sábado, maio 30, 2009

Sonho ou Pesadelo

Esta noite tive um sonho e quando acordei senti-me tão mal comigo própria, que raio de emoções nutro eu para o meu subconsciente me estar a enviar aquela mensagem ou terá sido mais que isso? Um sonho profético, uma recordação de vida passada ou simplesmente lixo emocional a ser limpo?
Vou registá-lo no meu Grimiore, será o primeiro sonho que aqui publico, (Hazel acho que me influenciaste, talvez por teres aberto a tua casa aos sonhos eu tenha sido capaz de publicar um meu) os outros vão para um caderninho especial, mas este gostava de o ver analisado por outras almas, por isso, digam o que vos aprouver.

Estava com pessoas que recentemente surgiram na minha vida, numa boa onda, a festejar algo. E de repente surge o namorado de uma amiga intíma, que está ligado por profissão a esse grupo de pessoas com que estava a festejar.
Ele, o Zé, estava a realizar um filme publicitário, a quê não faço a menor ideia, mas como acontece em muitos sonhos, já não estava no mesmo cenário e estava em casa dele.

Uma casa antiga, enorme, com muita madeira e grandes sofás confortáveis. Havia homens e mulheres vestidos com roupas antigas, pretas, cinzentas e brancas. Sabem aquele típico vestuário dos nossos avós? Calças pretas, camisa branca, colete e um chapéu? Era assim. Estava deliciada a observar, sentada no sofá com a nomorada do Zé, a minha amiga, quando começo a olhar bem par uma das pessoas, que desviava a cara de mim.

Eis senão quando a reconheço, apesar de estar disfarçada de homem. Aquela pessoa que ali estava era uma mulher que ambas conhecemos. Fiquei tão incomodada que perguntei à minha amiga o que aquela fazia ali, ela não sabia que ela ali estava e disse-lhe que a não queria no vídeo do seu namorado. A outra começou a sair do grupo com um sorriso de gozo nos lábios, mas sem dizer uma palavra.
Aquilo irritou-me de tal forma que me lancei a ela e a esmurrei. O sorriso permanecia e quanto mais ele ficava, mais enraivecida eu me tornava e, por conseguinte, os meus murros. O acto era tão selvagem que as pessoas que assistiam viravam a cara incomodadas. Sai de cima dela e ela levantou-se, ainda com aquele sorriso e em silêncio.
Passei-me completamente e rasguei-lhe as roupas que tinha vestidas. Aí ela perdeu o sorriso e começou a vestir outra coisa. Mas o monstro que havia em mim pedia mais e agarrei-a pela cabeça e lancei-a ao chão para a frente e para trás, parti-a toda, quase que ouvi os sons dos ossos a quebrar. Como era um sonho onde eu tinha esse poder ela também não se magoava e levantou-se e saiu.
Expulsámo-la e antes de fecharmos a porta lancei-lhe uns bombons cada um com cor diferente.

O que aconteceu a seguir? Voltámos à festa e eu andava à procura de um canto especial no meio de um jardim, tinha de ser branco era a única coisa que eu respondia a alguém que atrás de mim perguntava o que eu procurava.
Quando lá cheguei olhei para o céu e vi uma fada a voar, ela veio ter comigo e perguntou-me se eu queria aprender a voar.

Depois disto não me lembro de mais nada. Só sei que quando acordei me senti mal, mas no sonho não. Senti-me incomodada por pensar que esse tipo de raiva existe dentro de mim, que aquele sorriso tenha tido a capacidade de libertar a besta que há em mim, mesmo se foi só em sonho, pois isto nunca aconteceu quando estou acordada. Em criança eu tinha muita dificuldade em controlar a minha ira, muitas vezes aindei à batatada, levei e dei muito, talvez por isso em adulta nunca senti vontade de bater em ninguém, mesmo quando me irritam.
Foi uma forma esquisita de terminar a semana do Diabo. Depois desta descrição, há alguma coisa que sintam vontade de me dizer. Alguma análise, por favor, por mais palerma ou desnecessária que vos possa parecer, digam-na. É que fiquei muito intrigada com o significado do sonho e todas as peças que possam ser oferecidas podem ajudar na análise final.
Desde já um muuuuuito obrigada!
Num dia de São Fernando e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno
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