quinta-feira, novembro 18, 2010

A propósito da carta do dia...

Esta noite sonhei contigo e não compreendo, agora que estou acordado, de onde vem toda esta dor. Estávamos juntos, olhei para ti, os olhos vermelhos marcianos, e gritei, em plenos pulmões, "ODEIO-TE!".

Não é verdade, nem agora, nem nunca. Amo-te muito, se é que é possível quantificar este sentir. Mas esta dor não me abandona...

Penso em ti e fico com medo, medo do que sinto e da impossibilidade racional de o explicar. Não consigo falar contigo sem que as lágrimas apareçam. Não consigo parar de querer gritar-te, mas porquê, não o sei.

Perdoou tudo o que me fizeste, as mágoas que me deixaste, mas mesmo assim a dor persiste. Por causa dela, às vezes desvio-me do meu caminho. Será que terei de enfrentar a experiência para limpar o que sinto?  Será por isso que o Uno me colocou à frente esta situação, já que contigo, directamente, não a consigo resolver?

Há em mim um número gigantesco de interrogações para as quais não vislumbro respostas. Sei apenas que esta noite sonhei contigo e que foi despertado um sentimento adormecido. O que virá a seguir, não o sei. Só sei que te amo, mas que este amor traz consigo dor, sofrimento e tristeza. 

Tudo se resolverá, mas até, paciência é o que poderei pedir e oferecer.

Na segunda hora de Sol do dia de Júpiter, S. Romão
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