terça-feira, maio 31, 2011

Ai Ai a Torre

Depois de uma semana tão boa, tão intensa, onde o Mundo nos ensinou onde era preciso curar, chega uma inesperada Torre.


Bom, há, pelo menos, duas formas de a entender. 

Primeiro, depois de um alinhamento energético forte, uma iniciação, é preciso libertar o que está velho, para dar espaço ao novo. Depois de termos conhecido uma visão diferente do Mundo, como podemos voltar atrás? Sim, podemo-nos contentar com algo que sabemos ser menos aceitável para nós. Todavia, será que o conseguiremos, depois de ver o Paraíso, regressar à frivolidade desta vida? Bom, cada um saberá a sua resposta.


A segunda forma de encarar isto é através de uma forma menos consciente. Se as transformações ocorreram sem que tivéssemos tido algum tipo de intervenção, sem a nossa Vontade agir para que elas acontecessem, é provável que esta Torre seja repentina e nos leve coisas que, aparentemente, não estamos prontos para largar.


Seja qual for a forma que ela vai operar em nós, estejamos abertos à mudança, pois com a Torre ela é inevitável. Se não a aceitamos a bem, ela chega à força. Não temos escolha a não ser na forma como optamos que ela aconteça, entendido?

Posto isto, escolho como melodia inspiradora Blindsided, do álbum For Emma, Forever Ago de Bon Iver. Que a sua voz mágica nos leve a aceitar docemente o que está para vir, que o calor que sai das suas notas nos mime e preencha os buracos dentro de nós.

A todos uma semana cheia de mudanças positivas, ou seja, que todos aceitemos as mudanças rapidamente e, assim, elas actuam onde têm de actuar, tornando a nossa caminha mais leve e harmoniosa.

Na primeira hora de Lua do dia de Marte, Visitação de Nossa Senhora, S. Petronilha, S. Ubaldo

A cura do nosso Mundo

Qual seria, então, o próximo passo a dar? Caminharia ele agora, com esta nova consciência, continuamente pelo meio da floresta, isolado dos seus semelhantes? Ou seria corajoso o suficiente para se lançar na estrada batida e encontrar os seus semelhantes?

Alegria não foi capaz de uma escolha diferente, sentia o seu coração a chamar pela paz e isolamento da Natureza. Era como se a Mãe o invocasse, pedindo urgentes mimos. É que Alegria não se limitava a caminhar pelo meio dos bosques e florestas. Ele curava cada espaço por onde andava e essa cura era tão urgente. O seu coração ficava meio negro quando pensava no que os seus irmãos faziam a esta nossa casa comum, como cada gesto irreflectido condenava a nossa Mãe a uma morte prematura. Quanto mais adultos, piores se tornavam. E, assim, descobriu mais um motivo pelo qual preferia o isolamento. Havia tanto que ainda o incomodava nos outros, mas sabia, de coração, que nunca os poderia forçar a mudar. Dessa forma, só lhe restava ser ele o curador da Mãe, só, mas fiel aos seus princípios.

Cada vez que Alegria punha um pé na terra, era como se uma festa começasse. Com toda a energia, alegria e vida típicas do início de uma qualquer celebração. A terra amava-o e ele amava-a. Ambos se celebravam num gesto de respeito e carinho. Ele tratava-a com respeito e ela devolvia-lhe amor.
Por outro lado, Alegria sabia que só ele não seria suficiente. Para já estava a remediar, mas o importante era atacar onde esta doença começava. A reeducação dos seus irmãos era inevitável, mas ele ainda tinha ressentimento no coração e, por isso, nunca conseguiria passar a mensagem sem condicionamento. O que haveria ele de fazer?

