A semana que terminou esteve a ser influenciada pela energia da Torre. Espero que o raio divino não tenha sido muito severo, por estas bandas as coisas correram de forma fluída e não houve grandes catástrofes. Contudo, o registo de hoje serve para reflectir sobre um insólito desta semana. Nunca tal me havia acontecido, durante 4 dias consecutivos a energia do dia foi o Pajem de Espadas. Quando na 4.ª feira saiu, meditei e avancei. Na 5.ª a mesma coisa, mas até aí nada de estranho, é comum acontecer sair dois dias seguidos a mesma carta. Na 6.ª outra vez e aí registei o insólito, mas foi só mesmo quando no sábado me voltou a sair o Pajem de Espadas que parei e pensei: «Isto não é normal!» Ora pois então vamos lá ver o que nos diz este Pajem na semana da Torre. Go your own road by ~alltelleringet O naipe de Espadas está relacionado com o Ar, portanto a nossa expressão. Sendo o Pajem a primeira figura da corte representa o aspecto mais denso, a Terra. Desta forma o Paj...
É a bicicleta duma bela jovem morena que todas as tardes vai encontrar-se com o seu amado num jardim.
ResponderEliminarA bicicleta pertence à senhorita Agnietje Van Gisteren que a deixa ali todas as manhãs, perto da Biblioteca Municipal, onde trabalha há mais de 20 anos.
ResponderEliminarMas este dia trará uma surpresa à vida monótona e rotineira da solteirona Agnietje...
Quando sair, à hora do almoço,como já faz há 20 anos, para se dirigir, na sua bicleta, ao jardim Brunswichk e lá comer a sua sanduíche de pickles enquanto lê, apenas pela quinta vez, "The Egoist" de George Meredith, verá com surpresa a sua bicleta ser observada atentamente por um estranho...
Será mesmo um estranho? Aqueles enormes olhos castanhos, tão pestanudos que parecem pintados...Não!! Andries ??!
ERRATA:
ResponderEliminarOnde se lê "bicleta" leia-se "bicicleta" :)
Todas as semanas, ele ia aos correios enviar uma carta escrita com a sua melhor caligrafia e cuidadosamente perfumada com Old Spice.
ResponderEliminarA destinatária era uma jovem de sardas e cabelos encaracolados cor de areia que vivia num apartamento sofisticado em Kuala Lumpur com um gato siamês.
Tinham-se conhecido em Paris, por mero acaso do destino, e apaixonaram-se perdidamente.
Mas ele vivia em Londres, onde leccionava Literatura num colégio conservador. Tinham grandes planos para o futuro.
Prendia a bicicleta no poste, e entrava.
Nos correios, o funcionário de bigode olhava-o com desdém, como se aquele fosse o único homem que enviava cartas escritas à mão e perfumadas. E talvez até fosse...
Na carta, ia uma proposta de casamento.
P.S. - Tenho pena por teres saído da F.L., mas compreendo perfeitamente a escassez de tempo.
Quando quiseres e puderes voltar, nem que lá hajam 20.000 participantes, quero que saibas que há sempre lugar para ti.
Beijinho
E não é que o António tinha razão!
ResponderEliminarOlha lá a conjunção de Vénus e Marte a por toda a gente a inventar uma história sobre romanceeeee
bjs
Gaspas
ResponderEliminarehehehhe e às sextas-feiras também? No jardim? ehehehehe
Obrigada pela participação no desafio, muito grata pelo enriquecimento :*
Sheela
ResponderEliminarmuito detalhada...mas falta a continuação, não podes abrir o apetite com uma entrada e depois não oferecer o resto! rkrkrkr
Gostei da sandes de pickles, só mesmo uma solteirona amarga comeria tal almoço ehehehehe
Obrigada pela participação
Hazel
ResponderEliminarque alegria me deste, pela participação e pelo post scriptum :)
Gostei muito do detalhe do Old Spice ehehehehe
Quanto ao resto, assim será. Tenho as sandálias verdes no carro para quando for à Lemniscata deixá-las para ti :)
Beijocas e obrigada por tudo
às sextas tem de ser num sitio mais recatado ;)
ResponderEliminarhehehe bem me parecia ;)
ResponderEliminarJuan não andava bem. Sabia que a vida lhe pedia umas decisões importantes há já algum tempo, que não fora até agora capaz de tomar.
ResponderEliminarEra a primeira vez que viajava sozinho para Amesterdão. Adorava aquela cidade, a leveza dos sítios, das pessoas, a descontracção que não usa relógio. Uma espécie de recreio para adultos. Amesterdão lembrava-lhe a simplicidade das coisas. E era isso que precisava - tornar tudo um pouco mais simples.
Chegara apenas há um dia e já respirava melhor. Acabara de estacionar a sua bicicleta quando uma onda cor-de-rosa começou a desenhar-se ao fundo da rua.
Uma parada gay! Riu.
Um braço enfeitado de lantejoulas estendeu-se e alcançou a mão de Juan, engolindo-o naquele mar rosa de plumas, balões e outros adereços que nem sabia existirem.
Ainda hoje, do velho Juan, ficou apenas a bicicleta esquecida numa rua qualquer de Amesterdão...
Obrigada IdoMind pela tua bela história! Gosto do pormenor do braço :) muito intenso!
ResponderEliminarBEijocas