sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011 o ano do Dependurado

Esperava uma energia mais animada para este ano que se inicia, mas as coisas nem sempre são como desejamos. 


Foi com alguma resignação que aceitei esta energia como sendo a regente de 2011, poderia ter ido pelo mais simples e numericamente escolhido a carta do Imperador (2+1+1) ou a da Morte (2+11), mas optei por me concentrar e tirar uma carta para este ano...saiu a 12 - O Dependurado.

Assim seja! 
A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.
Confúcio

2011 parece poder vir a ser ou a continuar a ser um ano de sacrifícios. Porém, estes sacrifícios serão aceites de forma diferente, mesmo que sejam impostos, cada um de nós compreenderá melhor o motivo pelo qual o faz e aceitá-lo-á mais facilmente.
Como diz Saint-Exupéry: Sacrifício não significa nem amputação nem penitência. (...) Ele é uma oferta de nós próprios ao Ser a que recorremos.

Talvez, no meio dessa situação, venhamos a conseguir compreender os paradoxos da nossa existência, os mistérios da nossa vida e de tudo o que nos envolve. É tempo de nos readaptarmos e seguirmos rumando confiantes na nossa intuição. 

Durante este ano podemos contar com muitas provas à nossa capacidade de adaptação, e não restará solução senão o fazer. Talvez no meio desta turbilhão que se adivinha possamos reencontrar o que são as nossas prioridades e redefinirmos o caminho.

O Dependurado deixa-nos um aviso, cuidado com as conversas e contratos deste ano, haverá tendência a sermos teimosos e obstinados. É preciso pormos-nos no outro lado do espelho e analisarmos a situação sobre novas perspectivas. 

Não me parece que venha a ser um ano fácil para aqueles de nós que se mantêm firmes com as suas convicções, com as suas perspectivas e se resignam a aceitar as novidades. Para aqueles que sabem aceitar os desafios da vida, as novidades, será mais simples, mas também esses terão escolhas árduas para realizar.

Os Carneiros serão abençoados com a Estrela, poderão assim esperar um ano com muitas ajudas divinas, fazendo com que o auto-sacrifício do Dependurado seja mais fácil ainda. Sendo estes um dos signos que mais aventureiros são, as mudanças serão todas muito positivas. Porém, é preciso pensar nas metas que se auto-propõem pois estas poderão não se cumprir, deixando-os um pouco frustrados.

Para os Touros, signo que se resigna às adaptações, a energia a influenciar é o Juízo Final como que a confirmar que as mudanças são obrigatórias. Esta carta ajudará os nativos de Touro a conseguirem renovar as suas energias e crenças nas suas capacidades, é o renascer das cinzas. O lado menos bom da coisa pode ter a ver com a tendência de se auto-flagelarem, quer seja pelo que dizem ou pela sensação de responsabilidade que sentem para com alguém ou alguma situação.

Para os Gémeos, os Virgens e os Sagitários a Torre, uma destruição de formas-pensamento. A Torre irá conferir uma carga mais pesada este ano para estes nativos. Será necessária alguma capacidade de reconstrução para saírem das destruições pelas quais poderão passar. O entrave ao avanço terá muito a ver com cargas emocionais antigas que ainda não foram libertas. 

Os Caranguejos e os Leões serão abençoados com os Amantes. Prevêem-se alguns romances amorosos, novas companhias e ligações a serem feitas, talvez ajudas para aprenderem a libertar os seus amores. Ser-lhes-á exigidas muitas escolhas. Por outro lado, poderemos pensar que os sacrifícios exigidos pela energia do ano possam ter a ver com as relações que mantêm com os próximos. Serão momentos decisivos nas forma de Amar e se expressar.

Os Balanças terão como carta ajudante a Temperança. Será desta que aprenderão a agir com mais celeridade nas questões? As mudanças ocorrerão para estes nativos de forma mais calma, parece que lhe será dado o tempo necessário para analisarem todas as saídas possíveis. Ou quem sabe já terão aprendido a aceitar e esperar para ver, transmutando dentro de si as expectativas. Chamada de atenção para a necessidade que pode haver em querer agradar os outros e continuar a relegar a sua escolha, se assim for o Dependurado será mais agressivo. 

Já os Escorpiões terão um ano mais suavizado com a Lua a ajudar. Se o Dependurado nos irá ajudar a todos a aprender a ouvir a nossa intuição, serão estes nativos os mais influenciados nessa questão, pois a Lua transformá-los-á em verdadeiras antenas. É preciso, porém, cuidado para que as adaptações sejam feitas com base na realidade e não na ilusão. 

Os Capricórnios terão um ano em grande! Os sacrifícios são algo com o qual estes nativos lidam bem, aceitam-nos por compreenderem as possibilidades que isso lhes trará, pelo que este ano será como estar em casa. O Mago abençoa-os conferindo a este ano uma carga iniciática importante. Terão todas as condições para começar o tal projecto que andam a adiar há tempos por outras responsabilidades. Muito sucesso este ano para estes nativos, advertência, porém, para não deixar turvar a sua percepção com a loucura da ribalta.

Os Aquarianos terão a soprar para as mudanças, que tanto lhes agrada, a Sacerdotisa ajudando-os a rumar cada vez mais para dentro dos seus conhecimentos. As adaptações deste ano serão suavizadas por esta energia, contudo, é preciso estar atento à possibilidade de recear encontrar o seu Eu. 

Por último, recebem a Morte os nativos de Peixes. Esta carta confirma a necessidade destas pessoas mudarem durante este ano, já que irão ser "forçados" a grandes mudanças externas. É preciso não recear a novidade para que a morte iniciática aconteça.

Sejam que signo forem, contem com muitas transformações na nossa vida, social, profissional e emocionalmente falando. É um ano para evoluirmos no caminho espiritual, com confiança e sem medos, com entrega e sem reservas. 

Desejo para todos nós um coração aberto ao que a vida nos dá, um sorriso nos lábios em todos os momentos e um ombro amigo para ajudar a amparar nos momentos menos fáceis. 

Feliz 2011!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Do Isolamento À Libertação

Alegria tinha saído um bocado da sua reclusão,  decidira que devia ir espreitar o céu de Inverno que se aproximava. Subiu até uma pequena ermida que se encontrava no topo daquele monte, apercebeu-se, então, que a caverna onde habitava estava exactamente por baixo daquele lugar sagrado. 

Ao longe começou a ver a silhueta de um cavaleiro que se aproximava. Alegria ficou um pouco impaciente, mas imediatamente associou a sua saída com aquele encontro, teria de ser importante. 

«Bem-vindo Cavaleiro a esta terra onde as formas mudam e os reflexos não são sempre o que parecem. Para conseguires passar por aqui dever-te-ás perguntar: O que é real numa terra de falsas aparências?»

Na mente do Cavaleiro uma mancha negra formou-se e ele recebeu uma imagem que não foi capaz de partilhar. 

«Sou um Cavaleiro de um Reino perdido, mas, não sabendo bem porquê, sinto que nunca serei outra coisa senão cavaleiro. Sou o último dos meus irmão, nem a Morte me levou.»

