domingo, dezembro 30, 2012

O Imperador

Para o fim de 2012 e início de 2013 temos o Imperador a emanar a sua energia sobre o nosso Caminho.

Desta forma, nada poderia ser melhor, já que ele nos traz estabilidade, segurança, estrutura, elementos necessários para quem está cheio de força para levar em frente as resoluções do Ano Novo.

Não me vou alongar nesta análise, pois o Imperador já foi explicado aqui e até há uma meditação para ele aqui. O que me interessa hoje chamar a nossa atenção é para um aspecto que nem sempre nos lembramos.

O Imperador é o par natural da Imperatriz, enquanto esta representa o lado inconsciente o outro representa o lado calculado, organizado, pensado e reflectido. Mas o Imperador não pode governar sem dar a devida atenção à Imperatriz. Esta é a chamada de atenção para esta semana: integremos o arquétipo do Imperador, mas não nos esqueçamos que tem de haver a essência da Imperatriz a ajudar-nos nessa senda.

Além disso, chegou a hora, para mulheres e homens, de deixarmos de projectar o lado masculino no pai, chefe, marido ou outra pessoa que represente papéis de autoridade na nossa vida. É tempo de nos auto-proclamarmos como a única autoridade competente para mandar na nossa vida, romper as correntes dos condicionamentos repressivos, convenções e normas da sociedade.

Conquistemos a nossa independência financeira, não pelo dinheiro, mas pela liberdade que nos dá de decidirmos sobre a nossa vida, de gerir os nossos recursos como desejarmos, livres de chantagens e manipulações.

A todos uma semana cheia de determinações importantes e firmeza!

Na primeira hora de Júpiter do dia de Sol, S. Sabino, S. Anísio

sábado, dezembro 29, 2012

9 Bastões no último dia da Lua

Neste último dia da semana com a Lua temos a energia do 9, número onde a energia assenta, depois de explodir no 8 e antes de estabilizar no 10. Sendo o 9 de Bastões a chamada de atenção cai sobre a nossa energia interior. Mas atenção, a carta fala-nos mesmo de que depois da tempestade vem sempre a bonança.

Oh Well!
O 9 está associado à esfera de Yesod, a Lua, na Árvore da Vida, e, por isso, põe-nos em contacto com o nosso inconsciente. Com esta carta e com a Lua a palavra de ordem é conhecer o que temos dentro de nós, escutar o mais profundo do nosso inconsciente lunar. Permitir que os nossos impulsos apareçam e deixarmo-nos guiar por eles.

Na conclusão da semana da Lua, fico grata pela chamada de atenção que esta carta me trouxe pois ela fez-me reflectir nos impulsos que ainda existem, naquele pensamento que lateja como uma dor de cabeça indesejada. Na vontade que surge em trazer luz à escuridão que o não entendimento traz. Mas também trouxe um aspecto positivo, pois ela ensina-nos a firmar dentro de nós as nossas decisões, é uma Lua em Sagitário.

Não há nada mais fácil para uma Lua em Sagitário do que determinar o rumo a seguir, apontar a flecha para as novas aventuras do caminho e afastar-se do que a faz sofrer. No entanto, este lado lunar relembra que é fácil ficar preso ao passado e às programações infantis marcadas pela mãe, tornando-se assim uma barreira difícil de transpor. Só com um conhecimento profundo do que se quer e do que se sente, se pode agir, isto é, libertar da programação e livremente escolher o alvo para onde dirigir a flecha.

Come and be free
A confirmação de que estamos a agir de acordo com a nossa vontade e plenos de determinismo para alcançar o objectivo chega com a sensação de estrutura, verdade e firmeza. Sensação essa que nos permitirá encarar melhor as possíveis dificuldades que estas decisões podem acarretar. Só se nos atrevermos a dirigir a nossa energia para o que fazemos num sentido emocional profundo, regataremos a firmeza e autoconfiança.

