domingo, setembro 12, 2010

De passivo a activo na transformação do Juízo Final

Esta semana do Juízo Final, da transformação tivemos como pergunta orientadora o que está a acordar, a mudar, a ser revelado.

Para estas questões foram estes os arcanos menores que saíram esta semana:


E eles tentaram revelar:


Toda e qualquer transformação só pode ocorrer quando sabemos que tudo é feito da mesma matéria e quando sabemos isso conseguimos ser comandantes das mudanças que ocorrem em nós. Lavoisier ensinou-nos que "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", nós não somos excepção.

No plano das emoções parece que estamos a querer derrubar a barreira da ilusão, mas será que o estamos a fazer correctamente?

Para compreender a raiz da ilusão que conscientemente desejamos manter, é preciso alguma coragem e olhar um pouco para o passado. Normalmente as nossas acções têm raízes profundas, raízes essas que nos prendem a formas de actuação que por vezes sabemos não ser a mais correcta, mas persistimos. Essas raízes estão no passado, nas nossas recordações, nos nossos registos. Fazer uma viagem a essas recordações, por exemplo, pode ser muito produtivo, quem sabe encontramos aí as nossas fantasias irrealistas, que nos impedem de ver o que está à nossa frente. Quem sonha ainda com um ideal de homem/mulher tendo por base a imagem do seu primeiro amor? Será que presentemente, com todas as mudanças que ocorreram em vós, isso ainda faz sentido? Apesar da nossa matéria ser a mesma, a nossa consciência não é...essa muda constantemente.

Mentalmente a questão é mais profunda pois vivemos a dualidade de forma mais real (assim nos parece pelo menos). Mentalmente sabemos que somos feitos da mesma matéria que a flor, a árvore, o cão ou a porta. Mas os olhos dizem-nos que a forma é diferente, o tacto mostra-nos que a matéria é diferente, o conhecimento revela-nos que o interior é diferente e a dualidade instala-se. Esta dualidade faz-nos persistir nos erros, nas dúvidas, nas incredulidades.

Para tomarmos comando das mudanças, para sabermos guiar a nossa Vontade para aquele que desejamos ser, precisamos manter a todo o momento a lei de Lavoisier na mente "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" e dessa forma compreenderemos que basta largar para ganhar!

O trabalho é interior, numa mudança consciente e paulatina. Quem tiver coragem para travar essa batalha, será um grande guerreiro da luz!

Na terceira hora de Marte do dia de Sol, S. Auta, S. Juvêncio
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