domingo, novembro 30, 2008

Melodia da Semana XXIX

A semana chegou ao fim e o balanço é positivo, apesar de ter havido muita coisa negativa durante esta semana, as aprendizagens foram feitas. Gostei de ter uma voz feminina durante esta semana a acolher-me, por isso escolhi outra voz feminina e bem forte outra vez! Deveria colocar Mercury Rev, como homenagem ao concerto desta noite, mas uma vez que já o fiz, ficará quem sabe para a próxima semana. Em breve farei um post dedicado a mais um momento cheio de magia proporcionado desta vez por Mercury Rev, ainda estou com um sorriso nos lábios.

Estou de partida para mais um fim-de-semana cinéfilo. Espero trazer muitas partilhas, pois como o Viajante disse, não há nada mais fácil do que escrever sobre nós, é como areia a escorrer das mãos. Mas vamos lá à melodia da semana e a história por detrás desta escolha.
Na semana que passou encontrei um blogue vizinho que tinha roubado à amiga o vídeo desta música e, como, durante aquele dia, foi a melhor coisa que eu ouvi, decidi roubar-lhe também a ideia e colocar essa música como melodia da semana. Não tenho qualquer problema em assumir que fui inspirada por outros, só espero que da mesma forma que pediu perdão, me perdoe pelo roubo, se é que algum dia venha a saber do sucedido.

A escolha não é apenas por ter ouvido a música noutro blogue, mas também porque sinto que preciso de me lembrar do que realmente é importante e de quem sou na verdade. A chuva e os dias cinzentos deixam-me sempre introspectiva e encontrei aspectos que preciso resolver.
E Gossip lembra-me exactamente isso, pois o ano passado tive o prazer de poder assistir ao espectáculo que deram no Super Bock Super Rock, esta mulher tem uma presença inigualável e conseguiu gerar uma energia fenomenal, foi um dos melhores momentos daquela noite, é alguém, como podem ver pela foto, que não tem preconceitos, que se assume como é, forte e decidida.
A escolha vai para a música Coal to Diamond do álbum Standing in the Way of Control, deixo-vos um brinde, para poderem assistir a um pouco do espectáculo que falei, viva a Era do Digital!!!





Num dia de Santo André e de Miguel, Regente da Energia de Sol

sábado, novembro 29, 2008

Santo André

Amanhã é dia de Santo André e hoje apetece-me fazer uma reflexão e partilha sobre esta semana que passou.
No meu local de trabalho fizemos uma actividade diferente do costume. Em vez de sermos nós, os professores, a transmitir os conhecimentos culturais relativos ao Santo padroeiro da Escócia, lançámos o desafio aos alunos do 3º ciclo para serem eles a dar as aulas aos alunos do 2º ciclo. Pretendíamos com esta actividade, não só realizar algo diferente, como também estimularmos os relacionamentos entre os alunos.
Os mais novos adoraram, pois sentiram-se mais próximos dos mais velhos e olhavam para eles com olhos de admiração. Já os mais velhos sentiram na pele as dificuldades que os professores sentem, por vezes, em conseguir lidar com os barulhos e maus comportamentos que muitos deles causam.
Eu, enquanto mera observadora, aprendi imenso. Primeiro constatei que alguns alunos se sentiam tão inseguros que mal permitiam que houvesse espaço para os outros alunos fazerem perguntas. Nesse momento lembrei-me de algumas pessoas que conheço e como elas se sentem pouco à vontade com as perguntas que, por vezes, em conversa surgem. Lembrei-me que se calhar pode haver pessoas que não se sintam bem em admitir que podem não saber responder às perguntas.
Depois, constatei ainda alguns comportamentos de controlo. Por exemplo, uma colega minha pediu para assistir à aula da sua direcção de turma. Na altura julguei que fosse pela curiosidade que a actividade diferente poderia suscitar, mas, infelizmente, constatei que era para controlar a sua turma. A colega teve medo que a turma pudesse comportar-se mal e deixá-la mal vista, por isso, optou por ficar e ser mais do que uma simples observadora, foi uma controladora e intrometeu-se vezes demais na aula.
Por último, revi-me em algumas situações. Por exemplo, alguns dos alunos que estavam a leccionar a aula emanavam uma aura de auto-confiança que, mesmo dando informações menos correctas, os alunos aceitavam-nas. E, acreditem, mal se reparava, a não ser que soubéssemos, que aquilo não estava completamente correcto. Outros fizeram uso da sua criatividade e conseguiam dar a volta ao texto, mudando a pergunta que lhe faziam de forma a que eles conseguissem dar uma resposta correcta.

No fim da aula, os meus alunos fizeram uma pequena reflexão por escrito e foi delicioso verificar os pormenores com que eles tinham ficado da aula. Alguns colocaram o vocabulário em inglês que tinham aprendido, mas a grande maioria referiu que tinha gostado de aprender a história de Santo André. Um aluno disse que tinha adorado saber que este Santo tinha sido corajoso pois não renunciou às suas crenças e que até tinha morrido por isso. Outro referiu que achava muito bonito o simbolismo por detrás da bandeira da Escócia, que a cruz era como aquela em que o Santo tinha morrido e como ele tinha morrido a olhar para o céu, a cruz estava no fundo azul cor do céu.
Depois destas reflexões eu fiz a minha pessoal. A maioria destes alunos não são educados de acordo com a Igreja, muitos destes pais são agnósticos ou daqueles cristãos não praticantes, pois foi-lhes perguntado sobre quem ia à missa e apenas 2 ou 3 em 27 levantavam a mão. Porém, um exemplo forte como o de Santo André despertou as suas atenções e acredito mesmo que alguns dos alunos o consideram agora um herói. O que me fez pensar que estamos todos sedentos de bons exemplos, exemplos de integridade moral, exemplos que desejamos seguir.
Não sei se esta característica já existia em mim e por isso escolhi a profissão que tenho, ou se foi através da profissão que a desenvolvi. Por vezes é difícil definir se já éramos assim ou se ficámos assim por desempenhar esses papéis. Mas todas as minhas acções diárias têm um lema, tentar ser sempre um bom modelo para os outros. Nas rotinas diárias onde mais me apercebo desta minha característica é na estrada, tento sempre dar o exemplo de como é simples e facilitador respeitar as regas. De como seria mais fácil se todos o fizéssemos. Atenção, eu disse que tento ser sempre assim, nem sempre consigo, mas pelo menos esforço-me para tentar sê-lo.
Como lido com crianças, adolescente e jovens é fácil para mim interiorizar isto, pois estou sempre a ser observada e avaliada por eles, e eles são impiedosos, se falhamos com o que estipulámos são uns autênticos carrascos nos seus julgamentos. Mas se nos mantivermos íntegros nas nossas atitudes, ganhamos todo o seu respeito e isso vale ouro.
A razão desta partilha tão pessoal hoje é para tentar desafiar quem me lê para aderir a este lema, se o considerar útil, obviamente. Quantas vezes ouvimos dizer que o mundo precisa de mudanças, que não há valores morais, ideologias? Como sempre senti isto como verdade, sempre a utilizei, a mudança começa por nós, quando nós mudarmos, os outros mudam também, pois estamos todos ligados. Assim, se começarmos por coisas simples como tentar ser bons modelos, talvez o que está à nossa volta se comece a endireitar. Talvez comecemos a notar que, mesmo se os valores morais estão a mudar, as linhas orientadoras dessa mudança são os nossos valores morais actuais, que é a partir de uma base saudável que a mudança ocorre.
Enfim, estas palavras são apenas as minhas divagações sobre uma semana intensa, por vezes penosa, sobre os alunos e a sociedade que estamos a construir, onde cada um tem um papel importante a desempenhar. Se conseguir que alguém aceite o desafio, se é que já não o faz, ficarei contente, senão respeito acima de tudo as outras opiniões e formas de viver, pois esta é quem eu sou e, graças a Deus, somos todos diferentes!

Para terminar gostava apenas de acrescentar que este exemplo de Santo André é muito importante espiritualmente, pois ele é O símbolo de uma mudança de Idades. Santo André foi o último discípulo de São João Baptista e o primeiro de Jesus, ele representa a manipulação alquímica entre o Fogo e a Água, ele é a ligação entre o Velho e o Novo. Aproveitem a sua energia para renovar!!!

Para todos um bom dia de Santo André.

