sexta-feira, dezembro 10, 2010

Cupressus sempervirens

O cipreste Cupressus sempervirens, também vulgarmente conhecido como cipreste-comum, cedro-bastardo, ou cipreste-de-Itália, é uma árvore que pode atingir os 30 metros de altura e que na Península Ibérica geralmente não ultrapassa os 20 metros. A forma da copa é variável podendo ser globosa, cónica, irregular, etc., ainda que a mais vulgar seja a de aspecto estreito e compacto, que alguns autores designam por piramidal. 
O cipreste é em geral uma árvore de intensa cor verde. O ritidoma é acinzentado e finamente estriado. As folhas têm um comprimento compreendido entre o 0,5 e 1 milímetro e são opostas de cor verde-escura. As infrutescências, pinhas, têm uma forma globosa elíptica, com o comprimento compreendido entre os 24 e os 43 milímetros e com 8 a 14 escamas. Os frutos originam um número entre as 8 e 20 sementes por escama fértil. As pinhas são deiscentes e podem abrir-se no fim do Outono ou abrem-se poucos anos depois de alcançar a maturação. 
O cipreste é espontâneo na região mediterrânica oriental, mas a sua área natural é mal conhecida porque o cipreste é cultivado desde a antiguidade. Todos os exemplares que vemos no nosso território geográfico são plantados e são muito raros nas regiões onde se desenvolveram de maneira espontânea a partir de exemplares cultivados. O cipreste é considerado uma espécie muito longeva pois conhecem-se exemplares com mais de 500 anos. Com esta idade possuem uma madeira amarela ou amarelo-acastanhada muito apreciada em marcenaria, carpintaria e na confecção de instrumentos musicais. O cipreste é também utilizado pelos países latinos na ornamentação dos cemitérios, devido à sua copa erecta e esguia.

Originário das margens do mar Egeu, o Cipreste é largamente cultivado com fins ornamentais no Sul da Europa. 

Os cones do Cipreste são ricos em polifenóis. Estes compostos pode ajudar-nos nos problemas vasculares, nomeadamente nos casos de insuficiência circulatória nos membros inferiores. As suas propriedades venotónicas e antioxidantes actuam na dinâmica vascular evitando que o sangue fique estagnado e cause o vulgar peso e cansaço nas pernas. 

A acção anti-inflamatória dos flavonóides presentes nos cones, faz com que esta árvore ajude nos problemas de hemorroidal.

O chá de Cipreste regula o sistema respiratório (gripe e tosse), sistema circulatório (varizes, hemorróidas e celulite), sistema hormonal (climatério), e o digestivo (diarréia e desinteria). Alivia os pés cansados e diminui o suor nos pés. 

Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água ferver, desligue. Tape e deixe a solução abafada cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber de 2 a 3 chávenas ao dia.

Na magia esta árvore também é muito usada. O cipreste é o símbolo da morte. Coroava-se a fronte de Plutão com a sua ramagem. A madeira desta árvore serve para a construção da mesa que se emprega em determinados trabalhos da Arte. Utiliza-se também a madeira para a atirar ao fogo com ervas e drogas, em certas evocações elementais.

É uma árvore associada ao planeta Júpiter, serve, portanto, para todos os trabalhos em que se deseje expansão no mundo exterior.

Era ainda a madeira usada para os sarcófago egípcios, não me recordo se para o exterior ou interior. Diz-se que o caixão, em que Seth ludibriou Osíris a entrar, para depois o cortar em sete partes, era feito de cipreste.
Além disso, é uma árvore bonita e que por ser tão esguia fica muito bem nos cemitérios, fazendo de canal de limpeza.

Na primeira hora de Saturno do dia de Vénus, S. Melquíades, S. Pedro Crisólogo
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