terça-feira, abril 07, 2009

As relações

A querida amiga Marise Catrine perguntou na reflexão da semana como poderia "retirar" da sua vida alguém mas de quem não se consegue libertar. São as dependências energéticas que criamos, as amarras que ganhamos a este Plano, mas nada que uma meditação não resolva, clica aqui.

Ora, pois bem, por ser de facto um dos maiores dilemas do Peregrino, as relações, decidi abrir o tema ao debate.

É preciso colocar de lado questões obtusas, que não entram se quer em linha de conta, argumentos caducos das vezes que foram utilizados, é preciso colocar uns óculos novos e dar uma hipótese ao que vão ler.
Todos precisam de pessoas na sua vida, é certo, e isso nem entra na equação, mas a qualidade da relação é aquilo que conta, ter amigos, marido, filhos, apenas para não nos sentirmos sós, será uma razão como outra qualquer, porém se calhar não é aquela que mais luz emana.
O que nos leva ao ponto da questão. Todas as relações que estabelecemos com o exterior são de puro interesse. Eu tenho alguém como amigo por ele ter gostos parecidos comigo, logo para poder falar com alguém sobre isso, ou pelo contrário para poder aprender com ele. Tenho amigos no ginásio, para não me sentir só quando lá vou, tenho amigos no trabalho para não almoçar sozinha, tenho um filho para me tornar imortal, tenho um marido para ser como todas as outras mulheres....e por aí fora. Será que não é possível ter uma relação sem que ela tenha uma segunda intenção? Sim, claro que é, mas essas são raras, essas são aquelas que eu vejo como relações antigas, já vêm de há muito tempo, aquelas que existem livres para serem apenas desfrutadas, mas mesmo essas existem para nos dar prazer ;)
Será que é assim que queremos que a nossa vida seja? Com interesses escondidos? Não, certo!

Então vamos lá fazer um exercício de libertação dessas relações todas que mantemos, pois elas agarram-nos a este plano e acabamos por entrar em esquemas energéticos que nem sempre são o que queremos.
Há quase um ano atrás estava eu a fazer uma longa dissertação sobre O Caminho e o Desapego, para quem estiver interessado, clique aqui também está lá o exercício de libertação das relações de dependência.
Agora aguardo as vossas anotações, mesmo que elas sejam contrárias à minha. Só peço que pensem mesmo no assunto, que deixem essa hipótese entrar dentro de vós e, apenas se ela não fizer sentido lá dentro, a deitem fora. Estamos em tempos de começar a mudar a nossa forma de pensar e de agir, compreender que tipo de relações temos com o exterior é meio caminho andado para compreender as limitações do nosso Caminho.
Beijinhos encantados
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