Num dia de São Saturnino e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, novembro 28, 2008

Recuperada e em estado de Gratidão

Nada como um dia de Anael para melhorar as perspectivas. Hoje finalmente acordei e libertei toda a dor, como sabe bem chorar! Como diz a sabedoria popular: "Chorar lava a Alma!"
Ontem à noite fui jantar com uns amigos, um jantar que já estava combinado há algum tempo, e apesar de não ter na altura muita vontade de estar com pessoas foi de facto o melhor que fiz, pois fiquei bem melhor. Agradeço também aos mimos dos Amigos virtuais, pois as suas energias são sempre boas e isso ajuda-nos a crescer.
Não há melhor remédio do que envolvermo-nos de Amor para curar qualquer mal.
As conversas foram muitas, rodaram à volta das nossas vidas. Todos, excepto eu, são pais e falámos muito sobre a educação dos filhos. Um passou a noite a gozar-me por lhe ter dito que a sua filha o escolheu, brincava a dizer que ela podia ter escolhido o Bill Gates, mas preferiu um pé rapado. A esposa deste amigo é portuguesa, mas os seus ascendentes são indianos e não deixo de achar curioso que estas "teorias" lhe sejam estranhas. Como sempre predomina o respeito, eles respeitam aqui a “maluquinha” e eu a eles.
Falámos da actualidade social, claro, todos muito preocupados, mas ninguém com ideias práticas sobre como ajudar a superar esta crise. Somos todos um pouco comentadores de bancada, enfim, isso fica para outro dia!
Mas o que mais me ficou na mente foi um desabafo de um desses amigos. Dizia ele que a sua família o criou num ambiente em que os erros não eram admitidos, pelo menos aqueles que envolviam emoções. Que a forma de actuar era não falar no assunto. Como já me conhece bem, reparou que eu não concordava com isso. Para ele os problemas emocionais passam com o tempo e custa-lhe horrores falar sobre as coisas que sente, que provocou ou lhe provocaram.
Para mim, acontece exactamente o contrário, é difícil de aceitar que há pessoas assim, que preferem fingir que não há um problema, segundo os meus padrões isso é viver na hipocrisia. Já tive alturas em que, para respeitar essa forma de ser dos outros, tive de me afastar. Infelizmente o que senti foi que eu respeitei os outros, permiti-lhes ser como eles consideram que devem ser, mas não fui respeitada, pois o meu afastamento não foi compreendido. Se alguém ou alguma situação me magoa e eu não posso falar sobre isso, levo mais tempo a assimilar e perdoar esse acontecimento, por isso afasto-me, é o meu tempo de carpir à minha maneira. Mais uma vez, como o sucedido teve a ver com situações familiares, as coisas foram ainda mais difíceis, mas tudo se conseguiu. Eu curei as mágoas e aprendi a distanciar-me emocionalmente dessas pessoas e situações, pois elas não vão mudar, nem eu desejava isso; mas eu também não mudo a minha forma de ser por causa disso.
Depois de um dia como o de ontem, este momento foi muito importante, consegui compreender muitas coisas que estavam a acontecer comigo. O Universo foi generoso pois colocou-me à frente todas as situações que estavam menos bem na minha vida e percebi algumas coisas, outras nem por isso, mas tudo tem um Tempo!
Por tudo isto estou grata, ainda um pouco em estado Eremita, mas brevemente no Mundo.

Plutão em Capricórnio

Plutão tem uma rota irregular em torno do astro Deus, pode demorar-se num signo 11 anos como pode demorar 32, será que depende da forma como o anfitrião o acolhe?
Em Sagitário, o signo por excelência da religião, permaneceu por 13 anos mas agora chegou ao fim com a sua entrada em Capricórnio onde permanecerá até dia 23 de Março de 2023.
Quando Plutão entra num signo, a sociedade vê-se diante de um novo "lado escuro" em que os aspectos do inconsciente, que se relacionam às características desse signo, vêm à tona. Talvez também por isso tenhamos assistido a um despertar cósmico social nos últimos tempos. Mas agora os astros chamam a nossa atenção para outro campo – a organização mundial.

Num momento em que estamos em turbilhão social esta mudança não poderia ser melhor, pois o organizado, pés-no-chão e eficiente Capricórnio poderá trazer-nos aquilo que estamos de facto a necessitar.
As organizações nacionais e internacionais, os grupos de qualquer ordem, serão radicalmente influenciados por esta conjuntura, adquirindo uma necessidade de eficiência em vários domínios, característica de Capricórnio. Todavia, a compaixão poderá ser reprimida na vontade desmesurada de alcançar resultados, provocando um atraso em vez de um avanço.
Há um aspecto que irá acontecer, que ainda não sei bem se será positivo ou não, mas as corporações, durante estes 15 anos, vão adquirir uma força tão grande que poderão substituir os governos enquanto fontes de autoridade. O que poderá acontecer será, obviamente, uma caça às corporações por parte das entidades governamentais, desacreditando-nas e retirando-lhes poder. Este é um dos paradoxos de Plutão, pois ele enaltece e purifica as fontes de poder, mas ao mesmo tempo derruba as estruturas para eliminar os excessos, o que nos espera dependerá da capacidade das sociedades reagirem e seguirem esta fonte de energia cósmica.
Apesar desta conjuntura ser mais em termos sociais, individualmente também vamos poder sentir as suas energias. Plutão poder-nos-á dar a força para derrubar as metas que estipulámos, eliminando as ambições e desafios caducos que possam existir à nossa volta. Plutão far-nos-á subir as apostas, ou aumentamos a nossa energia para com os nossos objectivos e nos comprometemos e dedicamos ou abandonamos a mesa de jogo. O desafio é mantermo-nos, ainda que decididos no que pretendemos, flexíveis. Por vezes estamos tão empenhados em algo que perdemos a noção do que está à nossa volta. (e eu que o diga!)
Plutão é conhecido por trazer algumas sombras à mente humana e é comum fazer com que tenhamos em descrédito as figuras de autoridade. Podemos utilizar esse aspecto menos positivo de forma construtiva, como? Enquanto esperamos que este trânsito nos purgue os elementos destrutivos da nossa cultura, poderemos ainda levá-lo mais longe e questionarmo-nos sobre as raízes e certezas das nossas crenças. Uma verdadeira reflexão sobre este assunto torna a nossa mente mais activa, menos preguiçosa, libertando-nos de assuntos que não nos são propícios e ajudando-nos a alcançar o nosso verdadeiro potencial.
Em suma, idealmente, Plutão leva-nos à essência das questões e, em Capricórnio, irá conduzir-nos a uma transformação de ordem social, em que a extrema desigualdade de poder e os recursos são superados por uma crescente consciência da nossa humanidade compartilhada. Enquanto as pessoas se tornarem cada vez mais responsáveis por si mesmas poderemos descobrir que o poder vem de dentro, tornando-nos assim numa força positiva nesta mudança. Quando cada um de nós enfrentar os seus medos e transformar as trevas em luz, poderemos transmutar o mundo com amor e esperança em vez de reagir com medo e dor.

Num dia de São Gregório, São Tiago de Marca e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, novembro 27, 2008

Quando as palavras não saem...

Não sei se vos costuma acontecer, mas a mim de vez em quando dá-me uma "pancada" tão forte que não consigo fazer mais nada a não ser ficar em silêncio. Normalmente acordo assim e quando procuro razões pessoais para me sentir dessa forma, raramente encontro uma resposta.
Parece que no meu coração há uma dor do tamanho do mundo, que a minha garganta se aperta e se falar rebenta, chega a doer verdadeiramente. Será da lua nova? Nunca a senti desta forma, mas sinceramente nunca fiz essa obsrevação, isto é, se quando me acontecem estas "crises" coincide com esta fase da lua. Ficarei atenta.
Se fazem meditação talvez esta imagem vos possa ajudar a compreender o que tão rudemente tento explicar. Quando fazemos fusão com o Universo e nos sentimos unos, há um sentimento de plenitude que abunda o nosso coração, hoje o que tenho é o extremo oposto. A melhor imagem que consigo dar para tentar explicar a quem tem de lidar comigo nestes dias é que sinto o peso do Universo em mim. Serei por hoje Atlas e suportarei sem lamentos esse peso. Como não me apetece falar mas apenas ficar, ficam as palavras de um poeta que simplesmente amo.

Introdução ao Canto

Ergue-te de mim,
substância pura do meu canto.
Luz terrestre, fragrância.
Ergue-te, jasmim.

Ergue-te, e aquece
a cal e a pedra,
as mãos e a alma.
Inunda, reina, amanhece.

Ao menos tu sê ave,
primavera excessiva.
Ergue-te de mim:
canta, delira, arde.

Eugénio de Andrade

Num dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Santa Margarida de Sabóia e de Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, novembro 26, 2008

Nós e as dependências

A semana passada estive com um grupo de amigas que já não via há muito tempo e como consequência hoje apetece-me dissertar sobre este tema. Até que ponto são os outros dependentes de nós.
Como todos vivemos em sociedade e de acordo com os seus princípios, uns mais do que outros, acabamos por estar envolvidos com várias pessoas. Mesmo se no dia-a-dia mantemos um muro, eu prefiro chamar-lhe de bolha, à nossa volta acabamos sempre por estar a ser influenciados e influenciarmos os outros. Não me refiro ao influenciar negativo, aquele que pode condicionar as decisões de cada um, mas sim ao influenciar positivo de partilhar e ajudar os outros. Não obstante, com estas pessoas conseguimos estabelecer limites, conseguimos fazer com que elas entendam que a partir de ali não podem passar, se essa for a nossa vontade.
É nos relacionamentos familiares, porém, que as coisas se torna menos claras e, por conseguinte, mais difíceis. É mais fácil estipular essas barreiras com pessoas com quem não tenhamos estabelecido relações emocionais mais fortes. Quando nos envolvemos emocionalmente com alguém parece que os muros se vão desfazendo e quando queremos voltar, por qualquer razão pessoal, a colocá-los a tarefa parece impossível. Impossível porque estamos sempre a pensar que não queremos magoar ninguém, desejamos voltar a ter a nossa Liberdade mas sem que o Outro se magoe.
Muitas vezes consideramos que esta pessoa ou aquela estão dependentes de nós, precisam da nossa ajuda. Estaremos certos? Por experiência própria sei que ao longo da vida vamos assumindo papéis, papéis esses que por vezes se tornam penosos, mas que como os decidimos representar não queremos desistir. Contudo, também compreendi, por experiência própria que quando assumimos esses papéis estamos a impedir que outra pessoa próxima de nós o possa desempenhar.