Alegria segurou uma pedra e respondeu-lhe: «Eu seguro a cabeça do sacrifício e falo as palavras dos nossos ancestrais. Não vagueis buscando sem destino, mas aquieta-te e questiona porque e como andas. Avança com coragem e procura um teste merecedor da tua força. Vem, descansa comigo. Tenho uma fogueira acesa e um caldo quente. Descansa antes de seguires a tua viagem.»
Alegria acolheu o Cavaleiro na sua caverna, ofereceu-lhe comida, calor e um lugar para dormir. Não era luxuoso, mas era acolhedor. Porém, o Cavaleiro começou a agir com alguma arrogância e Alegria não gostava do que via e tinha de ouvir.

«A energia segue o pensamento. Porque te aprisionaste aqui? Não deixes que o orgulho ou o medo do que os outros pensam te mantenha aqui. É um lugar frio, inóspito para alguém viver. Há quanto tempo te auto-flagelas aqui?»

Alegria hesitou. Não queria ser mal-educado, mas aquele à-vontade excessivo deixava-o pouco confortável. Analisou-o e deixou que este continuasse a falar, dando-lhe assim oportunidade de melhor buscar as suas palavras. E eis que se lembrou:

«Disse-te há pouco para não andares a divagar e te aquietares buscando, sim, no teu interior, os como e porquê. É o que faço aqui.»

«Viver longe dos outros, daqueles que te põe à prova é fácil. Estás escondido de tudo e de todos, aqui só te tens a ti e aos teus pensamentos. Mas como a energia segue o pensamento, só vives o que crias. Deverias é viver no meio do Mundo e não fora dele.»

Alegria ficou irritado. Aquele cavaleiro estava a tirá-lo do sério. Quem se julgava ele?!?
Deitaram-se e a conversa ficou a pairar no ar. Aquelas palavras inesperadas deixaram-nos em estado de meditação.

Adormeceram assim que fecharam os olhos, a pedra era dura, mas emanavam um calor agradável.
O Mundo começou a escurecer, os barulhos de quem andava em dança no topo do monte pararam, as vozes  silenciaram-se. Alegria sonhou.
Estava no meio de um ritual na comunidade de Isis. Estavam todos alegres, dançavam e comiam, falavam os homens alto das suas conquistas mesmo neste tempo frio e as mulheres das suas aprendizagens nos templos. 
Uma das sacerdotisas aproximou-se e tocando-lhe nos cabelos revelou:

«Arranja o que está partido.Defende as tuas fronteiras. Lê os sinais do tempo. Recolhe as tuas forças para a tarefa. Não temas o mal de amanhã, mas segue o caminho um dia de cada vez.»

As suas palavras lembraram-lhe as do Cavaleiro e o seu questionamento. Porque não o calará? Estaria ele a duvidar se se devia manter ali? Oh, como estava a ser imprudente. Era óbvio que as palavras o tinham afectado pois estava na hora de seguir em frente. O isolamento estava terminado. Era momento de reencontrar uma comunidade e fazer o que mais prazer lhe dava - aprender em Amor com todos.

«Na vida há muitas batalhas, muitos obstáculos para serem transpostos. Combate comigo e verás que a jornada à tua frente se torna mais fácil. Mostrar-te-ei os teus verdadeiros motivos.» 

Estes foram os últimos pensamentos de Alegria, antes de acordar. Quando abriu os olhos deu com uma imagem pouco acolhedora. O Cavaleiro tinha a espada em riste preparado para o combater. Alegria compreendeu que a batalha que teria de travar era consigo próprio e, por isso, tocou na espada e disse:

«Podes ficar tu aqui. Chegou a minha hora de partir. Não lutarei por algo que não faz sentido. Tu precisas mais disto que eu.»

E assim partiu.Levando apenas consigo os utensílios para os ritos. 

Na segunda hora de Sol do dia de Marte, S. Ursano, Santos Inocentes

segunda-feira, dezembro 27, 2010

E passou o Natal

Meus queridos obrigada a todos pelos desejos aqui deixados e no mail também. O Natal foi um sucesso, conseguimos mudar as tradições e combater a energia de Mercúrio retrógrado. Espero que a vossa festa tenha também sido uma alegria, no seio de quem amam e com o coração a ficar repleto de calor.

Hoje tentarei colocar em dia as lições semanais que estão em atraso deste mês de Dezembro muito preenchido. A Força, O Louco, A Estrela e, nesta semana final de ano, O Mago!

Que melhor energia para o fim do ano poderíamos desejar?!? O Mago oferece-nos um número ilimitado de possibilidades, uma carga energética para começarmos ou terminarmos o que estava por concluir, uma força que vem de cima e de dentro para conseguirmos usar todas as nossas potencialidades. Sim, é assim tão bom!

Como energia sonora trago uma banda que nunca partilhei The Cave Singers com a música Dancing On Our Graves, espero que gostem e que vos dê a pica necessária para agir!

Com estas energias podemos já saber qual foi a carta oculta deste mês - A Força, que curiosamente foi a carta oculta do ano também. Atrevo-me, então, a dizer que este ano, e último mês em particular, foi uma verdadeira luta interior com as forças sombrias dentro de nós. 
Teremos conseguido alcançar o lado da luz que habita em nós ou permitimos que a escuridão se apoderasse? Em questões relacionadas com o Tarot este ano foi muitas vezes influenciado pelas forças da Morte e da Sacerdotisa, saindo ambas cinco vezes durante o ano. Teremos usado estas pequenas mortes para encontrar ainda mais a nossa percepção pura?

Confesso-vos que este ano tive muitas alturas em que o lado negro veio ao de cimo. Nutri emoções que me levaram a sítios escuros dentro de mim, deixei-me, muitas vezes, levar por um ego insuflado, outras pelo razão exagerada. Todavia, considero que as lutas foram todas positivas, venci as maiores batalhas e chego ao fim de um ano com a consciência de que muito há ainda a limpar, cuidar e plantar, mas muito foi já eliminado, transmutado e preparado para receber o que de bom virá em 2011.
E vós? Já fizestes o vosso balanço? Como está o saldo? Consideram também que este ano foi um trabalho árduo sobre o nosso ego?

Na segunda hora de Sol do dia de Lua, S. João Evangelista

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Noite Feliz

Desejo a todos os que acompanham o Grimoire, ao amigos conhecidos e por conhecer, aos faladores e silenciosos, aos participativos e aos misteriosos, a todos os que abrem esta caixa mágica e por ela se deixam tocar e os que não, desejo uma noite em pleno, um Natal muito feliz.

Que desde a mente do Criador desça a Luz até à mente dos Homens. Que desde o coração do Criados desça o Amor ao coração dos Homens. Que a Estrela nos guie. Assim seja!

Na primeira hora de Marte do dia de Vénus, S. Gregório, S. Delfim

terça-feira, dezembro 21, 2010

Solstício de Inverno

Em fase de limpezas, fim de ano é sempre um momento em grande para renovar os utensílios mágicos. Passar a lixa nas varinhas, lavar as taças e os cálices, polir o altar e renovar o sal e a água! Muito trabalhinho e tão pouco tempo disponível...

Será que ainda vou conseguir aparar a relva??? Acho que vou ter de chamar o jardineiro!!!

Na primeira hora de Vénus do dia de Marte, S. Tomé, S. Pedro Canísio

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Little Star

Depois de muitas saudades mortas, almas recuperadas e trabalhado a rodes, chega finalmente o momento de algum descanso e que melhor do que a energia da Estrela para nos banhar nesta semana cheia de festas?!?

