sexta-feira, novembro 11, 2011

O Homem Impulsivo - o sistema nervoso II

O homem impulsivo. (parte I)

Dito isto, figuremos de novo o conjunto do organismo humano; três usinas superpostas diretamente entre si, conforme já vimos. Essas usinas contêm tudo o que lhes é necessário para funcionar. Por isso, não têm elas nenhuma comunicação central com o sistema nervoso senão a que se efetua pelo grande simpático. Aqui está por que a cabeça não pode dirigir o movimento do coração e do fígado: é que esses órgãos não fazem parte do seu domínio.
(...)

A cada uma das três usinas está anexado um par de órgãos particularmente denominado membros. A usina-ventre tem, assim, uma par de pernas, a usina-peito, um par de braços, a usina-cabeça, uma par de maxilares inferiores ligados a um órgão simétrico, a laringe.

Ora, estes pares de membros não são movidos pelo mesmo sistema nervoso que os aparelhos em movimento das usinas. O grande simpático preside ao movimento interior do sangue nesses membros e às mudanças respiratórias que aí se produzem localmente, porém não há nenhuma ação sobre os movimentos que os membros realizam.

É a medula que preside a estes movimentos quando eles são automáticos; o cérebro, quando eles são conscientes. Também ao nível de cada usina, a medula apresenta uma entumescência característica, de onde partem e para onde convergem todos os cordões que vão ter aos maxilares, à laringe, aos braços ou às pernas, conforme a situação da entumescência. Da mesma forma, todos os pontos sensitivos da pele que cobre o organismo correspondem aos nervos sensitivos que vão ter à medula.

Assim, cada usina divide-se em duas porções bem distintas: 1.ª - porção central, o maquinário, sobre o qual só age o grande simpático; 2.ª - a porção periférica, a pele e os membros, sobre os quais o outro sistema nervoso tem a sua ação.
(...)

Sua ação [do sistema nervoso dito consciente] é exercida sobre a periferia (...) ela pode ser, no entretanto, de duas naturezas: reflexa ou consciente.
(...)

Em resumo, o movimento consciente, volitivo, quer ele seja no mesmo sentido ou no sentido contrário do movimento reflexo, é sempre mais poderoso que este e pode, quer exagerar consideravelmente, quer sustar claramente a ação deste movimento reflexo.

in Tratado Elementar De Magia Prática de PAPUS

Na primeira hora de Mercúrio do dia de Vénus, S. Martinho, S. Meno, S. Veranio
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