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A mostrar mensagens com a etiqueta O Caminho e Eu

por que demorei um ano?

hoje sento-me à minha mesa para dar forma a um objetivo que ficou por cumprir no ano que acabou - retomar a escrita. tive tantas dúvidas e tantos receios, não sabia mesmo como retomar esta atividade que tanto prazer e bem-estar me traz, como encaixá-la na minha nova rotina. por outro lado também sentia que as minhas partilhas já não são só minhas, que a presença de uma criança na minha vida requeriam decisões mais comedidas, não quero partilhar a sua vida sem a sua autorização. mas como separá-lo de mim? e com tudo isto o tempo foi passando. fiz várias tentativas de me sentar onde estou, de escrever no telemóvel, de apontar no meu BuJo a intenção de o fazer, mas o tempo não era o certo e simplesmente não aconteceu. ontem surgiu novamente a ideia, mas com ela mais dúvidas. seria prudente manter este blogue? deveria criar outro e começar de novo? porém, as razões que me levavam a fugir deste espaço eram menos poderosas que as que me levam a permanecer. irão ocorrer algumas m...

a história de uma reconexão

gosto de experimentar coisas. e há uns anitos atrás surgiu a ideia de que o último grito no mundo das energias era a reconexão de Eric Pearl. uma amiga fez e sugeriu e, pois bem, fui fazer também. este foi um ponto fulcral que me levou onde hoje me encontro - a terapeuta de reiki. a reconexão teve em mim um efeito diferente do esperado. aos poucos deixei de sentir que as técnicas que usava antes faziam sentido. os rituais simplesmente não os conseguia realizar, não faziam sentido. o tarot deixei de o usar, não fazia sentido. o dilema era que a reconexão e a sua energia também não me faziam sentido. Não o sentia como uma coisa muito diferente do que antes sentia. não aceitava também com grande facilidade as suas "regras". era como se eu estivesse despida das velhas roupas mas as novas também não me deixavam confortável. ainda andei assim desorientada durante quase um ano. um ano sem animo.

rendição ao desejo

já passaram uns quantos anos, já se apagaram uns quantos blogues, eliminaram umas quantas páginas, mas o Grimoire permanece, contra todas as expectativas, aqui está. nunca o fui capaz de apagar, fechar, esconder, guardar, seja lá que ação pudesse considerar a melhor (não gostava, e continuo a não gostar, de ter energia parada na minha vida.) mas com o Grimoire nem sequer isso alguma vez me passou pela cabeça.

As fogueiras de S. João

Este ano nas fogueiras de S. João vou pular que nem uma Louca, brincar com a chama para purificar toda a sombra que haja ainda em mim. Vou brincar com a água para limpar as impurezas que restarem. Este ano nas fogueiras de S. João vou eliminar o Goblin , não o nutrirei mais.

o S. foi à escola

Demorámos algum tempo, é verdade. Mas em minha defesa, eu simplesmente me esqueço do tempo, acreditem, tenho alarmes no telemóvel para tudo, pois a minha noção de tempo está toda alterada. Entre beijinhos, abracinhos, mamadas e muda de fraldas, Saturno não me alcança, criámos o nosso próprio ritmo. Mas ontem foi o dia, o dia de apresentar o S. às tias e tios que ainda não o tinham conhecido. Ainda agora, 24 horas depois me emociono. O amor e carinho com que fomos recebidos é impressionante, não que não saibam que gostam de mim, mas de repente ver esse mesmo carinho expandido para o meu rebento, foi impressionante, de facto. Entre o colinho e a conversa doce, os narizes e barbas fartas, as carecas e as caretas, passaram-se duas horas de muita ternura e boa disposição. A morrer de sono mas a resistir para aproveitar ao máximo todas as novidades e sensações.

apeteceu-me

a manhã estava diferente, nublada e menos apetecível que nos dias anteriores. talvez por isso ou porque, elas sim, estavam apetecíveis, fiz favas com chouriço (de soja) e para acompanhar um pão da avó. Little desires  by Shin Tau Na segunda hora de Marte de um dia de Lua e de Santa Prudenciana, S. Ivo e S. Pedro Celestino

