sexta-feira, outubro 30, 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 9.º Trabalho



Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por





Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot



9º Trabalho
A morte dos Pássaros de Estínfalo
Acabar com as tendências do uso do pensamento destrutivo


Era tempo de mudar o seu caminho. Desta vez Hércules teria que procurar no pântano de Estínfalo, lugar de habitação dos pássaros destruidores e descobrir a forma de os espantar desta sua morada.
O mestre disse-lhe “A chama que brilha além da mente revela a direcção certa”. Após longa procura, conseguiu encontrar o fétido pantanal e os barulhentos ameaçadores pássaros.
Cada pássaro tinha um bico de ferro, afiado como uma espada. As penas pareciam dardos de aço que ao caírem poderiam cortar ao meio a cabeça de quem por ali passasse. As suas garras eram igualmente ferozes.
Ao verem-no três pássaros se lhe dirigiram ao que ele ripostou com a sua clava, fazendo cair no chão duas penas.
Parado à beira do pântano pensava em como livrar-se dos terríveis pássaros. Pensou em setas, em armadilhas no pântano e lembrou-se então do conselho que recebera “A chama que brilha além da mente revela a direcção certa” e reflectindo longamente lembrou-se de dois pratos de bronze que possuía e que emitiam um som estridente, não terreno; um som áspero e penetrante capaz de acordar os mortos. Até para si próprio o som se torna intolerável.
Aguardando pela noite, em que os pássaros estariam todos pousados, tocou os pratos aguda e repetidamente. Assustados e perturbados por ruído tão monstruoso, os pássaros levantaram voo guinchando e, fugindo para nunca mais voltar.


Astrologia


Este nono trabalho está associado a Sagitário e Gémeos. O ruído dos pássaros é associado ao excesso de comunicação e expressão do signo de gémeos, e que os pássaros utilizam para devastar a região. Em Sagitário, o arqueiro, bem como em Escorpião, Hércules assumiu e completou o trabalho iniciado em Carneiro. Em Carneiro, ele lidava com o pensamento, enquanto em Sagitário, ele já demonstra completo controlo do pensamento e da palavra. No momento em que nos libertamos da ilusão, entramos em Sagitário e vemos o objectivo. Nós nunca o víramos antes, porque o-entre-nós-e-o-objectivo, encontram-se sempre os pensamentos-forma que nos impedem de vê-lo, ou seja, não conseguimos ver as nossas metas.

Sagitário é o signo preparatório para Capricórnio, e por vezes chamado de “o signo do silêncio”, porque esta é a lição de Sagitário: restrição da fala através do controlo do pensamento porque depois de abandonar o uso das formas comuns da fala, tais como falar da vida alheia, então será preciso aprender a silenciar sobre a vida da alma. O recto uso do pensamento, o calar-se e a consequente inofensividade do plano físico, resultam na libertação; pois nós somos conservados na unidade humana não por alguma força externa que nos mantenha ali, mas pelo que nós mesmos temos dito e feito. No momento em que não mantivermos mais relações erradas com as pessoas pelas coisas que dissermos quando deveríamos ter ficado calados, no momento em que paramos de pensar sobre as pessoas, coisas que não deveríamos pensar, pouco a pouco aqueles laços que nos prendem à existência planetária são rompidos, ficamos livres e escalamos a Montanha como o bode em Capricórnio. Em Sagitário, o primeiro dos grandes signos universais, vemos a verdade como o todo quando usamos as flechas do pensamento correcto. Todas as várias verdades formam uma verdade; é disso que nos damos conta em Sagitário.

Tarot


Nesta tarefa é o Eremita que entra em acção. Mais uma vez o herói vai ajudar alguém, mas desta vez não é o Hierofante que sai à rua mas sim o Eremita. m novo caminho começa a ser a trilhado e o herói já não precisa de ter seguidores, ele sabe agora que a única presença que precisa é a sua voz interior. O Eremita é um Arcano muito interessante, ele é o ser triunfante das lutas no lodo, ele é o lado introspectivo do Louco.

A sua Sabedoria é evidente, ele sabe quando esperar e quando actuar. Sabe a Força que tem e acima de tudo já se conhece a si próprio. Note-se que o lodo foi substituído por pântanos, as águas começam a ser domadas. O Eremita nesta tarefa vai encontrar o Juízo Final para o ajudar a concretizar a sua missão. O Juízo Final é uma energia de despertar, é um som anunciador de novidades, é a voz de um Anjo que chama por nós. É a derradeira prova, a morte acontece para que depois das outras provas se possa renascer na liberdade total do Ser.

O herói ouve o chamado e já não tem medo, reconhece que a sua vida é uma missão constante e que em cada virar da esquina há aprendizagens a fazer. Ele é o condutor do seu carro, mas também ele é guiado por uma voz superior.

«O Eremita vive sozinho, mas nunca em solidão. Ele ouve as vozes do Mundo e sabe onde é o seu lugar»
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