quarta-feira, outubro 31, 2012

Para ti


Hoje todo o meu Amor, Luz, e Beleza!
Hoje nesta noite mágica e de grande intensidade abro a minha caixa e envio-te toda a minha Luz.
Para ti.
Um abraço.

Na primeira hora de Lua do dia de Mercúrio, S. Quintino

domingo, outubro 28, 2012

«Hier-phaine» Revelar

Esta semana temos o Hierofante, o Mestre Interior que vem despertar a nossa consciência.
Felicia Simion

Não poderia ser uma energia diferente, de facto, pois se analisarmos bem Vénus entra esta semana em Balança, temos a Lua Cheia em Touro e ainda o dia mágico de 31, tudo se junta no Hierofante.

Este é um momento mágico para reencontrarmos a Divindade Interna, reactivar a centelha mágica e quebrar os feitiços da programação. Este arcano, antigamente conhecido pelo Papa, é o revelador, o criador de pontes, aquele que nos religa ao Divino e para acede-lo basta que aceitemos a matéria de que somos feitos. Não dá para continuar a buscar as respostas fora de nós, em mestres, magos, bruxos ou bruxas. As respostas só nós as temos, para as encontrar é necessário ficar em paz, aquietar a mente e o coração e permitir que a Luz brilhe de dentro para fora.

Urge que cada um de nós encontre o significado da sua vida. Que cada um saiba e aceite as suas escolhas. Aceitar as suas escolhas é conseguir estar em paz com elas, mesmo se no presente se compreende que não foram as melhores. No entanto, só através dessa paz conseguimos compreender porque escolhemos daquela forma e onde essa escolha nos trouxe. Ao fazê-lo, a Verdade surge, aquela verdade que estava mesmo ali debaixo daquele pensamento recriminador, repressor, que nos impedia de ter paz e ver o que se passava.

Inspiremos muitas vezes ao longo desta semana, para que a Luz aumente e nada nos retire do nosso centro. Relembremos constantemente que só nós, só nós, temos as respostas, os outros podem apenas indicar algumas portas ou janelas, mas só nós as podemos abrir e passar.

A todos uma excelente semana de iniciações e revelações.

Na segunda hora de Saturno do dia de Sol, S. Simão, S. Judas, S. Alfredo, S. Faro

terça-feira, outubro 23, 2012

O Mago e as 3 Espadas

Esta semana temos como energia orientadora O Mago e hoje o 3 de Espadas.

Bom, depois de duas semanas seguidas com a Morte, onde fomos confrontados com as prisões e associações difíceis que o Ego faz a determinadas circunstâncias e/ou coisas reais, parece que nos conseguimos libertar e resgatar a Luz que nos orienta.

Com o Mago temos direito  ao início de tudo, voltamos ao ponto de partida onde nos são dadas as armas necessárias para o Combate e para o Caminho. São os 4 elementos no seu estado mais puro e cabe, agora, ao Mago decidir o que fazer com ele.

Hoje, a energia do dia leva-nos a mergulhar nas nossas dores. O que dói? Por que dói?

the pain inside by ~vladiks
Com o Mago podemos aceder a essa dor e compreender que esquema emocional ou mental existe por trás dela, desmistificando assim a sua essência e eliminado a identificação. A dor é apenas um resultado de uma identificação com algo, um objectivo, uma pessoa, uma ideia. Quando compreendemos que temos a escolha de não sofrer, de não nos identificarmos com isso que não habita em nós, libertamos a ligação energética e por conseguinte a dor.

Urge que compreendamos que nada do que perdemos significa que nos perdemos a nós. Tudo o que desaparece da nossa vida não existe em nós, não somos nós. Nós permanecemos sempre, para sempre. Mudamos, transformamo-nos, mas a nossa essência é sempre igual, a nossa centelha já lá estava e estará mesmo quando tudo o resto perecer.

Além disso, se pensarmos bem, nada desaparece da nossa vida, pois tudo nos toca e deixa impressões dentro da nossa memória. Dessa forma, tudo se torna eterno em nós, vivendo para sempre como uma parte dentro de nós, mas não uma parte nossa.

As 3 espadas estão erguidas, cabe a cada um determinar como as usar, se para dentro, se para fora. Elevemos a Taça de Água Sagrada ao Fogo Sagrado e compreendamos esta lição, a dor é uma identificação do Ego e nós não somos só Ego, somos mais, muito mais.

Na primeira hora de Mercúrio do dia de Marte, S. Romano, S. Capistrano

terça-feira, outubro 16, 2012

Chega de grilhões

Alguma vez se sentiram completamente aprisionados? Enclausurados? A querer escapar e não conseguir descobrir qual a chave que abre a porta para o outro lado?

