domingo, outubro 31, 2010

Aprender a libertar - eis a Lição da Grande Mãe esta semana

A Imperatriz esta semana chegou para nos ensinar a aproveitar as oportunidades que estavam para surgir. Para isso ela pôs-nos a pensar nas nossas melhores qualidades.

Quando somos capazes de nos avaliar de uma forma objectiva e saber quais as qualidades que temos e podemos oferecer aos outros, tudo parece correr bem. Sentimo-nos bem, apreciados e com muito para dar, esses pensamentos geram abundância. É como se todas as tarefas que fizéssemos estivessem condenadas à partida a serem completas. E esta ideia foi reforçada duas vezes esta semana.

Porém, a Imperatriz também nos relembrou que tudo o que fica completo, terminado, concluído, perfeito, deve ser largado. As perdas que temos só se tornam difíceis se não soubermos compreender/aceitar a regra de tudo o que chega ao seu tempo, parte. Numa perspectiva evolutiva sabemos que temos aquilo que necessitamos para crescer num determinado sentido. Quando completamos uma missão, é tempo de largar essa experiência e abrir o espaço para as novidades.

Mais uma vez, a Mestra da Criação chama a nossa atenção para a ligação emocional que fazemos com as coisas à nossa volta. Para mim esta lição é difícil, não consigo encontrar o equilíbrio nessa parte, pois não sei viver sem me ligar emocionalmente, mas compreendo que todas as ligações emocionais só me aprisionam por tornarem mais difícil aceitar estes fins de ciclos. Através do Rei e do Cavaleiro de Copas ela mostrou-nos que até as relações mais estáveis podem e devem, por vezes, sofrer avaliações, que nos levarão, no pior dos casos, a recomeçar tudo, mas que simplesmente nos podem dar indicações melhores para onde devemos dirigir a nossa atenção.

Por último, a Grande Mãe deixou-nos a pensar sobre o que é O pior para mim? Cada um poderá aproveitar a energia do dia de hoje, este dia fora do tempo, para encontrar a sua resposta. 

A todos um excelente início de semana.

Na primeira hora de Marte do dia de Sol, S. Quintino

sábado, outubro 30, 2010

Ritual do dia 31 de Outubro

Os Celtas acreditavam que havia dois deuses gémeos e cada um governada em cada metade do ano. O deus Luminoso governava desde metade do Inverno até ao meio do Verão e o deus da Escuridão que governa o restante tempo. Cada um tinha características distintas mas ambos eram positivos, o deus Azevinho ou do Mundo Subterrâneo, aqui mencionado, representa o declínio da Natureza, o adormecimento e por fim o repouso completo, pode ser associado ao deus Saturno/Cronos, mostra-nos apenas outro lado do ciclo da vida, necessário para que ela aconteça.

Esta é parte do texto que escrevi há dois anos sobre o Ritual dos Planos que acontece na noite de amanhã. Para quem quiser, basta seguir a ligação e ver o ritual.

O ano passado, neste dia estava em preparação para o Ritual, a fazer uma introspecção grande para saber o que pedir neste dia que se avizinha e que era considerado pelos Celtas o início do ano.


Na primeira hora de Mercúrio do dia de Saturno, S. Serapião, S. Marcelo, S. Claudio, S. Alfonso

sexta-feira, outubro 29, 2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Ela bem tenta, mas está difícil....

Efectivamente é fácil deixarmo-nos levar por energias de grupo, entrar numa espiral de problemas que atraem mais problemas, de falta de tempo que gera mais falta de tempo, e que no fim nos consome de tal forma que nem para escrever no lugar que mais gostamos temos capacidade.

Estes tempos são, por si só, mais complicados, porque chegam os dias frias, escuros e que nos levam a olhar para o nosso caldeirão, ainda por cima chegam sem aviso prévio (ou nós é que o ignoramos) depois de férias, calor e diversão. Mas este mês, tem sido para mim particularmente mais difícil.
Alegoría Del Invierno de Remedios Varo

E assim de repente apercebi-me que eu estava a contribuir em muito para isso, senão mesmo na totalidade. Eu estou a ser a minha primeira e única inimiga, com intenções escondidas como a carta do dia advertia.

Acho que não ando a nutrir bem os meus pensamentos! Só penso em chatices e no cansaço...logo....é chatice e cansaço que tenho em fartura! Andava a ficar preocupada por recentemente me serem colocadas em frente e para resolver situações que envolvem furtos, coisas mais ou menos sérias, porque falamos de crianças.