As palavras da Estrela são de conforto e de reconhecimento, lembremo-nos sempre delas:
Assim como o coração da estrela eu ofereço a prenda do conhecimento interior. Dentro de ti também há um profundo conhecimento de natureza ancestral. Pega numa qualquer pedra e descobre a história do teu planeta lá contida. Tu és feito da mesma matéria que as estrelas, cheio de potencialidade de vida!
Desejo a todos um despertar belo, que a alegria desta época encha os nossos corações de emoções e que saibamos como as gerir da melhor forma. 

Inspirada pela festa deixo-vos com duas músicas natalícias que gosto particularmente, gostava que ambas fossem cantadas por Aimee Mann, mas, mais uma vez, You're A Mean One, Mr Grinch não o será, fiquemos com Frosty The Snowman pela voz desta excelsa cantora e compositora.

Na terceira hora de Marte do dia de Lua, S. Domingos de Silos, S. Teófilo de Alexandria

terça-feira, dezembro 14, 2010

The Seeker

A encher a barriga de coisas boas e alma de Amor.
Para esta semana temos o Louco como energia e ....porque não? É isso mesmo, vamos fazer loucuras! Eu estou e tu?

A energia sonora The Who? e uma surpresa no final! 'Bora lá contrariar este Mercúrio retrógrado em Capricórnio e sair da linha!!! Com estes macarons eu estou mesmo a sair da linha... :*

Na terceira hora de Mercúrio do dia de Marte, S. Agnelo, S. João da Cruz, S. Espiridião, S. Nicásio, S. Fortunato

domingo, dezembro 12, 2010

Finalmente é hoje!!!

...e o tempo está mesmo bom para isso. Nevoeiro e chuva miudinha!!!!
Ai Sebastião é hoje!!!

Na primeira hora de Saturno do dia de Sol, S. Justino, S. Joana de Chantal

sábado, dezembro 11, 2010

Noite De Saudade

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura ...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura ...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura ...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Por que és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem ...
Talvez de ti, ó Noite! ... Ou de ninguém! ...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Florbela Espanca, in Livro de Mágoas

Na terceira hora de Marte do dia de Saturno, S. Dâmaso, S. Franco

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Cupressus sempervirens

O cipreste Cupressus sempervirens, também vulgarmente conhecido como cipreste-comum, cedro-bastardo, ou cipreste-de-Itália, é uma árvore que pode atingir os 30 metros de altura e que na Península Ibérica geralmente não ultrapassa os 20 metros. A forma da copa é variável podendo ser globosa, cónica, irregular, etc., ainda que a mais vulgar seja a de aspecto estreito e compacto, que alguns autores designam por piramidal. 
O cipreste é em geral uma árvore de intensa cor verde. O ritidoma é acinzentado e finamente estriado. As folhas têm um comprimento compreendido entre o 0,5 e 1 milímetro e são opostas de cor verde-escura. As infrutescências, pinhas, têm uma forma globosa elíptica, com o comprimento compreendido entre os 24 e os 43 milímetros e com 8 a 14 escamas. Os frutos originam um número entre as 8 e 20 sementes por escama fértil. As pinhas são deiscentes e podem abrir-se no fim do Outono ou abrem-se poucos anos depois de alcançar a maturação. 
O cipreste é espontâneo na região mediterrânica oriental, mas a sua área natural é mal conhecida porque o cipreste é cultivado desde a antiguidade. Todos os exemplares que vemos no nosso território geográfico são plantados e são muito raros nas regiões onde se desenvolveram de maneira espontânea a partir de exemplares cultivados. O cipreste é considerado uma espécie muito longeva pois conhecem-se exemplares com mais de 500 anos. Com esta idade possuem uma madeira amarela ou amarelo-acastanhada muito apreciada em marcenaria, carpintaria e na confecção de instrumentos musicais. O cipreste é também utilizado pelos países latinos na ornamentação dos cemitérios, devido à sua copa erecta e esguia.

Originário das margens do mar Egeu, o Cipreste é largamente cultivado com fins ornamentais no Sul da Europa. 

Os cones do Cipreste são ricos em polifenóis. Estes compostos pode ajudar-nos nos problemas vasculares, nomeadamente nos casos de insuficiência circulatória nos membros inferiores. As suas propriedades venotónicas e antioxidantes actuam na dinâmica vascular evitando que o sangue fique estagnado e cause o vulgar peso e cansaço nas pernas. 

A acção anti-inflamatória dos flavonóides presentes nos cones, faz com que esta árvore ajude nos problemas de hemorroidal.

O chá de Cipreste regula o sistema respiratório (gripe e tosse), sistema circulatório (varizes, hemorróidas e celulite), sistema hormonal (climatério), e o digestivo (diarréia e desinteria). Alivia os pés cansados e diminui o suor nos pés. 

Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água ferver, desligue. Tape e deixe a solução abafada cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber de 2 a 3 chávenas ao dia.

Na magia esta árvore também é muito usada. O cipreste é o símbolo da morte. Coroava-se a fronte de Plutão com a sua ramagem. A madeira desta árvore serve para a construção da mesa que se emprega em determinados trabalhos da Arte. Utiliza-se também a madeira para a atirar ao fogo com ervas e drogas, em certas evocações elementais.

É uma árvore associada ao planeta Júpiter, serve, portanto, para todos os trabalhos em que se deseje expansão no mundo exterior.

Era ainda a madeira usada para os sarcófago egípcios, não me recordo se para o exterior ou interior. Diz-se que o caixão, em que Seth ludibriou Osíris a entrar, para depois o cortar em sete partes, era feito de cipreste.
Além disso, é uma árvore bonita e que por ser tão esguia fica muito bem nos cemitérios, fazendo de canal de limpeza.

Na primeira hora de Saturno do dia de Vénus, S. Melquíades, S. Pedro Crisólogo

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Alquimia

A alquimia procura agir sobre as energias primordiais da Vida de forma a purificá-las e a obter a sua potência original. A sua prática conduz a um conhecimento íntimo da Natureza visível e das suas energias invisíveis, Vida e Consciência. 
Esse conhecimento torna acessível ao Homem uma transmutação, uma regeneração iniciática. Depois e só então lhe é aberta a via das transmutações materiais.
Jean Dubuis

Para o Mago é fundamental o conhecimento da alquimia, essa Arte Antiga de profunda sabedoria que nos abre as portas à integração de tudo no todo. É o reconhecimento da matéria que nos leva à reflexão sobre o que está em cima ser igual ao que está em baixo.

Está na altura de começar o meu herbário. Até ao fim de Dezembro é altura para repouso, não devemos apanhar nenhuma erva. Porém, é uma excelente altura para fazer o inventário das ervas que nos faltam para preparar o novo ano. Está na hora de ir para a Serra e mergulhar profundamente no ventre da Mãe, conhecer as plantas e marcar os locais. 

Na primeira hora de Vénus do dia de Júpiter, S. Leocádia, S. Valéria

quarta-feira, dezembro 08, 2010

terça-feira, dezembro 07, 2010

O Hierofante andou a trabalhar na escuridão do mês de Novembro

Ora e sabem que mais este mês de Novembro infindável em aventuras e desventuras teve como energia oculta, aquela que esteve a ser trabalhada nos fornos alquímicos do nosso ser, o Hierofante, o Sumo Sacerdote, o Papa!

