Tenho total poder interior e equilíbrio sobre as minhas emoções. Ultrapasso todos os obstáculos e limitações da vida com firmeza.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

20.ª e última lição do Mago

O maior bem que pode fazer pelo mundo é tornar-se num mago


in O Caminho do Mago, Deepak Chopra

Na primeira hora de Saturno do dia de Lua, S. Teodoro

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domingo, 8 de Novembro de 2009

Imperar, comandar ou governar - O que escolhes esta semana?

Depois do Mago somos brindados com o Imperador, energia 4 na rota do Peregrino.
Vamos ter uma semana com muita segurança, com a nossa força de vontade dirigida para aquilo que nos apetecer mais, mas...poderemos cair na obstinação se formos contrariados.

Esta semana a nossa atenção deverá ser colocada nas questões que tenham a ver com a nossa estabilidade. Qual é a nossa ambição neste momento? Que barreiras deveremos estabelecer para nos proteger ou delimitar as nossas acções?

Este Arcano vai com certeza levar-nos para a nossa capacidade de liderar, deveremos observar se estamos a liderar a nossa vida ou a dos outros, ou pior a deixar que outros liderem a nossa vida.

Para esta semana trago-vos uma nova banda britânica, The XX, muito interessante. Enigmática nos seus sons, instrospectiva o suficiente para nos colocar no estado de reflexão para a semana, mas não depressiva. Espero que gostem. A música é Heart Skipped a Beat e Infinity!

No baralho arturiano, o Imperador é o rei Arthur, ele mesmo, o seu oráculo:

«Eu sou o pai cumpridor da Terra. Eu mantenho a guarda em cada estação. Chamo sobre os recursos do meu reino com autoridade, representando as suas qualidades com honra. Eu preservo as leis pela minha força amorosa. Eu protejo o litoral e o coração da terra com a mesma misericórdia. Mantenham cuidados os meus caminhos.»

A todos uma excelente semana!

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Reflexão da Semana com o Mago II

Nesta semana em que repetimos a energia do Mago, que terá o Alegria andado a aprender. Que façanhas nos aguardam com esta energia tão forte?

Vamos ver:


Enquanto caminhava pela estrada árida, Alegria encontrou uma cabana. À porta estava um Mago, que docemente o saudou e convidou a entrar.

Nesta cabana simples havia muitos instrumentos de alquimia, muitos tubos de ensaio e retortas. Caixas espalhadas em todos os cantos pareciam encerrar tesouros incalculáveis. Deslumbrado, Alegria enchia a vista e o coração com tanta riqueza. Aquela tradição dizia-lhe algo, ecoava no seu interior com muita força.

O Mago ausentou-se por uns minutos para preparar os aposentos para Alegria, pois este acedera ficar umas horas ali a descansar. Aproveitando estar sozinho, Alegria espreitou por onde podia espreitar e enquanto bisbilhotava tudo, o Mago surpreendeu-o.

«São instrumentos mais fáceis de manipular do que aparentemente se mostram. Aqui encontra-se uma vida de pesquisa, estudo e trabalho. Há algo que querias para ti?»

Envergonhado, sente-se feliz por estar na presença de alguém respeitoso e que conseguiu compreender que a sua atitude era mais de uma curiosidade infantil do que bisbilhotice. Mas com o efeito surpresa acaba por abanar a cabeça negativamente.

«Pois então, serei eu próprio que escolherei o que te oferecer, pois para mim é uma alegria estar acompanhado. Nesta bolsa encontrarás o primeiro ouro que consegui transformar. Pela oferta verás a minha felicidade por estares aqui.»

Meio sem jeito, Alegria estende a mão e aceita a bolsa, não queria ser desrespeitoso, mas também não queria aquele ouro, não lhe faria falta.

Bebeu um pouco de vinho e comeu um pedaço de pão na companhia agradável do Mago. Conversaram imenso e Alegria sentia a sua alma a enriquecer com aquelas histórias do Mago. O que ele já tinha vivido! No meio da conversa acabou por adormecer de cansaço, quando acordou era já manhã do dia seguinte.