Imaginem que já andava até a perguntar-me se haveria alguma coisa que eu tivesse furtado sem me aperceber e que, por isso, tantas situações me estavam a aparecer...só eu! só eu...
É claro, que o único problema é que estou tão focada no problema que não vejo a forma célere e graciosa com que os tenho resolvido. Quase me atreveria a dizer que só porque tenho situações para resolver não posso continuar a estar bem-disposta e com o ar leve que todos me apontam e apreciam (eu principalmente!). Será que se tentar resolver as situações com um sorriso nos lábios ninguém me levará a sério?
Nacer De Nuevo de Remedios Varo

Ó meu Deus! Quanta dispersão, quanta falta de centralidade eu tenho revelado! Mas AMANHÃ tudo vai ser diferente! Ah pois vai!

Na terceira hora de Mercúrio do dia de Mercúrio, S. Eslebão, S. Gonçalo de Lagos

terça-feira, outubro 26, 2010

Feliz aniversário!

Hoje o Sol retorna à mesma posição em que estava quando nasceste.
Hoje celebramos a tua descida a este mundo e agradecemos que nele me tenhas incluído. Sou uma sortuda de te ter ao meu lado há tanto tempo e com tanta qualidade :p

Andava para aqui à espera de ter uma inspiração divina para escrever algo bonito, mas nada me satisfaz. É ridículo mas é verdade, quando amamos tanto uma pessoa e a queremos ver felizes parece que nenhuma palavra poderá traduzir a nossa emoção. Então, lembrei-me de uma música e de como ela me ajuda sempre a lembrar de ti.


Mas nada feito, a inspiração não chegava .... depois, pensei outra e outra vez e afinal encontrei esta que traduz tudo o que sinto (quase tudo!)

E olha...resta-me dizer que te amo muito, que és uma pessoa muito especial, apesar desse feitio... especial...mas que sejas sempre quem és e como és! Que esteja ao teu lado sempre que for para sermos felizes!
Love you, always have, always will!

A Reconciliação

A paixão traz a dor! — Quem é que acalma
Coração em angústia que sofreu perda tal?
As horas fugidias — para onde é que voaram?
O que há de mais belo em vão te coube em sorte!
Turbado está o espírito, o agir emaranhado;
O mundo sublime — como foge aos sentidos!

Mas eis, com asas de anjo, surge a música,
Entrelaça aos milhões os sons aos sons
Pra varar, lado a lado, a alma humana
E de todo a afogar em eterna beleza:
Marejado o olhar, na mais alta saudade
Sente o preço divino dos sons e o das lágrimas.

E assim aliviado, nota em breve o coração
Que vive ainda e pulsa e quer pulsar,
Pra ofertar-se de vontade própria e livre
De pura gratidão pela dádiva magnânima.
Sentiu-se então — oh! pudesse durar sempre! —
A ventura dobrada da música e do amor.

Johann Wolfgang von Goethe, in Últimos Poemas do Amor, de Deus e do Mundo



Na primeira hora de Sol do dia de Marte, S. Evaristo, S. Luciano, S. Sabina

segunda-feira, outubro 25, 2010

Ei-la novamente para nos dar colo

A Imperatriz insiste em nos ensinar o caminho para cuidarmos de nós, esta semana volta a banhar-nos com a sua energia. Talvez seja mais fácil depois de termos aprendido o caminho através da Sacerdotisa, assim esperamos.

Esta Imperatriz está directamente ligada à Vénus retrograda que acontece neste momento. A Imperatriz é Vénus e isso não só significa a nutrição que advém daquilo que amamos e como amamos, mas pode ainda influenciar a forma como encaramos ou não o mundo à nossa volta.

Para um aprofundamento deste tema aconselho dois textos da astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes, no seu excelente blogue Astrologicamente. Para quem quer uma direcção sobre o que se passa no seu céu pessoal, leia este texto ou este. Vale a pena, dá-nos boas indicações direcções sobre onde focar a nossa atenção nestes momentos conturbados.

Para nos inspirar a agir mais e melhor, deixo-vos com a beleza de Yann Tiersen na banda sonora d' O Fabuloso Destino De Amélie Poulain, fiquemos com La Redécouverte e Soir De Fête. Que assim seja!

Na primeira hora de Vénus do dia de Lua, S. Crispim, S. Crispiano, S. Crisauto, S. Dário

domingo, outubro 24, 2010

O mental trabalhado pela Imperatriz e pela Sacerdotisa

A segunda quinzena de Outubro não tem sido pêra doce de aguentar, seja lá por que motivos for. De uma forma ou de outra vejo as pessoas à minha volta meio perdidas, em busca de um Graal mas sem saber muito bem o que ele é.

Estas semanas passadas tivemos duas energias importantes femininas, de criação - A Imperatriz e A Alta Sacerdotisa. 
A Imperatriz chamou a nossa atenção para a nutrição, para a forma como preenchemos a nossa alma, mas pareceu-nos que o buraco, o vazio que habitava em nós jamais poderia ser preenchido. Assim, na semana seguinte recebemos a Sacerdotisa para nos ensinar a curar as feridas, a preparar o vaso para que a nutrição da Imperatriz aconteça.