Ao que parece todas os incidentes deste mês servirão para nos levar ao encontro do nosso Mestre, aquele que habita dentro de nós ou aquele que está fora de nós. Aqui cada um saberá qual foi a sua resposta.

Andamos de Amante em Amante e encontrámos a Morte. Escolhemos ao que parece de forma errada e foi preciso morrer algo dentro de nós para voltarmos ao trilho da nossa Jornada Heróica pessoal. Encontrámo-nos com o Carro. Finalmente, para o nosso bem, demos de caras com o Eremita e aí tudo mudou. 

Resta-nos, então, recordar que sempre, mas sempre mesmo, tudo acontece para o nosso bem. Quando o bem vem através de experiências dolorosas, é preciso parar e reflectir no que andamos a enviar para o mundo para cocriar a nossa vida.

Seja bem-vindo o Hierofante, mas resta saber se ele nos guiou ou manipulou.

Na primeira hora de Lua do dia de Marte, S. Ambrósio, S. Sabino

segunda-feira, dezembro 06, 2010

In Pace - Finis

Finis de William Hogarth

Declaro-me aposentado.
Terminei. Ponto final.
Resta-me o céu estrelado
E as rosas do meu quintal.

Subi a montanha escura
Da Vida... Enorme ascensão:
Uns quatro metros d’altura
Acima do rés-do-chão.

Lançando um olhar profundo
Dessa altura sobre-humana,
Vi quanto é pequeno o mundo
E grande a miséria humana

Vi a Traição e a Cobiça
Fazendo festins reais
No corpo nu da Justiça,
Às portas dos tribunais.

Belo como um Lacoonte,
Vi um titã nas galés:
Trazia a aurora na fronte
E uma grilheta nos pés.

Cheio de dor e respeito,
Vendo esse herói, perguntei:
- Qual o teu nome? – O Direito.
- Qual o teu carrasco? – A Lei.

Perante o pobre e o humilde,
Vi sempre o Deus Sabaoth
Mandar mais oiro a Rotschild,
Mandar mais esterco a Job.

Vi que a história, um sonho breve,
Na noite imensa e voraz,
Se é tácito quem a escreve,
É Tibério quem a faz.

Vi que o “rei da criação”
Foi, antes de ser o que é,
Lodo, esponja, tubarão,
Réptil, condor, chimpanzé,

E que guarda (são baixezas
Dessa origem que o infama),
Nas mãos o sinal das presas,
Na alma os sinais da lama.

Vi que o Mal do Bem se nutre,
E que o Destino dispôs
Para um Prometeu o abutre,
E para um Cristo um algoz.

Guia-me apenas, distante,
A luz ingénua da Crença,
Vaga nebulosa errante
Nas trevas da noite imensa...

Por isso vim solitário
Envolto, como eremitão,
No rude burel mortuário
Dum panteísta cristão,

Cheio de tédio profundo,
Enclausurar-me afinal,
Longe, bem longe do mundo
No in-pace do meu quintal.

Rodeei-o com segurança
D’altas muralhas sombrias,
Para ter por vizinhança
As nuvens e as cotovias.

Mandei erguê-las, erguê-las
Essas muralhas ao ar,
Para que só as estrelas
Me pudessem ver chorar...

Eu quero ao menos, de rastros,
Nos últimos estertores,
Olhar o céu, e ver astros,
Olhar a terra, e ver flores.

Este exílio a que submeto
Minh’alma nesta clausura,
É como que um lazareto
Às portas da sepultura.

Deixei só a fresta escassa
Por onde caiba à vontade
De fora a mão da Desgraça,
De dentro a mão da Piedade....

Guerra Junqueiro, Poesias Dispersas

Na terceira hora de Marte do dia de Lua, S. Nicolau

domingo, dezembro 05, 2010

Com' uma Força!!!

Depois de uma semana tão intensa em interiorização e recolhimento, chega-nos a Força para sairmos desse fundo onde, por razões diversas, nos colocámos.

A Força durante esta semana não só nos enviará uma energia de acção para que possamos actuar no exterior, ela também pode simplesmente ser uma força de agir dentro de nós. Quando penso nesta carta e visualizo a mulher a agarrar o leão, lembro-me sempre da luta que travamos diariamente com os nossos pequenos defeitos.
Esta carta representa para mim isso mesmo, a luta que temos de travar com os nossos lados menos bons. 

Assim, esta semana seremos forçados a dar atenção e domar o nosso lado mais instintivo, tentemos fazer as coisas usando novas técnicas, experimentemos perspectivas novas.
Dentro desta linha das novidades, esta semana escolho o novo single de PJ Harvey, Written on the forehead do próximo álbum Let England Shake. Esta música é tão diferente do que ela fez até agora que só pode ser inspiradora às novidades que vamos tentar esta semana.

Para todos, excelentes experimentações!

Na terceira hora de Sol do dia de Sol, S. Geraldo, S. Martinho de Dume, S. Sabeu

sábado, dezembro 04, 2010

O isolamento do Eremita


Alegria estava novamente a caminho. Seguia vagarosamente pois as suas forças estavam a começar a desvanecer, mas estava determinado a não parar. 

Enquanto andava pensava nas dependências que tinha, pois neste momento o que mais ansiava era uma boa mesa farta, com uma lareira acesa e uma boa conversa regada de um vinho saboroso. Depois disso, pensou ainda numa cama confortável e numa noite de sono descansado. 

Era inevitável que o seu corpo e o seu espírito almejassem tamanhas comodidades, mas esses desejos não poderia ser satisfeitos, pelo menos, não por enquanto. À sua volta havia apenas terra batida, algumas árvores e nada mais. Ah, como sentia a falta de alguém que o ajudasse a carregar aquele peso que tinha no corpo…

Ao longe, o mais longe que a sua vista conseguia alcançar, descobriu uma sombra. Algo que lhe indicava ser uma entrada. Aproximou-se e para júbilo descobriu uma pequena passagem que dava acesso a uma câmara dentro da terra «Abrigo, finalmente!» pensou ele.

Havia muito tempo que dormia ao frio e a céu aberto, esta noite, pelo menos, poderia sentir novamente o que era ter um tecto a protegê-lo. Essa sensação lembrou-lhe novamente a experiência que tivera recentemente com Isis. E, assim muito facilmente, deu por si a voltar ao passado. Relembrou as noites frias em que se enroscavam um no outro e abraçados adormeciam. Vieram também à sua memória os jantares a dois e com os amigos que davam em casa. Lembrou-se de como gostavam de preparar a árvore de Natal juntos, mas como isso sempre acabava com a construção de uma árvore sui generis. 

E de recordação em recordação, Alegria foi sentido o conforto tomar conta da sua alma e forma. Entretanto, uma sombra começa a tomar forma e Alegria é forçado a sair desse lugar confortável em que estava para retomar a realidade. Do canto direito, sai uma voz profunda e cavernosa, não tivesse ela também um corpo a quem ser associada e poderia dizer-se que era a própria voz da caverna que falava.

«Essas recordações que tão fortemente activas, são por acaso o motor da tua busca? São elas o combustível dos planos que traças no teu novo caminho?»