No segundo seguinte a esse pensamento, Alegria recebe um sinal. De um carvalho, lindo, ancestral, cai uma folha, verde-esmeralda, com uma forma pouco tradicional, olhando de determinada perspectiva, poderíamos mesmo vislumbrar a forma de um coração. Alegria pegou-a e sorriu. A vitória seria possível, teria apenas de ter alguma paciência. Como sempre, a mensagem era simples, elevar os pensamentos. Embrenhado nos seus medos e dúvidas, Alegria cocria um mundo de preocupações, um número ilimitado de ramificações são criados quando ele pensa em todas essas questões, tornando aquilo que seria um caminho recto, numa longa árvore com múltiplas raízes. 

Para limpar o seu coração das manifestações terrenas de emoções maiores, bastava começar por limpar a sua mente. Sempre que ela entrasse em divagações, criando novelos de ideias, Alegria colocaria a mão sobre o peito, sintonizar-se-ia com o batimento cardíaco e ouviria apenas a paz, o alinhamento musical que é apenas seu.

A demanda pelo Graal continuaria, mantendo a Taça pura, nada lhe faltaria. Era necessário uma cura a si próprio e, com estes pensamentos puros, simples, avança para o meio da Mãe, buscando a cura mas oferecendo-a ao mesmo tempo.

Na primeira hora de Mercúrio do dia de Marte, Visitação de Nossa Senhora, S. Petronilha, S. Ubaldo

sábado, maio 28, 2011

O Último Sortilégio

Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só,
E tudo dorme no confuso mundo.
Outrora meu condão fadava as sarças
E a minha evocação do solo erguia
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via,
E as folhas da floresta eram lustrosas.

Minha varinha, com que da vontade
Falava às existências essenciais,
Já não conhece a minha realidade.
Já, se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extintos ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais do que os bosques ou a estrada.

Já me falece o dom com que me amavam.
Já me não torno a forma e o fim da vida
A quantos que, buscando-os, me buscavam.
Já, praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem já me vejo ao sol saudado erguida,
Ou, em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda.
Já as sacras potências infernais,
Que, dormentes sem deuses nem destino,
A substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já meu furor astral não é divino
Nem meu corpo pensado é já um deus.

E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei
Com a raiva de amar em alvoroço,
Inevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei
Que meu vendido ser consumirão.

Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, Lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por querer,
Aos menos meu ser findo dividi —
Meu ser essencial se perca em si.
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija,
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja!

Fernando Pessoa in Poemas Ocultistas

Na primeira hora de Vénus do dia de Saturno, S. Germano de Paris, S. Justo

segunda-feira, maio 23, 2011

O Mundo

Ao que parece, pelo que as cartas nos dizem, as dúvidas, medos e apatia que tivemos nas passadas semanas chegaram ao fim. O ciclo foi fechado e um novo início abre-se à nossa frente.
Esta semana temos o Mundo a emanar energia. Aproveitemos, então, para recuperar aquela sensação de estarmos ligados a tudo e a todos, de plenitude, de harmonia, de alegria.

Podemos contar com muita energia favorável para nos ajudar a fazer aquilo que temos/devemos fazer, pois na verdade, esta semana será uma semana onde vamos começar aqueles projectos que tínhamos decidido realizar mas andávamos meio incapazes para o fazer. O Mundo vai estar aos nossos pés e nós aos pés dele.

Como energia sonora, a semana passada tivemos silêncio e, ainda, não sei porquê, esta semana já está tudo a funcionar. Para nos inspirar esta semana a flutuar, a andar nas nuvens, a rumar sem medos, escolho um trio muito interessante,  Burial com Four Tet e Thom Yorke fiquemos com a música Mirror.