Por exemplo, na educação de um filho os pais desempenham sempre algum papel, umas vezes um outras vezes o outro, em minha casa o Pai sempre foi o severo, o autoritário, e a Mãe a compreensiva, aquela que tentava sempre dar a volta às situações. A pergunta que faço é a seguinte: Se um dia a Mãe decidisse deixar de ser a compreensiva e passar a ser também ela a autoritária, o que aconteceria? Para bem do equilíbrio natural existente nas relações, o Pai iria ser "obrigado" a desempenhar o papel do compreensivo, trocavam os papéis e o equilíbrio regressava.
Creio que em todas as relações podemos verificar isso, sejam elas de que instância for, há sempre alguém num grupo que desempenha um papel, mas isso não quer dizer que os outros não o possam desempenhar também, apenas se criaram esses hábitos.
Esta é na verdade a palavra-chave deste assunto, o Hábito. Habituamo-nos a ser assim e a esperar que o outro assim seja e quando algo não corre dessa maneira ficamos desorientados, acontece o desequilíbrio.
O que me leva ao início e às minhas amigas. Quando queremos mudar algo em nós, mudar um papel que estamos a desempenhar e não estamos com capacidade para o suportar mais, devemos compreender que haverá alguém, para o bem do equilíbrio do grupo, que irá assumir esse papel. Que afinal ninguém é insubstituível e que todos somos capazes de fazer o que os outros fazem, não há nada que não se consiga quando a relação estabelecida tem por base o Amor. Se mesmo com esta consciência não conseguirmos tomar a decisão, outra pergunta deverá orientar a nossa mente: São eles que dependem de mim ou eu que dependo deste papel?
Na minha família eu sempre fui a ovelha ronhosa, até ao dia em que a minha irmã decidiu desempenhar esse papel, eu naturalmente acabei por perder o "direito" a esse papel e assumir o seu oposto, para o equilíbrio familiar.
Mas atenção, nem sempre essa mudança ocorre em nós de forma consciente, pois o Universo tem formas de trabalhar que por vezes, senão mesmo na maioria das vezes, nos é desconhecida.

Num dia de Santa Delfina, São Conrado e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio

terça-feira, novembro 25, 2008

A Varinha de Condão

O início da semana não está a ser fácil, mas sempre se arranja um tempinho, mesmo que curto, para dedicar aos meus estudos e como resultado hoje a partilha regressa à Magia.

A varinha mágica, comummente chamada de condão, é um instrumento que pertence ao imaginário colectivo. Desde cedo ouvimos falar delas através das histórias infantis, das fadas-madrinhas que com um simples toque da varinha nos ofereciam a realização dos nossos desejos. Recentemente com a saga Harry Potter também pudemos voltar a ver as varinhas em acção, sendo utilizadas para protecção e para realizar fórmulas mágicas.

Historicamente falando, este objecto mágico podia ver-se nas mãos dos antigos faraós egípcios, dos seus sacerdotes, dos Papas, dos Reis, e muitos outros, nem sempre em forma de uma pequena vara mas muitas vezes em forma de cajado ou ceptro. Que simbolismo está por detrás deste objecto?

Em verdade, a vara é utilizada como símbolo de poder, ela pretende representar o poder de mediação que a pessoa que a segura tem entre este mundo visível e o mundo invisível, o que justifica a sua utilização por pessoas “poderosas” ao longo dos tempos, não só mostrava a soberania como também a sua capacidade de mediação.
Hoje em dia, em qualquer corrente de magia, poderemos encontrar vários tipos de varinhas, mas a forma mais comum é a varinha de madeira, com adornos ou simples.
Existem várias teorias quanto à forma de escolher a varinha mágica, uns defendem que deverá ser a varinha a escolher-nos a nós, ou seja, por casualidades encontrarmos a nossa varinha, outros defendem que deverá ser colhida pelo Mago num determinado dia e hora, dependendo da energia que se lhe pretende imprimir.


Eu tenho, neste momento, três varinhas mágicas e cada uma veio ter comigo de formas diferentes, por isso, creio que o mais importante é sentirmo-nos bem e fazer a nossa escolha de acordo com essa consciência. A minha primeira varinha foi apanhada em Sintra, estava cortada no chão e pensei que seria um absurdo retirar de um ramo quando tinha ali no chão tantas e perfeitas para o que pretendia. Na verdade esta história até é muito engraçada, pois a minha cultura sobre ervas e árvores, em geral sobre o campo, é muito reduzida e na altura quando aproveitei a vara julgava que era de uma árvore e afinal era de outra completamente diferente (energeticamente falando, claro, pois eu acho as folhas muito parecidas). Assim, acabei por seguir a corrente de deixar a varinha me escolher, fiquei com uma vara de Lua. A segunda varinha que fiz, foi um amigo que colheu para me oferecer e a terceira, essa sim, já fui num dia próprio colhê-la para ter as energias que eu pretendia. Por isso, acabei por ter três varinhas de condão escolhidas de forma completamente diferente, mas, sinceramente, não vejo qualquer diferença entre elas.

Neste momento convém explicar porque tenho três varinhas e não apenas uma. A vara, num ritual, serve para abrir e fechar o círculo mágico, para canalizar energias para objectos ou simplesmente para ser um complemento energético do mago que preside a cerimónia. A sua energia é masculina e são considerados objectos consagrados ao elemento Ar (em algumas escolas atribui-se ao Fogo, sendo Ar a faca), para mim faz sentido assim pois o Fogo verga a faca e o Ar verga a madeira.
Uma vara será suficiente para a realização de rituais, mas considerando que os objectos são catalisadores da Vontade do Mago, não existe mal nenhum se ele tiver uma vara para cada energia planetária. Por exemplo, os celtas tinhas 13 tipos de varas diferentes, utilizando-as para realizar os trabalhos de cada mês lunar do seu calendário. Eu, neste momento, tenho três, uma é para os trabalhos dedicados à Mãe Lua, outra para os trabalhos de auxílio de caminho, onde utilizo Mercúrio, e a outra é de Saturno para abrir e fechar os círculos das minhas meditações. Falta-me concluir a vara de Sol para os trabalhos dedicados ao Pai e experimentarei outras para ver se os meus objectivos são ou não melhorados pela utilização de varas diferentes.


Em qualquer dos casos a vara é um objecto importante que deverá ser elaborado pelo Mago, não custa assim tanto, acreditem. Há lojas especialistas em objectos ritualistas, mas custam um dinheirão e, afinal, basta ir a um lugar com árvores escolher a energia que se pretende, limpar a vara, fazer um furo na extremidade e colocar lá dentro algo que a torne nossa, especial e única.
Para concluir esta partilha, deixo-vos uma lista de árvores e das suas energias, de acordo com a alquimia, bem como uma lista de objectos que podemos colocar na vara, para lhe conferir poderes especiais.

  • Domingo (Sol) – Oliveira/Loureiro/ Laranjeira/ Limoeiro (ouro)
  • Segunda (Lua) – Choupo/Cana (prata)
  • Terça (Marte) – Pinheiro/Dedaleira (ferro)
  • Quarta (Mercúrio) – Aveleira (cinábrio/mercúrio)
  • Quinta (Júpiter) – Cedro/Eucalipto/Figueira/Nogueira (estanho)
  • Sexta (Vénus) – Sabugueiro/Castanheira/Pereira (cobre)
  • Sábado (Saturno) – Carvalho/Abrunheiro/Marmeleiro/Cipreste (chumbo)

Ou mais simplesmente podem colocar cinza de incenso, terra, uma folha de uma planta e cinza de madeira, conferindo assim à vara mágica os quatro elementos. Também podem colocar algo pessoal, algo que gostem muito. Experimentem, testem, brinquem! Acima de tudo não se esqueçam, esta Arte é para nos tornarmos cada vez melhores e mais felizes, mesmo se nos traz grandes resposabilidades, não deixa de ser uma alegria enorme quando conseguimos dedicar-nos a Ela! Em última análise, os dedos da mão direita, o médio e o indicador, podem substituir a vara, mas acreditem, é bem mais interessante ter o objecto e ser capaz de fazer o que as fadas-madrinhas fazem!!!

Num dia de Santa Catarina, São Mercúrio e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, novembro 24, 2008

5.ª Lição do Mago

Os magos não acreditam na morte
À luz da consciência tudo está vivo
Não há princípios nem fins; para o o mago, estes são apenas construções mentais
Para estar completamente vivo, é preciso morrer para o passado
As moléculas dissolvem-se e desaparecem,
mas a consciência sobrevive à morte da matéria que os transporta.

in, O Caminho do Mago, Deepak Chopra

Num dia de Santa Flora, São Crisogono e de Gabriel, Regente da Energia de Lua

domingo, novembro 23, 2008

Melodia da Semana XXVIII

Nesta 28.ª semana escolho uma música muito pessoal, não tem nenhum motivo especial por trás, é apenas a satisfação de poder ouvir, aqui neste esapço, uma música tão linda.
The Gift, esta banda de Alcobaça, apesar de não trazer ao mundo da música nenhuma genialidade, no campo da música portuguesa conseguem surpreender e revelaram uma tenacidade e luta como nunca se tinha visto.
A voz de Sónia Tavares e a criatividade de Nuno Gonçalves têm conseguido produzir obras interessantes e, para mim, cheias de misticismo e profundidade. Entretanto já passaram 4 anos desde o último álbum, estou à espera de novidades desta banda, mas nada!

Ficamos então com So Free (3 Acts), do álbum Film para ouvir até cansar, vale bem a pena!