Grata e humildemente agradeceu a sua hospitalidade, mas tinha de seguir. O Mago compreendeu e ofereceu-lhe ainda um cavalo que tinha, já era velho, mas iria ajudá-lo com certeza a chegar mais rápido e recuperar o tempo que ali estivera. Alegria, mais uma vez, percebeu que não poderia recusar.

Montado no cavalo, verdadeiramente velho, tão velho que lhe custava estar sentado sobre ele, lá segue viagem.

Como vem sendo habitual, enquanto caminha em silêncio, Alegria cai compreendendo melhor as etapas pelas quais vai passando e desta vez compreendeu que aquela bolsa que ele aceitara apenas para não desfazer a amabilidade do seu anfitrião, serviria para ajudar muitas pessoas que se atravessassem no seu caminho em busca de ajuda. Nesse mesmo momento se arrependeu por já antes ter recusado muitas ofertas por lhe serem desnecessárias. Compreende agora que tudo o que nos é oferecido deve ser aceite com o mesmo amor com que é dado e se a nós for inútil, outras pessoas na nossa vida poderão precisar.

Com o Mago compreendeu a transformação da vida e a forma como a energia se deve manter a circular. Assim será também no seu corpo, toda a energia que entra sai e volta a entrar constantemente, como o Ar que respira.

Seguro de si e do caminho em frente, segue viagem.
Na terceira hora de Vénus do dia de Sol, S. Severiano, Quatro Santos Coroados

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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 12.º Trabalho



Os 12 Trabalhos de Hércules


é um trabalho conjunto elaborado


por







Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas


Mitologia, Astrologia e Tarot



12.º Trabalho

“A captura do gado vermelho de Gerião”

A transcendência da animalidade, a salvação



Mitologia



O Mestre chamou Hércules e disse-lhe: “Tu agora estás diante do último Trabalho. É o que falta para que o ciclo seja completo, e liberação conquistada. Vai até aquele lugar sombrio chamado Eritéia, onde a Grande Ilusão está entronizada; onde Gerião, o monstro de três cabeças, três corpos e seis mãos, é rei e senhor. À margem da lei ele mantém um rebanho de gado vermelho escuro. De Eritéia deves trazer até a nossa Sagrada Cidade, este rebanho. Cuido com Euritião, o pastor, e seu cão de duas cabeças Ortus.” E depois de uma pausa continuou: “Mais um aviso posso dar. Invoca a ajuda de Hélio.”

Hércules partiu e no templo, fez oferendas a Hélio, o deus do fogo e do sol. Por sete dias Hércules meditou, e depois mereceu dele um favor. Um cálice dourado caiu no chão aos seus pés. Ele sentiu no seu íntimo que esse objecto brilhante o capacitaria a cruzar os mares para alcançar o país de Eritéia. E assim foi. Sob a segura protecção do cálice dourado, ele velejou pelos mares agitados até chegar a Eritéia.
Numa praia naquele país distante, Hércules desembarcou. Não muito longe dali ele chegou a um pasto onde o gado vermelho escuro pastava. Era guardado pelo pastor Euritião e o cão de duas cabeças, Ortus.
Quando Hércules se aproximou, o cão lançou-se como uma flecha para ele, rosnando ferozmente, tentando alcançá-lo. Com um golpe decisivo Hércules derrubou o monstro. Então, Euritião amedrontado pelo bravo guerreiro que estava diante dele, suplicou que a sua vida fosse poupada. Hércules concedeu-lhe o pedido. Conduzindo o gado vermelho-sangue adiante dele, Hércules voltou a sua face para a Cidade Sagrada. Ainda não estava muito longe daquelas pastagens quando percebeu que o monstro Gerião vinha em louca perseguição. Logo Gerião e Hércules estavam face-a-face. Exalando fogo e chamas de todas as três cabeças simultaneamente, o monstro avançou sobre ele. Esticando bem o seu arco, Hércules lançou uma flecha que parecia queimar o ar e que atingiu o monstro no seu flanco. Tamanho foi o ímpeto com que fora lançada, que todos os três corpos de Gerião foram perfurados. Com um guincho desesperado, o monstro oscilou, depois caiu, para nunca mais se levantar.