Alegria compreendeu imediatamente que estava a falar com um Eremita, mas o que ele não sabia é que aquele era O Eremita.

«Tomas-me de surpresa, não sei se sou capaz de te responder imediatamente. Teria de me recordar o que estava a pensar e analisar tudo para ser honesto na minha resposta.»

«A pergunta é simples, apenas foges dela. Tenho cá para mim que tens medo da tua resposta. Largar o passado nunca é fácil, principalmente quando é o único companheiro que temos no caminho. É tão fácil agarrarmo-nos a ele para nos mantermos sãos. Mas o que verdadeiramente tememos é o que está para vir e assim agarram-nos com garras e dentes ao que tivemos. Só que…cada pensamento, recordação, activa um novo trilho na nossa jornada e aparecem, então, as encruzilhadas.»

Alegria sabia que ele estava quase a falar de si próprio, mas não podia deixar de sentir que aquelas palavras encerravam uma aprendizagem importante. O Eremita raramente fala e se este estava a falar ele teria de ouvir atentamente.

«Nessas encruzilhadas tememos as escolhas e paralisamos. Paralisamos pois sabemos, naquele momento tomamos consciência, que temos de escolher entre agarrar a oportunidade nova ou seguir com o peso do passado. Oh, quantos de nós falhamos mais uma e tornamos a Caminhada mais longa por mais uns tempos. Quantas vezes o fiz? Perdi já a conta. Muitas vezes escolhi aquilo que achava que o meu coração desejava. Para depois compreender que era apenas mais um devaneio, uma loucura, uma fuga em frente, uma tentativa de emendar o passado…tudo em vão. Então chega a solidão como única hipótese de consolo. O isolamento para nos conhecermos e depois…as memórias perdem-se, começam a ser criações e acrescentamos um ponto aqui e acolá para que a história fique mais bonita. Quando damos conta, a solidão fez-nos criar um passado completamente novo, que ninguém conhece e que não poderão negar. Aí recriamo-nos e surge, finalmente, a vontade de sair do isolamento. É chegado o meu momento e aqui começa o teu.»

Quase que num transe, provocado pela cadência do seu discurso, Alegria acorda e compreende a verdade. Ele não sabe o que o seu coração quer. A história que o Eremita contou é a sua, sem tirar nem pôr. Ele estava instantes antes a relembrar e a recriar a sua história pessoal, até ser interrompido por este homem misterioso. 

«Tomas o meu lugar?»

«Sim!» responde-lhe sem qualquer tipo de hesitação.


Na segunda hora de Mercúrio do dia de Saturno, S. Barbara, S. João Damasceno

quinta-feira, dezembro 02, 2010

A Solidão

Quando o Inverno chega, torna-se mais fácil ficar virado para dentro. Os dias ficam curtos, o que significa que as noites se tornam longas. À noite sempre foi associada a introspecção. É por natureza silenciosa e quando o barulho pára ouve-se todo o ruído interior que temos acumulado. Tornamo-nos cinzentos como os dias e escuros como a noite.
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Habituámo-nos a estar em constante movimentação, em contacto com uma quantidade, por vezes excessiva, de informação. Ora seja a televisão, o rádio, a internet, os cartazes na rua, a sinalização na estrada, tudo nos preenche com informação. E mesmo quando não estamos atentos ela está a penetrar-nos.
Depois de um dia longo, quem consegue chegar à sua almofada maravilhosa e desligar de tudo o que viveu e absorveu durante o dia? O Inverno é sempre mais difícil para mim, mas este que ainda nem chegou, já me está a pesar.

As noites têm sido longas e o descanso nem sempre o merecido e necessário. Sinto-me muito cansada de tudo e de todos. Convenço-me de que é uma fase, de quando chegares tudo fica mais luminoso, mas tu chegas e eu continuo fora. Fora de mim ou demasiado dentro de mim, isso ainda não percebi.

Felizmente, está a chegar o Natal, essa época maravilhosa em que a Luz e a Partilha, o convívio e a esperança, ocupam o nosso espírito. Este Natal desejo conseguir superar todos os problemas e encarar o que realmente importa: Eu, os Amigos e a Família!

Já quebrei a tradição, passou o dia de Santo de André e a árvore continua na arrecadação à espera que eu tenha a disponibilidade mental para a encontrar. Que lhe dê a atenção necessária para a pôr bonita, com cores especiais como todos os anos, mas este ano, não é como todos os anos...

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Júpiter, S. Bebiana, S. Aurélia

quarta-feira, dezembro 01, 2010

A Prisão do Orgulho

Choro, metido na masmorra
do meu nome.
Dia após dia, levanto, sem descanso,
este muro à minha volta;
e à medida que se ergue no céu,
esconde-se em negra sombra
o meu ser verdadeiro.

Este belo muro
é o meu orgulho,
que eu retoco com cal e areia
para evitar a mais leve fenda.

E com este cuidado todo,
perco de vista
o meu ser verdadeiro.

Rabindranath Tagore, in O Coração da Primavera
Tradução de Manuel Simões

segunda-feira, novembro 29, 2010

A Luz do Eremita cai sobre nós

Depois de termos encontrado mais um Guia no nosso Caminho é-nos oferecido um momento especial, um momento para nos recolhermos, conversarmos com ele e ouvir tudo o que há ainda para reaprender, pois esta semana saiu o Eremita.
A carta 9 no Caminho da Auto-descoberta leva-nos a mergulhar no nosso interior, mas não sem alguma ajuda. Mergulhar dentro de nós pode ser perigoso pois podemos ficar perdidos dentro da noite escura que habita a alma de cada um. 

O Eremita oferece-nos esta semana a sua lanterna para nos guiar nessa ida ao submundo. Atentemos, então, a quem irá estar ao nosso lado a oferecer a luz para alguma questão que foi levantada com esta nova iniciativa levada a cabo na semana anterior.

Estejamos atentos a quem está ao nosso lado, visível ou nem por isso. É um excelente momento para nos pormos a conversar com os nossos guias, anjos, guardiões, mestres, amigos, companheiros...

Para energia sonora escolhi a voz de Bat For Lashes num cover de Kings Of Leon, a música é Use Somebody. Que a sua voz seja uma luz nos momentos em que não soubermos em quem confiar.

A todos uma excelente semana.

Na primeira hora de Lua do dia de Lua, S. Saturnino

domingo, novembro 28, 2010

Alegria ganha um guia no seu caminho

As ajudas no caminho são de grande importância, colocarmos esse assunto de lado é um acto imprudente, pois com amigos tudo se faz com mais facilidade.


A ideia de se recriar era ponto assente na mente de Alegria. Parou junto a um riacho que ali se serpenteava e decidiu limpar-se. A caminhada tinha sido longa, penosa até em alguns momentos, principalmente naqueles em que se recordava de como se havia comportado.

Mas o seu coração estava agora mais leve, as mágoas haviam sido limpas à medida que avançara na sua jornada. Enquanto mergulhava os pés na água fria e sentia o alívio de quem depois de um dia de caminho descalça os sapatos e sente o ar a massajá-los, Alegria escutou um pequeno som, indecifrável a uma primeira auscultação.

Por trás de uma pequena rocha algo emitia um som que Alegria compreendeu ser de aflição. Retirou os pés da água e foi inspeccionar. Para sua surpresa, preso num emaranhado de galhos secos estava um belo pássaro que por alguma razão não conseguia chilrar mais alto.