Love is getting you bored
It's so hard
For me and for you
And everyday
I wake up and say
It's gonna be a brighter day
You left me alone
As you walk out the door
And you broke us apart
You broke us apart
This time is for good
I would cry if I could
It's so hard
But it's better for my heart
Away from me
Away from me now
Now
From me now
You got to be
You got to be so free

Num dia São Clemente, Santa Felicidade e de Miguel, Regente da Energia de Sol

Mercúrio em Sagitário

Hoje, mesmo antes de o Sol nos inundar com os seus raios mágicos, já Mercúrio se estava a mudar para a casa de Sagitário.
Apesar de não ser uma boa casa para Mercúrio permanecer, lá ficará até dia 12 de Dezembro.
Sagitário é um signo muito expansivo, expressivo e apaixonado, e Mercúrio pode sentir-se um pouco desorientado nesta casa, visto ele ser um deus meticuloso e que gosta de ser bem orientado.
O que nos poderá acontecer a nós, meros mortais, com esta mudança e com os deuses arreliados?
O que se irá notar mais acentuadamente será, no dia-a-dia, haver uma tendência natural a que as coisas pequenas adquiram proporções exageradas, as histórias que contamos tornam-se longas e até mesmo exageradas (atenção são duas conjunturas que nos podem levar a dar perspectivas alternantes de factos reais), vamos estar entusiasmados pelo fogo de Sagitário, as palavras vão sem dúvida sair de forma exagerada, entusiasmada, mas também pode ser uma excelente altura para fazer confidências, para a comunicação criativa.
Porém, vamos lá ver o outro lado da coisa, muitas vezes quando procuramos as respostas da Vida acabamos por esquecer que há nuances e outros pontos de vista, para não cairmos nesse "erro" durante esta conjuntura, devemos abandonar o preconceito mas nunca a razão. Utilizemos esta energia expansiva para continuar na nossa senda e vamos pedir algumas respostas ao Mensageiro, mas sem exagerar.
O Sagitário é um signo virado para o futuro e a presença de Mercúrio irá trazer-lhe ainda mais essa capacidade de visão do futuro, pois dar-lhe-á a base necessária para o fazer, a percepção. Todavia, cuidado! Vejam se estão a receber todos os detalhes, os pormenores que nos ajudam a decidir se é ou não aquilo que queremos, pois podemos estar a ver um pequeno quadro que não nos levará a lado nenhum.

Seja de que forma for, é um bom momento para longas conversas esotéricas, para confidenciar e para falar, falar, falar, falar! Se este não for um campo de predilecção, podemos sempre virar essa energia para a escrita, para as Artes em geral.

sábado, novembro 22, 2008

Meditação com a Sacerdotisa

Hoje é um dia muito especial para mim e para quem quiser aceder aos seus arquivos, na verdade Sábado é um excelente dia para isso e por isso vou fazer uma meditação muito importante. Como ficou prometido ao já Amigo deste Espaço, Viajante, vou partilhar uma técnica diferente de iniciar uma meditação, vou juntar-lhe um pequeno ritual. Vamos começar por escolher o sítio onde vamos meditar, apesar de não ter de ter nada de especial, convém que seja um sítio calmo, onde não possamos ser incomodados, que esteja limpo, convêm também arejar o espaço antes da meditação, e que haja espaço para fazer um círculo.
Para esta técnica precisamos de 4 velas brancas mas se não tiverem espaço podem dispensá-las, apesar de ser positivo criar um espaço físico que complemente as nossas intenções.

Começamos por acender as velas, pela que está à nossa esquerda, a que está atrás, ao lado direito e à frente. Sentemo-nos no meio e inspiremos e expiremos as vezes necessárias para nos ligarmos ao nosso interior. Façamos longas inspirações e rápidas expirações, levantando os ombros quando inspiramos e baixando-os quando expiramos. Reconheçamos o ar que entra frio e o ar que sai quente, tomemos consciência deste processo natural que ocorre em nós. Da alquimia que acontece lá dentro, da transformação do ar em energia.
Comecemos a acalmar a respiração, tornando regular, inspirando suavemente e expirando lentamente.
Depois desta energização através da respiração, a nossa mente deve estar mais calma e o corpo revigorado. Acalmemos os pensamentos e imaginemos que ao nosso lado esquerdo aparece um Anjo, envergando as cores da Terra, que abre as suas asas enormes e encerra todo o nosso lado esquerdo. Atrás de nós surge um outro Anjo, com vestes da cor da Água, abre as suas asas toca nas do Anjo da Terra e fecha a nossa retaguarda. Ao nosso lado direito, um Anjo da cor do Fogo surge e abre as suas asas, toca nas do Anjo da Água e encerra o espaço à direita. Por último, aparece um Anjo, em tons de amarelo, à nossa frente que ao abrir as suas asas toca nas asas do Anjo da Terra e nas do Anjo de Fogo, fechando-nos num círculo de protecção.

A partir deste momento poderemos ir onde quisermos, abandonando o nosso corpo físico, pois os 4 Regentes das Portas estarão a proteger-nos. Costumo utilizar este ritual/meditação quando vou aceder aos meus Arquivos, exercício que me deixa num estado de ausência muito grande e normalmente enfraquece-me, por isso, sinto necessidade de chamar esta protecção. Faço uma advertência para se utilizar este ritual moderadamente.
Estando então num estado sereno e com uma sensação de paz, necessária para o exercício que vamos realizar, podemos começar.

Estamos numa paisagem bonita, como de costume, vamos explorá-la. Observar e mexer no que nos apetecer. Quando estivermos prontos, vamos ver um arco-íris a formar-se à nossa frente, alto, como se fosse uma ponte, mas feita de arco-íris. Entremos no arco-íris e deixemos que as cores nos manchem, sintamo-nos a ficar de todas as cores, os pés, as pernas, a bacia, a barriga, as costas, o peito, os ombros, o pescoço, a cabeça! Mergulhámos no arco-íris e agora somos parte dele, assim, subimos até ao céu, nesse fluxo de cores. O arco-íris eleva-se e leva-nos a um lugar. Quando estivermos prontos, saímos de dentro do arco-íris e ainda nos vemos às cores.
À nossa frente está um templo, observem-no! Caminhemos até ele. Há uma porta com duas colunas, tal qual como na carta de tarot. Mas o que há lá dentro? Antes de conseguirmos chegar à porta aparecem três degraus e entre os degraus e a porta surge uma sacerdotisa. Paremos e observemos. Vamos registar tudo, isto é, ver com olhos de ver, o tamanho dos degraus, a forma da sacerdotisa, as cores, tudo o que tivermos para ver, vejamos!

A Sacerdotisa dá-nos ordem para nos aproximarmos, subamos o primeiro degrau. Fechemos os olhos e oiçamos! Novamente ela pede que subamos o segundo. Façamo-lo, fechemos os olhos e oiçamos a mente. Por último, a ordem para o terceiro degrau, fechemos os olhos e sintamos. Ao chegar à Sacerdotisa ela pede que nos sentemos no trono, há um à direita e um à esquerda, escolhamos. Quando nos sentarmos ela vai trazer-nos o Livro, aceitemo-lo e recebamos as instruções de utilização.
Com o Livro podemos fazer como quisermos, se for de vosso interesse, abram-no, senão segurem-no apenas e sintam a sua energia, seja de que forma for, reconheçamo-lo como Nosso.
Mais uma vez, e porque as meditações não têm de ser forçadas, a Sacerdotisa dir-vos-á se podem entrar no Templo, se quiserem fazê-lo e ela não permitiu, debatam o assunto com ela, peçam, argumentem, mas seja de que forma for, respeitem a sua última decisão. Se a entrada for recusada, não julguem que vocês têm um problema, acreditem apenas que talvez não fosse o melhor momento para o fazerem. Repitam o exercício noutro dia se realmente tiverem vontade de lá entrar.
Se entrarem no Templo, não se esqueçam, registem na vossa memória tudo o que puderem, recolham o maior número de pormenores, eles ajudar-vos-ão a conhecerem-se melhor.
Independentemente de estarem dentro ou fora do templo devem regressar à paisagem. Apanhemos boleia de uma nuvem, de um pássaro, de um anjo, de qualquer coisa, devemos é voltar a descer à paisagem.

Quando lá se encontrarem, e porque eu tenho sempre muitas perguntas depois de uma visualização como está, rica em pormenores, chamo pelo meu Anjo da Guarda ou pelo meu Mestre/ Eu Superior/ Guia, enfim, chamemos por algo ou alguém em quem confiemos para conversar sobre o que se passou. Neste espaço, entre o mundo físico e o mundo espiritual, aproveito sempre para definir o que fiz. Revejo o exercício e faço analogias, quando tenho dúvidas ou estou a ir pelo lado errado, o Anjo diz-me.
Quando estivermos prontos regressemos ao nosso corpo, mas não abramos os olhos ainda. Temos de agradecer aos Anjos que estiveram a guardar o espaço físico. Começando com o da frente, faço uma vénia e agradeço (como sentir que deve agradecer, cada um fala com os anjos como acha que deve, não há códigos). Viro-me para a direita e agradeço com uma vénia, para trás e ao lado esquerdo. Quando acordar apago as velas no mesmo sentido em que me despedi dos Anjos. Já sabem, assim que puderem coloquem tudo no papel, pois quanto mais tempo demorarmos, menos pormenores nos lembraremos.

Desejo a todos um bom encontro com a Sacerdotisa.