Hércules conduziu, então o lustroso gado para a Cidade Sagrada. Difícil foi a tarefa. Volta e meia alguns bois se desgarravam e Hércules deixava o rebanho para procurar aquelas cabeças que se perdiam. Através dos Alpes ele conduziu o seu rebanho até Halia. Onde quer que o mal tivesse triunfado, ele golpeava as forças do mal com golpes mortais, e corrigia a balança em favor da justiça. Quando Eryx, o lutador, o desafiou, Hércules o derrubou tão vigorosamente que ele permaneceu caído.

Novamente quando o gigante Alcioneu lançou sobre Hércules, uma rocha que pesava uma tonelada, este último a deteve com a sua clava e a mandou de volta, matando o seu agressor.

Às vezes ele perdia o seu rumo, mas sempre se voltava, refazia os seus passos, e prosseguia. Embora exausto por este cansativo trabalho, Hércules por fim voltou. Quando chegou, o Mestre que o esperava, disse-lhe: “A jóia da imortalidade pertence-te. Por estes doze Trabalhos tu superaste o humano e te revestiste do divino. De volta ao lar viestes, para não mais partires. No firmamento estrelado o teu nome será inscrito, um símbolo para os batalhadores filhos dos homens, de seu imortal destino. Os trabalhos humanos estão encerrados, tua tarefa Cósmica começa”.



Astrologia


Em Peixes/Virgem, Hércules termina um grande ciclo de realizações que marcam a sua libertação das formas terrestres e da maioria dos apegos que prendem os homens à roda de reencarnações.
É aqui que o homem crítico e rígido do passado aprende a ter fé.

Hércules tem que conduzir o rebanho de gado vermelho-sangue (representa a quinta raça) para fora das terras da ilusão até à Cidade Sagrada. Para desempenhar a sua tarefa, é advertido de que deverá invocar Hélio – Deus do sol, senhor da luz e da consciência, que só se consegue encontrar nos planos interiores do ser.

Aqui ficamos a saber, que a união da consciência cósmica com a terrestre, e o apelo a esse deus interior que existe dentro de todos nós, é imprescindível para enfrentar tarefas que exigem um esforço maior. Hércules medita em consciência, na sua essência repleta de luz, que significa a busca de Peixes, ser que vem ao mundo para compreender a própria essência e para se revelar como fé.

Como resultado da sua meditação, recebe o Santo Graal – cálice dourado – depósito de toda a sabedoria.

É com a frieza de Virgem que Hércules consegue enfrentar Gerião, mas esta frieza levada ao extremo pode revelar-se em tirania, daí que o bom senso demonstra bem o signo de Peixes em equilíbrio. O lutador com que Hércules se debate, mostra a raiva contida de peixes e falta de firmeza na sua própria colocação e acção no mundo; e o ter que abandonar momentaneamente o rebanho para ir apanhar algum boi desgarrado, demonstra também a dificuldade que o signo de peixes sente com os imprevistos.

Quando chega à cidade sagrada e ouve “A jóia da imortalidade pertence-te. Por estes doze Trabalhos tu superaste o humano e te revestiste do divino. De volta ao lar viestes, para não mais partires. No firmamento estrelado o teu nome será inscrito, um símbolo para os batalhadores filhos dos homens, de seu imortal destino. Os trabalhos humanos estão encerrados, tua tarefa Cósmica começa”, aprende finalmente que necessitava de ter coragem e fé para ver tudo o que viu, e que estes valores são o seu legado para os seus irmãos. E para o conseguir, o homem tem que tirar o seu Cristo da cruz e caminhar ao seu lado.



