os cometas, os mundos; Senhor dominador dos campos, das searas fartas e das terras queimadas, taladas, desprovidas; Senhor do vosso trono tão alto, de onde tudo e todos escapar-vos não podem, de onde ouvidos imensos ouvem o bramir das feras, o choro das crianças, as imprecações dos homens maus; Senhor consente que a vossa esplendente majestade brilhe sobre a nossa terra, domine o céu distante e as estrelas mais altas. Pai universal, Único, Ubíquo, de mortais e imortais, que um átomo de vossa glória caia sobre a minha alma. Ó forma de todas as formas, último e primeiro número, harmonia e esplendor, esteja sempre connosco.
Excerto de As Clavículas de Salomão

Num dia de Sol, do Santo Arcanjo Miguel e de São Firmino
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