Num dia de Santa Cecília e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, novembro 21, 2008

Aos Anjos de Sagitário

Hoje o Sol entrou em Sagitário, por isso vou colocar uma oração que poderemos dizer durante estes meses para beneficiar desta energia de forma a continuarmos a retirar o melhor de nós em todas as situações.

Santos Anjos de Sagitário, espero obter de vós o conhecimento das Leis da Natureza, assim como as regras capazes de conduzirem os Homens à Paz, à Alegria, à Felicidade!
Fazei-me compreender as engrenagens que fazem os Universos evoluir.
A sede do Saber é insaciável; os integralismos (científicos, religiosos) podem privar-nos de beber da Água, dos conhecimentos, mas não podem proibir-nos a sede de saber, a sede de Amor, de prosperar, de ser feliz.
Ajudai-me a Saber!

Ámen.

A Sacerdotisa

Depois de ter sido inspirada pelo poema do Mago, aqui fica um da minha autoria, neste dia especial, não poderia ser mais adequado. Desfrutem!

A mulher está sentada
Atrás de si os véus flutuam.
Os seus olhos falam-me...
e as páginas viram.
A calma instala-se
O preto e o branco misturam-se
O cinzento aparece e caminho.
Penetro...
O triângulo dourado omnipotente irrompe de cima
Na mão direita a Chave que segura a mão e a mão que segura a chave
Penetro e o vazio aparece...
Luz branca translúcida, sol imaculado,
No fim um azul sacerdotal
Aproximo-me e mergulho numa cor pura
Inspiro e expiro a cor, limpo-me.
Inspiro e expiro a luz, purifico-me.
Inspiro e expiro o azul, reinvento-me.
As minhas moléculas misturam-se
Já não sou Corpo mas Espírito
Encontro-me com a minha Essência e
Transcendo!

As Irmãs estão juntas sentadas
À volta da fogueira
Os Mestres abençoam a União.
As estrelas brilham no firmamento
e as raízes firmam-se no chão.
«-Como em cima é em baixo
Tudo sofre Mutação!
Juntos regressemos ao Templo
para celebrar a comunhão.»
Jakin e Boaz aparecem
A Sacerdotisa acordou
O quarto crescente é ungido na fonte
da nova mulher que se iniciou!


Num dia da Apresentação de Nossa Senhora e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, novembro 20, 2008

Ensaio sobre a Cegueira

Esta semana estive em reflexão sobre o filme Blindness, adaptação do livro Ensaio sobre a cegueira de José Saramago.
Este filme era aguardado por mim com alguma ansiedade, pois tinha adorado o livro e mal conseguia esperar por ver o que Fernando Meirelles, realizador interessante que nos deu A Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro, iria conseguir fazer com esta obra-prima da literatura portuguesa.

Sabendo que as minhas expectativas eram elevadas, entrei na sala de cinema com a consciência de iria assistir à visão de Meireles e não necessariamente à minha, dando assim espaço para que a obra se revela-se.
Apesar desta minha disponibilidade não deixei de ficar um pouco decepcionada. O realizador que nos provou ser capaz de caracterizar personagens interessantes nos seus primeiros filmes, falha aqui exactamente nisso. Na minha opinião este filme não é um filme de personagens interessantes, as relações que elas estabelecem são pouco desenvolvidas o que faz com que algumas cenas sejam descontextualizadas e percam as suas intenções, por exemplo, no fim o pedido do homem de olho vendado à prostituta não se percebe, a não ser que se tenha lido o livro e se conheça melhor a história.

Mas não me apetece fazer aqui uma crítica exaustiva sobre a película, creio que há outras coisas boas que fazem valer a pena ir ao cinema ver o filme, por exemplo, a caracterização dos espaços está muito conseguida e Meireles entrega-nos um ambiente pesado e imundo, sem regras e sem valores, bem inspirado da visão pessoal de Saramago.
Quando li o livro, há muitos anos atrás, houve alguns assuntos que permaneceram na minha mente durante muito tempo, o conceito político das sociedades actuais, as necessidades que temos de regras e de organização, mas depois de ver o filme houve algo que me saltou à vista e que sobre o qual nunca tinha pensado.
O que nos move a ajudar os outros? Será altruísmo ou egoísmo? E quando eles já não necessitam de nós, como nos sentimos? Livres ou abandonados?
Este filme debruça-se muito sobre a perspectiva da mulher do médico, o seu papel enquanto manipuladora de tudo o que acontece com os cegos, de como ela consegue anular-se pelo marido mas, ao mesmo tempo, acabar por o comandar. Em verdade, quando li o livro não me fui capaz de identificar com uma única personagem, facto, creio, intencional pois nenhuma tem nome, falta-lhes esse lado individualista, mas desta vez a ligação com esta mulher é inevitável. Afinal ela é a única que vê, como nós (será que vemos mesmo, não estaremos todos cegos?).
Assim, não posso deixar de reflectir sobre estas perguntas. Ajudamos mesmo os outros por opção ou por falta dela? O que iria fazer aquela esposa sem o marido? Ela teve mesmo escolha ou foi por não saber o que fazer sem ele que foi acompanhá-lo? Estava mesmo a ser altruísta ou foi por puro egoísmo? Habituada a ser dona de casa e a fazer apenas isso, a esposa vê-se rodeada de gente que precisa dela, há uma situação em que ela pode dar o melhor que é capaz de fazer, ajudar na lida da casa.




Mas e quando tudo terminar, se terminar, será ela capaz de encontrar o seu lugar num mundo novo ou regressará à sua inutilidade de fazer tiramisú para alguém que nem sabe distinguir tiramisú de uma tarte? Ficará livre para continuar a sua evolução individual ou ficará destroçada, pois já não tem mais controlo sobre eles, já não é mais precisa?
E nós, saindo da personagem, estamos prontos para libertar as pessoas que de uma forma ou de outra dependem de nós? Filhos, pais, irmãos, amigos, namorados, maridos? Estaremos prontos para o momento em que nos apercebemos, "já fiz o meu trabalho aqui, agora é momento de me virar para mim"? Ficaremos plenos ou vazios?
Apesar de acreditar que só perante as situações poderei saber como vou reagir, acho que fazer o exercício de visualização e colocarmo-nos nessa situação poderá ajudar a clarificar quem queremos ser. Por isso, creio que por muita dor que isso pudesse provocar, o desapego é sempre árduo, nesse momento é importante pormo-nos nos sapatos do outro e compreender a situação na perspectiva do outro. Se conseguirmos fazer isto, em qualquer situação de crise, conseguiremos sempre revelar a nossa tolerância e agir de forma altruísta.
Enquanto mulher temos papéis muito definidos na sociedade, cedo nos tornamos na dona de casa, na ajudante das lides domésticas, na amiga conselheira, na mãe que cria o filho, na educadora, enfim, como mulheres vamos crescendo cheias de dependências. Mas a todas também é dada a oportunidade de emancipação, ou aceitamos o nosso papel e a nossa escolha é permanecer essa mulher, ou escolhemos ser diferente e libertamo-nos. Nem sempre é fácil, mas nada é impossível quando a nossa Vontade está bem direccionada.
Atenção, este questionamento não é realizado para ninguém em particular, são divagações provocadas por um filme. Se ajudar alguém a questionar-se a si próprio, melhor, senão, tudo bem!

Num dia de São Felix de Valois, São Edmundo e de Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, novembro 19, 2008

Lâmina II

Depois de ter mostrado que deseja iniciar o seu Caminho, de tornar manifestada a sua Vontade pela acção dos 4 elementos, o Peregrino deve encontrar-se com o seu inconsciente, deve sintonizar-se com ele para poder avançar, deve ir aos seus Arquivos e aceder à Informação que lá se encontra.

Este ensinamento só é possível quando se ligar ao seu lado feminino, a Alta Sacerdotisa, ela representa o lado oposto, mas complementar, do Mago, um é acção, o outro é estado, um é força, o outro é forma, um é masculino, o outro é feminino, cada um complementando o outro.
Numerologicamente falando não será difícil de compreender estas analogias. O 1 é o número da unidade, do todo, o 2 será o binário, a dualidade, a fecundidade. Só no 2 se poderá o 1 manifestar, o 2 sai do 1 quando este se multiplica em 2, o 1 é a acção, o 2 a emoção. Ficamos assim perante a nascença da dualidade, da manifestação dos opostos neste percurso iniciático que é o Caminho do Tarot. Esta carta ensina ao Peregrino que tudo na vida têm dois pólos, o positivo e o negativo, é transmitida a segunda chave dos ensinamentos ocultistas: «O movimento da vida consiste na tensão extrema das duas forças (atrair e repelir)».
Nesta carta devemos poder sempre encontrar os seguintes símbolos:

  • Tiara
  • Livro
  • Cor azul-claro
  • 2 Colunas
  • Véu

O nome do Arcano, e a própria imagem que nos é representada, não deixa qualquer dúvida quanto à ligação deste com o Planeta Lua. É de conhecimento comum que as sacerdotisas vestiam um azul-claro, cor que está ligada à Santidade, repare-se que foi essa a cor que a Igreja Católica conseguiu impor que se usasse nas várias representações de Maria, mãe de Jesus, na verdade, actualmente ela é sempre representada vestindo azul-claro. Mas nem sempre é obrigatório encontrar a Sacerdotisa com vestes azuis, a cor pode estar representada noutros espaços na lâmina, mas aí o seu significado será aplicável ao objecto que está caracterizado por essa cor. Por exemplo, se a cor estiver nos véus ou no espaço por detrás da Sacerdotisa, quererá dizer que a Santidade é o local e não a Mulher.
A Sacerdotisa deverá ter sempre consigo uma tiara com três níveis, mostrando-nos os campos de acção que vão ser permitidos aceder, que ela já conquistou e que o Peregrino deverá conquistar, como o mental, físico e anímico. Se a tiara for simples, a Sacerdotisa deverá estar num nível superior a três degraus, tendo estes o mesmo significado.