Tarot

Depois de tantas tarefas, depois de passar por provas incontornáveis, difíceis e algumas falhas, o herói está pronto para o auto-sacrifício. O Dependurado chegou, é o momento em que o herói tem de assumir que os seus pés estão no Céu e as suas mãos na Terra. É o momento em que compreende que a sua missão sempre foi a de regressar à Casa do Pai, mas que afinal ele sempre lá esteve, e que por isso passou por tudo o que passou. Grato pelas lições de vida ele mostra como está diferente, como conseguiu adquirir as qualidades que lhe faltavam desde a primeira tarefa, em que ingenuamente colocou a vida do seu amigo em perigo.

O Dependurado é o reinício de uma fase na vida do herói. As tarefas não terminaram por aqui, agora na escalada da Árvore da Vida ele terá novas provas a superar, mas nestas aprendeu que apenas com a inversão das polaridades, trilhando um caminho equilibrado, buscando a perfeita harmonia das coisas, ele poderá chegar ao seu destino. Compreende agora que não há ilusões, apenas mudanças da realidade, não há adversários, apenas coadjuvantes, não há princípio nem fim, apenas uma eterna dança cósmica.

Com todo este conhecimento, o herói avança na Vida como o Louco, seguindo em frente, voltando atrás, parando e reflectindo, dançando e rindo, mas tudo isso feito com muita consciência, pois agora ele sabe que nunca esteve só, nunca falhou ou passou, nunca perdeu ou ganhou, apenas viveu.

«O Dependurado sacrifica-se pois sabe que isso não existe. Ele inverte a ordem da vida e age com as raízes no Divino e a mente na Terra. Agora ele nem precisa de se mexer para poder actuar. O Louco ganha forma.»

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Quando for grande quero um assim

Que sentem ao ver este altar?

Na primeira hora de Sol do dia de Júpiter, S. Zacarias, S. Isabel, S. Barnabé

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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 11.º Trabalho




Os 12 Trabalhos de Hércules


é um trabalho conjunto elaborado

por







Para a jornada da alma


Escolhemos abordar os seguintes temas


Mitologia, Astrologia e Tarot



11º Trabalho

“A limpeza dos estábulos de Augias”

O serviço de limpeza e purificação, com uso da água, preparando o encerramento do ciclo


Mitologia


O Mestre chamou Hércules e disse: “Onze vezes a roda girou e agora estás diante de outro Trabalho. Por muito tempo perseguiste a luz que tremeluzia, primeiro de maneira incerta, depois aumentando até tornar-se um firme farol, e agora brilha para ti como um sol brilhante. Agora volta tuas costas para o brilho, inverte os teus passos; volta para aqueles para quem a luz é apenas um ponto de transição e ajuda-os a fazê-la crescer. Dirige teus passos para Augias, cujo reino deve ser limpo do antigo mal.”