Vamos lá ver o percurso que as cartas nos quiseram mostrar.

A agitação foi instalada com a Imperatriz. Era como se quiséssemos acalmar a nossa mente mas nada funcionava, aquela questão martelava na nossa mente. E dessa forma a nossa energia vital começou a faltar para tudo o que tínhamos de fazer.

O que a Imperatriz nos ensinou é que a nossa falta de ligação com o Uno faz com que tudo o que nos rodeia pareça escassear, principalmente nos momentos em que mais precisamos. O mental está directamente ligado ao Plano Físico, pois é aí, na mente, na criação, que a forma começa a existir.
Quanto mais pensamos que o problema é real, mais facilmente ele se transforma no campo físico.

Para termos aquela carga energética que tanto precisamos, durante o dia e a nossa vida, é preciso acreditar que tudo o que desejamos já temos, assim, só nos falta mesmo desejar o melhor e ele surgirá. Quanto melhor dominarmos o mental, mais facilmente atingimos os objectivos físicos que desejamos.
E depois veio a Sacerdotisa e com ela o reconhecimento de que temos o poder necessário perante os obstáculos que nos são apresentados, quer sejam ao nível físico, do corpo, da vontade ou das emoções. Todos estes campos foram nesta última semana abalados pela Sacerdotisa. 

Mas Ela mostra-nos que nada é importante, que tudo é passageiro, sejam eles ganhos, perdas, sucessos ou infortúnios. Mais uma vez a lição foi a mesma, controla o mental e tudo se resolverá.

O caminho normal seria termos tido a Sacerdotisa a iniciarmo-nos num percurso ascendente de conhecermos o nosso interior para depois nutrirmos o que estava em falta com a Imperatriz. Porém, não foi assim que aconteceu. A Imperatriz nutriu mas ao mesmo tempo mostrou-nos onde estão as nossas fragilidades, depois, se fomos capazes, a Sacerdotisa ensinou-nos a ver como tudo está no poder da nossa mente.

Não foi um percurso fácil, nunca é quando o mental entra em jogo. Todavia, se conseguirmos chegar a acalmar essa segunda mente que nos domina e invade sem ser convidada, teremos poder para alcançar tudo  o que desejarmos.

Na terceira hora de Vénus do dia de Sol, S. Rafael Arcanjo, S. Fortunato

sábado, outubro 23, 2010

Sol em Escorpião - Lua em Touro

Pai/Mãe do Universo, elevo as minhas paixões até ti, purifica-as nas tuas águas puras e devolve-me apenas aquelas que são dignas de mim e do meu projecto.

Pai/Mãe do Universo, enquanto remexo as minhas Águas Interiores que residem no meu Caldeirão e procuro todas as emoções estagnadas, insufla-me com a Vontade Divina de agir em função da Luz.

Pai/Mãe do Universo, peço-te protecção e auxílio nesta caminhada que recomeça, em que o que está em baixo sobe e o que está em cima desce. Possa eu ter sempre em mim a Luz para me guiar nas horas mais escuras. 

Agora e Sempre, Ámen

Na primeira hora de Vénus do dia de Saturno, S. Romano, S. João Capistano

quinta-feira, outubro 21, 2010

Um grito de guerra! Uma espada lançada

Alexia Sinclair

Seria mais fácil se me calasse, se permitisse que os enforcamentos das palavras singulares opinativas acontecesse, mas eu não sou capaz!!! O que hei-de fazer? Mudar? Talvez....não!!!

Lamento que não tenha ainda limado a minha agressividade mas a importância de ser ouvida e não perpetuar atitudes que considero menos correctas é mais forte e dentro de mim cresce uma ânsia que sai em tons graves, sérios e, por vezes, dilacerantes.

Talvez amanhã eu seja melhor, hoje fui o melhor que fui capaz! Perdoo-me e reflicto, mas jamais me calarei! Espero que São Hilário me ajude e um dia olhe para hoje e me ria hilariantemente, não já, mas talvez amanhã...

Na terceira hora de Sol do dia de Júpiter, S. Ursula, S. Gaspar, S. Hilário Abade, S. Hilarião

quarta-feira, outubro 20, 2010

Hum...pois, está certo! Sejam bem-vindos!

Não está a ser fácil. Os dias parecem ser curtos para tudo o que tenho de fazer, mas quando tenho um tempo para mim, não tenho energia para realizar nada de especial.
Desde as férias que não pego num livro para estudar os temas que me preenchem e a minha alma começa a ressenti-lo. Alguma tristeza e falta de vitalidade já se começam a notar...
Será que aceitei mais do que consigo, será que me lancei em projectos para os quais não tenho estrutura suficiente, será, será, será...