Além de ter a tiara, deverá estar a segurar o Livro Sagrado, ocultando o que lá está escrito para o Profano não ter acesso fácil. Este livro, tanto representa o Livro Sagrado, com todos os ensinamentos que desejamos alcançar, como o nosso Pessoal, onde tudo se encontra registado. Neste sentido a carta vem complementar o que havia sido dito no Mago, depois de termos consciência de que somos divinos e de como o Mundo funciona, não podemos vacilar e todos os actos que realizamos a Sacerdotisa aponta no seu Livro, tudo, tenha sido alcançado ou não.


Depois de o Peregrino enfrentar a Sacerdotisa, esta decidirá se ele pode passar as duas colunas e entrar no Templo. As duas colunas tentam representar as colunas do Templo de Salomão, Boaz e Jakin, o feminino e o masculino, o branco e o preto, a intuição e a acção, enfim, todas as polaridades existentes. Por trás das colunas encontra-se o véu, símbolo do mistério. Para além da Sacerdotisa encontra-se um mundo desconhecido, terá o Peregrino Coragem para entrar e desviar o Véu passando para o Ouro Lado?
Espiritualmente este Arcano representa a aprendizagem sobre o mundo exterior, sobre como tudo funciona através da lei da atracção e repulsão, que para haver sabedoria tem de haver ignorância, que para haver amor há ódio, luz/trevas, acção/passividade e por aí fora. Mas, ao fazer exactamente essa ligação com o exterior remete-nos para dentro de nós, mostrando-nos que a intuição é a melhor forma de agir, que para julgar esta dualidade o melhor é seguir a nossa percepção interior.


Em suma, a grande aprendizagem que o Peregrino deverá realizar com a Sacerdotisa será a de saber que o verdadeiro conhecimento não provém da percepção dos sentidos: «o espírito que contempla a si mesmo, tem de despertar o conhecimento no íntimo do indivíduo.»
Só depois de ligar o Mago à Sacerdotisa, poderá o Peregrino prosseguir a sua Viagem.

Num dia de Santa Matilde, Santa Isabel da Hungria e de Rafael, Regente da Enegia de Mercúrio

terça-feira, novembro 18, 2008

O Mago

Andava a mexer nas minhas coisas e encontrei este poema num caderno sobre Tarot, infelizmente na altura não apontei a fonte. Sei que este poema não é meu apenas não coloco o nome do seu autor porque não consigo encontrar o seu nome, já fiz uma pesquisa na Net e nada. Se alguém souber, por favor diga, pois não há coisa pior do que ver os nossos textos sem o nosso nome. Uma coisa é certa, foi este poema que me inspirou na escrita de todos os outros que fiz sobre os restantes Arcanos Maiores. Espero que gostem, este poema traz mais luz ao assunto que abordámos na Carta I.


Um homem vejo caminhar no infinito
No homem um infinito a correr
No início se encontra o fim do caminho
Conseguiremos para lá volver?
No mundo acima e no baixo mundo
Vejo uma fogueira aos céus se elevar
Fénix em majestade se ergue do fundo
Abre as asas e se vai a voar.
A serpente de chamas em sua haste se enrosca
Aumentando o seu brilho, seguindo ela segue
Seu fogo agora não há mais quem encerre
Em luz se transforma:
Que treva o poderá encarar?
Serena brilha a lua no lago
O sol a nascer não tarda
A orla caminha o homem firma o passo
Nas mãos, a pedra vermelha guarda.
Sua espada é forjada com força e vontade temperada com potência e calor.
Pura a água que se encontra no cálice:
Seu líquido de incalculável valor
A separação não existe, é pálido vulto.
O oceano é a gota e a gota, o oceano
Que é o nada, senão o tudo junto?
Como fugir dos seus penetrantes olhos?
O Ancião dos dias é Alfa e Ómega, dourada coroa levanta, repleta de fogos...

Num dia de São Romão e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, novembro 17, 2008

Marte em Sagitário

Parece que actualmente o nosso céu está em mudança constante, não mais do que o habitual, é claro, mas assim dá a ideia. Como vem sendo costume aqui fica a interpretação da conjuntura astrológica que começou no dia 15, com a mudança do Planeta bélico, Marte, para o signo fogoso, Sagitário.

O que poderemos aproveitar até dia 26 de Dezembro? De que forma podemos tirar partido das estrelas? Que partidas nos reservam os deuses? Que cuidados devemos ter?

Primeiro, e este será o mais evidente, podemos aproveitar o espírito de iniciativa arriscada de Marte com a energia aventureira de Sagitário, pois eles complementar-se-ão. Todos os projectos, ideias, vontades que andavam em stand-by por falta de coragem, devem ser repensados e colocados em movimento durante este período. Acreditem, se não fizerem o que têm vontade, não será por desculpa de falta de energia, pois este período estará cheio dela. Marte, o Planeta Vermelho, da acção desmedida, junto com Sagitário, o impulsionador por excelência, é a união perfeita para alcançarmos tudo o que desejarmos.
Todavia, esta junção poderá ter os seus defeitos, aqueles que advém de uma falta de equilíbrio, pois aqui toda a acção e desejo estão exaltados, por isso vamos ser obrigados a ponderar bem as nossas acções. Caso contrário poderemos dar por nós a representar o papel do rebelde sem causa, aquele que faz pelo gosto de ser diferente, ou ainda podemos revelar o nosso lado menos positivo de querer derrubar as barreiras que estão à nossa frente pelo prazer que isso nos dá. Espiritualmente devemos ter cuidado quando mostrarmos as nossas versões da verdade pois pode haver tendência para as exacerbações, contar as verdades com “adornos”.
Aqui convém chamar novamente a nossa atenção, Sagitário é o signo da Religião, por assim dizer, e por isso este campo da nossa vida irá ocupar um lugar de destaque nos próximos tempos, nem que seja pela época que está para começar.
Lembro que a mente é como um músculo, tem de ter elasticidade, e as nossas teorias devem ser seguidas pelos nossos actos, isto porque este período é propício à conversa fiada e às acções vãs, como já foi exposto anteriormente. Sendo ambos impulsivos é provável que possamos ir longe demais, atenção, não deixemos que o nosso Orgulho (no sentido negativo) nos impeça de voltar atrás no que dissemos ou fizemos. Os erros oferecem oportunidades de verdadeiras aprendizagens, tudo o que teremos de fazer é temperar o Fogo da paixão com Água da razão.

Num dia de São Gregório Taumaturgo e de Gabriel, Regente da Energia de Lua

domingo, novembro 16, 2008

Melodia da Semana XXVII

Esta semana andámos a divagar pelas religiões, igrejas, conceitos de Deus, e por aí fora. Nas minhas reflexões diárias houve uma música que me "assombrou" constantemente, Hallelujah, versão majestosa de Jeff Buckley da música de Leonard Cohen.
Como a música não requer apresentações oiçam-na apenas...

Uma boa semana para todos.

"Hallelujah"
Well I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do ya?
Well it goes like this :
The fourth, the fifth, the minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah Hallelujah Hallelujah Hallelujah...
Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew ya

Well there was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show that to me do ya
But remember when I moved in you
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah
Hallelujah Hallelujah HallelujahHallelujah...[Instrumental]
Maybe there's a God above
But all I've ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew ya
And it's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken Hallelujah

Num dia de Santa Margarida da Hungria e de Miguel, Regente da Energia de Sol

sábado, novembro 15, 2008

Geburah e Chesed

Depois de Chokmah e Binah se encherem de Luz Divina, esta transbordou para os vasos seguintes e, assim, foi criado a partir de Chokmah, Chesed, e a partir de Binah, Geburah.

Se Chokmah representava a Sabedoria, a Força, Chesed irá representar a Misericórdia, a Protecção. Quando alcançamos a Sabedoria deveremos agir de forma prudente, deveremos ter em mente que só poderemos utilizar essa Sabedoria de forma construtiva. Portanto, Chesed representa essa parte do Uno, é nesta esfera que poderemos encontrar a Indulgência, a Protecção que necessitamos quando as coisas não estão a correr bem. Normalmente é desta esfera que peço Luz para pedir ajuda a recuperar depois de acontecimentos duros, é daqui que vem a Força da Fénix que tanto precisamos depois de eliminar as coisas menos positivas da nossa vida.

Geburah irá representar o lado austero, severo do Entendimento, Binah. Quando compreendemos verdadeiramente as coisas temos tendência para nos tornarmos severos, duros, daqui vem a expressão "A Verdade é dura de ouvir!". Esta esfera é de difícil compreensão e muitas vezes é conotada de negativa, contudo, esta é uma árvore sagrada e por isso mesmo não podemos ver nela algo de mal. Na verdade esta esfera surge, a meu ver, para corrigir a indulgência de Chesed, para a equilibrar. Geburah representa a Justiça como oposição à Misericórdia, representa a punição como acto de destruição. Esta esfera ensina-nos, ainda, que é preciso sofrer certas opressões para mudar o nosso carácter, dito assim, faz-nos imediatamente pensar no Deus do Velho Testamento, aquele que punia, se calhar encontramos aqui a justificação para a sua existência, por vezes é necessário oprimir para se poder atingir a liberdade completa. As mudanças por vezes têm de ser forçadas.