E Hércules saiu à procura de Augias, o rei. Quando ele se aproximou do reino onde Augias governava, um terrível mau cheiro fê-lo quase desmaiar. Durante anos, ele ficou sabendo, o Rei Augias jamais fizera limpar o excremento que o seu gado deixava nos estábulos reais. Então os pastos estavam tão adubados que nenhuma colheita crescia. Em consequência, a pestilência varria o país, devastando vidas humanas.
Hércules dirigiu-se para o palácio e procurou pelo próprio Augias.
Informado de que Hércules vinha limpar os fétidos estábulos, Augias confessou a sua dúvida e descrença dizendo: “Dizeis que farás esta imensa tarefa sem recompensa? Não confio naqueles que anunciam tais bazófias. Hás-de ter algum plano astucioso que arquitectaste, oh Hércules, para me roubar o trono. Jamais ouvi de homens que procuram servir ao mundo sem recompensa. Nunca ouvi. A esta altura, contudo, eu de bom grado acolheria qualquer tolo que procurasse ajudar. Mas deve ser feito um trato, para que não zombem de mim como sendo um rei bobo. Se tu, em um único dia, fizeres o que prometeste, um décimo de todo o meu rebanho será teu; mas se fracassares, tua vida e teus bens estarão em minhas mãos. Não penso que possas cumprir tuas bazófias, mas podes tentar”
Hércules então deixou o rei. Ele vagou pela pestilenta área, e viu uma carroça passar empilhada com cadáveres, as vítimas da pestilência. Dois rios, ele observou, o Alfeu e o Peneu, fluíam mansamente pela vizinhança. Sentado à beira de um deles, a resposta a este problema veio-lhe à mente como um relâmpago. Com determinação e força ele trabalhou. Com enorme esforço ele conseguiu desviar ambas as correntes dos cursos seguidos por séculos. Ele fez com que o Alfeu e o Peneu derivassem as suas águas através dos estábulos e aceleradas limparam a imundície por tanto tempo acumulada. O reino foi limpo de toda a sua fétida treva. Num único dia foi cumprida a tarefa impossível.
Quando Hércules, bastante satisfeito com o resultado, voltou a Augias, este último franziu a testa e disse: “Conseguiste êxito com um truque”, berrou de raiva o Rei Augias. “Os rios fizeram o trabalho, não tu. Foi uma manobra para me tirar meu gado, uma conspiração contra o meu trono. Não terás uma recompensa. Vais, sai daqui ou mandarei decapitar a tua cabeça!”
O enraivecido rei assim baniu Hércules, e proibiu-o de voltar ao seu reino, sob pena de morte imediata.
Hércules cumpriu a tarefa que lhe fora dada e voltou ao Mestre, que disse: “Tu tornaste-te um servidor mundial. Avançaste ao recuares; vieste à Casa da Luz por um outro caminho, gastaste a tua luz para que a luz dos outros pudesse brilhar. A jóia que o décimo primeiro Trabalho dá é tua para sempre”. Hércules sendo o iniciado, deveria fazer três coisas, que podem ser resumidas como as características principais de todos os verdadeiros iniciados. Se não estiverem presentes em alguma medida, o homem não é um iniciado. A primeira é o serviço impessoal, que não é o serviço que prestamos porque nos dizem que o serviço é um caminho de libertação, mas o serviço prestado porque a nossa já não é mais centrada em nós mesmos. Não estamos mais interessados em nós mesmos e sim na nossa consciência, que sendo universal nada há a fazer, senão assimilar os problemas dos nossos semelhantes e ajudá-los. Para o verdadeiro iniciado, isso não representa esforço. A segunda é o trabalho grupal que é permanecer sozinho espiritualmente na manipulação dos assuntos pessoais, esquecendo completamente de si mesmo no bem-estar do particular segmento da humanidade ao qual está associado. A terceira é o auto-sacrifício que significa tornar o ego sagrado. Isto lida com o ego do grupo e o ego do individúo; esse é o trabalho do iniciado.

Astrologia


Em Augias, o trabalho é feito pelo eixo Aquário/Leão, em que com a sua lâmpada acesa (Leão) através do serviço altruísta e alinhamento com os níveis superiores de consciência (Aquario), que Hércules deve levar a luz aos outros, pois é a partir do momento em que a luz se acende na consciência que o Homem deixa de ter possibilidade de voltar às trevas do mundo.

É aqui que Hércules deixa de prestar atenção a si mesmo (Aquário), indo ao encontro dos que ainda não acenderam a sua própria luz.

Quando Hércules se dirige ao reino de Áugias, simbolizado pelo Leão e a propriedade, o domínio, o poder e a arrogância demonstrado pelo Rei, sente o cheiro, acumulado de tempos imemoriais, desse mesmo preconceito. Sem se sentir intimidado por estar a prestar um serviço à humanidade apesar do desprezo do rei e o seu descrédito naqueles que prestam serviço desinteressado, Hércules levou a cabo a sua tarefa e acaba por se retirar em silêncio após as palavras de medo de perda de poder do próprio rei.
Mas Hércules já sabe que as únicas contas a prestar são a Deus. E que usando a sua intuição e a sua própria luz (Leão em equilíbrio), trazendo luz àqueles que não a viam, são um presente de Aquário para as forças retrógradas e provisórias que representa este rei no seu reino.

