segunda-feira, novembro 29, 2010

A Luz do Eremita cai sobre nós

Depois de termos encontrado mais um Guia no nosso Caminho é-nos oferecido um momento especial, um momento para nos recolhermos, conversarmos com ele e ouvir tudo o que há ainda para reaprender, pois esta semana saiu o Eremita.
A carta 9 no Caminho da Auto-descoberta leva-nos a mergulhar no nosso interior, mas não sem alguma ajuda. Mergulhar dentro de nós pode ser perigoso pois podemos ficar perdidos dentro da noite escura que habita a alma de cada um. 

O Eremita oferece-nos esta semana a sua lanterna para nos guiar nessa ida ao submundo. Atentemos, então, a quem irá estar ao nosso lado a oferecer a luz para alguma questão que foi levantada com esta nova iniciativa levada a cabo na semana anterior.

Estejamos atentos a quem está ao nosso lado, visível ou nem por isso. É um excelente momento para nos pormos a conversar com os nossos guias, anjos, guardiões, mestres, amigos, companheiros...

Para energia sonora escolhi a voz de Bat For Lashes num cover de Kings Of Leon, a música é Use Somebody. Que a sua voz seja uma luz nos momentos em que não soubermos em quem confiar.

A todos uma excelente semana.

Na primeira hora de Lua do dia de Lua, S. Saturnino

domingo, novembro 28, 2010

Alegria ganha um guia no seu caminho

As ajudas no caminho são de grande importância, colocarmos esse assunto de lado é um acto imprudente, pois com amigos tudo se faz com mais facilidade.


A ideia de se recriar era ponto assente na mente de Alegria. Parou junto a um riacho que ali se serpenteava e decidiu limpar-se. A caminhada tinha sido longa, penosa até em alguns momentos, principalmente naqueles em que se recordava de como se havia comportado.

Mas o seu coração estava agora mais leve, as mágoas haviam sido limpas à medida que avançara na sua jornada. Enquanto mergulhava os pés na água fria e sentia o alívio de quem depois de um dia de caminho descalça os sapatos e sente o ar a massajá-los, Alegria escutou um pequeno som, indecifrável a uma primeira auscultação.

Por trás de uma pequena rocha algo emitia um som que Alegria compreendeu ser de aflição. Retirou os pés da água e foi inspeccionar. Para sua surpresa, preso num emaranhado de galhos secos estava um belo pássaro que por alguma razão não conseguia chilrar mais alto.

Timidamente, para que ele não se assustasse, Alegria aproximou-se suavemente tocou-lhe. O pássaro revelou através do bater do seu coração a adrenalina que sentia, mas o seu aspecto manteve-se sereno, confiante de que aquela pessoa iria agir correctamente.

Com alguma dificuldade, Alegria retirou-o dos galhos e abriu muito cautelosamente a mão. O pássaro, vendo-se  liberto daquele embaraço fitou o seu salvador e, para espanto de todos, abriu o bico:

«O que deseja o teu coração? Pede-me o que quiseres e assim será realizado.»

Apesar de estar habituado à magia da vida, isto não o salvou de um valente susto e sacudiu a mão num acto instintivo. O pássaro apanhou também um tremendo susto e bateu as asas e voou.

Sentado contra o tronco de um salgueiro, o coração a pular, a respiração ofegante e um tom pálido na face, Alegria começa a rir-se devido à cena hilariante que acabara de acontecer. O pássaro ouvindo os sons do riso retoma também a sua naturalidade e aproxima-se.

«Agora que te revelas pela surpresa do momento, sempre se vêem os Homens melhor quando têm de se defrontar com o desconhecido, vejo que o teu coração está no lugar certo. Pede o que quiseres e tê-lo-ás.»

«Os meus desejos são simples. Caminhar com o coração confiante nos guias que me levam ao meu lugar destinado. Que o meu coração esteja sempre seguro.»

«A segurança no caminho não é algo fácil de atingir. É um passo de cada vez com a certeza no coração de que nada nem ninguém o penetrará para te prejudicar. Para isso, deves munir-te de pessoas bondosas, semelhantes a ti na essência. Mas recorda-te: sempre que esconderes os desejos do teu coração, atrairás pessoas no teu caminho para te prejudicar, pois eles servirão de mola para que busques outra vez a tua verdade.»