Super Pai

Hoje celebramos o dia do Pai, de todos os pais! Mas acima de tudo, hoje quero celebrar o Pai OM. Hoje é o teu primeiro dia como pai, ainda não tens a demonstração de afecto que terás nos próximos anos, no entanto, já tens a sensação do que é a tua vida de ora em diante, como uma multiplicação, já não és só o OM, agora outra parte em ti existe, o pai. Cresceste, multiplicaste-te e brilhas com isso. É bom de ver. Quero dizer-te que tens sido um super pai, que se vê no teu olhar o Amor que nos tens e nas tuas atitudes também. Quero ainda dizer-te que não deve estar a ser fácil ter de nos deixar e ir para um ambiente hostil, que sei que por ti ficavas e desfrutavas destes momentos maravilhosos que vivemos a três. Quero que saibas que aqui contamos as horas e os minutos para que voltes, que este lar não é o mesmo sem ti e que, quando chegas, parece que o dia acabou de começar, ficamos mais felizes. Completos. Para o recém Papá, um amo-te, dos dois! Na segunda hora de Lua de um dia...

13 dias

E já passaram 13 dias. É curioso como o tempo passa e nem por ele damos conta. É uma sucessão de eventos, de novidades, de rituais e rotinas novas que nos preenchem por completo. As 8 da manhã rapidamente se transmutam em meio-dia e este em noite. É tudo tão novo e tão emocionalmente esmagador. Isto sim é uma montanha-russa de emoções! Isto tudo para dizer que a minha disponibilidade para o Grimoire é muito pouca, não acredito que tenha tempo, nem vontade, de continuar um post por dia. Os meus interesses neste momento passam por coisas diferentes, pessoais e para viver em silêncio. Desta feita, virei aqui quando realmente tiver vontade, os tópicos serão cada vez mais introspectivos, registos de emoções e vivências novas, quem sabe o que vai acontecer. Vou permitir que este espaço se transforme, à semelhança de quem o escreve, em algo mais rico, diversificado, vou permitir mais uma multiplicação. Como sempre terei todo o prazer da vossa companhia, quem quiser será bem-vindo em parti...

mãe

trovoada estridente que me acordaste de madrugada. despertaste-me de um sono profundo. sorri e sorrio, contudo. relembrei que fora deste betão estás lá. sempre presente, natural. mesmo que silenciosa. senti saudades porque não me recordei da última vez que te ouvi. regressei à cama eram já 5. profundamente reconectada contigo, adormeci. Na primeira hora de Júpiter de um dia de Vénus e de S. Antão, Santa Leonilla e S. Alberto de Sena

cheia

sinto-me cheia de imagens belas. associo momentos da vida a imagens. emociono-me profundamente. dentro de mim tudo são imagens. coisas pequenas ou grandes, todas com um momento. fecho os olhos, por vezes de olhos abertos até, e as imagens invadem-me. aquele momento a caminho do carro, agora revisto em slow motion . por vezes também há filtros de cor, dependendo do estado de espírito. um outro momento a caminho do restaurante. e o outro à chuva. e os momentos vêm-me assim à memória. mas sempre associados a imagens cinematográficas. nunca mais comerei tomate cereja sem ser invadida por isto . mas depois há outros, mais entranhados, menos óbvios. a luz do sol que bate na pele dourada. a cortina que suavemente ondula numa dança coreografada com o vento. a mão que brinca com o vento na viagem de regresso, num fim de dia de verão. sinto-me cheia de beleza. Na primeira hora de Vénus de um dia de Sol e de S. Eslebão e S. Gonçalo de Lagos