São estes os dilemas que a minha Sacerdotisa levantou esta semana com maior força e clareza, pois na verdade há já algum tempo que me sinto assim, mas ela esta semana não descansou enquanto não me sentei e o admiti. 

Parece que tudo acontece demasiado rápido, apesar disso nem ser assim tão verdade. Todavia, a sensação que tenho é que efectivamente tudo aconteceu demasiado rápido...

Tenho muito trabalho, muitos encargos, pouco tempo, pouca vontade ... e de repente a luz chegou! 

Eis que a Sacerdotisa me fez chegar a esta brilhante conclusão: ainda não me abri completamente a todas as novidades que me surgiram este ano...estava estou ainda presa aos outros que seguiram e não estou a dar espaço aos que chegaram...ontem isso foi completamente espelhado. Shame on me!!!

Será que ainda preciso de chorar pelo que partiu para poder sorrir ao que chegou?

Na segunda hora de Sol do dia de Mercúrio, S. João Câncio, S. Iria

terça-feira, outubro 19, 2010

A Sacerdotisa está a banhar-nos esta semana

Assim, podemos esperar uma semana relativamente calma, onde o desejo pela novidade, pela experiência que nos levará ao nosso centro, será a nossa bússola. 

Quem anda à espera do momento certo para iniciar este ou aquele projecto, eis o momento. A Lua está no seu caminho para a plenitude, o Sol caminha ainda nas terras de Balança e o momento em que os Planos se tocam está quase a chegar.

A Sacerdotisa dar-nos-á esta semana a capacidade para ver além barreiras físicas, fiquemos atentos à nossa percepção. Esta semana ela indicar-nos-á onde devemos actuar, basta que a queiramos escutar.

Para uma semana assim escolho como energia sonora uma banda dinamarquesa que tem uma energia muito especial. Fiquemos com Efterklang e a música Full Moon, do recente álbum Magic Chairs.

Na primeira hora de Vénus do dia de Marte, S. Pedro de Alcântara

sexta-feira, outubro 15, 2010

quarta-feira, outubro 13, 2010

Meditação com a Torre

A Torre é sempre um símbolo de fortificação terrena mas era também utilizada pelos Templários para demonstrar a tentativa de chegar a Deus, para ser uma veículo de atingir a iluminação divina. Quantas vezes já ouvimos falar de eremitas que se isolam em locais elevados, de princesas que foram capturadas e mantidas cativas em torres, ou de ser aí que os Magos preferiam estudar.
Aproveitando, então, esta capacidade que o símbolo tem, façamos um pequeno exercício de visualização criativa, para pedir a ajuda do Universo na destruição dos nossos pensamentos, acções ou vontades negativas; para eliminar tudo o que desejámos e não faz agora sentido; para purificar os nossos corpos.

Quem se sentir confortável, será bem-vindo nesta viagem! Aproveitem!

Comecemos pelo nosso ritual de preparação do espaço. Arrumem-se as coisas que estão fora do seu lugar, pois as energias do local devem estar equilibradas; encontre-se a manta para colocar nas pernas, há sempre tendência a arrefecer quando estamos parados; escolhe-se uma almofada para nos sentarmos ou apoiarmos; acende-se um incenso agradável e, para quem goste, ponha-se a tocar uma música relaxante.
Quando sentir que está tudo preparado, imagine-se um círculo de luz que encerra o espaço onde se encontra e o envolve em luz branca, terminando assim o ritual de preparação do espaço, com um sentimento de profunda paz e segurança. Faça o seu ritual de iniciação ao relaxamento. Se não tem um, sugiro que comece pelo controlo da respiração. Focalize a atenção na respiração, em inspirar e expirar, as vezes necessárias até se sentir leve, até sentir que apenas está concentrado nos seus processos interiores.
Veja-se num lugar calmo e interaja com o que está à sua volta. Demore o tempo que for necessário, fale, brinque, investigue, descubra...faça tudo o que lhe apetecer, nada é impossível nesse espaço. Vire-se para o Oriente e descubra que há aí uma torre, veja a sua construção, registe os seus detalhes e vá-se aproximando para a ver melhor. Não se preocupe com as direcções, na meditação saberá para onde deve olhar.
Procure uma porta que dê acesso ao interior da Torre, se não encontrar tente desvendar como poderá entrar, descubra a solução desse enigma. Comece a entrar e deseje chegar lá cima, às ameias, para poder ver melhor o espaço onde se encontra essa torre. Suba a torre!

Quando chegar lá cima veja o que está à sua volta, observe como uma criança, descobrindo tudo pela primeira vez, não faça julgamentos e aceite tudo o que lhe aparecer. Vire-se para Norte e veja-se como quando era criança, projecte no exterior a imagem que tem de si em criança. Oiça o que tem para lhe dizer.
Vire-se para Ocidente e veja a pessoa que mais ama, oiça também o que tem para lhe dizer.