Na primeira hora de Saturno do dia de Lua, S. Basílio, S. Desidério, S. Pedro Celestino

domingo, maio 22, 2011

Alegria voltou do Passado com o Sumo Sacerdote

Durante a sua estadia naquela comunidade, Alegria relembrou uma quantidade de coisas que tivera esquecido, dada a sua constante movimentação por zonas inabitadas e um ciclo vicioso de pensamentos fechados dentro de si. 
Lá, Alegria aprendeu a relembrar no que era verdadeiramente bom - na construção. A construção era efectivamente a Arte que ele dominava. Sabia debruçar-se sobre os planos, via imediatamente onde estavam as possíveis falhas e corrigia-as, trazendo assim a beleza à terra. Durante a sua estadia ensinou-os a construir edifícios mais estáveis e deixou uma marca, um templo. Mostrou-lhes que as obras eram uma assinatura de quem as criava e que também elas deveriam sempre espelhar a graça de Deus.

Teve tempo para se questionar sobre o porquê de se isolar e não optar por ficar, por exemplo, com aquela comunidade que tanto prazer lhe dava. Começou por aquilo que era óbvio, a cobardice, o medo, as dores acesas pelas experiências passadas, a responsabilidade, a culpa, todas essas manifestações negativas das emoções maiores.

Estando um pouco confuso, Alegria decidiu pedir ajuda a Lirmen. Este preparou um chá de raiz de mandrágora. Deixou-o a bebê-lo e saiu.
Alegria estava sereno, observou a cabana do Sumo Sacerdote e reparou em coisas que nunca tinha reparado. O seu trono era muito rudimentar, um simples tronco de Carvalho com umas insígnias simples, pentagramas e espirais.
As janelas estavam abertas e, a fazer a vez de cortinas, tinham uns ramos de árvores, cujo nome não conseguiu descobrir.
De repente, os seus olhos começaram a pregar-lhe partidas e aquilo que há pouco vira começava a transmutar-se em algo completamente diferente. A simplicidade da cabana dava lugar a uma luxúria pouco comum.

Na sua frente desenhou-se uma pessoa. Era leve, andava como se estivesse a voar. Estava de saída. Alegria seguiu-o. Foram para uma floresta e percebeu, então, que estava numa caçada. O homem seguia levemente atrás de uma gazela, Alegria não conseguia compreender qual dos dois era o mais leve. Parecia-lhe que o homem se misturava com a energia da presa e, assim, se tornava como ela. Acabou por a caçar. Regressaram a casa. 

Alegria conseguia compreender que este era um homem determinado, os seus passos, apesar de leves, eram fortes e isso deixava-o intrigado. Seria possível integrar assim duas qualidades tão distintas. Seria possível viver assim nesse ponto de equilíbrio.

Quando entregou a caça aos criados, revelou ser uma pessoa rude. Como poderia ter conseguido misturar-se com a presa, tornando-se nas suas próprias qualidades e, agora, perante um ser humano como ele, ser tão altivo. Este homem intrigava-o cada vez mais. Mas, da mesma forma repentina como apareceu, desapareceu. 

Alegria estava de volta à cabana com os ornamentos de madeira. Ficou um pouco abalado com o que vira, já que não compreendera imediatamente para que lhe servia essa visão. Pôs, então, as suas ideias em ordem. Quisera ir buscar algum tipo de conhecimento para saber o porquê de se manter longe das pessoas...e foi assim que se fez luz.

Alegria era como esse homem que vira, ele lidava melhor com a Natureza, os animais, as árvores e as plantas do que com os seus iguais. Ele sentia-se de duas formas diferentes perante estas naturezas diferentes. Mas porquê? Era fácil para ele identificar-se com o silêncio da floresta, com a abundância de paz e harmonia nos momentos da caminhada. Já o contrário, manter a harmonia e o silêncio no meio dos homens era-lhe muito difícil. Era, então, por isso, que ele se isolava. Compreendeu que perdurava com esse comportamento por nunca o ter descoberto, mas agora, agora teria de ser diferente.

Quando Lermin entrou na cabana, já Alegria tinha chegado a todas as suas conclusões. Sentaram-se e conversaram durante muito tempo, Lermin ficara muito feliz por saber que este novo amigo estava no Bom Caminho para se reencontrar, em si e nos outros. Havia, sem qualquer sombra de dúvida, feito uma iniciação, uma transformação espiritual. Qual seria, agora, o próximo passo a dar?