Alegria recebeu as palavras e deixou-as a vibrar dentro de si para que assentassem em lugar firme. No final agradeceu e pensou na mulher. Mas o pássaro ainda tinha algo para lhe dizer:

«Devo-te a minha vida. Em sinal do meu apreço estarei sempre ao teu lado a chilrear quando precisares. Que a Luz ilumine os teus passos.»

Na terceira hora de Marte do dia de Sol, S. Gregório, S. Tiago de Marca

sexta-feira, novembro 26, 2010

Lâmina VII - O Carro

O Herói começa com esta carta uma nova etapa da sua Jornada.
O sete é um reinício no Caminho, que chega imediatamente a seguir ao momento em que o Herói faz a sua escolha em Os Amantes. Depois de ter aceite a viagem proposta, o Mago/Herói toma as rédeas da sua carruagem e vai em frente na sua escalada evolucional.

Esta ideia de que o Herói começa a sua viagem neste Arcano é-nos oferecida, não só pela própria carruagem, mas também pelo facto de ser a número 7. O sete é o número da espiritualidade por excelência, é o número da evolução humana de acordo com o qual o Homem se encontra sintonizado. Os sete dias da semana, os sete chakras principais, as sete notas musicais, os sete pecados capitais, as sete maravilhas do mundo e por aí fora.

Mas o sete tem ainda um significado oculto, ele representa o heptagrama do Mago, a sua bússola orientadora. É o instrumento de excelência que o Mago usa, que o protege e orienta, é a sua estrela pessoal.

Se fizermos o exercício da decomposição deste número mágico, escolhendo outros números mágicos, encontramos o seguinte:

1+6 - É a vitória, a escolha correcta feita pelo equilíbrio
5+2 - Representa o direito de propriedade
3+4 - O espírito domina a matéria
4+3 - Um misticismo ilusório, as formas valem mais que o princípio

O Herói é puxado por dois cavalos que representam as forças opostas que comandam a acção. É a energia nas suas duas polaridades. Nesta carta a aprendizagem a realizar é dominar a Vontade, depois da escolha é necessário seguir com determinação, pulso firme nas nossas decisões. Reparemos que os cavalos parecem estar a dirigir-se em direcções opostas, são os desejos que devem ser domados, controlados para que o carro siga o caminho do meio.

Na sua mão segura um ceptro, quando este está na mão direita significa que o Herói já tem a capacidade de dirigir a sua vida, conseguindo orientar os cavalos. Está, ainda, a fazê-lo em pé, o que nos mostra que não pode descansar. Esta acção de controlar a carruagem exige do Herói muita atenção e energia, para isso ele precisa de ter já os seus opostos interiores dominados. Quando seguimos, qualquer hesitação, distracção ou deslize pode ser fulcral para o atingir ou não do nosso objectivo.

Nos seus ombros há dois símbolos, duas meias luas, que nos revelam o domínio sobre a esfera emocional que deve existir para se poder rumar no centro. Todavia, este arcano revela-nos pela primeira vez que quando nos colocamos a caminho devemo-nos proteger do mundo exterior. Em qualquer momento da caminhada podemos ser colocados em frente a energias opostas às nossas e a falta de protecção pode ser perigosa.

Reparemos que o Carro está protegido por um dossel, esta protecção é para que o Herói não seja influenciado pelas energias alheias. A protecção assenta em quatro colunas, símbolo evidente dos quatro elementos, mas também dos quatro reinos. Assim, podemos compreender que quando nos determinados a empreender uma Viagem, qualquer protecção será bem-vinda. No cruzamento com outras experiências, o Herói deve aprender, mas isolando-se da energia alheias que o poderão influenciar nas suas escolhas.

Na viagem que nos determinados a realizar vamos encontrar diversidade e polaridades na sua maioria. O contacto com o mundo exterior é uma prova que qualquer Herói tem de passar, defrontar-se com os seus arqui-inimigos e passar provas. Neste Arcano o Herói é forçado a seguir, protegido, controlado e asima de tudo determinado.

A grande mensagem que esta carta nos traz é que devemos viajar com determinação, comandando as energias opostas interiores mas também exteriores.

«Assim como se pode conduzir a si, também pode conduzir as diversas energias que o fazem continuar no caminho.»

