domingo, julho 19, 2009

Reflexão Semanal com o Sol II

Desde quinta-feira que tenho estado em meditação, gostava de ter estado em jejum, mas não foi possível, bem pelo contrário, foram cometidos muitos excessos. é sempre assim, o meu amigo Le_Moon esteve cá em casa e a loucura típica aliada à saudade resultou em excessos rkrkrkrkrkr

Sinto esta reflexão muito pessoal, creio que a minha semana, mesmo se não tinha tido consciência disso até escrevê-lo, foi muito de acordo com o que aqui está. Será que tocou a mais alguém?

A semana regida pelo Sol começa com o Cavaleiro de Discos, mostrando-nos que o Cavaleiro nos traria uma prenda, algo que desejávamos há muito concretizar, mas ainda não tínhamos conseguido, ou reflectia-nos que estamos a caminhar com carga que precisa de ser libertada.

Muitas vezes torna-se confusa ou pouco clara a noção de libertar. Libertar não é sinónimo de abandonar. Libertar é tornar algo ou alguém livre, deixá-lo solto para poder ser dono de si próprio ou para poder ser utilizado por outras pessoas.

Assim, o peso com que o Cavaleiro está a Caminhar deve ser solto, deve ser libertado. Como? Através da transmutação, exercendo o nosso poder alquímico da decomposição, separar o subtil do espesso.

Durante os três primeiros dias as cartas que nos saíram foram do naipe de Discos, portanto, tudo no campo da Terra, do Material, da Construção, do Denso. Primeiro tínhamos um Cavaleiro que não sabia ainda o que fazer com o disco que trazia nas mãos, passa-o ao Rei que o decompõe nos quatro elementos e verifica, então, quais as sensações que estavam a ser incómodas ao Cavaleiro.

E durante dois dias esteve em jejum, em meditação. A transmutação foi iniciada e a destilação feita, os quatro discos transmutaram-se em 4 Taças de Água e mostraram que a nutrição, o cuidado, o carinho, o lar ainda são temas que precisamos rever. É possível que tenhamos encontrado pessoas que nos tenham transmitido uma sensação enorme de familiaridade. O Sol lançou uns quantos raios neste campo, cada um os terá aproveitado ou não.

Depois da meditação sobre os temas acima, o Cavaleiro, sente-se pleno, em completa satisfação emocional. Acredita que cresceu, pois conseguiu transmutar sensações de desconforto em emoções libertadoras. Separou o subtil do denso, encontrou a essência que o estava a perturbar.

Precisará agora de encontrar o Rei de Espadas e aprender com ele a desenvolver o seu poder de comunicação, ser capaz de exercer o mesmo processo alquímico com as ideias, os ideais, e materializá-los.
O Cavaleiro chega ao fim com a sensação de que muito foi trilhado mas que muito ainda está à frente, porém, contente com o alcançado.

Na primeira hora de Lua do dia de Sol e de S. Justa, S. Rufina, S. Agilolfo
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