Na segunda hora de Sol do dia de Sol, S. Helena, S. Ato, S. Quitéria, S. Rita de Cássia, S. Desidério

sexta-feira, maio 20, 2011

Terapias

Há já algum tempo que tinha vontade de fazer uma regressão, mas o receio do que poderia encontrar paralisava-me sempre. Entretanto, algumas mudanças na minha vida, umas propostas sérias, fizeram com que o medo tivesse de ser vencido.
O Universo, como sempre, conspira a nossa favor e colocou a pessoa certa, na hora certa no meu caminho. Encontrei o amigo de uma amiga, que agora meu amigo é, que faz por paixão e devoção terapias. Numa dessas terapias reside a possibilidade de uma regressão.

Foi com uma mistura de nervosismo e excitação que me lancei na aventura. A voz doce do Jorge encaminhou-me às portas necessárias, vi o que era necessário e, de forma muito bem dirigida, regressei sã e salva a este Plano.

Como é habitual, gosto de partilhar aquilo que considero poder ser de utilidade aos outros e, porque confio no que ele faz, fiquem com a informação sobre o seu trabalho, com os seus contactos, para se, um dia, quiserem conhecer um pouco mais sobre o que trazem atrelado a esta vida, que não faz sentido continuar a perdurar, tenham na vossa posse os instrumentos necessários para avançarem.

Terapia Regressiva com Reiki - É uma técnica que promove a abordagem, o acesso e a compreensão das causas geradoras de conteúdos emocionais traumáticos. visando harmonizar o ser humano, partindo da premissa de que os sintomas ou queixas manifestadas hoje, são o escoamento de energias negativas passadas, que precisam ser retrabalhadas e transmutadas.
1.ª Sessão: 60€
Seguintes: 50€
Hipnoterapia - A partir de um estado alterado de consciência, ajudamos o paciente a criar condições para melhorar o seu dia-a-dia, libertando-se de traumas, bloqueios, fobias, ansiedades, depressões, melhorando a auto estima e fortalecendo o ego, tabagismo, enxaquecas, etc...
A maioria das doenças tem origem psicossomática. São como um vírus. Alojam-se primeiramente no subconsciente, podendo transformarem-se ou não em doenças físicas
A Hipnoterapia através da hipnose, faz o mesmo caminho, isto é, dirigindo-se ao subconsciente, eliminando as “ordens negativas”, por outras, mas positivas. Indo por isso ao encontro da causa que afecta o paciente. No entanto a sua acção (hipnoterapia) é mais vasta, vai ao ponto de alterar o comportamento negativo da pessoa na área em que está afectado, sugerindo alterações “positivas” (por indução) nesse sentido.
1.ª Sessão: 60€
Seguintes: 50€
Email: jorgeboim@hotmail.com
Telefone: 966856843

Na primeira hora de Saturno do dia de Vénus, S. Bernardino de Sena

terça-feira, maio 17, 2011

Memórias ancestrais - 6 de Copas

A hora nunca mais chega e ela fica impaciente. Não há nada que mais preze do que estes encontros. Olha para a janela e observa o voo dos pássaros, eles indicam-lhe a passagem do tempo. «Será que já embarcaram e eu posso ir segura?» pensa.

Arrisca, já que a vontade é tanta que ela mal se controla. 

Inicia a longa subida que a levará à torre do Eremita. O caminho é duro, cheio de curvas apertadas entre arbustos frondosos e pedras duras instáveis, mas nada a demove. Estes encontros representam a busca do Graal, aquela coisa que ele lhe gosta de falar mas que ela ainda não compreende. Ele fala de forma esquisita, ela simplifica e ensina-lhe a linguagem das gentes comuns, algo que ele já se esqueceu.