A sensação mais próxima que consigo descrever ou imaginar aproxima-se daquela que os contorcionista devem sentir quando estão fechados nas caixas dos actos mágicos à espera que o Mago os liberte. Deve ser isso, pois em comum há o facto de se saber, de dentro, que vai haver libertação, mas que esta tarda e nada podemos fazer em relação a ela senão esperar que aconteça.

Há demasiado tempo que me sinto assim. Há demasiado tempo que sinto que a minha Luz está presa dentro da lanterna do Eremita. Começa a ser insuportável de a manter assim, confinada a uma câmara minúscula, mínima, finita. 

Tento a dança da Morte. Recebê-la de alma aberta, receptiva, como fazemos com o Amante ao final do dia. Tento tudo o que consigo, mas a única coisa que recebo é «Aguarda, espera, sê paciente» e há demasiado tempo que oiço estas palavras. Porque há-de a minha Luz esperar ainda mais?

A guerreira que há em mim percebe que antes de qualquer batalha há o momento de preparação, que qualquer ataque tem de ter um bom plano, e que para tudo isso é preciso paciência. Só por isso, não viro a mesa e empunho a espada num ataque espontâneo, num resgate da minha alma. Só por isso me mantenho assim, esperando, observando, concluindo para depois poder então agir em conformidade com o que a Roda da Vida me traz. 

Não obstante, esta não é a minha natureza, estou neste momento conscientemente a contrariar-me a agir fora dos meus comportamentos habituais, acreditando que daí possa renascer algo mais belo, transformado, transmutado. E a Luz, talvez, quando finalmente for liberta seja ainda mais bela.

Enquanto acontece e não acontece vou descobrindo mais sobre mim, sobre o que dentro de mim habita, libertando as minhas emoções dos grilhões da racionalidade. Talvez seja esta a morte que precisa de acontecer ainda esta semana. Talvez.

domingo, outubro 14, 2012

A dança da Morte

Parece que uma semana com a Morte não foi suficiente para libertar, transmutar o que é necessário.

Temos assim mais uma semana para aproveitar e dançar ao som da Morte, numa dança libertadora de tensões, numa expulsão de emoções, comportamentos e esquemas mentais caducos, culminando numa catarse redentora.

Caminhemos um pouco mais em direcção à nossa essência. Aproveitemos a energia outonal e deixemos cair por terra aquilo que já não faz sentido. Que os padrões comportamentais apodreçam na humidade da terra e aí, depois da putrefacção, possa então renascer em algo mais belo. Libertemo-nos das formas.

Que a Morte nos acompanhe e que a dança seja suave e leve como uma brisa matinal.

Na segunda hora de Júpiter do dia de Sol, S. Calisto, S. Gaudêncio, S. Donaciano

sábado, outubro 13, 2012

O Pajem de Bastões e uma meditação dinâmica

Para libertar as tensões sem ter de explodir com situações exteriores, aconselho a realizarem a meditação dinâmica de Osho, uma meditação muito activa que neste último dia da Morte nos poderá ajudar a libertar.

Para hoje temos o Pajem de Bastões, que nos pede isso mesmo, libertação de sentimentos. Para mim, esta meditação faz sentido, uma vez que  para exprimir emoções é preciso agir, fazer e, neste caso em particular, é preciso expulsá-las do nosso corpo físico também. Vejo aqui uma quase dança da Morte. Seja a forma como decidirem exprimir as vossas emoções, principalmente as negativas, tenham consciência que o dia hoje está tenso, cheio de fogo!!! 


Para quem tiver dificuldades com a língua, pode aceder aqui ao português. Boas expulsões!

Na primeira hora de Marte do dia de Saturno, S. Eduardo, S. Daniel, S. Colomano

sexta-feira, outubro 12, 2012

10 bastões - Libertação

Porque será que insistimos com situações que só nos trazem opressão? Que valores/ideais nos foram transmitidos pela família, sociedade, vida, que nos forçam a sacrificar o nosso entusiasmo, a nossa alegria só para cumprirmos responsabilidades?
Iolanda Astor

O 10 de bastões hoje diz-nos claramente que está na hora de abandonar actividades, situações, relações, que ofuscam a nossa luz. Chega de inventar tarefas, compromissos que nos afastam de nós próprios, de assumirmos o papel activo da cocriação da nossa vida, da nossa felicidade, da nossa realização.

Hoje, larguemos de uma vez o que nos faz sofrer. O que oprime a nossa realização. Vamos assumir a nossa responsabilidade nessa infelicidade e avançar.