silenciosamente emocionada

foi uma semana intensa. de repente tudo começou a (re)acontecer. a necessidade de dar resposta e a capacidade para o fazer não estiveram sempre em sintonia. é no ir fazendo que está a solução. escutando no silêncio o coração e agindo em consonância - silenciosamente emocionada. Na primeira hora de Vénus de um dia de Sol e de S. João Câncio e Santa Iria

castelos de cristal

Escrevi este texto no dia 17 de fevereiro deste ano, hoje, nem sei bem porquê, relembrei-o e decidi partilhar. em dias como o de hoje só apetece ficar embrulhada no pijama com as pantufas fofas a aquecerem os pés. dia ideal para ficar esparramada em frente à televisão a ver todo o tipo de programas de treta que a apatia conseguir aguentar. ou então um qualquer filme que não me faça pensar muito e apenas me permita não sentir que começa mais uma semana cheia de rotina e problemas pendentes. é necessária uma grande dose de paixão para conseguir sair hoje. para uma noite que se prevê fria e chuvosa, pouco convidativa. mas os castelos de cristal merecem o esforço. mantenhamos isso em mente e toda a preguiça, resmunguice até morrinhice serão vencidas pela paixão de ouvir boa música ao vivo. será uma bela forma de começar a semana. contrariar as tendências rotineiras. quebrar os rituais seguros e abanar o corpo para acordar o espírito. quebrar aquilo que afinal nos prende é o camin...

regressos

borboletas no estômago. mãos suadas. coração acelerado. sinais de paixão. a ansiedade misturada com o receio. por que receamos sempre o que é novidade. que códigos estarão impressos no nosso adn para que reajamos dessa forma. olhamo-nos. perscrutamos o que vai dentro. como estás. que limites são os teus. o que te move. até onde podemos dançar. observamos. testamos. cumprem-se os rituais e magicamente fazemos já parte de um todo. somos um. estou grata. Era um dia de Mercúrio e de S. Tomás de Vila Nova e S. José de Cupertino

Day 39 "de rituais"

não é como se o quebrar desse momento trouxesse uma inevitabilidade trágica. não é que sentisse a sua falta quando era quebrado. não é que haja amarras, um elo inquebrável entre quem sou e esse momento. era apenas e só um momento em que ao se concretizar me trazia boas sensações. só por isso mereceu ser cumprido até aqui. o último cigarro do dia era fumado à janela da cozinha. essa mesma janela onde já vivi, assisti, presenciei, penetrei cenários de um vasta variedade. o ar frio da noite, misturado com o fumo do cigarro, penetrava em mim, entrava-me nos ossos. os barulhos de uma cidade que se preparava para adormecer invadiam os meus ouvidos. ficava ali a presenciar esse pequeno momento, a comungar de um fim, mais um. a atmosfera apesar de fria era convidativa. oferecia tanto para descobrir, mais sons, mais sensações, cheiros, percepções. sentia-me um gato à janela que lutava contra o seu instinto natural de descobrir o que está para lá do vidro. recolhia-me para o ar quente da...

Day 37 "aprendo tanto contigo!"

Hoje quero um post especial para uma amiga especial! Uma já cá teve direito a um dia de aniversário, mas foi a única, foi a Sufas . Hoje é a Juca!!! Vamos às compras e as coisas que ela me ensina. Passamos férias juntas e as coisas que ela me ensina. Vamos beber café e as coisas que ela me ensina... Meu Deus, é a mulher mais paciente que conheço (até o revirar dos olhos...aí, é melhor fugir!).  Porque os teus conselhos são preciosos, os teu ouvidos sábios e os teus lábios cuidadosos, adoro-te!!! Amo-te muito minha querida e o meu mundinho fica mais rico e o meu coração sereno por saber que fazes parte da minha vida. Para ti, fica aqui o seguinte, cá em casa já não se desperdiçam os restos do pão que já não chegam para a torrada matinal. Cá em casa fazem-se croutons para a sopa e para a salada como a tia Juca ensinou ;) Receita: Cortar os restos de pão aos cubos.  Dispor numa travessa de ir ao forno.  Polvilhar com sal e alho q.b.  Regar abund...