Qual será a lição de hoje? Nomes de árvores ou plantas ou será que vão fazer poções. Ela gosta dessa parte das poções, mas nada lhe dá mais prazer do que ir para o meio da floresta falar com as árvores e pedir conselhos sobre que tipo de plantas deve colher para criar a poção que tira os gazes do jantares condimentados da mãe. Elas falam tanto e ela fica feliz, gosta de aprender os seus nomes, não aqueles que ele lhe ensina, Morus nigra, Eucalyptus spp, Carya illinoinensis ..., mas os verdadeiros.

Quando chega ele não está. Espera um pouco cá fora, mas passado pouco tempo desiste, podem vê-la ali. Entra, sobe as escadas e senta-se na mesa de trabalho à espera. Repara que na noite anterior ele estivera a trabalhar naquela poção mágica para curar as maleitas dos olhos. Lê e pensa...um pouco da Eufrásia e talvez resulte melhor. 

«Euphrasia officinalis, será isso?» ouve nas suas costas.

Ele tinha esse dom, surgir sem ser reparado, já para não falar na mania em lhe ler os pensamentos. 

Sem se sentir incomodada, abraça-o. Vê-se o amor que nutre por ele. Ele retribui com um honesto afagar de cabelos. 

«Foi mesmo isso que pensei, por isso saí e fui buscá-la. Hoje vamos preparar esta poção, os meus olhos estão cada vez mais cansados. Chegará o dia em que também tu terás de partir e aí ficarei só, sem olhos, não servirei para nada.»

«Lá estás tu a dizer disparates, nunca sairei daqui. Será mais fácil seres tu a partir que eu. Ainda tenho tanto para aprender, porque havia de partir. Além disso, nunca te quero abandonar.» E nisto agarra-se à sua cintura, num abraço apertado.

Ele, dentro de si, sabe que as coisas não serão assim, mas também sabe que não vale a pena dizer mais nada. Teimosa como é, só serviria para se desviarem do trabalho e começarem uma verdadeira discussão sobre as emoções. Um dia talvez, nos voltemos a encontrar.

Na segunda hora de Lua do dia de Marte, S. Possidónio, S. Pascoal, S. Torpes

segunda-feira, maio 16, 2011

Eh lá...o Papa?!?

Lembram-se de quando vos disse que o Alegria ia de férias? Foi na semana em que recebemos a energia do Sumo Sacerdote. Alguém se lembra? Então, vejam lá por aqui o que andavam a fazer, estávamos a ouvir Ben Harper, se isso vos ajudar.
É que, não só o Alegria pôs um fim às férias, como retomámos a energia 5 - O Hierofante. O que tenho para vos dizer?!? Hum...coisas boas, claro!

Durante as semanas que o Mago nos acompanhou, andámos a buscar dentro de nós os instrumentos necessários para começar aquela caminhada que sabemos precisar trilhar. Andámos meio enublados pela vontade de agir e ao mesmo tempo uma urgência em pensar primeiro. O resultado, alguma confusão.

Com o Hierofante esta semana só podemos dar graças. Acreditar que o Mestre se vai revelar e que nos vai ajudar na escolha correcta do agir ou permanecer no lugar onde estamos. Se o Mestre tem de ser alguém exterior? Não, claro que não. 

O mestre está em nós e como dita a máxima «Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece!». Na verdade é mesmo só isso, quando estivermos prontos para mergulhar dentro de nós, ele surgirá, nas mais variadas formas e feitios.

Para nos inspirar a abrir o caminho que nos levará dentro de nós e ao encontro dele, deixo-vos com uma mensagem muito bonita de Feist, Secret Heart. Que a sua melodia nos ajude a tirar as trancas, as portas, as fechaduras, todas as artimanhas criadas por medos e experiências passadas, que impedem o nosso Coração Secreto de ser partilhado.