Timidamente, para que ele não se assustasse, Alegria aproximou-se suavemente tocou-lhe. O pássaro revelou através do bater do seu coração a adrenalina que sentia, mas o seu aspecto manteve-se sereno, confiante de que aquela pessoa iria agir correctamente.

Com alguma dificuldade, Alegria retirou-o dos galhos e abriu muito cautelosamente a mão. O pássaro, vendo-se  liberto daquele embaraço fitou o seu salvador e, para espanto de todos, abriu o bico:

«O que deseja o teu coração? Pede-me o que quiseres e assim será realizado.»

Apesar de estar habituado à magia da vida, isto não o salvou de um valente susto e sacudiu a mão num acto instintivo. O pássaro apanhou também um tremendo susto e bateu as asas e voou.

Sentado contra o tronco de um salgueiro, o coração a pular, a respiração ofegante e um tom pálido na face, Alegria começa a rir-se devido à cena hilariante que acabara de acontecer. O pássaro ouvindo os sons do riso retoma também a sua naturalidade e aproxima-se.

«Agora que te revelas pela surpresa do momento, sempre se vêem os Homens melhor quando têm de se defrontar com o desconhecido, vejo que o teu coração está no lugar certo. Pede o que quiseres e tê-lo-ás.»

«Os meus desejos são simples. Caminhar com o coração confiante nos guias que me levam ao meu lugar destinado. Que o meu coração esteja sempre seguro.»

«A segurança no caminho não é algo fácil de atingir. É um passo de cada vez com a certeza no coração de que nada nem ninguém o penetrará para te prejudicar. Para isso, deves munir-te de pessoas bondosas, semelhantes a ti na essência. Mas recorda-te: sempre que esconderes os desejos do teu coração, atrairás pessoas no teu caminho para te prejudicar, pois eles servirão de mola para que busques outra vez a tua verdade.»

Alegria recebeu as palavras e deixou-as a vibrar dentro de si para que assentassem em lugar firme. No final agradeceu e pensou na mulher. Mas o pássaro ainda tinha algo para lhe dizer:

«Devo-te a minha vida. Em sinal do meu apreço estarei sempre ao teu lado a chilrear quando precisares. Que a Luz ilumine os teus passos.»

Na terceira hora de Marte do dia de Sol, S. Gregório, S. Tiago de Marca

sexta-feira, novembro 26, 2010

Lâmina VII - O Carro

O Herói começa com esta carta uma nova etapa da sua Jornada.
O sete é um reinício no Caminho, que chega imediatamente a seguir ao momento em que o Herói faz a sua escolha em Os Amantes. Depois de ter aceite a viagem proposta, o Mago/Herói toma as rédeas da sua carruagem e vai em frente na sua escalada evolucional.

Esta ideia de que o Herói começa a sua viagem neste Arcano é-nos oferecida, não só pela própria carruagem, mas também pelo facto de ser a número 7. O sete é o número da espiritualidade por excelência, é o número da evolução humana de acordo com o qual o Homem se encontra sintonizado. Os sete dias da semana, os sete chakras principais, as sete notas musicais, os sete pecados capitais, as sete maravilhas do mundo e por aí fora.

Mas o sete tem ainda um significado oculto, ele representa o heptagrama do Mago, a sua bússola orientadora. É o instrumento de excelência que o Mago usa, que o protege e orienta, é a sua estrela pessoal.

Se fizermos o exercício da decomposição deste número mágico, escolhendo outros números mágicos, encontramos o seguinte:

1+6 - É a vitória, a escolha correcta feita pelo equilíbrio
5+2 - Representa o direito de propriedade
3+4 - O espírito domina a matéria
4+3 - Um misticismo ilusório, as formas valem mais que o princípio

O Herói é puxado por dois cavalos que representam as forças opostas que comandam a acção. É a energia nas suas duas polaridades. Nesta carta a aprendizagem a realizar é dominar a Vontade, depois da escolha é necessário seguir com determinação, pulso firme nas nossas decisões. Reparemos que os cavalos parecem estar a dirigir-se em direcções opostas, são os desejos que devem ser domados, controlados para que o carro siga o caminho do meio.

Na sua mão segura um ceptro, quando este está na mão direita significa que o Herói já tem a capacidade de dirigir a sua vida, conseguindo orientar os cavalos. Está, ainda, a fazê-lo em pé, o que nos mostra que não pode descansar. Esta acção de controlar a carruagem exige do Herói muita atenção e energia, para isso ele precisa de ter já os seus opostos interiores dominados. Quando seguimos, qualquer hesitação, distracção ou deslize pode ser fulcral para o atingir ou não do nosso objectivo.

Nos seus ombros há dois símbolos, duas meias luas, que nos revelam o domínio sobre a esfera emocional que deve existir para se poder rumar no centro. Todavia, este arcano revela-nos pela primeira vez que quando nos colocamos a caminho devemo-nos proteger do mundo exterior. Em qualquer momento da caminhada podemos ser colocados em frente a energias opostas às nossas e a falta de protecção pode ser perigosa.

Reparemos que o Carro está protegido por um dossel, esta protecção é para que o Herói não seja influenciado pelas energias alheias. A protecção assenta em quatro colunas, símbolo evidente dos quatro elementos, mas também dos quatro reinos. Assim, podemos compreender que quando nos determinados a empreender uma Viagem, qualquer protecção será bem-vinda. No cruzamento com outras experiências, o Herói deve aprender, mas isolando-se da energia alheias que o poderão influenciar nas suas escolhas.

Na viagem que nos determinados a realizar vamos encontrar diversidade e polaridades na sua maioria. O contacto com o mundo exterior é uma prova que qualquer Herói tem de passar, defrontar-se com os seus arqui-inimigos e passar provas. Neste Arcano o Herói é forçado a seguir, protegido, controlado e asima de tudo determinado.

A grande mensagem que esta carta nos traz é que devemos viajar com determinação, comandando as energias opostas interiores mas também exteriores.

«Assim como se pode conduzir a si, também pode conduzir as diversas energias que o fazem continuar no caminho.»

Na primeira hora e Júpiter do dia de Vénus, S. Delfina, S. Pedro Alexandrino, S. Conrado

quarta-feira, novembro 24, 2010

Prémio Dardos

Adorei este Prémio, acho-o muito bonito, coisa que nem sempre acontece com esta forma de auto-promoção. Foi oferecido, se não estou em erro, por duas pessoas, a arKana e a Quimera, duas bruxinhas que gostam de deambular por aqui e eu por lá!

Conheçam os seus espaços, valem bem a pena! O Locais Sagrados da arKana e O Castelo de Ochus Bochus da Quimera são dois lugares mágicos, onde podemos aprender e recordar ou recordar e aprender. 

Ofereço o selo a todas as pessoas que contribuem para que este lugar seja mágico e merecedor de tal prémio. A todos, muito obrigada. Além disso, com a hora tardia da publicação deste prémio, já todos o devem ter recebido...

Na primeira hora de Marte do dia de Mercúrio, S. Flora, S. Crisogono, S. Romão

terça-feira, novembro 23, 2010

Operação STOP

Quem nunca teve aquela sensação absoluta de que aquilo que pensa/sente é verdade? Que a sua intuição está certa? Que, apesar de não haver razão nenhuma, é aquilo que sentimos?

