quarta-feira, outubro 14, 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 2.º Trabalho



Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por


Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)



Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot


2º Trabalho
“A Captura do Touro de Creta”
O aprendizado sobre a natureza dos desejos.


Mitologia

Triste e só Hércules segue o seu Caminho para realizar o 2º trabalho.

No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.
Cruzando o oceano até à ilha ensolarada, Hércules iniciou a sua tarefa de procurar o touro e conduzi-lo ao lugar sagrado onde habitam os homens de um só olho, os Ciclopes.

De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na testa do animal. Sozinho ele perseguiu-o, encurralou, capturou e montou, e assim guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.
É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto e o touro é um destacado símbolo da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.
Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.
O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do continuente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto a outra da vida do eu-separado, até ao momento em que o aspirante possa fazer o que Hércules conseguiu: montar o touro.
Montar um animal significa controlar. O Touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem.


Astrologia


Este trabalho está associado ao signo de Touro e a Escorpião. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência deste signo, é a glorificação da matéria e a subsequente iluminação por seu intermédio.

Tudo o que actualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou aspecto-forma. Quando esta tiver sido consagrada, purificada e espiritualizada, então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.

Neste trabalho procura-se vencer o desejo, representado pelo dono da ilha, que tem por alimento a fraqueza daqueles que se perdem, na tentativa de capturar o Touro ou o corpo e que são comandados pelo ego.

Aqui o trabalho de resgate do submundo (Escorpião), representa as pessoas que no passado ficaram ligadas ao desejo e que não trabalharam a forma mas sim a sedução, que não materializaram e se apropriaram das vontades daqueles igualmente dominados pelo ego e pelo desejo. Ao trazer este desejo à consciência e dominá-lo é ter o poder de vencer os vícios e as forças negativas.



Tarot

Depois de uma lição dura e “falhada” como a anterior, o herói vira-se para dentro de si e vai em busca do seu poder. Para isso o herói terá de encontrar o touro desenfreado que habita no labirinto e levá-lo para um lugar sagrado onde habitam os ciclopes, gigantes de um olho só. A analogia é simples para encontrarmos a nossa percepção devemos trabalhar bem o nosso poder intuitivo, domá-lo e elevá-lo aos céus. Caso contrário, estaremos sempre a andar em círculos dentro de um labirinto infindável, de nós e das nossas ilusões.

O herói torna-se neste trabalho na Alta Sacerdotisa, pois para conseguir caçar o Touro de Creta ele segue a luz que brilha na testa do animal. A Alta Sacerdotisa é o lado intuito, a centelha divina que todos somos. Ela é a guardiã do nosso livro da vida, ela sabe de onde viemos, para onde vamos e regista tudo o que fazemos, quem a encontra terá acesso a tudo.

A Alta Sacerdotisa ensina ao herói que tudo na vida é duplo, que neste Plano Manifestado há divisão binária em todas as coisas, até em si próprio. Para alcançar o seu lado espiritual ele precisa de conhecer o seu lado animal.

Mas, o objectivo deste trabalho de Hércules é o encontro do Arcano A Lua, senhora e regente do lado nocturno do Homem. A Lua é a energia da percepção no seu apogeu. Ela representa o herói que alcançou a terra dos Ciclopes e que apenas rege a sua vida através do olho da mente.

Não obstante, esta energia pode ser prejudicial ao herói. Quando a Lua não é dominada, ela própria nos faz andar em círculos, embrenha-nos num labirinto onde a sua luz nos faz ter uma visão muito pouco clara do caminho. A tarefa do herói neste arcano é dominar o seu lado animalesco e passar a prova, deixar de agir de forma impulsiva, advenha ela de um ego descontrolado ou de uma percepção mal domada.

Portanto, neste trabalho para alcançar a energia da Lua de forma correcta, o herói tem de passar pelo Diabo primeiro, pois ele terá de compreender a natureza das coisas. O Diabo é o confronto connosco, com os nossos desejos, com as nossas ambições, com a utilidade que damos à nossa percepção. A alta Sacerdotisa coloca o herói frente à besta e numa luta interminável, o herói acaba por a conseguir montar.

Neste trabalho, porém, parece que Hércules conseguiu de forma muito simples montar o animal e a pergunta que nos será obrigatório colocar é «Estará esse animal bruto em nós algum dia dominado? Seremos nós que o montamos sempre ou haverá alturas em que ele nos monta a nós?»

«Para alcançar a luz da Lua o herói precisa de ir conhecer a escuridão do Diabo. Para sair da escuridão, o herói precisa de aceder à luz, usando da sua criatividade.»
Na Primeira Hora de Lua do dia de Mercúrio, S. Calisto, S. Gaudêncio, S. Donaciano
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