Tarot

A elevação está concluída, agora o herói dedica o seu tempo a ajudar os outros, mesmo quando deles não recebe o agradecimento necessário. A sua Força foi alcançada definitivamente. Nas outras tarefas em que o herói enfrentou a Força, nem sempre havia conseguido dominar os seus impulsos e aprender a lição, mas agora Hércules comanda o seu Leão interior e, por isso mesmo, não precisa da aprovação exterior, nem se sente injustiçado, avança, cumpre a sua tarefa e basta-lhe ter sido útil.

O Arcano XI foi alcançado, a sua energia está integrada e agora o herói pode avançar e tornar-se na Estrela. A Estrela muitas vezes pode simplesmente estar lá para nós, ajudando e direccionado o nosso Carro, mas numa elevação como a que o herói alcançou, a Estrela é ele mesmo.

Quando Hércules compreendeu que usando a água dos dois rios conseguiria realizar a tarefa com facilidade ele acedeu a este Arquétipo, pois a Estrela, com um pé no chão e outro na água, consegue manter a fonte de Luz a jorrar constantemente sobre os lugares onde houver obscuridade. Enquanto que a Temperança ainda realiza apenas uma energia de transmutação interior e pessoal, é o Alquimista no Laboratório pessoal, a Estrela é o Alquimista Universal por excelência. Ela dá Luz e transmuta o podre em fértil.

«A Força aplicada à transmutação, liberta o herói para a entrega plena. A Estrela brilha de dentro para fora, numa liberdade total.»

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terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Orações

O Sol já entrou em Escorpião há alguns dias, mas como a lua está agora cheia podemos aproveitar esta oportunidade para fortalecer a nossa Vontade e Reflexão com os anjos de Escorpião.

A Oração já foi partilhada aqui, podem lá ir lê-la e fazer os vossos pedidos.
Contudo, hoje o que me interessa é partilhar algo mais convosco, algo que chegou até mim e que julgo muito importante e de grande utilidade. Vamos lá.
Quando oramos estamos a tentar ligar-nos ao Divino e com ele ter um diálogo, fazendo pedidos ou agradecimentos. Todavia, a maior parte das vezes em que nos dirigimos a Ele em oração é para pedir algo. Não há nada de mal nisso, mas será que estamos a fazê-lo de forma correcta?

Quando vamos meditar entramos em estado de sintonia, quando vamos cantar preparamo-nos, ou mesmo dançar, para todos os rituais da nossa vida temos um momento de preparação. Então e quando vamos orar, fazemos alguma preparação prévia? Por mim falo, não!

Quando oro, simplesmente me deixo ir e faço os meus pedidos. Mas e se vos dissesse que é importante lmparmo-nos das nossas preocupações antes de orar? Para mim isto foi um acordar, nunca tinha pensado nisso desta forma, mas acho que faz todo o sentido.

As preocupações que muitas vezes nos levam a fazer orações, são uma energia, uma carga energética que está presente em nós e nos nossos pensamentos. Ora quando entramos em ligação com o Divino que carga lhe estamos a enviar? Pois! Exactamente uma carga de dor, de preocupação ou até desespero e isso influência o pedido, pois é com essa carga que ele chegará à fonte.

No momento em que descobri isto, pensei na frustração que muitos jovens da minha geração sentem em relação à Religião e o porquê dessa sensação. As suas experiências são as das rezas das mães, rezas essas que são feitas em grande preocupação e que falham muitas vezes as suas intenções. Ao ver as suas preces frustradas, os jovens acabaram por sentir que a Religião não servia para nada e deixaram de acreditar nas orações. deixaram mesmo de ter fé.

A partir de hoje, antes de orarmos limpemos a nossa mente e o nosso coração de preocupações e deixemo-los apenas preenchidos de Amor. Façamos os nossos pedidos assim, em Alegria e Amor, para podermos ter a certeza de que eles serão enviados e devolvidos com a mesma carga energética.

