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o S. foi à escola

Demorámos algum tempo, é verdade. Mas em minha defesa, eu simplesmente me esqueço do tempo, acreditem, tenho alarmes no telemóvel para tudo, pois a minha noção de tempo está toda alterada. Entre beijinhos, abracinhos, mamadas e muda de fraldas, Saturno não me alcança, criámos o nosso próprio ritmo.

Mas ontem foi o dia, o dia de apresentar o S. às tias e tios que ainda não o tinham conhecido. Ainda agora, 24 horas depois me emociono. O amor e carinho com que fomos recebidos é impressionante, não que não saibam que gostam de mim, mas de repente ver esse mesmo carinho expandido para o meu rebento, foi impressionante, de facto. Entre o colinho e a conversa doce, os narizes e barbas fartas, as carecas e as caretas, passaram-se duas horas de muita ternura e boa disposição. A morrer de sono mas a resistir para aproveitar ao máximo todas as novidades e sensações.
Conclusão, o amor que damos acabamos sempre por receber, essa é a verdade. Não vale a pena criarmos uma personagem fictícia, pois ela acaba e não restará nada. Não vale a pena fingirmos emoções e sentimentos inexistentes, pois afastamo-nos e o elo não perdura. Só vale mesmo a pena sermos nós, verdadeiros, darmo-nos aos outros na nossa pureza e genuinidade, só assim as relações perduram e duram para lá das separações.

Vai ser um prazer continuar a ter-vos a todos na minha vida e o S. vai ser muito amado e mimado!

A sentir-me abençoada.

Na primeira hora de Lua de um dia de Marte e de S. Manuel, Santa Teresa Infanta e S. Urso de Aosta

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