quinta-feira, dezembro 02, 2010

A Solidão

Quando o Inverno chega, torna-se mais fácil ficar virado para dentro. Os dias ficam curtos, o que significa que as noites se tornam longas. À noite sempre foi associada a introspecção. É por natureza silenciosa e quando o barulho pára ouve-se todo o ruído interior que temos acumulado. Tornamo-nos cinzentos como os dias e escuros como a noite.
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Habituámo-nos a estar em constante movimentação, em contacto com uma quantidade, por vezes excessiva, de informação. Ora seja a televisão, o rádio, a internet, os cartazes na rua, a sinalização na estrada, tudo nos preenche com informação. E mesmo quando não estamos atentos ela está a penetrar-nos.
Depois de um dia longo, quem consegue chegar à sua almofada maravilhosa e desligar de tudo o que viveu e absorveu durante o dia? O Inverno é sempre mais difícil para mim, mas este que ainda nem chegou, já me está a pesar.

As noites têm sido longas e o descanso nem sempre o merecido e necessário. Sinto-me muito cansada de tudo e de todos. Convenço-me de que é uma fase, de quando chegares tudo fica mais luminoso, mas tu chegas e eu continuo fora. Fora de mim ou demasiado dentro de mim, isso ainda não percebi.

Felizmente, está a chegar o Natal, essa época maravilhosa em que a Luz e a Partilha, o convívio e a esperança, ocupam o nosso espírito. Este Natal desejo conseguir superar todos os problemas e encarar o que realmente importa: Eu, os Amigos e a Família!

Já quebrei a tradição, passou o dia de Santo de André e a árvore continua na arrecadação à espera que eu tenha a disponibilidade mental para a encontrar. Que lhe dê a atenção necessária para a pôr bonita, com cores especiais como todos os anos, mas este ano, não é como todos os anos...

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Júpiter, S. Bebiana, S. Aurélia
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