Vire-se para Sul e veja o seu Anjo da Guarda, a pessoa, a imagem que costuma chamar quando precisa de ajuda. Oiça o que tem para lhe dizer.
Vire-se agora para Ocidente e deixe vir o que lhe apetecer, imagine o que quer ver, escolha o que quer ver. Fale agora com essa imagem que criou e peça-lhe que lhe mostre tudo o que é preciso purificar em si e cada situação que é apresentada, um tijolo dessa torre cai. Deixe que caiam todos os tijolos que forem necessários, não tenha medo de cair, pois lá em baixo está um chão de flores suaves e relva fofa que crescerá para a acolher. Aqui não lhe pode acontecer nada de mal. Deixe que o Universo a ajude a melhorar a sua vida, libertando-a de pensamentos negativos, de formas de agir nocivas e de situações problemáticas.
Quando o processo tiver terminado, olhe à sua volta e veja o que sobrou. Registe o estado da construção da Torre e imagine como a vai melhorar, gaste algum tempo a pensar em tudo o que as pessoas lá em cima lhe disseram e veja o que poderá fazer para aplicar isso na reconstrução da Torre. Se sentir que não consegue, peça-lhe ajuda ou durma uma sesta nesse chão e deixe que o seu Eu Superior a venha ajudar.

Quando sentir que tudo está concluído regresse ao seu lugar calmo e volte a focalizar a sua atenção na respiração, recupere o paladar, a audição e o tacto. Volte a sentir o prazer que é estar nesse corpo e como ele é um lugar seguro, um veículo para o seu crescimento pessoal. Faça o seu ritual de encerramento do espaço. Se não tiver sugerimos que recolha as cinzas do incenso e as deite fora, que guarde a almofada e a manta num lugar apenas utilizado por si e que se estique muito bem pondo as mãos em direcção ao céu, para abrir todos os canais de comunicação com o exterior. Registe a meditação que fez e fique atento para ver se durante os próximos dias há alterações nas pessoas, nos espaços e em si. Espero que a viagem tenha sido agradável, mas acima de tudo proveitosa.
Sempre que sentirem que estão a estagnar nas vossas capacidades de chegar até ao divino, utilizem esta meditação. Sempre que sentirem que há algo errado na vossa vida, que há alguém que nos está a tentar prejudicar de alguma forma, ou que estamos a ficar encantados por alguém e não queremos, utilizem a força desta lâmina. A Torre tem um efeito imediato na resolução dos nossos problemas, mas deve ser utilizada com cuidado pois um pé em falso e a queda pode ser grave.

Este é mais um texto que recuperei de tempos antigos.

Na primeira hora de Vénus do dia de Mercúrio, S. Eduardo, S. Daniel, S. Colomano

terça-feira, outubro 12, 2010

A propósito da Torre

Encontrei um texto que andava por aqui há pelo menos dois anos...achei pertinente para agora!

The Tower by William Butler Yeats

What shall I do with this absurdity — (Que deverei fazer com esta absurdidade -) 
O heart, O troubled heart - this caricature, (Ó coração, ó perturbado coração - esta caricatura, ) 
Decrepit age that has been tied to me (A decrépita velhice que me foi amarrada) 
As to a dog's tail? (Como no rabo de um cão?)
 ... pace upon the battlements and stare... (Percorro a passo as ameias e olho. . . )
The Tower of Babel de Pieter Bruegel The Elder

Eis aqui um exemplo prático de o que poderá ser uma interpretação da lâmina XVI do Tarot. Às vezes aprisionamo-nos a formas de pensar, filosofias, certezas, crenças, formas de actuação, etc, sem saber muito bem porquê. Quantas vezes nos debruçamos sobre determinado assunto e nos apercebemos que aquilo que pensamos já não faz sentido. A Torre que vamos construindo ao longo da vida vai-nos tornando cada vez mais distantes do Mundo e do Divino ao invés de consumar o seu propósito.

A Torre era antigamente um símbolo da ligação com o divino, lembrem-se da torre de Babel constuída por Nimrod, onde Deus poderia descer e o Homem poderia subir, tornando dessa forma possível a aprendizagem.
Todavia, hoje as nossas torres servem apenas para nos isolarmos, afastando-nos cada vez mais do contacto com a Mãe Natureza, ou seja, afastando-nos da nossa parte animal. Desta forma a aprendizagem da carta O Diabo perde o seu significado.

Assim sendo, às vezes o Divino lança-nos um raio e destrói a torre, pois não há como Lhe fugir, "Vocatus atque non vocatus, deus aderit." (Chamado e não chamado, Deus estará ali.). A aprendizagem será mais árdua quanto maior for a nossa rigidez. Se nos habituarmos a nos questionar periodicamente, o trovão não terá necessidade de aparecer, mas quando ele se mostrar, devemos dar graças e aprender a lição de forma a continuar o caminho com mais segurança e proveito. Entendamos então esta carta como a carta não da destruição mas da Libertação, pois é essa a sua lição, aprender a libertarmo-nos das amarras que criamos neste plano, quer seja das coisas materiais, quer seja das coisas imateriais.