Estas duas esferas têm de ser analisadas em conjunto pois elas representam uma ideia em si. Por um lado temos um castigo, uma severidade, mas pelo outro temos a misericórdia, a indulgência, cada um é um caminho mas será necessário experimentar os dois para se poder viver cada estado.
Talvez se falarmos em termos dos planetas/deuses que podem representar cada esfera as coisas se tornem mais claras.

Geburah é representado por Marte e Chesed por Júpiter. A Justiça de Chesed pode ser encarada como a Disciplina de um Guerreiro que quando está em guerra não vê mais nada, enquanto que Chesed pode ser uma Misericórdia aparente, pois Júpiter era o deus das ilusões e as suas decisões nem sempre foram imparciais, quantas vezes perdoou Hércules apenas por ele ser seu filho, caso fosse um mero mortal teria sofrido bem mais.

Então, a experiência espiritual que julgo ser importante a retirar destas duas sephirot é que independentemente dos actos cometidos, há sempre hipótese de sermos perdoados, porém, também há castigos, a lei do Karma é impiedosa. Será importante, sempre que nos apercebermos que fizemos algo de mal, ir a Geburah aceitar a nossa Justiça e depois, só depois, passar em Chesed para receber conforto.
Em termos dos Anjos, Geburah é regida pelas Dominações e têm como Anjo principal Tzadquiel também chamado de Saquiel, enquanto que Chesed é regida pelas Potências e tem como Anjo principal Khamael também chamado de Samael. Como de costume aqui ficam umas orações:

"Arcanjo Saquiel, Anjo de infinita bondade, eis que venho a ti para agradecer-te o grande optimismo que existe no meu coração. Faz com que eu leve sempre aos outros alegria e bem-estar. Pela tua protecção tornei-me num ser abençoado e amável. Por isso, Saquiel, prolonga os meus dias sobre a terra para que eu possa expressar até ao fim da minha vida as palavras de Deus. Que todos possam perceber em mim os benefícios da tua intercessão. Amém. "

" Samael, ajuda-me a ter paciência e compreensão na hora de tomar as decisões que envolvem a minha vida. Faz com que eu seja menos agressivo(a) e me torne sensível a amável. Que eu aceite as pessoas com as suas qualidades e defeitos. Que eu compreenda todas as atitudes dos meus companheiros, sem querer mudá-los ou transformá-los. Meu querido Anjo Samael, dá-me inteligência e coragem para que eu seja capaz de realizar os meus objectivos. Fortalece-me com o teu amor e poder eterno. Amém. "

Num dia de São Alberto Magno, Santa Gertrudes e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, novembro 14, 2008

4.ª Lição do Mago

«Quem sou eu?» é a única pergunta que vale a pena fazer
e a única que nunca tem resposta
O teu destino consiste em desempenhar uma infinidade de papéis,
mas nenhum deles corresponde ao que és na realidade
O espírito não tem lugar, mas deixa uma impressão digital, a que podemos chamar corpo
Um mago não acredita que é um pequeno lugar a sonhar com um mundo mias vasto
Um mago é um mundo a sonhar com pequenos locais.

in, O Caminho do Mago, Deepak Chopra


Num dia de São Nicolau Tavelic, Santa Josafá e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, novembro 13, 2008

As Mudanças continuam

Quem me acompanha há algum tempo saberá que de vez em quando surgem uns textos analíticos sobre factos pessoais, este será mais um desses! Depois de ter estado a ler as minhas partilhas mais recentes, fui-me apercebendo de mudanças subtis que já ocorreram em mim, mas que eu ainda não as tinha notado.
Esta é uma das razões pelas quais me propus a escrever todos os dias, não só para manter em dia as aprendizagens que vou fazendo, como também para verificar as minhas pequenas conquistas e evoluções. O caminho faz-se a trabalhar e este espaço é um registo do meu caminho, por isso torna-se numa ferramenta valiosa para análise.
Há uns tempos, em conversa com uma Amiga, fui questionada sobre a necessidade de publicar esses registos, ela conseguia compreender a utilidade de manter registos, mas não a de os tornar públicos. A minha resposta foi imediata, pois não há a menor dúvida sobre isso, a partilha! Para mim só faz sentido estudar, trabalhar, esforçar-me para depois partilhar. Se tudo o que eu leio, intuo, vejo, sinto…, não for partilhado e debatido com os outros, torna-se vão, inútil, infrutífero. Passo a explicar. Acredito que o ser humano só poderá evoluir quando se rodeia de experiências diversificadas, é verdade que há aqueles que ao se isolarem conseguem atingir a iluminação, mas esses não são a regra, são a excepção. Assim, é no meio dos Outros que eu me vou testando e experimentando, é com os Outros que eu posso aprender a escolher quem quero ser. Seja pela imitação, por considerar que são bons modelos, ou pela exclusão, por considerar que aquilo não se aplica ao que desejo para mim. É a partilhar as minhas opiniões que poderei compreender que estão erradas e mudá-las, é a partilhar que acrescentarei e permitirei aos outros acrescentar pedaços de realidades diferentes aos seus mundos interiores. Numa das orações às Sílfides pedimos que elas peguem nas nossas melhores ideias e pensamentos e que as levem onde houver necessidade delas, assim deverá ser sempre, só a levar luz recebemos luz.


Ao fazer esta análise apercebo-me por que tenho amigos tão diferentes e com quem realizo actividades tão diferentes, é que só no meio da diversidade eu poderei crescer, se mantiver um grupo de amigos onde todos são iguais, isto é, têm gostos e partilhas iguais, não poderei experimentar algo diferente e não alargarei os meus horizontes, pelo menos esta é a minha crença.
Há uns tempos tinha feito esta pergunta a mim própria e hoje consegui obter a resposta, fico contente, pois até nisto eu mostro que afinal não sou assim tão impaciente, que não tenho uma ânsia dentro de mim, como em tempos acreditei ter. Soube esperar, sem que isso me viesse à cabeça muitas vezes, e a resposta acabou por vir a seu tempo, bonito.
Para conseguir viver desta forma é preciso cultivar a tolerância, se não formos tolerantes connosco e com os outros não conseguiremos ouvir as opiniões diferentes e ver que também elas têm verdades. Assim, vejo que na prática eu sou tolerante, que consigo respeitar as diferenças dos outros sem julgar que eles são menos ou mais que eu, mas apenas diferentes! Fico contente com esta verificação, pois nem sempre acreditei que fosse capaz de o ser, sempre julguei que nunca iria conseguir deixar passar incoerências e erros, mas a verdade é que aprendi que há pessoas que assim preferem viver e merecem o meu respeito na mesma.
Têm sido umas semanas intensas em todos os aspectos, mas sem dúvida que vale a pena, pois é uma vitória ter conseguido compreender que mudei e muito, mesmo sem me aperceber.

Vénus em Capricórnio

Ontem o nosso céu mudou outra vez e Vénus, o planeta do Amor, da aceitação, do prazer e da Arte, entrou no signo Capricórnio, o terreno Capricórnio, e aqui permanecerá até 7 de Dezembro.

Bom, não poderíamos estar em oposição maior, i.e., Vénus tem tendência para suavizar as coisas, levá-las com tranquilidade, enquanto que Capricórnio, governado por Saturno, gosta das coisas feitas com compromisso, dedicação, esforço e empenho. Ups!, contradições à vista! Como sempre, e nunca é demais referir, todas as coisas têm um lado positivo e um lado negativo, depende de cada um qual a importância que quer dar a cada lado. Posto isto, esta altura será propícia para os relacionamentos onde há objectivos em comum, para se trabalhar em cooperação para melhorar as relações, ajudando a conseguir encontrar onde estão os problemas e arranjar soluções práticas para os ultrapassar. Contudo, também é uma altura onde os relacionamentos terão de mostrar merecer o esforço, o tempo e o empenho oferecido. Nada na vida se conquista sem dedicação!
Portanto, será um tempo para trabalharmos mais as nossas relações com as pessoas que nos interessam, pois o respeito é igual a Amor, para Capricórnio, por isso, qualquer falha neste sentido poderá mais tarde revelar consequências menos positivas. Nada se conseguirá sem que haja respeito por nós próprios e isso é sempre o mais importante!

Todavia, será um momento onde o trabalho, o esforço e a dedicação serão recompensados, pois Capricórnio trar-nos-á essa competência. Aqui está a conjuntura ideal para nos dedicarmos às Artes, pelo menos para aqueles que, como eu, se têm de esforçar para conseguir as suas criações. Capricórnio recompensará todo o trabalho árduo que realizarmos para nos melhorar, e isso será um dos pontos mais altos desta conjuntura, sem dúvida que o reconhecimento é sempre bom.

Num dia de São Eugénio, São Estanislau e de Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, novembro 12, 2008

Mercúrio em Escorpião

Infelizmente o tempo nem sempre dá para tudo, ou melhor dizendo, há alturas em que as nossas prioridades/escolhas são diferentes do habitual. Assim, deixei passar um momento astrológico sem o partilhar publicamente.
Mercúrio, no dia 4 deste mês, entrou em Escorpião e, no dia 22, mudar-se-á para Sagitário.
Este período foi sem dúvida uma altura de questionamento, mas questionamento a sério, Escorpião levou a nossa mente para os submundos dos nossos esquemas e dos nossos sentimentos, sendo Escorpião um signo de Água, as emoções teriam de estar aqui referidas.