A todos uma semana hierofantizada e cheia de cores e encontros!
Secret heart
What are you made of
What are you so afraid of
Could it be
Three simple words
Or the fear of being overheard
What's wrong

Let em' in on your secret heart

Secret Heart
Why so mysterious
Why so sacred
Why so serious
Maybe you're
Just acting tough
Maybe you're just not man enough
What's wrong

Let em' in on your secret heart

This very secret
That you're trying to conceal
Is the very same one
That You're dying to reveal
Go tell him how you feel

Secret heart come out and share it
This loneliness, few can bear it
Could it have something to do with
Admitting that you just can't go through it alone?

Let em' in on your secret heart

This very secret
That you're trying to conceal
Is the very same one
That you're dying to reveal
Go tell him how you feel
This very secret heart

Go out and share it
This very secret heart

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Lua, S. Ubaldo, S. João Nepomuceno, S. Brandão, S. Gens, S. Honorato

sábado, maio 14, 2011

Tomar(a)

Non Nobis Domine, Non nobis, Sed Nomini Tuo, da Gloriam!

Na segunda hora de Lua do dia de Saturno, S. Bonifácio, S. Frei Gil, S. Apeles

terça-feira, maio 10, 2011

A actualização mais rápida do mundo...

E assim de uma assentada vamos despachar o que ficou por fazer:
Parabéns IdoMind, és uma pessoa espectacular e amo-te muito. Nem sempre foi um mar-de-rosas, mas agora é-o, por isso, não te preocupes nunca deixarei de o fazer, mas vê lá, não abuses!!! ihihihhihh. Que os mestres te acompanhem sempre e que essa pérola que habita o teu ser seja partilhada e revelada a quem a quiser ver.

Parabéns Hazel e Viajante, dois amigos que muito prezo mas de quem me esqueci nesta data tão importante. Que as vossas jornadas sejam prósperas em tudo, mas principalmente no Amor.

Parabéns ao Grimoire, pelos seus 3 anos de existência. 3 anos de partilhas intensas, aprendizagens e amigos novos. Descobri que muitos são os leitores que visitam diariamente este espaço, mas que, pelas suas razões, optam por permanecer silenciosos. Aprendi ao longo destes 3 anos a não questionar, cada um que seja como quer. Aprendi que não tenho como objectivo a popularidade, mas o registo para o futuro sobre cada dilema do caminho, cada aprendizagem e cada paragem. Aprendi a partilhar e, quando for tempo de colher, colherei.

A carta da semana mantém-se o Mago, não mudámos a energia, mas apeteceu-me mudar a sonora. Ficaremos com Tricky com a música Come to me, a ver se ele vem mesmo e a gente avança. 

E pronto, já está...tão compulsivo que fiquei sem fôlego...ufa!

Ah...não, falta dar os parabéns à Teresinha que faz anos hoje! Vou agora...tantos touros na minha vida!!!

A todos uma boa semana, com muita magia e energia positiva para podermos aceitar os instrumentos que nos foram e serão dados!

Na segunda hora de Lua do dia de Marte, S. Antonino

quarta-feira, maio 04, 2011

A Eterna Presença


Estou, nesta noite cálida, deliciadamente estendido sobre a relva,
de olhos postos no céu, e reparo, com alegria,
que as dimensões do infinito não me perturbam.
(O infinito!
Essa incomensurável distância de meio metro
que vai desde o meu cérebro aos dedos com que escrevo!)

O que me perturba é que o todo possa caber na parte,
que o tridimensional caiba no dimensional, e não o esgote.

O que me perturba é que tudo caiba dentro de mim,
de mim, pobre de mim, que sou parte do todo.
E em mim continuaria a caber se me cortassem braços e pernas
porque eu não sou braço nem sou perna.

Se eu tivesse a memória das pedras
que logo entram em queda assim que se largam no espaço
sem que nunca nenhuma se tivesse esquecido de cair;
se eu tivesse a memória da luz
que mal começa, na sua origem, logo se propaga,
sem que nenhuma se esquecesse de propagar;
os meus olhos reviveriam os dinossáurios que caminharam sobre a Terra,
os meus ouvidos lembrar-se-iam dos rugidos dos oceanos que engoliram
continentes,
a minha pele lembrar-se-ia da temperatura das geleiras que galgaram sobre a
Terra.

