terça-feira, julho 19, 2011

A Imperatriz e o Imperador de Junho

Não pude deixar de compreender que estas duas semanas estão a ter ligação directa com as semanas iniciais de Junho, onde tivemos a Imperatriz e agora o Imperador a dar a sua energia para o controlo da nossa jornada. Nas semanas de 5 a 18 de Junho, depois da Torre, tivemos a Imperatriz a chegar até nós para nos ajudar a nutrir e recuperar o que a Torre deixou destruído. Depois da Grande Mãe ter actuado, foi a vez do Imperador colocar ordem na nossa vida. Assim, não posso deixar de me esforçar e ir ver o que Alegria anda a fazer, talvez ele nos traga revelações. Seja como for, parece que a chave das dúvidas destas semanas reside no passado recente, já que voltámos atrás. Mas porquê?

Sentindo-se confiante, renovado, Alegria retomou o seu caminho. Estava cheio de Amor pelas coisas da Natureza, sentia-se repleto de energia e estava preparado para tudo. Contudo, não estava preparado para o que vinha a seguir.
Uma mulher, mais velha que ele, estava sentada na beira da Estrada. Tinha um vestido luxuoso, púrpura, com alguns padrões circulares em verde. Os seus olhos eram azuis e os lábios vermelho escarlate. 

Quando os seus olhos se encontraram as palavras seguiram-se. Para surpresa de Alegria esta mulher tinha uma mensagem para si. A ninfa havia-lhe dado tudo, mas Alegria ainda não provara ser merecedor de tal sacrifício. O Amor que haviam derramado sobre estava agora a ser cobrado. A ninfa não havia sobrevivido, a exigência de que fizesse algo de muito bom com o que lhe fora dado era maior ainda.

A mulher partiu abandonando Alegria com uma imensa dor na alma. As suas palavras haviam sido flechas que penetraram a sua alma deixando-o com buracos vazios. Alegria sentia que tudo estava perdido, sentindo-se impotente para compreender o que lhe havia sucedido. 

Meditou durante muito tempo, cabisbaixo e terrivelmente triste. No entanto, por muito que meditasse não compreendia o sacrifício, o porquê de tal perda. Momentos antes estava em completa vibração na energia poderosa do amor e agora tudo lhe tinha sido retirado.
Foi, então, nesse momento que compreendeu: «Nada nem ninguém tem o poder de retirar seja o que for. Só ele estava a permitir que o seu nível vibratório alterasse.»

E assim, chorou por muito tempo. Limpou a mágoa que se instalara na sua alma com a força da água. Celebrou a ninfa e o que esta lhe fizera. Saudou os deuses antigos e prestou homenagem aos mestres. Reencontrou a sua luz e seguiu determinado em frente, deixando aquela pedra naquele lugar. 

Alegria sabia que nada do que fizesse poderia alterar o passado, mas também sabia que o futuro só a ele caberia decidir. A sua crença não estava abalada, seguiria em frente, respeitando aqueles que entraram no seu caminho e cumpriram o seu próprio através dele. Recuperou a força e a energia voltou a vibrar como estava.
Contudo, havia dentro de Alegria uma pequena inquietação. Sem compreender muito bem racionalmente a justificação para tal, ele sentia perigo no horizonte. Era como se algo dentro dele o alertasse, mas racionalmente nada o indicava. Estaria ele com medo de algo? Seria isto uma reacção natural ao que se passara anteriormente? 

Decidiu, assim, continuar mas atento, muito atento. mantendo em mente tudo o que se passara, mas não permitindo que isso o impedisse de seguir. Afinal, a paz chega quando tornamos os nossos medos e dúvidas em aliados. Que eles sejam capazes de nos levar à terra da luz, onde a Justiça brilha gloriosamente.

Alegria compreendeu que precisava de se lembrar disso mais vezes. Que as suas dúvidas e medos o serviam na perfeição nesse caminho que decidira tomar. Eles guiavam-no, na maioria das vezes, rumo a um mundo melhor, já que com eles em estado activo, os seus passos eram mais cautelosos e não o permitiam desviar muito daquilo que era o seu plano inicial, já que iam longe os tempos em que ele paralisava perante o medo.

Era isto que ele deveria retirar do incidente, uma segurança de que tudo iria acontecer pelo melhor, SEMPRE!

Na primeira hora de Lua do dia de Marte, S. Justa, S. Rufa, S. Agilolfo
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