Na primeira hora de Júpiter do dia de Marte, Nossa Senhora Aparecida, S. Serafim, S. Cipriano

segunda-feira, outubro 11, 2010

A Libertação da Torre no SER

A Torre esta semana esteve a dar-nos uma lição sobre como largar situações, pessoas, emoções, que já não servem para o nosso caminho.

Saíram assim estas cartas (reparem que foram todas figuras da corte, o que significa que andámos às voltas com coisas já estabelecidas e bem formatadas, uma vez que a única que indica início é o Pajem e só saiu uma.):
E as cartas ensinaram-nos o seguinte:

O Cavaleiro de Discos levou a nossa atenção para o mundo físico. Mostrou-nos como todos guiamos a nossa vida de forma a TER, chamou dessa forma o Raio Divino para as nossas limitações físicas, para aqueles aspectos que não desejamos perder, mas que temos devemos libertar.

O problema desafio dessa libertação tem a ver com as emoções que associamos a determinados aspectos materiais físicos da nossa vida, por isso aparece o Cavaleiro de Copas imediatamente a seguir. Quanto maior for a relação emocional que temos com o mundo físico mais difícil se torna de o deixar ir, quando for necessário. Assim, porque não somos robôs e temos ligações emocionais com tudo, o que devemos aprender é que não é o objecto físico em si que provoca a emoção, ele apenas serve de gatilho para a acordar, mas ela existe e pode ser desperta de outras formas, com outros gatilhos. 
A título de exemplo prático: gostamos de estar com os nossos amigos e todas as semanas saímos para jantar fora. Por causa da crise esses encontros começam a ser adiados e a nossa tristeza instala-se, pois é importante o contacto físico com os amigos. As cartas não nos dizem para abandonar os amigos, mas sim os jantares e a necessidade que tenho deles, posso sempre encontrar uma outra forma de conseguir estar com eles. Não jantamos fora, jantamos em casa. Não jantamos e apenas vamos beber café fora. 

Não é abandonar de todo as situações que as cartas aconselham, mas sim uma análise atenta e cuidada às nossas emoções, verificando a sua proveniência e a sua estrutura, a necessidade que temos é estar com os amigos ou sair com eles? É dependência dos amigos? Da vida social? As respostas para cada situação ajudar-nos-ão a encontrar a alternativa possível, a corrigir o que não está correcto com o nosso plano de vida original. 

Qualquer emoção serve para nos impulsionar. E aqui surge novamente a dualidade. Ao invés de nos quedarmos no nosso canto e esperar que tudo passe, devemos ser pró-activos e co-criativos. Transformar é a palavra de ordem, transmutar as necessidades em prazeres livres de compromissos. E assim voltamos ao início, a dependência do mundo físico é compreendida e transmutada para valores mais luminosos, que nos permitam continuar a SER seja em que circunstâncias for.

Se assim agirmos para com as nossas dependências poderemos ter a certeza de que a nossa Vontade será melhor dirigida, de acordo com aquilo que sentimos e desejamos, livres de amarras e apegos. Livres para SER, TER e FAZER.

Da minha parte, foi precisamente nesta semana que me apercebi que estava outra vez a fumar!!! A minha dependência voltou, agora ela tem de ser analisada pois se a quero libertar tenho de compreender a sua origem. Porque razão depois de tanto tempo...ela volta a surgir?!?

Na terceira hora de Saturno do dia de Lua, Nossa Senhora dos Remédios, S. Firmino, S. Quirino, S. Nicásio

domingo, outubro 10, 2010

A Imperatriz chega para nos ajudar na reconstrução

A reflexão da semana está atrasada, estou com dificuldade em descodificar a mensagem, só saíram figuras da corte, ainda não tive coragem para ver onde andou o Raio Divino a atacar.
Entretanto a carta que sai esta semana é bem mais benevolente, a Imperatriz.

Se de facto houve destruição, se abandonámos modos e formas de actuação, pensamento e emoção que já não serviam, agora é a altura ideal para cuidar desses novos aspectos da nossa vida. Com a Imperatriz podemos ter a certeza que será uma semana com muito carinho envolvido, mas não fiquemos à espera, actuemos com carinho para o receber. 
Esta semana a Grande Mãe veio até nós, sejamos um espelho do Amor que ela nos dá.

Para nos inspirar escolhi três vozes femininas que de tão doces só podem cumprir a missão de nos encher de Amor e esperança para seguirmos em frente independentemente do que lá estiver à nossa espera.
Ficamos, então, com Eternal Flame pela voz de Joan as a police woman, Sea of Love na voz de Cat Power e I Feel It All por Feist.