Projeto 40 dias

40 dias de tudo e de nada 40 dias de férias 40 dias de arte 40 dias de  tudo e  nada Para estas férias, ao contrário do habitual, apetece-me manter o Grimoire em dia. Por tal, decidi que haverá um post por dia (em caso de impossibilidade, muita festa ou preguiça, sairá com atraso) . Serão 40 dias de produtividade. Amanhã, sai já o primeiro. Na segunda hora de Sol do dia de Lua e de S. Maria Madalena

emo(ti)va

há um filtro acastanhado que por vezes surge e pincela as memórias da minha vida. hoje toda eu sou castanho. mazy  by Shin Tau abri os olhos e vi castanho. lavei-me em água castanha. o pão e a manteiga castanhos estavam. o leite castanho. o café, aquele abraço matinal que me acolhe como o sol que sem questionar a sua missão todos os dias surge no horizonte. demorei-me nessa memória, do café em chávena azul. vesti-me de azul e castanho. Na segunda hora de Vénus de um dia de Júpiter e de S. Marinha, S. Frederico, S. Camilo de Lellis, S. Arnaldo de Metz.

das memórias e da gratidão

E neste período apetece-me recordar alguns dos melhores momentos e deixá-los aqui a marinar para ao longo dos próximos tempos me recordar o bom do trabalho feito. Episódio 1: «Hua Mulan was born in the fifth century.» teacher, i don't understand. what? born to be born is the opposite of to die. ok. «She was a chinese warrior.» teacher, i still don't understand. what, j.? in the fifth century. yes. she was born in the fifth century. i was born in the twentieth century. you were born in the twentieth century. so we were born in the twentieth century. owe. ok! but teacher, he wasn't born in the twentieth century. he was born in the twenty-first century. (levei algum tempo até conseguir digerir esta informação) episódio 2: old, young, middle-aged, are adjectives we use to talk about age. teacher, what's middle-aged? ok. you're young, right? yes. i'm older, right? yes. your history teacher is middle-aged. oh! i see, she's from the middl...

Lua nova em Caranguejo

Pois claro, então não havia o dia hoje de ser super emotivo?!?! O casamento alquímico realiza-se em Caranguejo, a união do Sol e da Lua no signo do Eu Sinto. Mercúrio e Vénus, bem como Lilith, seguem o cortejo. Apetece ficar em casa? Recolher e aninhar para sentir toda a turbilhão de emoções? Chorar e comer doces? Pois...é normal... A treat  by Shin Tau Hoje, só hoje, permitamos que as lágrimas corram, que as palavras que estavam aprisionadas na garganta saiam e que as emoções se limpem. Vamos lá regenerá-las, permitir-lhes que se transformem, nas águas lamacentas de Caranguejo, em algo bonito e cheio de Luz, translúcido. Oiçamos o nosso choro, as nossas queixas, oiçamo-nos! A criança que há em nós merece-o. Na segunda hora de Vénus de um dia de Lua

do Ser(se) Humano

o ser humano é curioso. sim, "curioso" é o adjectivo que mais se adequa a esta tentativa de reflexão. num momento tudo está em perfeita harmonia, um trabalho calmo e organizado. e num ápice o oposto se cria. Towers  by Shin Tau o que será que acontece nessa fracção de segundo em que tudo muda? que processo se dará? perdemos a noção de onde estamos e do que fazemos assim tão "de-repente-mente"? olho à volta e percepciono que a harmonia é perturbada pela súbita necessidade de trabalho em conjunto. haverá algum processo que nos faça mudar a atitude por termos de interagir com o outro? perdemos o nosso controlo porque estamos com o outro? não consigo acreditar que seja apenas isso. não me parece uma justificação plausível. busco outra resposta. continuo a observar e reparo que há um ponto, um pilar, um foco nesta situação. és tu. tu és o centro. tudo gira em torno do teu comportamento. atitude. postura. expressão facial. tudo. até a pausa que fazes entre cada p...