Na primeira hora e Júpiter do dia de Vénus, S. Delfina, S. Pedro Alexandrino, S. Conrado

quarta-feira, novembro 24, 2010

Prémio Dardos

Adorei este Prémio, acho-o muito bonito, coisa que nem sempre acontece com esta forma de auto-promoção. Foi oferecido, se não estou em erro, por duas pessoas, a arKana e a Quimera, duas bruxinhas que gostam de deambular por aqui e eu por lá!

Conheçam os seus espaços, valem bem a pena! O Locais Sagrados da arKana e O Castelo de Ochus Bochus da Quimera são dois lugares mágicos, onde podemos aprender e recordar ou recordar e aprender. 

Ofereço o selo a todas as pessoas que contribuem para que este lugar seja mágico e merecedor de tal prémio. A todos, muito obrigada. Além disso, com a hora tardia da publicação deste prémio, já todos o devem ter recebido...

Na primeira hora de Marte do dia de Mercúrio, S. Flora, S. Crisogono, S. Romão

terça-feira, novembro 23, 2010

Operação STOP

Quem nunca teve aquela sensação absoluta de que aquilo que pensa/sente é verdade? Que a sua intuição está certa? Que, apesar de não haver razão nenhuma, é aquilo que sentimos?

Pois é, estou num momento desses em que parece que vejo a pessoa transparente as suas intenções surgem como se fossem reais...porém, são momentos como este que me colocam em stand-by. Não deixo de confiar no que sinto/percepciono, mas também o questiono pois a minha imaginação é muito fértil. 

Nem sempre aquilo que vejo é, mas não quer dizer que o que não vejo não seja...

Ando tão virada para os sonhos, a imaginação, que mal me consigo concentrar para fazer seja o que for. O pior é que vi que este trânsito vai durar muito tempo! OMG!

É momento de desacelerar e ver a paisagem!

Na segunda hora de Júpiter do dia de Marte, S. Clemente, S. Felicidade

segunda-feira, novembro 22, 2010

Obrigada Anjo

Se o Carro deixar de funcionar, sempre podemos seguir a pé!
The Regal Twelve de Alexia Sinclair

Por mais que tentemos sair do trilho, a verdade é que há sempre uma mão, ou pé, a recolocarmos no sítio certo. As sincronias da via são fabulosas! 
Será que vai acontecer?!?

Na terceira hora de Lua do dia de Lua, S. Cecília

domingo, novembro 21, 2010

Rumemos para novos Horizontes

A Lua Cheia traz-nos a Carruagem para seguirmos o Caminho da Luz depois de uma Morte tão intensa. Agora é o momento de escolher para onde vamos.

Esta energia 7 trar-nos-á a possibilidade de recomeçar um ciclo da nossa vida. Ela oferece-nos a energia suficiente para que, dominando a nossa Vontade Interior, os cavalos andem na direcção que escolhemos. Assim, o importante a manter em mente nesta semana é a questão: Onde queremos ir? 

Para isso, podemos esperar algumas viagens, senão mesmo físicas pelo menos interiores. Teremos também a oportunidade de conhecer e aceitar melhor os nossos limites, além de, quase de certeza, nos ir ser exigido muito auto-controlo.

Finalmente sai o Carro para eu poder dar continuidade às explicações dos Arcanos Maiores, por isso, podem esperar um novo artigo em Tarot E O Caminho do Auto-Conhecimento.

Como energia musical, escolho uma banda que me coloca sempre muito virada para dentro, mas apenas o necessário, pois também de dá muita força para agir, com consciência. Fiquemos com She's Lost Control de Joy Division.

Na terceira hora de Marte do dia de Sol, Apresentação da Nossa Senhora, S. Columbano

sábado, novembro 20, 2010

Uma limpeza de alma através da Morte

Ísis e Alegria não se entenderam, a Morte pela qual tiveram de passar foi dura demais, e ao invés de se terem unido, foram cada vez mais se distanciando. Porém, através do seu distanciamento, nós aproximamo-nos novamente da sua história.

Eles voltaram ao Grimoire, com a Morte se foram e com ela regressam. Foi uma semana de conclusões, buscas interiores e despertares. Vamos ver como andam estes dois:
As discussões começaram a surgir por tudo e por nada. Ora era Ísis que exercia a língua viperina da crítica  à pessoa que ele era, ora era Alegria que escrutinava a vida espiritual dela. As palavras magoaram, como espadas trespassando a alma de cada um. Quanto mias feridos se sentiam mais ferozes se tornavam, curioso, como nem Ísis, uma iniciada nas Artes, se conseguia afastar de tal egrégora. 