Mas não esqueci tudo.
Guardei a memória da treva, do medo espavorido
do homem da caverna
que me fazia gritar quando era menino e me apagavam a luz;
guardei a memória da fome;
da fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez estender os lábios sôfregos para mamar quando cheguei ao mundo;
guardei a memória do amor,
dessa segunda fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez desejar a mulher do próximo e do distante;
guardei a memória do infinito,
daquele tempo sem tempo, origem de todos os tempos,
em que assisti, disperso, fragmentado, pulverizado,
à formação do Universo.

Tudo se passou defronte de partes de mim.
E aqui estou eu feito carne para o demonstrar,
porque os átomos da minha carne não foram fabricados de propósito para mim.
Já cá estavam.
Estão.
E estarão.

António Gedeão, in Poemas Póstumos

Na segunda hora de Marte do dia de Mercúrio, S. Mónica, S. Benedita, S. Gotardo, S. Antonino de Florença

segunda-feira, maio 02, 2011

A Máquina Humana

A máquina humana fabrica, pois, forças de uma certa ordem. (...) ela deve tender para dois fins: de uma parte, fornecer forças e meios de ação ao homem de vontade, conforme já o dissemos; de outra parte, alimentar e reparar, sem interrupção, suas próprias engrenagens que se vão gastando à medida que se usam.
Para se fazer uma idéia do organismo humano, deve-se figurar três usinas superpostas e ligadas entre si por tubos e fios elétricos.
A usina inferior chama-se ventre; a usina média, peito, e a usina superior, cabeça.
(...)
Para bem fixar as idéias, pode-se figurar o ventre como uma usina hidráulica na qual as máquinas são relativamente toscas. O peito é uma usina a vapor com as suas bombas, reservatórios, motores, e grandes quantidades de tubos. Enfim, a cabeça é uma usina elétrica com seus dínamos, acumuladores, comutadores e uma prodigiosa quantidade de fios condutores.
(...)
Estas três usinas assim compreendidas dão uma primeira idéia bastante nítida da máquina humana.

in Tratado Elementar De Magia Prática de PAPUS

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Lua, S. Mafalda, S. Atanásio

domingo, maio 01, 2011

O Mago, hum que bom!

E pronto, ficámos limpinhos esta semana com o Dependurado e estamos agora prontos para começar a pôr a mão na massa. Isto porque, esta semana temos o Mago a emanar energias, a banhar o nosso plexo solar com boas vibrações.

A última vez que tivemos este Arcano foi no final do ano 2010, foi a última vez que o vimos. Nessa semana escrevi:
«O Mago oferece-nos um número ilimitado de possibilidades, uma carga energética para começarmos ou terminarmos o que estava por concluir, uma força que vem de cima e de dentro para conseguirmos usar todas as nossas potencialidades. Sim, é assim tão bom!»
Só que desta vez a energia tem uma direcção, um rumo mais determinado do que naquela altura. Chegámos ao Mago depois de nos termos revirado ao contrário, nos termos posto nos sapatos do outro, numa nova perspectiva, numa nova visão com o Dependurado, sabemos onde queremos agir.

Portanto, meus queridos, é só ter coragem e agir. Visualizar as coisas a acontecerem, cocriarem a realidade, saber como vai ser o dia amanhã e, quem sabe, aprender uma nova Arte que nos possa ajudar no caminho. 

Como energia sonora escolho uma música de um filme O Verão de Kikujiro do brilhante Takeshi Kitano. Esta música é Summer composta pelo génio Joe Hisaishi. Que ela nos encha de coragem!

A todos uma semana com muita magia!

Na terceira hora de Vénus do dia de Sol, S. Aldebrando, S. Anatólio, S. Filipe, S. Tiago, S. Valburga
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