Na terceira hora de Mercúrio do dia de Sol, S. Francisco de Borja, S. Daniel, S. Claro, S. Gereão

sábado, outubro 09, 2010

Carta Oculta de Setembro

Neste mês, que começou e terminou com a mesma energia - O Sol, tivemos como carta oculta o Eremita, a energia 9.

Ao que parece este mês andámos a aprender sobre o nosso entusiasmo. Fomos levados a renascer, a abandonar as estruturas que não funcionavam para nós, alguns conseguiram fazê-lo de boa vontade, outros terão sido mais obrigados a fazê-lo. Depois da ressurreição, foi-nos dado tempo para nutrir as nossas necessidades. Tivemos tempo para descobrir os buracos nas paredes da nossa morada e cobri-los com coisas novas e mais alegres.

Depois da estrutura refeita foi o momento de nos voltarmos para dentro e aprender sobre onde está o nosso conhecimento. Nesta fase as nossas questões foram mais interiores, menos objectivas, mas o importante é que no final deste percurso o entusiasmo está agora direccionado para onde deve.

Se repararem o percurso é o do Eremita, o abandono do conforto físico e a busca do conhecimento interior, para no fim com a lanterna saber iluminar o seu caminho.

Setembro, visto pelas cartas, não foi um mês fácil, mas foi muito produtivo. 

Na primeira hora de Vénus do dia de Saturno, S. Dionísio, S. Dinis, S. Rústico

quinta-feira, outubro 07, 2010

Prenda para a Quimera

Bom dia meus queridos amigos!!!

Hoje venho fazer algo diferente do habitual. Venho propor-vos uns blogues que conheço e que considero poderem ser do vosso interesse. Por isso, peço a todos os meus queridos que fazem a Corrente de Amor aqui do Grimoire para irem espreitar os seguintes blogues:

O Castelo de Ochus Bochus um sítio onde podem encontrar vários encantamentos desde lendas encantadas a aluados e sabbats
Este Castelo descreve-se pelas palavras de Alexandre Herculano: 
Vós que não credes em bruxas, nem em almas penadas, nem em tropelias de Satanás, assentai-vos aqui ao lar, bem juntos ao pé de mim...

A Ilha Afortunada é um sítio que trata das brumas arturianas e tudo o que possa ter a ver com essa senda mágica. 
Deixa-nos a mensagem de Fernando Pessoa como nota introdutória:

Que voz vem no som das ondas 
que não é a voz do mar? 
E a voz de alguém que nos fala, 
mas que, se escutarmos, cala, 
por ter havido escutar. 

E só se, meio dormindo, 
sem saber de ouvir ouvimos 
que ela nos diz a esperança 
a que, como uma criança 
dormente, a dormir sorrimos. 

São ilhas afortunadas 
são terras sem ter lugar, 
onde o Rei mora esperando. 
Mas, se vamos despertando 
cala a voz, e há só o mar. 

E por último, apresento a autora por trás destes blogues, Quimera, ex Sheela Na Gig que muitos de vós já viram por cá e já descobriram e se maravilharam. Espero que mais se interessem e, se passarem por lá hoje, dêem-lhe os parabéns, é que além dos blogues hoje é o seu aniversário!

PARABÉNS Quimera pelo trabalho e pela data!

Na primeira hora de Sol do dia de Júpiter, Nossa Senhora do Rosário, S. Baco

quarta-feira, outubro 06, 2010

A Torre - O Raio Divino

Depois das aprendizagens que as cartas nos têm dado, chega a altura de libertar, reconstruir, reestruturar a nossa casa de deus, mas para isso precisa haver destruição.
Para esta semana inicial de Outubro vamos precisar de alguma capacidade de gestão, de calma e paciência, bem como de alguma adaptabilidade às circunstâncias. Se algum aspecto da nossa vida não estiver em sintonia com o nosso Plano Original, acreditem este será o momento indicado para o libertar. Tomemos, então, atenção ao que se manifestará esta semana. O campo da nossa vida que mais atribulado estiver será aquele em que precisamos de auto-análise e aplicar os raios do trovão divino.

Vamos varrer a nossa casa? A nossa morada interior? Torná-la mais bela e limpa? Afinal quem não quer isso para si? A música da semana diz-nos «Don't be afraid of letting go» e assim é. 
Compreendamos que quanto mais cedo cedermos à destruição necessária do que é inútil para nós, mais rápido nos libertamos e podemos seguir em frente ao nosso verdadeiro EU.