Pois é, estou num momento desses em que parece que vejo a pessoa transparente as suas intenções surgem como se fossem reais...porém, são momentos como este que me colocam em stand-by. Não deixo de confiar no que sinto/percepciono, mas também o questiono pois a minha imaginação é muito fértil. 

Nem sempre aquilo que vejo é, mas não quer dizer que o que não vejo não seja...

Ando tão virada para os sonhos, a imaginação, que mal me consigo concentrar para fazer seja o que for. O pior é que vi que este trânsito vai durar muito tempo! OMG!

É momento de desacelerar e ver a paisagem!

Na segunda hora de Júpiter do dia de Marte, S. Clemente, S. Felicidade

segunda-feira, novembro 22, 2010

Obrigada Anjo

Se o Carro deixar de funcionar, sempre podemos seguir a pé!
The Regal Twelve de Alexia Sinclair

Por mais que tentemos sair do trilho, a verdade é que há sempre uma mão, ou pé, a recolocarmos no sítio certo. As sincronias da via são fabulosas! 
Será que vai acontecer?!?

Na terceira hora de Lua do dia de Lua, S. Cecília

domingo, novembro 21, 2010

Rumemos para novos Horizontes

A Lua Cheia traz-nos a Carruagem para seguirmos o Caminho da Luz depois de uma Morte tão intensa. Agora é o momento de escolher para onde vamos.

Esta energia 7 trar-nos-á a possibilidade de recomeçar um ciclo da nossa vida. Ela oferece-nos a energia suficiente para que, dominando a nossa Vontade Interior, os cavalos andem na direcção que escolhemos. Assim, o importante a manter em mente nesta semana é a questão: Onde queremos ir? 

Para isso, podemos esperar algumas viagens, senão mesmo físicas pelo menos interiores. Teremos também a oportunidade de conhecer e aceitar melhor os nossos limites, além de, quase de certeza, nos ir ser exigido muito auto-controlo.

Finalmente sai o Carro para eu poder dar continuidade às explicações dos Arcanos Maiores, por isso, podem esperar um novo artigo em Tarot E O Caminho do Auto-Conhecimento.

Como energia musical, escolho uma banda que me coloca sempre muito virada para dentro, mas apenas o necessário, pois também de dá muita força para agir, com consciência. Fiquemos com She's Lost Control de Joy Division.

Na terceira hora de Marte do dia de Sol, Apresentação da Nossa Senhora, S. Columbano

sábado, novembro 20, 2010

Uma limpeza de alma através da Morte

Ísis e Alegria não se entenderam, a Morte pela qual tiveram de passar foi dura demais, e ao invés de se terem unido, foram cada vez mais se distanciando. Porém, através do seu distanciamento, nós aproximamo-nos novamente da sua história.

Eles voltaram ao Grimoire, com a Morte se foram e com ela regressam. Foi uma semana de conclusões, buscas interiores e despertares. Vamos ver como andam estes dois:
As discussões começaram a surgir por tudo e por nada. Ora era Ísis que exercia a língua viperina da crítica  à pessoa que ele era, ora era Alegria que escrutinava a vida espiritual dela. As palavras magoaram, como espadas trespassando a alma de cada um. Quanto mias feridos se sentiam mais ferozes se tornavam, curioso, como nem Ísis, uma iniciada nas Artes, se conseguia afastar de tal egrégora. 

A luta do Ego durou por muito tempo. Chegou a impedir que cada um pudesse exercer a sua função de escolha, pois estas eram tomadas em função do que o outro permitia, ora fosse por um deles proibir o outro de determinadas acções, ora por as escolher serem feitas em função do que iria irritar mais. E nesta onda de enganos, o amor foi passando para o seu oposto e sempre que se olhavam, onde antes havia amor e admiração, havia repulsa e ódio.

Lembravam-se em segredo como tiveram outros sonhos antes de se terem unido, cada um recordava no seu coração a liberdade e alegria que sentiam quando estavam sós. E, ao lado um do outro adormecem, próximos o suficiente para não terem de discutir, e precisamente o suficientemente longe para os seus corpos não se terem de tocar.

«Ó que me metes nojo! Repulsa é o que sinto ao olhar para ti! O que te levou a esse estado? Porque achas que é tarde de mais para parar com isto? Que infelizes são aqueles que não sabem o que é o amor!»  Sons que ecoaram violentamente e acordaram os dois de um sonho demasiado longo.

Assustados, olharam-se e sem mais nem porquê, encontraram-se num longo abraço. As lágrimas foram soltas e as almas limpas, a egrégora foi desfeita. 

Não foram necessárias muitas palavras para explicar e perdoar cada acção, afinal quem deles tinha feito pior ou melhor? Concluíram apenas que se haviam junto cedo de mais, pois havia amor entre eles, o momento não era oportuno e tudo deveria voltar a ser como antes, sós. Num demorado abraço e longo beijo despediram-se, com a esperança no coração de que no dia certo ambos estivessem livres para se reencontrarem.

E cada um seguiu por caminhos diferentes, mas ambos com o objectivo de regressar a casa, reencontrar-se como indivíduo para poder ser marido/mulher, pai/mãe, avó/avô...

E nós? Temos alguma relação que seja assim? Há alguém que só desperta o nosso pior e que por muito que tentemos não o conseguimos evitar? Eu tenho, mas esta semana venci!

Na segunda hora de Mercúrio do dia de Saturno, S. Felix de Valois, S, Edmundo

quinta-feira, novembro 18, 2010

A propósito da carta do dia...

Esta noite sonhei contigo e não compreendo, agora que estou acordado, de onde vem toda esta dor. Estávamos juntos, olhei para ti, os olhos vermelhos marcianos, e gritei, em plenos pulmões, "ODEIO-TE!".

Não é verdade, nem agora, nem nunca. Amo-te muito, se é que é possível quantificar este sentir. Mas esta dor não me abandona...

Penso em ti e fico com medo, medo do que sinto e da impossibilidade racional de o explicar. Não consigo falar contigo sem que as lágrimas apareçam. Não consigo parar de querer gritar-te, mas porquê, não o sei.

Perdoou tudo o que me fizeste, as mágoas que me deixaste, mas mesmo assim a dor persiste. Por causa dela, às vezes desvio-me do meu caminho. Será que terei de enfrentar a experiência para limpar o que sinto?  Será por isso que o Uno me colocou à frente esta situação, já que contigo, directamente, não a consigo resolver?

Há em mim um número gigantesco de interrogações para as quais não vislumbro respostas. Sei apenas que esta noite sonhei contigo e que foi despertado um sentimento adormecido. O que virá a seguir, não o sei. Só sei que te amo, mas que este amor traz consigo dor, sofrimento e tristeza. 

Tudo se resolverá, mas até, paciência é o que poderei pedir e oferecer.

Na segunda hora de Sol do dia de Júpiter, S. Romão

quarta-feira, novembro 17, 2010

"Confession" de Charles Bukowski



waiting for death
like a cat
that will jump on the
bed

I am so very sorry for
my wife

she will see this
stiff
white
body
shake it once, then
maybe
again

"Hank!"

Hank won't
answer.

it's not my death that
worries me, it's my wife
left with this
pile of
nothing.