Na primeira hora de Lua do dia de Vénus, Nossa Senhora Aparecida, S. Serafim, S. Cipriano

segunda-feira, outubro 08, 2012

Rainha de Espadas

Hoje a energia está em sintonia com a carta da semana, a Morte.

A Rainha de Espadas pede-nos que cortemos com os padrões antigos, que eliminemos drasticamente as velhas normas, os padrões machistas da sociedade. Está cada vez mais presente a necessidade que esta sociedade actual tem de dar hipótese ao matriarcado.

Tudo, nos últimos tempos, me tem levado para este novo caminho, para a urgência da importância da mulher representar um papel mais activo na sociedade. Não quero com isto dizer que o homem deve ser relegado para segundo plano, de todo. É preciso não esquecer as lições do passado e tudo nos mostra que é no equilíbrio do masculino com o feminino que conseguimos a evolução perfeita, harmoniosa. Mas agora, neste momento, a mulher precisa de se impor, erguer e determinar.

Esta semana que passou descobri que os meus antepassados, nas suas ligações matrimoniais, passaram o nome da família erradamente, ou supostamente de forma errada de acordo com as normas da sociedade. E isto tem tudo a ver com a Rainha de Espadas que, no tarot de Crowley, é representada por uma mulher madura com a cabeça de um homem barbudo na mão esquerda. É o fim das ideologias religiosas, políticas, sociais instaladas há anos e que não fazem mais sentido.

É momento de questionar a nossa maneira de pensar sobre a realidade, momento de mudar de perspectiva e ver o mundo através de outros olhos, resgatando a nossa espontaneidade. Revoltarmo-nos em todo o lugar onde prevaleçam ideais machistas, trogloditas, caducos e, principalmente, dogmáticos. É tempo de mudar.

Como sempre, o caminho começa em nós. Mudemos a nossa forma de pensar e, por conseguinte, mudaremos a nossa forma de actuar.

Na segunda hora de Júpiter do dia Lua e de São Pelágio, S. Demétrio de Salónica, S. Sira e S. Tais

domingo, outubro 07, 2012

A Torre e o Pajem de Espadas

A semana que terminou esteve a ser influenciada pela energia da Torre. Espero que o raio divino não tenha sido muito severo, por estas bandas as coisas correram de forma fluída e não houve grandes catástrofes.

Contudo, o registo de hoje serve para reflectir sobre um insólito desta semana. Nunca tal me havia acontecido, durante 4 dias consecutivos a energia do dia foi o Pajem de Espadas. Quando na 4.ª feira saiu, meditei e avancei. Na 5.ª a mesma coisa, mas até aí nada de estranho, é comum acontecer sair dois dias seguidos a mesma carta. Na 6.ª outra vez e aí registei o insólito, mas foi só mesmo quando no sábado me voltou a sair o Pajem de Espadas que parei e pensei: «Isto não é normal!»

Ora pois então vamos lá ver o que nos diz este Pajem na semana da Torre.
Go your own road by ~alltelleringet

O naipe de Espadas está relacionado com o Ar, portanto a nossa expressão. Sendo o Pajem a primeira figura da corte representa o aspecto mais denso, a Terra. Desta forma o Pajem de Espadas relaciona-se com projectos concretos, ideias relacionadas com a subsistência e a forma como lhe estamos a dar ou não atenção, construindo bases sólidas.

Mas o que nos terá querido ele dizer nesta semana com a Torre? Estaremos a materializar os nossos projectos da forma mais correcta? Ou terão precisamente os nossos planos esta semana relacionados com isso ido por água abaixo? Conseguimos abrir caminho para os realizar apesar das dificuldades impostas pela Torre?

Para se realizar seja o que for é necessário haver emoção, é ela que nos leva a agir, que nos impulsiona à acção. Mas a este pajem de Espadas falta-lhe esses elementos, a água e o fogo, para que consiga ser criativo. Seremos apenas formiguinhas trabalhadoras, cumpridoras de ordens e cheias de medo de perder o que temos? Ou estaremos dispostos a mudar e avançar para a plena expressão criativa do nosso Ser? Que papel queremos desempenhar na história da nossa Vida?

Este Pajem fez das suas, sem dúvida, mostrou-nos aspectos do nosso ser que precisam urgentemente de ser transmutados. Revelou-nos as armas que temos de erguer para resgatar o nosso verdadeiro projecto de Vida. Espero que para vós tenha sido também assim, que a Torre vos tenha mostrado o que não faz sentido, eliminando os obstáculos desnecessários, limpando o Templo Interior e preparando para a grande Morte que aí vem. Recebamo-la de braços abertos e façamos uma dança de limpeza, de transmutação.

A todos uma boa semana.

Na primeira hora de Lua do dia de Sol, Nossa Senhora do Rosário, São Baco
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