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A mulher nua - a Estrela

Nas cartas de tarot, as únicas figuras femininas que surgem destacadas, isto é, são o centro da carta, são a Sacerdotisa, a Imperatriz, a Estrela e o Mundo. 4 figuras num total de 22 cartas.

Na primeira carta ela aparece velada, coberta de vestes e de face ocultada, é ainda o enigma. Na segunda surge coroada, tomou o seu lugar no mundo visível. E, quando surge na Estrela, ela está completamente nua, liberta dos condicionamentos físicos, pura. A sua nudez representa isso mesmo, a pureza.

A Estrela segura uma taça dourada na mão direita, representando a transmutação da coluna direita da Sacerdotisa, Joakin. Esta taça simboliza o consciente. Na mão esquerda, a evolução de Boaz da Sacerdotisa, transformou-se na jarra prateada, o inconsciente.

É na mistura contínua que faz entre o consciente o inconsciente que a Estrela vai limpando as crenças do passado. Esta transmutação acontece quase como na Temperança, carta que Crowley optou por transformar numa figura feminina também, embora em todos os outros baralhos seja um Anjo. A diferença é que na Temperança as águas misturam-se num caldeirão e aqui, na Estrela, elas correm livremente num fluxo sem barreiras, não é uma libertação pessoal, mas colectiva.

A mulher nua na Estrela, pura e livre, manipula as águas do consciente e inconsciente, através dela libertamo-nos. Que assim seja! Que nos desnudemos.

Na segunda hora de Lua de um dia de Júpiter e de S. Nicolau Tavelic e Santa Josafá

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