I want to
let her know
though
that all the nights
sleeping
beside her

even the useless
arguments
were things
ever splendid

and the hard
words
I ever feared to
say
can now be
said:

I love
you.

Na segunda hora de Vénus do dia de Mercúrio, S. Gregório Taumaturgo

Ainda sobre "Confession"

terça-feira, novembro 16, 2010

Falemos de Saturno

Saturno é o Planeta que nos indica as potencialidades que precisamos trabalhar mais afincadamente na nossa vida. A sua posição no mapa mostra-nos onde a responsabilidade deve ser assumida, através da qual vamos desenvolver a maturidade e a disciplina.

Sem dominarmos Saturno não conseguimos alcançar toda a potência de Úrano
The Castration of Uranus: fresco de Vasari & Cristofano Gherardi

O Senhor do Tempo demora aproximadamente 29 anos a completar um ciclo zodiacal e o signo que ocupa num mapa natal revela as características que uma determinada geração tem e não apenas o individuo. Para sabermos que características específicas este planeta poderoso nos dá precisamos de analisar a casa onde se encontra. 

A casa oferece-nos a área da nossa vida onde devemos agir disciplinadamente. Quais as circunstâncias práticas que requerem a responsabilidade do individuo. Indica ainda as áreas onde faltam estruturas sólidas na nossa vida e mostra-nos como demonstramos a nossa ambição, sempre de uma forma prática.

Vamos então entrar no Reino do Senhor do Submundo, possamos através dele encontrar a Libertação. Para ajudar temos a Morte como energia da semana.

Na primeira hora de Lua do dia de Marte, S. Margarida da Hungria

segunda-feira, novembro 15, 2010

A Morte

Depois de termos andado enamorados e envolvidos em escolhas, chega a hora de limpar, de eliminar, de transformar. A Morte está cá para nos ajudar.
Ophelia de John Everett Millais

Esta energia já esteve connosco este ano no final do mês de Julho, podem ver aqui, é talvez importante voltar atrás e ver o que ficou por concluir nessa altura. O que está a ser acordado das entranhas da nossa memória? Que assunto temos pendente? É importante mergulharmos nas águas profundas do nosso caldeirão e limpar, limpar, limpar. Torná-las límpidas, transparentes.

Esta Morte acordou o Alegria que há em mim e a necessidade que a há para que a sua história seja contada.

Para uma morte que desejo doce e serena, escolho como energia da semana manter a da segunda semana dos Amantes, Broken Social Scene na brilhante música Sweetest Kill.

Despertem para a Morte e permitam que ela opere em vós, facilitem o trabalho, abracem-na e dancem com ela, vão ver que será mais suave!

Na segunda hora de Vénus do dia de Lua, S. Alberto Magno, S. Gertrudes, S. Leopoldo, S. Malo, S. Eugénio

domingo, novembro 14, 2010

Escolhas que envolvem o coração e a razão - eis a Lição dos Amantes

Os Amantes estiveram connosco durante duas semanas e com eles aprendemos muitas coisas. O que nos atrai? O que deseja o nosso coração? Foram as principais questões desta energia e com elas algumas escolhas tiveram de ser feitas.

As cartas mostraram-nos que muitas vezes o que nos impede de chegar ao fundo do nosso coração é o controlo mental que exercemos sobre as nossas emoções. Esta mensagem foi reforçada pelo Pajem de Espadas que saiu duas vezes.

A sensação que este controlo mental nos oferece é positiva e, por isso, torna-se mais difícil de compreender quando estamos a camuflar as nossas emoções. É como se a tarefa estivesse completa e uma transformação houvesse sido realizada. Porém, aquilo que deveria ser uma constante, um sucesso no mundo material de tudo estar no sítio certo, começa aos poucos a se desvanecer. E assim, como que por um acto de magia os exageros notam-se e o desespero e a crueldade instalam-se onde antes havia certeza e segurança.

Não é controlando as emoções com o mental que conseguiremos o sucesso material, a paz que todos desejamos na nossa vida . As emoções são também motores de acção, elas fazem-nos agir e conduzem-nos a lugares bonitos. Às vezes, a parte mais difícil é conseguir resolver assuntos no imediato quando estamos com as emoções ao rubro, mas isso aprende-se a dominar. O poder diante das dificuldades deve vir de uma acção conjunta entre o que sentimos e o que a razão diz para fazer.

Mais uma vez, há um sinal que nos diz quando estamos a usar as duas de forma correcta, é uma sensação de que estamos em casa, de que celebramos algo. Essa sensação dever-nos-á conduzir nas nossas escolhas, nos novos rumos que escolhemos. Essa sensação é como se fosse o vento a impulsionar as velas do barco para uma nova curva, para uma nova aventura.

Nestas escolhas as perdas são inevitáveis, mas se as encararmos como novas oportunidades, tudo será mais fácil. Nada é insubstituível nesta experiência, nada nem ninguém!

Na terceira hora de Vénus do dia de Sol, S. Nicolau Tavelic, S. Josafá

quarta-feira, novembro 10, 2010

quinta-feira, novembro 04, 2010

Um "encore" nos Amantes

Para inspirar a aceitar estes Amantes que nos acompanham esta semana, uma música inspiradora para nos pôr in the mood for the weekend and much more!
Lover's Day, TV On The Radio

We’ll smash the walls,
Break the bed,
And crash the floors, don’t!
Stop! Laugh and scream!
And have the neighbors call the cops!
'till all the eyes that they've seen our fire play!!
Mark it down,
Call it lovers Day!!
Yes here of course there are miracles.

Na segunda hora de Vénus do dia de Júpiter, S. Carlos Barromeu, S. Emerico, S. Agrícola de Bolonha

quarta-feira, novembro 03, 2010

Desafio fotográfico Semanal

Depois de uma longa ausência, retomamos o desafio fotográfico!


Onde vos leva esta água? 

Na primeira hora de Saturno do dia de Mercúrio, S. Malaquias, S. Clemente, S. Ida, S. Agrícola de Bolonha

terça-feira, novembro 02, 2010

Carta Oculta de Outubro

E não é que a carta que nos acompanhou durante o mês de Outubro, aquele que emanou as suas energias de forma subtil para que não nos apercebêssemos, mas para que a sentíssemos, foi os Amantes?!?
Detalhe do painel central da obra Garden of Earthly Delights de Bosch

Do Sol à Imperatriz fizemos um caminho de libertação, de preenchimento e de redescoberta do que é sermos auto-suficientes em termos de Amor, caminho esse indicado pelos Amantes. Não foi muito simples, talvez porque Vénus ficou, por essas alturas, retrograda. Todavia, houve uma tentativa de nos mostrar que algo estava menos certo no nosso interior e "forçar-nos" a voltar atrás no tempo para ver o que está a influenciar os nossos comportamentos no agora.

Tivemos alguma sorte pela energia da Grande Mãe ter estado tão presente, mostrando-nos que seja qual for a dificuldade ela estará ali para nos acolher, nutrir e limpar as feridas. Não obstante, a lição que nos quiseram oferecer, é que essa nutrição tem de vir de dentro. De dentro para fora e de cima para baixo, só depois de fora para dentro e baixo para cima.

A todos muito Amor.

Na primeira hora de Saturno do dia de Marte, S. Vitorino
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