sábado, novembro 28, 2009

O Encontro com a Sacerdotisa

Depois de termos estado com o imperador, chego a Alta Sacerdotisa, com ela vieram questões bem mais pessoais, daquelas que se encontram escondidas no nosso sub sub consciente, aquele muito escondido.

Para mim foi uma semana intensa e conturbada! Até que cheguei ao final dela a ter de admitir algo que me custou horrores, mas que me alivio a alma. Vamos ver o que aconteceu com o nosso Alegria:

Alegria era acompanhado de uma sensação de realização. Sentia que a parte física, material da sua vida se estava a modificar e que aprendera a utilizar as correntes da prosperidade nesse campo. Apesar de se sentir uma criança Imperador sabia que era possível ser próspero e determinado mesmo assim jovem como se sentia. Domara a praticabilidade e sabia agora aceder a ela, estava feliz.

E sorridente caminhava. Porém, começou a sentir sede e parou junto a um riacho para encher o cantil. Apesar de ter as provisões necessárias para o caminho não recusava uma oportunidade de algo fresco, principalmente a água que lhe alimentava o corpo e a alma.

O espaço era bonito, o riacho dava vida às ervas que preenchiam as margens. O verde-escuro transmitia-lhe a sensação de vida, sentia que ali havia muita força, o sagrado feminino encontrava-se bem representado. De repente, ouve uma voz feminina muito doce e suave.

Não precisas de te debruças, tens aqui um fio de água fresca que corre em direcção a esse riacho. Toma, bebe, usa as minhas mãos para levares a água à boca.

A voz vinha do seu lado direito e, como que hipnotizado, rodou sobre si próprio para encontrar a fonte de tal melodia. Ali estava uma Sacerdotisa, soberba na sua graça e majestosa na sua simplicidade. Com uns olhos tão ou mais doces que a sua voz. Um corpo tão delicado como o som que dele saia.

Alegria sentiu-se inebriado com tanta emoção e vacilou enquanto tentava dar o primeiro passo na sua direcção. Havia algo naquela figura que lhe soava a familiar. Ter-se-iam encontrado alguma vez na vida? Havia ele sonhado com tal mulher? De onde vinha esta sensação, que apesar de estranha o encantava.

Saciou a sua sede das mãos de ser tão belo e quanto mais bebia, mais lhe apetecia beber! Olhou para o rosto da Sacerdotisa e ela sorria. Pensou que talvez ela estivesse a sentir o mesmo prazer que ele e não parou.

Obrigada pela tua generosidade. As minhas mãos estão calejadas e não têm a suavidade das tuas, a água pode continuar pura. Estou-te grato!

A minha missão é servir a quem de mim precisar. Sei que compreendes o que te digo,
pois sinto que tens na alma semelhante missão. O que te traz por aqui?

Ando em busca de mim próprio. Tenho viajado muito e conhecido muita gente nova e diferente de mim. Em cada um encontro uma lição. Não tenho um caminho traçado, por isso talvez possa dizer que foi o destino que me trouxe aqui. Porém, parece que já nos conhecemos, será impressão minha?

E uma longa conversa tiveram, sentados à beira do riacho as palavras fluíram como se água fossem. No fim, a confirmação de que de facto se conhecia, apesar de não saberem de onde, mas isso não era importante. O que de facto importava era aquela sensação de partilha e de reconhecimento.

Despediram-se e Alegria sentiu o seu coração a ser invadido por aquele sentimento que há tanto não sentia – Paixão. Baixou os olhos e seguiu caminho, desejando voltar a encontrá-la. Aquela mulher acendera nele emoções há muito adormecidas, sentira-se novamente um homem, com desejos e vontades. Só tinha uma certeza agora: desejava voltar a poder beber daquelas doces mãos, ouvir aquela voz e entregar-se a essas sensações!
Bom, foi este o caminho de Alegria, muito emotivo e será que ele a voltará a encontrar? E vós, houve um encontro deste género? Reencontraram alguém ou alguma parte de vós que tivesse estado adormecida? Hum, foi ou não uma semana interessante?

Na terceira hora de Mercúrio do dia de Saturno, S. Gregório, S. Tiago de Marca
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...