terça-feira, fevereiro 03, 2009

Técnica para confirmar os passos de um Ritual

Nos meus estudo de magia encontrei um livro muito interessante, que me relembra o que já José Medeiros me transmitiu no curso de Magia Operativa, mas de forma mais intensa, ainda por cima porque posso sempre reler quando não percebo. O livro de Edain McCoy chama-se Como fazer Magia ( O que é e como funciona).
Nesse livro, além de outras coisas, aprendi a criar os meus próprios rituais e como isso está a começar a acontecer publicamente, achei interessante colocar aqui o método que utilizo para me certificar de que tudo foi bem feito, que cada passo da construção está correctamente elaborado. Se por um lado vos estou a incitar a construírem os vossos rituais, por outro devo oferecer-vos a técnica de os testarem antes de os realizarem. Eu utilizo esta técnica também para testar os rituais que faço e que já fiz, pois ela dá-me uma visão alargada e consciente de todo o processo. Passo a explicar.
A técnica usada é simples, utilizando os Arcanos Maiores do Tarot fazemos um lançamento com 10 cartas em forma circular. Sempre que nos debruçamos sobre um assunto ele tem duas perspectivas, a nossa e a do exterior.
O primeiro assunto é a origem da Vontade.
Assim, a primeira carta tem a ver com o desejo, o que nos leva a realizar esse ritual a carta poderá alertar-nos para um desejo que não sabíamos ou simplesmente para confirmar o que já sentíamos. A carta dois refere o desejo oculto, aquele que está na base do que conhecemos. Esta carta revela o que está na origem, se for algo que já sabíamos podemos seguir, mas se for algo que desconhecíamos é necessário rever as nossas intenções pois podem afectar o ritual.
O segundo assunto é o tipo de energias que vamos manipular, as nossas interiores e as exteriores.
A posição três alerta-nos para as influências ocultas, pode representar o que o nosso eu interior sente em relação ao ritual. Muita atenção a este ponto, ele pode revelar relações kármicas, o tipo de energias que vamos manipular. A carta quatro leva-nos para as influências do exterior, que tipo de energia nos estão a enviar as pessoas que sabem do nosso ritual.
O terceiro assunto tem a ver com o ritual em si, os pontos fortes e fracos.
A quinta carta mostra o ponto fraco e a sexta o ponto forte.
Em quarto temos os resultados que o ritual poderá causar, quais serão as bênçãos ou os danos que iremos provocar no plano astral e por conseguinte no manifestado.
Na sétima carta levam-nos para os resultados no nosso mundo interior e a oitava para o mundo exterior, pois nenhum ritual é feito sem provocar algo no mundo exterior.
Por fim, temos a conclusão de tudo, na nona carta mostram-nos o resultado final e na décima os efeitos que iremos colher deste ritual efectivamente.
Estas quatro últimas cartas mostram-nos claramente se devemos ou não fazer o ritual nas condições em que está elaborado, pois qualquer acto de magia deverá ser para o benefício de todos e nunca apenas para o nosso ou, pior, para fazer mal a alguém.

Em vez das cartas podem facilmente utilizar o pêndulo, fazendo as perguntas de forma clara ou utilizando o mapa de percentagem de positivo ao negativo. Para quem não sabe do que estou a falar, passo a explicar. Quando usamos o pêndulo podemos construir uma meia-lua graduada, começando no lado esquerdo pelo não até ao centro, que é neutro, e daí para a direita construir o sim, tendo assim um mapa para o pêndulo poder falar, onde no meio ainda temos espaço para nos responder que a questão está mal colocada e que a resposta pode ser um TALVEZ. Mostro-vos o meu na foto. Uma das coisas que sempre me incomodou no pêndulo foi a forma categórica de SIM ou NÃO, às vezes pode ser um Sim mais para o Não, ou vice-versa, através deste mapa temos as percentagens das probabilidades. Para mim faz mais sentido assim e para vós?

Num dia de São Brás, São Óscar, São Odorico e de Samael, Regente da Energia de Marte

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