A luta do Ego durou por muito tempo. Chegou a impedir que cada um pudesse exercer a sua função de escolha, pois estas eram tomadas em função do que o outro permitia, ora fosse por um deles proibir o outro de determinadas acções, ora por as escolher serem feitas em função do que iria irritar mais. E nesta onda de enganos, o amor foi passando para o seu oposto e sempre que se olhavam, onde antes havia amor e admiração, havia repulsa e ódio.

Lembravam-se em segredo como tiveram outros sonhos antes de se terem unido, cada um recordava no seu coração a liberdade e alegria que sentiam quando estavam sós. E, ao lado um do outro adormecem, próximos o suficiente para não terem de discutir, e precisamente o suficientemente longe para os seus corpos não se terem de tocar.

«Ó que me metes nojo! Repulsa é o que sinto ao olhar para ti! O que te levou a esse estado? Porque achas que é tarde de mais para parar com isto? Que infelizes são aqueles que não sabem o que é o amor!»  Sons que ecoaram violentamente e acordaram os dois de um sonho demasiado longo.

Assustados, olharam-se e sem mais nem porquê, encontraram-se num longo abraço. As lágrimas foram soltas e as almas limpas, a egrégora foi desfeita. 

Não foram necessárias muitas palavras para explicar e perdoar cada acção, afinal quem deles tinha feito pior ou melhor? Concluíram apenas que se haviam junto cedo de mais, pois havia amor entre eles, o momento não era oportuno e tudo deveria voltar a ser como antes, sós. Num demorado abraço e longo beijo despediram-se, com a esperança no coração de que no dia certo ambos estivessem livres para se reencontrarem.

E cada um seguiu por caminhos diferentes, mas ambos com o objectivo de regressar a casa, reencontrar-se como indivíduo para poder ser marido/mulher, pai/mãe, avó/avô...

E nós? Temos alguma relação que seja assim? Há alguém que só desperta o nosso pior e que por muito que tentemos não o conseguimos evitar? Eu tenho, mas esta semana venci!

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Saturno, S. Felix de Valois, S, Edmundo

quinta-feira, novembro 18, 2010

A propósito da carta do dia...

Esta noite sonhei contigo e não compreendo, agora que estou acordado, de onde vem toda esta dor. Estávamos juntos, olhei para ti, os olhos vermelhos marcianos, e gritei, em plenos pulmões, "ODEIO-TE!".

Não é verdade, nem agora, nem nunca. Amo-te muito, se é que é possível quantificar este sentir. Mas esta dor não me abandona...

Penso em ti e fico com medo, medo do que sinto e da impossibilidade racional de o explicar. Não consigo falar contigo sem que as lágrimas apareçam. Não consigo parar de querer gritar-te, mas porquê, não o sei.

Perdoou tudo o que me fizeste, as mágoas que me deixaste, mas mesmo assim a dor persiste. Por causa dela, às vezes desvio-me do meu caminho. Será que terei de enfrentar a experiência para limpar o que sinto?  Será por isso que o Uno me colocou à frente esta situação, já que contigo, directamente, não a consigo resolver?

Há em mim um número gigantesco de interrogações para as quais não vislumbro respostas. Sei apenas que esta noite sonhei contigo e que foi despertado um sentimento adormecido. O que virá a seguir, não o sei. Só sei que te amo, mas que este amor traz consigo dor, sofrimento e tristeza. 

Tudo se resolverá, mas até, paciência é o que poderei pedir e oferecer.

Na segunda hora de Sol do dia de Júpiter, S. Romão

quarta-feira, novembro 17, 2010

"Confession" de Charles Bukowski



waiting for death
like a cat
that will jump on the
bed

I am so very sorry for
my wife

she will see this
stiff
white
body
shake it once, then
maybe
again

"Hank!"

Hank won't
answer.

it's not my death that
worries me, it's my wife
left with this
pile of
nothing.

I want to
let her know
though
that all the nights
sleeping
beside her

even the useless
arguments
were things
ever splendid

and the hard
words
I ever feared to
say
can now be
said:

I love
you.

