segunda-feira, outubro 11, 2010

A Libertação da Torre no SER

A Torre esta semana esteve a dar-nos uma lição sobre como largar situações, pessoas, emoções, que já não servem para o nosso caminho.

Saíram assim estas cartas (reparem que foram todas figuras da corte, o que significa que andámos às voltas com coisas já estabelecidas e bem formatadas, uma vez que a única que indica início é o Pajem e só saiu uma.):
E as cartas ensinaram-nos o seguinte:

O Cavaleiro de Discos levou a nossa atenção para o mundo físico. Mostrou-nos como todos guiamos a nossa vida de forma a TER, chamou dessa forma o Raio Divino para as nossas limitações físicas, para aqueles aspectos que não desejamos perder, mas que temos devemos libertar.

O problema desafio dessa libertação tem a ver com as emoções que associamos a determinados aspectos materiais físicos da nossa vida, por isso aparece o Cavaleiro de Copas imediatamente a seguir. Quanto maior for a relação emocional que temos com o mundo físico mais difícil se torna de o deixar ir, quando for necessário. Assim, porque não somos robôs e temos ligações emocionais com tudo, o que devemos aprender é que não é o objecto físico em si que provoca a emoção, ele apenas serve de gatilho para a acordar, mas ela existe e pode ser desperta de outras formas, com outros gatilhos. 
A título de exemplo prático: gostamos de estar com os nossos amigos e todas as semanas saímos para jantar fora. Por causa da crise esses encontros começam a ser adiados e a nossa tristeza instala-se, pois é importante o contacto físico com os amigos. As cartas não nos dizem para abandonar os amigos, mas sim os jantares e a necessidade que tenho deles, posso sempre encontrar uma outra forma de conseguir estar com eles. Não jantamos fora, jantamos em casa. Não jantamos e apenas vamos beber café fora. 

Não é abandonar de todo as situações que as cartas aconselham, mas sim uma análise atenta e cuidada às nossas emoções, verificando a sua proveniência e a sua estrutura, a necessidade que temos é estar com os amigos ou sair com eles? É dependência dos amigos? Da vida social? As respostas para cada situação ajudar-nos-ão a encontrar a alternativa possível, a corrigir o que não está correcto com o nosso plano de vida original. 

Qualquer emoção serve para nos impulsionar. E aqui surge novamente a dualidade. Ao invés de nos quedarmos no nosso canto e esperar que tudo passe, devemos ser pró-activos e co-criativos. Transformar é a palavra de ordem, transmutar as necessidades em prazeres livres de compromissos. E assim voltamos ao início, a dependência do mundo físico é compreendida e transmutada para valores mais luminosos, que nos permitam continuar a SER seja em que circunstâncias for.

Se assim agirmos para com as nossas dependências poderemos ter a certeza de que a nossa Vontade será melhor dirigida, de acordo com aquilo que sentimos e desejamos, livres de amarras e apegos. Livres para SER, TER e FAZER.

Da minha parte, foi precisamente nesta semana que me apercebi que estava outra vez a fumar!!! A minha dependência voltou, agora ela tem de ser analisada pois se a quero libertar tenho de compreender a sua origem. Porque razão depois de tanto tempo...ela volta a surgir?!?

Na terceira hora de Saturno do dia de Lua, Nossa Senhora dos Remédios, S. Firmino, S. Quirino, S. Nicásio
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...