Isto aplica-se muitas vezes às orações que fazemos pelos outros, as rezinhas e novenas das mães e avós, pois a nossa preocupação está a ser enviada para cima da mesma pessoa que queremos ajudar, acabando por a prejudicar ao invés de ajudar. Se nos limparmos e apenas orarmos em Amor, nada disso acontece, e com certeza que ajudaremos muito mais e muito melhor.

Vamos tentar?

Na primeira hora de Sol do dia de Marte, S. Malaquias, S. Clemente, S. Ida, S. Silvia, S. Humberto

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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 10.º Trabalho




Os 12 Trabalhos de Hércules


é um trabalho conjunto elaborado

por








Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas



Mitologia, Astrologia e Tarot



10º Trabalho


“A morte de Cérbero”


A elevação da personalidade – terceira iniciação




Mitologia


O Mestre disse a Hércules: “Enfrentaste com êxito mil perigos. Hércules, e muitas consquistas foram feitas. A sabedoria e a força pertencem-te. Farás uso delas para salvar alguém em angústia, uma presa de imenso e infindável sofrimento?” e tocando gentimente a fronte de Hércules, diante de seu olho interno, surgiu uma visão. Um homem jazia sobre uam rocha e gemia como se seu coração fosse partir-se. Suas mãos e pés estavam acorrentados; as fortes correntes que o prendiam estavam ligadas a anéis de ferro. Um abutre, feroz e audacioso, mantinha-se bicando o fígado da vítima; em consequência, uma corrente de sangue jorrava do seu flanco. O homem elevava suas mãos acorrentadas e clamava por socorro; mas suas palavras ecoavam em vão na desolação e eram engolidas pelo vento. A visão desapareceu e o Mestre falou: “Aquele que viste acorrentado chama-se Prometeu. Ele sofre assim há muito tempo, e contudo, sendo imortal não pode morrer. Do céu ele roubou o fogo; por isso foi punido. O lugar de sua morada é conhecido por Inferno, o reino de Hades. Pede-se que seja o salvador de Prometeu, Hércules. Desce às profundezas e liberta-o do sofrimento.”

Hércules iniciou a sua viagem descendo sempre através das ligações dos mundos da forma. A atmosfera tornava-se cada vez mais pesada, e a escuridão crescia. Contudo, a sua vontade era firme. Essa descida longa demorou muito tempo e sozinho, mas não absolutamente só, ele vagueava, e quando ele procurou no seu íntimo ouviu a voz prateada da deusa da Sabedoria, Athena, e as palavras encorajadas de Hermes. Por fim, dele chegou a um rio escuro e envenenado que as almas dos mortos tinam que cruzar. Uma moeda tinha de ser dada a Caronte, o barqueiro, para que ele as levasse para o outro lado.
O visitante da terra assustou Caronte que levou Hércules ao outro lado, sem lembra-se de cobrar-lhe, Hércules penetrou o Hades, uma nevoenta e escura região onde as sombras, ou melhor, as conchas dos que haviam partido esvoaçavam. Quando Hércules percebeu a Medusa, com o seu cabelo encaracolado com serpentes sibilantes, ele tomou a espada e tentou atingi-la, mas não bateu senão no ar vazio. Ele seguiu por caminhos labirínticos até chegar à corte do rei que governava o mundo subterrâneo, Hades. Este, inflexível, severo e com semblante ameaçador, sentava-se em seu negro trono quando Hércules se aproximou. “Que procuras, um mortal vivo, em meus reinos?” Interpelou-o Hades.

Hércules disse, “Procuro libertar Prometeu”.

“O caminho está guardado pelo cão Cérbero, um cão com três grandes cabeças, cada uma com serpentes enroladas em torno”, replicou Hades. “Se puderes derrotá-lo com tuas mãos vazias, um feito que ninguém jamais realizou, poderá libertar o sofredor Prometeu”.

Satisfeito com a resposta, Hércules prosseguiu até deparar-se com o cão de três cabeças e ouviu o seu feroz latido. Ameaçador, avançou para Hércules que agarrou a primeira cabeça e a manteve presa em seus braços enquanto o monstro se debatia. Finalmente a sua força cedeu e Hércules seguiu até encontrar Prometeu numa laje de pedra, em dores atrozes. Hércules partiu as correntes e libertou o sofredor.