Na segunda hora de Vénus do dia de Mercúrio, S. Gregório Taumaturgo

Ainda sobre "Confession"

terça-feira, novembro 16, 2010

Falemos de Saturno

Saturno é o Planeta que nos indica as potencialidades que precisamos trabalhar mais afincadamente na nossa vida. A sua posição no mapa mostra-nos onde a responsabilidade deve ser assumida, através da qual vamos desenvolver a maturidade e a disciplina.

Sem dominarmos Saturno não conseguimos alcançar toda a potência de Úrano
The Castration of Uranus: fresco de Vasari & Cristofano Gherardi

O Senhor do Tempo demora aproximadamente 29 anos a completar um ciclo zodiacal e o signo que ocupa num mapa natal revela as características que uma determinada geração tem e não apenas o individuo. Para sabermos que características específicas este planeta poderoso nos dá precisamos de analisar a casa onde se encontra. 

A casa oferece-nos a área da nossa vida onde devemos agir disciplinadamente. Quais as circunstâncias práticas que requerem a responsabilidade do individuo. Indica ainda as áreas onde faltam estruturas sólidas na nossa vida e mostra-nos como demonstramos a nossa ambição, sempre de uma forma prática.

Vamos então entrar no Reino do Senhor do Submundo, possamos através dele encontrar a Libertação. Para ajudar temos a Morte como energia da semana.

Na primeira hora de Lua do dia de Marte, S. Margarida da Hungria

segunda-feira, novembro 15, 2010

A Morte

Depois de termos andado enamorados e envolvidos em escolhas, chega a hora de limpar, de eliminar, de transformar. A Morte está cá para nos ajudar.
Ophelia de John Everett Millais

Esta energia já esteve connosco este ano no final do mês de Julho, podem ver aqui, é talvez importante voltar atrás e ver o que ficou por concluir nessa altura. O que está a ser acordado das entranhas da nossa memória? Que assunto temos pendente? É importante mergulharmos nas águas profundas do nosso caldeirão e limpar, limpar, limpar. Torná-las límpidas, transparentes.

Esta Morte acordou o Alegria que há em mim e a necessidade que a há para que a sua história seja contada.

Para uma morte que desejo doce e serena, escolho como energia da semana manter a da segunda semana dos Amantes, Broken Social Scene na brilhante música Sweetest Kill.

Despertem para a Morte e permitam que ela opere em vós, facilitem o trabalho, abracem-na e dancem com ela, vão ver que será mais suave!

Na segunda hora de Vénus do dia de Lua, S. Alberto Magno, S. Gertrudes, S. Leopoldo, S. Malo, S. Eugénio

domingo, novembro 14, 2010

Escolhas que envolvem o coração e a razão - eis a Lição dos Amantes

Os Amantes estiveram connosco durante duas semanas e com eles aprendemos muitas coisas. O que nos atrai? O que deseja o nosso coração? Foram as principais questões desta energia e com elas algumas escolhas tiveram de ser feitas.

As cartas mostraram-nos que muitas vezes o que nos impede de chegar ao fundo do nosso coração é o controlo mental que exercemos sobre as nossas emoções. Esta mensagem foi reforçada pelo Pajem de Espadas que saiu duas vezes.

A sensação que este controlo mental nos oferece é positiva e, por isso, torna-se mais difícil de compreender quando estamos a camuflar as nossas emoções. É como se a tarefa estivesse completa e uma transformação houvesse sido realizada. Porém, aquilo que deveria ser uma constante, um sucesso no mundo material de tudo estar no sítio certo, começa aos poucos a se desvanecer. E assim, como que por um acto de magia os exageros notam-se e o desespero e a crueldade instalam-se onde antes havia certeza e segurança.

Não é controlando as emoções com o mental que conseguiremos o sucesso material, a paz que todos desejamos na nossa vida . As emoções são também motores de acção, elas fazem-nos agir e conduzem-nos a lugares bonitos. Às vezes, a parte mais difícil é conseguir resolver assuntos no imediato quando estamos com as emoções ao rubro, mas isso aprende-se a dominar. O poder diante das dificuldades deve vir de uma acção conjunta entre o que sentimos e o que a razão diz para fazer.