Como vem sendo costume, esta conjunturas têm sempre um lado que se poderá revelar menos positivo e daí a importância de estarmos atentos a estas situações astrológicas para as melhor compreendermos e nos podermos dominar, transformando-nos num construtor real da nossa vida e não apenas num joguete dos astros e do destino.
Então, Mercúrio em Escorpião pode alcançar um lado obscuro e representar uma mente desconfiada e pouco fiável, poderemos guardar segredos e, ao mesmo tempo, desejar revelá-los, poderemos ter medo e querer enfrentar e, porém, não conseguirmos encontrar a coragem.
Outro aspecto menos positivo será a comunicação que pode vir a ser um meio de controlo ao invés de uma conexão com os outros, se calhar foi por isso que aconteceu o que aconteceu na Igreja do Santo Sepulcro.

Seja de que forma for é um momento ideal para ter todas as conversas de que se sente necessidade de ter, pois as capacidades de comunicação de Mercúrio conseguirão ir a zonas escondidas com a ajuda de Escorpião. Têm 10 dias para ainda sentir esta conjuntura de forma positiva, peço desculpa pela demora, mas desta vez teve mesmo de ser assim.
Eu já senti esta influência no fim-de-semana anterior, onde tudo o que se poderia dizer foi dito, soube bem!

Num dia de São Diogo, São Cuniberto e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio

terça-feira, novembro 11, 2008

Meditação com a carta I - O Mago

Depois da carta de tarot, o Mago, partilho convosco uma meditação pessoal.
Antes de qualquer meditação devemos realizar um pequeno ritual de início, gestos que ao serem repetidos enviam a mensagem ao nosso subconsciente de que vamos tentar aceder a áreas mais profundas. Seja qual for a preparação que realizem antes de meditar, ela deve ser sempre igual, pois poupa tempo na parte de nos libertarmos das trivialidades do dia-a-dia.
Depois de se terem colocado confortáveis e de fazerem o exercício inicial de energização e protecção, procurem encontrar uma paisagem agradável.
Sintam essa paisagem e procurem identificá-la, reconheçam essa paisagem, o que está próximo, o que está longe, que elementos estão presentes, há mais alguém, vejam tudo.
Quando terminarem de reconhecer o local, procurem um sítio para se sentarem. Ponham-se confortáveis e desfrutem da sensação que é estar sentado na Terra. Sintam-na viva por baixo de vós, coloquem a mão na Terra e remexam. Brinquem como quando eram crianças, não tenhas medo de sujar as unhas, desta vez a mãe não ralha! De repente encontram um objecto, retirem-no da terra e vejam-no. Identifiquem-no, reconheçam-no bem, para que noutra circunstância qualquer o possam identificar. Guardem-no convosco ele é o vosso escudo, a vossa protecção.

Depois de brincar com a terra é o momento de ir à água, procurem-na, se não existir à vista, andem até encontrar um curso de água, não deve estar longe. Ao encontrá-la entrem dentro dela ou coloquem apenas os pés lá dentro, como se sentirem confortáveis.
Sintam a água, caracterizem-na, é quente, fria, morna, corre depressa, está calma, sintam tudo o que puderem e vejam-na também, a sua cor e o seu fundo. Ao observar o fundo vão encontrar algo, um objecto, se for muito fundo podem visualizar o objecto a vir à superfície ter convosco. Peguem-lhe e como fizeram com o outro, reconhecem-no, assimilem-no, descrevam-no para vós. Guardem-no ele é precioso, vai ajudar-vos a conhecerem-se melhor.
Saia da água e volte para a terra. Procure uma árvore ou uma flor, algo que seja vegetal. Comunique com ela, envolva-se, interaja com ela. A árvore ou flor vai dar-lhe um objecto, guarde-o para si, pois será importante para depois.
Por último suba a um sítio alto, uma colina, uma árvore, um monte, uma escada, qualquer coisa, suba e sente-se. Enquanto vai desfrutando de uma visão mais elevada do lugar onde se encontra, surge à sua frente uma entidade. Cumprimente-a e interaja, faça todas as perguntas que quiser, diga o que lhe apetecer. No fim da conversa ser-lhe-á dado um objecto, aproveite para fazer todas as perguntas sobre os objectos que recebeu antes e sobre esse em particular. Faça uma reflexão sobre a ligação existente entre eles e você, pense sobre tudo o que lhe aconteceu, esteja à vontade e aproveite essa entidade para o guiar, se lhe for proposto ir a outro lado, aceite, confie.
Quando estiver pronto decida se quer trazer consigo os objectos ou se os vai deixar nessa bela paisagem, se esse for o caso, procure um lugar seguro para os guardar e, em especial, um sítio que nunca mais se esqueça pois quando quiser pode ir buscá-los.
Volte ao seus estado normal e não se esqueça, escreva a meditação toda assim que terminar, pois quanto mais tempo demorar a fazê-lo menos pormenores se irá lembrar.
Espero que a viagem seja agradável, mas que acima de tudo vos seja útil.

Num dia de São Martinho e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, novembro 10, 2008

Mais uma vergonha para as Religiões

Foi desconcertante ontem à noite ver na televisão a notícia da luta entre os monges gregos ortodoxos e os arménios que teve lugar na Sagrada Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, aquando do início das celebrações da Santa Cruz. Pelo que se pôde ver nas imagens os monges gregos ortodoxos e os arménios entraram numa luta a sério, aquilo quase parecia o fim de um jogo Porto Benfica, empurrando-se mutuamente, deitando as imagens sagradas ao chão e chegando mesmo aos socos. As razões, até ao momento, ainda não são conhecidas, mas, na minha opinião, sejam quais for não têm justificação.
Acabada de chegar de um fim-de-semana de retiro cinematográfico, onde muito se discutiu por haver opiniões divergentes, deparo-me com um insólito destes. Pergunto-me: porque queremos que todos pensem e ajam da mesma forma que nós? Que sentimento está por detrás da Vontade de partilharmos as mesmas convicções? O que nos move nessas discussões? Será apenas a gratificação da partilha ou estará secretamente o nosso Ego a querer converter os outros? Por que razão quando alguém não concorda connosco ficamos incomodados?
A todas estas perguntas poderão surgir respostas diferentes, dependendo do nosso nível de consciência, mas uma coisa é certa, ninguém pode afirmar ter a Verdade Única, a Certeza Absoluta, pois cada um tira as suas conclusões de acordo com o Tamanho do seu Próprio Mundo. As nossas experiências vão-nos condicionando ou libertando, depende do uso que cada um lhes dá, mas de qualquer modo elas vão-nos restringindo a mente, por cada janela que abrimos interiormente mais luz entra na nossa mente, mas há sempre mais janelas ao lado e atrás, que não abrimos e outras pessoas já o fizeram, por isso, essas pessoas terão Verdades diferentes das minhas. Contudo, quando queremos partilhar com alguém algum assunto temos de ter o nosso espírito aberto para tudo o que dali advier. Se eu vou entrar numa conversa apenas para debitar os meus pensamentos e não dou espaço sequer ao que o outro diz para entrar e fazer sentido em mim, não vale a pena, para isso foram criados os monólogos que, graças a Deus, não precisam de um ouvinte.

Assim, por que razão monges, pessoas espiritualmente iluminadas, regressam aos instintos animalescos de sobrevivência para defender as suas crenças/opiniões? Se estes ícones da religião reagem assim perante a adversidade como poderão os comuns mortais reagir de outra forma?
Fiquei abismada com este acontecimento que, ao que tudo demonstra, já não foi a primeira vez que aconteceu, nas passadas celebrações do Domingo de Ramos, mais uma vez estes monges entraram em luta pelas suas convicções.
Que mundo é este, onde tanto se luta e fala da paz em termos religiosos, e depois acontecem estas coisas em lugares sagrados? Onde está a lição aprendida de devolver a outra face quando somos agredidos? Onde está o respeito pelo ritual que se estava a iniciar?

O mundo fica mais triste quando estes exemplos saem em nome da Religião!

Melodia da Semana XXVI

Peço desculpa, mas estive ausente o fim-de-semana e ontem já cheguei tarde e não me apeteceu vir colocar a melodia nova. Hoje remedeio a situação.

Para esta semana escolhi uma nova música de uma nova banda. Bon Iver é o nome da banda e a música chama-se Flume do álbum For Emma, Forever Ago. O som é hipnótico e envolvente, espero conseguir envolver-me nessa energia durante esta próxima semana que se avizinha trabalhosa.

Como vem sendo costume aqui fica parte da letra, para digerir e acompanhar a música.

Only love is all maroon
Gluey feathers on a flume
Sky is womb and she's the moon
I am my mother on the wall, with us all
I move in water, shore to shore;
Nothing's more
Only love is all maroon
Lapping lakes like leary loons
Leaving rope burns -
-Reddish ruse
Only love is all maroon
Gluey feathers on a flume
Sky is womb and she's the moon

Num dia de São André Avelino, São leão Magno e de Gabriel, Regente da Energia da Lua

sábado, novembro 08, 2008

3.ª Lição do mago

O mago vê o mundo ir e voltar, mas a sua alma mora em reinos de luz
O cenário muda, o vidente permanece o mesmo
O seu corpo é apenas o lugar a que as recordações chamam «lar»

in, O Caminho do Mago, Deepak Chopra

Num dia de São Severiano, dos Quatro Santos Coroados e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno
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