quarta-feira, junho 19, 2013

Da riqueza humana

Há uns dias atrás, num jantar animado, descobri algo muito curioso sobre a natureza humana.

Partilhávamos algumas experiências literárias quando uma Gémeos de ascendente Aquário desabafou que há momentos em que não aguenta a curiosidade de saber o que se vai passar e avança as páginas necessárias para descobrir. Dizia ela que era só para aliviar a tensão que se cria em alguns momentos, voltando depois à página onde estava e continuava, descansada, a sua leitura e o prazer que ela lhe dá.

Este desabafo teve em mim o efeito de uma descoberta incrível, pois, confesso, nunca me tinha ocorrido que essa possibilidade existisse. É verdade, serei eu assim tão cumpridora de regras que nunca me tenha ocorrido esta hipótese de não cumprir o esperado. E eu já li muitos livros e posso dizer que sou muuuuito curiosa.

Mas esta verdade nunca me passou pela cabeça. Em verdade, recentemente aconteceu-me exactamente o oposto. Ao invés de querer descobrir o que se iria passar, parei e fechei o livro durante uns dias, até ter a coragem de descobrir o que o Autor tinha decidido fazer com aquelas personagens.
Birds in books by Shin Tau

Escrevi isto no dia 3 de janeiro de 2013 a propósito:
vieste ter-me às mãos em abril de 2011. chegaste assim inesperado como uma gota de chuva em agosto.
como a gota em agosto que cai em solo seco, caíste na minha alma. abriste uma brecha e penetraste. foste fundo e dissolveste-te no pântano de emoções que habitam o meu ser. a gota fresca inflamou as águas. num ápice se tornaram cristalinas e emergiram. brotaram. respingaram. inundaste-me.
hoje, não quero terminar a tua história. ando ali com dois capítulos pendurados para que as tuas palavras fiquem assim, como uma gota que teima em não cumprir a lei da gravidade. todas as noites me deito e sonho com maria da graça. penso no sasha e questiono-me se estará ainda vivo. desejo que quitéria se dê bem com andriy. e assim adormeço a viver a tua história.
sabes, creio que tenho receio de continuar. de concluir. e se não lhes deres o final que eles merecem? e se eu descobrir que és um deus punidor? e se não corresponderes às minhas expectativas? ó Mãe, vamos ter aqui uma prova para superar. afinal, que tipo de deus és tu?
hoje vou descobrir-te. confesso, porém, que, de um deus que cria as coisas mais belas do mundo, só posso mesmo esperar amor e compaixão. nada menos que isso se coaduna contigo.
É de facto da diversidade de almas e naturezas que surge a riqueza da Vida.

Na segunda hora de Saturno de um dia de Mercúrio e S. Juliana, S. Romualdo, S. Gervásio, S. Prostásio e S. Deodato
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