sexta-feira, agosto 15, 2014

O ciclo de Saturno (parte II)

O Ciclo de Saturno (parte I)

O Saturno na nossa vida quando tem trânsitos podemos associar ao: pára, escuta e olha. Porque onde está Saturno somos obrigados a parar, pois cria problemas e obstáculos, frio, dificuldade, limite e contusão, como não anda paramos, temos de nos interrogar, tentar perceber, olhar, ver o que se passa. Está sempre a passar numa qualquer área do nosso tema. Há sempre uma qualquer área da nossa vida que está a requerer atenção.

Pela positiva requer estrutura, organização. Uma coisa é ser contido, outra coisa é ser inibido, uma coisa é ser desconfiado e outra preconceituoso.
Saturno pela negativa transforma medos em virtudes. Nas nossas vidas precisamos de perceber quando é uma virtude ou se é o medo que estamos a transformar em virtude.


A área de vida onde temos Saturno indica-nos que podemos contar com dificuldades e muito tempo para resolver alguma coisa e contar com o que devemos resolver primeiro antes do nosso Capricórnio abrir.

A casa onde temos a cúspide cuja casa começa no Capricórnio corresponde sempre à área de vida onde só podemos atingir a realização - o cume, o máximo; depois de resolvermos o nosso Saturno, depois de ganharmos maturidade de nos pacificarmos com o nosso karma, com a cruz da nossa vida/da nossa encarnação.

Todos tivemos um passado, uma estrutura melhor ou pior e estamos cá para sermos responsabilizados. Esse Saturno vai ser por um lado o teste em que temos que resolver para chegarmos à responsabilização social, mas ao mesmo tempo ele é o limite que nos mostra os problemas psicológicos básicos.

A casa onde temos Saturno é a área de vida onde nos vamos confrontar com estas temáticas.
Consoante o signo onde Saturno está, assim é a energia que trazemos presa e onde temos que ganhar sabedoria. Onde quer que esteja tudo o que é simbolizado por Saturno nunca é resolvido antes dos 28 anos, antes do 1.º retorno, antes da 1.ª volta de Saturno, até aos 28 anos estamos a reproduzir o padrão kármico que transportamos do passado, aos 28/30 anos com o retorno de Saturno é que tomamos consciência da fita.

Enquanto não resolvermos o nosso Saturno e não nos responsabilizamos pala nossa liberdade individual na nossa vida, vai sempre haver alguém cá fora, pais, patrões, que vão personificar os nossos medos, que vão materializar o nosso limite. Enquanto as normas e os padrões sociais não forem integrados pelo sentimento, pela avaliação qualitativa do indivíduo, apenas seremos seres que reproduzem crenças e opiniões sem um verdadeiro sentido de valores individuais.

O sentido de dever e responsabilidade são para com o ser essencial que existe em cada um de nós; pela experiência da integração da sombra, que inclui os nossos medos e sistemas de defesa – estamos aptos a efectuar o processo alquímico de transmutação do chumbo em ouro.

O tempo irá consumir e devorar a velha personalidade para que o eu autentico se desprenda das teias da ilusão, do separatismo circular e dualista.

O papel de Saturno é de nos devolver à responsabilidade individual, pelas escolhas que efectuamos ao longo da existência, porém, no exercício do livre-arbítrio é necessário conhecer as limitações e as regras do sistema em que nos movemos e temos o nosso ser.

Palavras-chaves; limite, tempo, ambição, poder de concentração, medo atitudes defensivas. Aspectos negativos; rigidez, autoritarismo e cristalização.

Autor desconhecido

Na primeira hora de Saturno de um dia de Vénus e da Assunção da Nossa Senhora
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