Fiquemos com a suavidade de Nitin Sawhney, Letting Go do álbum Beyond Skin.
Aqui está a letra para quem quiser aprofundar a escolha da energia musical:

Now I often talk of my heart
How can I turn to the dark
And the swaying silence
I see, is nothing I can hold on to
You can’t breathe if I hold you tight
You can not breathe if I hold you tight

Don’t be afraid of letting go
Don’t be afraid of letting go

Not of anything out of anyone
All alone here with my demons
Am I ready to move on?
To a person or place
A long away from here
And I miss you
And I lose you
And I find you
I choose to follow my heart

Don’t be afraid of letting go
Don’t be afraid of letting go

Not of anything out of anyone
Out of anything out of anyone

Na primeira hora de Marte do dia de Mercúrio, S. Bruno, S.Magno

terça-feira, outubro 05, 2010

O Sol brilha ou não? Seja como for, é sempre um sinal divino

Para nos ajudar a compreender onde está a nossa liberdade e que tipo de alegria ela nos proporciona, a energia da semana foi o Sol. 
A pergunta que nos fizemos «Onde empregamos o nosso entusiasmo?» foi de total oportunidade, pois esta semana as cartas que saíram:
levaram-nos a isto:

Na aprendizagem anterior havíamos terminado na transformação e é exactamente aí que começa a aprendizagem seguinte. Depois de conseguirmos aprender a aquietar o nosso interior para ouvir o nosso conhecimento, a alegria começa a instalar-se e a vontade de agir instala-se.

Torna-se cada vez mais fácil para aquele que sabe aquietar as suas dúvidas receber a Luz divina que o Graal derrama. Essa capacidade leva-nos a saber conduzir a nossa Vontade de acordo com as nossas necessidades, o nosso projecto de vida inicial. Numa constante comunicação com as nossas emoções, que parte da sua aceitação total, aliada a uma capacidade de acção somos guiados em direcção à nossa felicidade. 

Mas o entusiasmo pode ser falso, ilusório. A única forma que temos de compreender se estamos ou não a seguir a nossa Vontade, escutando o nosso Coração, é vendo no dia-a-dia se estamos ou não em equilíbrio. Quando o Plano se cumpre a nossa felicidade pode não ser total, mas o equilíbrio existe, a ordem natural é restaurada e tudo se desenrola de forma a sermos guiados à etapa seguinte.


Todavia, quando o Plano não está a ser cumprido de forma correcta, os infortúnios acontecem, as surpresas momentaneamente desagradáveis surgem, o caos é instalado. E surge a oportunidade de reconhecer a ilusão e alterá-la.

Assim, se o nosso entusiasmo está a ser empregue, numa constante análise do que o nosso coração deseja e o que conseguimos fazer, basta analisar a resposta exterior para comprovar se tudo está onde devia estar. Encaremos as surpresas desagradáveis como oportunidades de reestruturação. E parece-me que bem precisamos dela, já que para esta semana a carta que nos acompanha é A Torre.

Lamento o atraso, mas não foi possível fazer esta leitura antes.

Na primeira hora de Júpiter do dia de Marte, S. Francisco de Assis, S. Áurea

sexta-feira, outubro 01, 2010

Paixão Secreta

Fair Rosamund and Eleanor de Frank Cadogan Cowper

Acordei com os primeiros pássaros, 
já minha lâmpada morria. 
Fui até à janela aberta e sentei-me, 
com uma grinalda fresca 
nos cabelos desatados... 
Ele vinha pelo caminho 
na névoa cor de rosa da manhã. 
Trazia ao pescoço 
uma cadeia de pérolas 
e o sol batia-lhe na fronte. 
Parou à minha porta 
e disse-me ansioso: 
— Onde está ela? 
Tive vergonha de lhe dizer: 
— Sou eu, belo caminhante, 
sou eu. 

Anoitecia 
e ainda não tinham acendido as luzes. 
Eu atava o cabelo, desconsolada. 
Ele chegava no seu carro 
todo vermelho, aceso pelo sol poente. 
Trazia o fato cheio de poeira. 
Fervia a espuma 
na boca anelante dos seus cavalos... 
Desceu à minha porta 
e disse-me com voz cansada: 
— Onde está ela? 
Tive vergonha de lhe dizer: 
— Sou eu, fatigado caminhante, 
sou eu. 

Noite de Abril. 
A lâmpada arde neste meu quarto 
que a brisa do Sul 
enche suavemente. 
O papagaio palrador 
dorme na sua gaiola. 
O meu vestido é azul 
como o pescoço dum pavão, 
e o manto verde como a erva nova. 
Sentada no chão, perto da janela, 
olho a rua deserta ... 
Passa a noite escura 
e não me canso de cantar: 
— Sou eu, caminhante sem esperança, 
sou eu.
Fair Rosamund de John William Waterhouse

Rabindranath Tagore, in O Coração da Primavera
Tradução de Manuel Simões

Na primeira hora de Lua do dia de Vénus, S. Veríssimo, S. Máxima, S. Remígio
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...