sábado, fevereiro 24, 2018

curador, cura-te a ti próprio II

um dos ensinamentos principais transmitidos pela E.P.R.T.C. durante a formação de terapeuta de Reiki foi que nós não curamos ninguém. sim, eu não tenho poder sobre ninguém a não ser sobre mim própria. portanto, a única pessoa que podemos efetivamente curar é a nós próprios. daí a máxima: «curador, cura-te a ti próprio» ser tão fundamental.

desta feita, sei que os clientes que me surgem não são ao acaso e servem de meu espelho. e nisso (noutras coisas também, mas hoje para dar ênfase ao ponto de vista que quero transmitir faz mais jeito que seja só nisto) o Universo é de facto perfeito. quando nos permitimos fluir com o fluxo natural da vida, a magia acontece.

andava há umas semanas a perceber que o stress estava a manifestar-se e que tinha de fazer algumas práticas mais direcionadas para os princípios do Reiki, nomeadamente utilizar o Reiki das preocupações, zangas e críticas, quando me surge um novo cliente.

e ora nem mais, já adivinharam qual a queixa principal do cliente: stress.


sinto-me tão grata pela oportunidade de crescimento, de aprendizagem. sinto-me maravilhada com a magia do Uno. sinto-me viva e em paz. e é tão bom, mas tão bom quando isso acontece, que não tenho escolha possível a não ser: tratar desta gestão do stress.

o stress é um mecanismo natural do nosso corpo, que nos ajuda a sobreviver. é um mecanismo de defesa muito ágil. é uma resposta instintiva perante um perigo. isto é um facto. o cérebro está treinado a avaliar num ápice a gravidade do perigo e dependendo da sua avaliação a resposta será fugir-ou-ficar. vejo um leão, imediatamente o cérebro analisa em que contexto este perigo se encontra. afinal vi um leão mas está preso pelas grades do zoo, logo a reação é minimizada e posso ficar a observá-lo. o cérebro liberta também um químico que restabelece a sensação de bem-estar e nos devolve ao estado zen.
ou o leão está do lado de fora das grades e eu corro perigo de vida. e aí a resposta é de fuga. são avaliados os circuitos neurológicos que armazenam a informação sobre como agir nesta situação e a resposta a dar. encontrado o circuito o cérebro age de acordo com a informação anterior. e é aqui que a coisa começa a complicar. primeiro, nem sempre a situação é a mesma, mas por se assemelhar e ser a mais próxima, é essa a escolhida. segundo, o circuito é refortalecido e na próxima situação será também com muita probabilidade o que será usado para encontrar a informação de como agir. e terceiro, percebemos que o stress é cumulativo. e aos poucos não estamos a reagir de acordo com o que de facto está a acontecer mas de acordo com todas as nossas experiências anteriores e todos os circuito neurológicos que já formámos anteriormente. (e o mais provável é que tenham sido formados até aos 3 anos de vida)

portanto, o stress, como tantas outras coisas (senão todas mesmo) são uma ilusão. uma criação. um enredo que nos mantém aprisionados em circuitos eltrónicos cerebrais. numa teia. e acaba por gerar ansiedade e estados de fuga do agora. impedem-nos de estar em pleno no momento. em pleno a viver a vida, aqui e agora. a viver o que de facto há de real e verdadeiro, se de facto isso houvesse.

então, o que TE provoca stress? qual é a área da tua vida que te pede para estar mais focado? qual a área que te preOCUPA?

sem dúvida que o ponto fulcral para mim é o trabalho. é a sensação de que estou a remar contra a maré. que apesar de querer o mesmo que todos os outros elementos, bons resultados e sucesso, ninguém se parece entender e, na maior parte das vezes, estamos a lutar uns contra os outros. é ter de assumir papéis que são contraditórios àquilo que acredito, mas que por falta de experiência na matéria acabo por cair no seguro e antigo, que provou mostrar resultados, mesmo se não são os melhores a longo-prazo.

e facilmente começo a perceber que há falta de humildade na minha postura. que entro no meu local de trabalho cheia de mim própria e com pouco espaço para os outros. que gosto de orientar acreditando que sei o caminho, esquecendo-me que apenas sei orientar e que o caminho é único para cada um. esqueço-me de não julgar e de não me separar do todo que também são esses que identifico como outros. e acima de tudo, percebo que tenho uma dicotomia entre o que sinto e o que faço.
e tudo isto, em cada dia que passa a ser vivido, vai criando uma mancha de stress, de ansiedade, de pressão ou depressão. e a cada dia que passamos nestes estados, maiores se tornam os circuitos e mais difícil se torna encontrar a saída.

o Reiki (entre outros) ajuda-nos a acalmar a mente e a encontrar a paz interior. através de terapias poderemos, se assim o quisermos, ir eliminando os padrões/circuitos e libertando-nos dessas cargas energéticas. o Reiki das preocupações, então, é uma ferramenta maravilhosa, através dele podemos curar os padrões anteriores e, ao mesmo tempo, reeducar-nos a compreender que não nos devemos ocupar com problemas mas sim com soluções.

e claro, a aceitação daquilo que acontece por aquilo que de facto é, ajuda-nos a não criar expectativas e desilusões, stress e ansiedade. mas isso  fica para outro dia.

obrigada por tudo

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