Astrologia


Este trabalho está associado ao signo de Capricórnio/Caranguejo, que é um dos mais difíceis para se escrever e é o mais misterioso de todos os doze. Há dois portões de importância dominante: Caranguejo, no que erroneamente chamamos a vida, e Capricórnio, o portão para o reino espiritual. Capricórnio, o portão através do qual nós finalmente passamos quando não mais nos identificamos com o lado forma da existência, mas nos tornamos identificados com o espírito. É isto que significa ser iniciado.

Um iniciado é uma pessoa que não põe mais a sua consciência na sua mente, ou desejos, ou corpo físico. Ele pode usá-los, se quiser; e fá-lo para ajudar toda a humanidade, mas não é neles que focaliza a sua consciência. Ele está focalizado no que chamamos a alma, que é aquele aspecto de nós mesmos que está livre da forma. É na consciência da alma que finalmente funcionamos em Capricórnio, conhecendo-nos como iniciados e entramos nos dois grandes signos universais de serviço à humanidade.

É em Capricórnio, o adulto que existe em nós que Hércules desce às profundezas do inferno, munido da compaixão de Caranguejo, para conseguir resgatar Prometeu.
O caminho da alma é exactamente o mesmo, é com profundo amor (Caranguejo) que necessitamos de descer às profundezas dos nossos infernos interiores, amá-los e resgatar em nós a nossa sombra, para podermos depois, escalar a montanha, que caracteriza Capricórnio, com o mesmo determinismo e firmeza com que descemos ao inferno.
Após cumprir a sua tarefa, o héroi regressa ao reino dos vivos e ali reencontra a sua alma e é-lhe mostrado que aquele foi o seu primeiro serviço em prol de um mundo melhor.
Enquanto nos pássaros de Estínfalo, Hércules ainda tinha mergulhado nos pântanos do inferno pessoal, é em Cérbero que o mergulho se dá no inferno colectivo.
Este crescimento na capacidade de prestar serviço é a realização da alma. Não se pode aprender por ‘ouvir dizer’, mas sim através da realização e vivendo as circunstâncias.


Tarot

Depois de ter compreendido a lição do Eremita, o herói avança para a Roda da Fortuna. Este Arcano encerra em si a aprendizagem de conseguirmos estar em sintonia com o Universo e aproveitar os momentos para elevação.


Nesta tarefa Hércules consegue no seu próprio ritmo avançar cada etapa da descida ao Inferno e consegue compreender o momento e o tempo que deve despender em cada uma delas.
É uma tarefa aparentemente fácil pois muito já foi trilhado. Com as aprendizagens anteriores alcançadas, o herói agora dedica o seu tempo a ajudar efectivamente os outros. A Roda gira muitas vezes e em cada volta o iniciado deve estar atento para poder compreender os momentos que lhe são dados. Quando assim não acontece temos de esperar por uma nova oportunidade, que virá, mas nós nunca sabemos quando.

O herói ao conseguir estar permanentemente atento, em sintonia com o seu interior e com o exterior, vê antecipadamente as oportunidades que lhe são postas à frente e assim torna-se na Energia viva do Universo.

O arcano XXI - O Mundo é a energia da abertura dos portais, é a tomada de consciência final do iniciado, é a sua elevação total. Quando conseguimos estar neste estado podemos avançar para a entrega total de ajudar os outros, pois já nos conhecemos e dominamos, só assim se revelam as verdadeiras missões.

«A Roda gira vezes sem conta. Se o herói está atento, a Porta abra-se e o Mundo é revelado!»

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Lugares onde me inspiro

Reflectindo com(o) Pessoa

A Lei

Existe apenas uma lei que tento nunca esquecer, aquela que rege todos os meus actos de magia, e entenda-se por actos de magia tudo o que faço nesta vida. Esta lei é a do Retorno, pois todos os actos de magia geram energia, cujo o efeito retorna sempre à origem em triplicado. Que eu nunca me esqueça disso!

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