Mais uma vez, há um sinal que nos diz quando estamos a usar as duas de forma correcta, é uma sensação de que estamos em casa, de que celebramos algo. Essa sensação dever-nos-á conduzir nas nossas escolhas, nos novos rumos que escolhemos. Essa sensação é como se fosse o vento a impulsionar as velas do barco para uma nova curva, para uma nova aventura.

Nestas escolhas as perdas são inevitáveis, mas se as encararmos como novas oportunidades, tudo será mais fácil. Nada é insubstituível nesta experiência, nada nem ninguém!

Na terceira hora de Vénus do dia de Sol, S. Nicolau Tavelic, S. Josafá

quarta-feira, novembro 10, 2010

quinta-feira, novembro 04, 2010

Um "encore" nos Amantes

Para inspirar a aceitar estes Amantes que nos acompanham esta semana, uma música inspiradora para nos pôr in the mood for the weekend and much more!
Lover's Day, TV On The Radio

We’ll smash the walls,
Break the bed,
And crash the floors, don’t!
Stop! Laugh and scream!
And have the neighbors call the cops!
'till all the eyes that they've seen our fire play!!
Mark it down,
Call it lovers Day!!
Yes here of course there are miracles.

Na segunda hora de Vénus do dia de Júpiter, S. Carlos Barromeu, S. Emerico, S. Agrícola de Bolonha

quarta-feira, novembro 03, 2010

Desafio fotográfico Semanal

Depois de uma longa ausência, retomamos o desafio fotográfico!


Onde vos leva esta água? 

Na primeira hora de Saturno do dia de Mercúrio, S. Malaquias, S. Clemente, S. Ida, S. Agrícola de Bolonha

terça-feira, novembro 02, 2010

Carta Oculta de Outubro

E não é que a carta que nos acompanhou durante o mês de Outubro, aquele que emanou as suas energias de forma subtil para que não nos apercebêssemos, mas para que a sentíssemos, foi os Amantes?!?
Detalhe do painel central da obra Garden of Earthly Delights de Bosch

Do Sol à Imperatriz fizemos um caminho de libertação, de preenchimento e de redescoberta do que é sermos auto-suficientes em termos de Amor, caminho esse indicado pelos Amantes. Não foi muito simples, talvez porque Vénus ficou, por essas alturas, retrograda. Todavia, houve uma tentativa de nos mostrar que algo estava menos certo no nosso interior e "forçar-nos" a voltar atrás no tempo para ver o que está a influenciar os nossos comportamentos no agora.

Tivemos alguma sorte pela energia da Grande Mãe ter estado tão presente, mostrando-nos que seja qual for a dificuldade ela estará ali para nos acolher, nutrir e limpar as feridas. Não obstante, a lição que nos quiseram oferecer, é que essa nutrição tem de vir de dentro. De dentro para fora e de cima para baixo, só depois de fora para dentro e baixo para cima.

A todos muito Amor.

Na primeira hora de Saturno do dia de Marte, S. Vitorino

segunda-feira, novembro 01, 2010

Os Amantes

Depois de tanta nutrição, chega a energia que não nos deixa enganar mais, o que anda no ar é L'Amour!
Os Amantes são uma carta bastante positiva se aquilo que estivermos à procura for a responsabilidade de ser feliz. Ela leva-nos para as escolhas, entre o seguro e o inesperado, o antigo e o novo, o conhecido e o desconhecido. Para muitos de nós isto oferece efectivamente um problema.

Para aqueles que têm feito os trabalhos de casa, ou seja, que se tenham esforçado para aprender a nutrir o seu interior, esta carta da semana pode revelar boas notícias - o Cavaleiro está para chegar!
Seja como for, podemos esperar de uma forma geral durante esta semana situações que nos espelham a nossa forma de Amar, estejamos atentos para aprender e rectificar o que for necessário. Poderá acontecer termos uma decisão muito importante para fazer, uma escolha entre esta ou aquela estrada. É preciso reflectir e ter calma, mas escolher!

Para uma semana que desejo muito romântica, escolhi uma melodia especial: Goodnight, Bad Morning do álbum Midnight Boom da dupla The Kills. Esta dupla inspira-me sempre ao flirt, ao namoriscar, ao brincar e seduzir. Vamos namorar?

Na primeira hora de Vénus do dia de Lua, Todos os Santos
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