Por isso, meus queridos, hoje aconselho que determinemos o que queremos de acordo com o que sentimos, prestemos atenção aos nossos impulsos, eles guiar-nos-ão nesta tarefa que pode não ser assim tão simples. Afinal, às vezes a mente já sabe o que fazer, mas o coração recusa-se em acordar, permitindo à Sombra permanecer um pouco mais no escuro. E não nos podemos esquecer que é no equilíbrio da mente com o coração que atingiremos o Caminho do Meio.

Na primeira hora de Vénus do dia de Saturno, S. Tomás de Cantuária, S. Trófimo

sexta-feira, dezembro 28, 2012

2012 revisto

Under Water
Estamos no fim do ano e inevitavelmente damos por nós a fazer balanços. Ponderamos os objectivos que atingimos, os que ficaram pelo meio e aqueles que simplesmente abandonámos. Damos graças pelas aprendizagens e pelas oportunidades de crescimento que nos foram colocadas no caminho.

No fim dos balanços fazemos habitualmente as resoluções, traçamos novos objectivos, manifestamos os desejos e enchemo-nos de força para recomeçar. É isso que me proponho fazer hoje.

Quem me acompanha sabe que este espaço nunca teve como objectivo instruir os outros. Ele sempre funcionou como um barómetro das minhas próprias aprendizagens e experiências, a instrução ou partilha sempre foi um subproduto, que me deixa muito feliz, verdade. Por isso, a minha dúvida ao começar este balanço foi esta: «Terei deixado de aprender? Ter-me-ei desviado do meu percurso natural?»

Uma rápida olhadela no Grimoire e é fácil de compreender que este ano não foi o mais produtivo. Com uma existência de 4 anos, é natural que aos poucos a vontade de escrever sobre o que se vai fazendo comece a decrescer, já que as matérias são sempre as mesmas e o receio da repetição existe como uma dor de cabeça. No entanto, sei que mesmo falando do mesmo, os assuntos que estudo nunca são estanques e as descobertas são sempre muitas. Então, porquê esta paragem, este abandono?

Balance por Javajipe
Depois de alguma quietude, compreendi que não foi por falta de gente que me acompanhe e a motivação que me infundem ou por falta do que falar, mas simplesmente porque assim foi. Na verdade não há uma justificação, simplesmente foi acontecendo. Aos poucos a determinação de um post por dia foi perdendo o seu sentido. Aos poucos a vontade de analisar as cartas da semana foi deixando de ser necessária. Aos poucos fui deixando que a informação ficasse dentro de mim e deixando de ter a necessidade de a pôr fora. E foi tão somente isso que aconteceu. Foi tudo natural e por isso necessário.

Este ano houve uma revolução dentro de mim e tudo ficou guardado no meu caldeirão. Uma rápida consulta no ano registado e vêem-se bem os altos e baixo, os auges e fracassos, as alegrias e tristezas, pelas quais passei.

Uma selecção de textos do ano 2011.

Como num alambique foi feita a destilação e no silêncio do laboratório o nigredo cresceu, mas agora ele deu lugar à pedra verde e, em breve, assim o espero, esta transmutará em ouro.

Na segunda hora de Marte do dia de Júpiter, S. Ursano, Santos Inocentes

quarta-feira, dezembro 26, 2012

29.º Caminho

Nudas Verita de Gustav Klim
O Caminho de Koph, ou o vigésimo nono caminho, é o da Consciência Física porque descreve o crescimento de tudo o que chega a ser físico sob o sistema de todas as esferas.
in Sefer Yetzirah

Este é o segundo Caminho da Personalidade, do Eu Inferior, liga Malkuth a Netzach. Este caminho é regido pela carta A Lua, estando, por isso mesmo, associado a Peixes, à cor violeta, ao espelho mágico e a Neptuno.

Com ele é suposto que o adepto se eleve do corpo físico para a consciência da sua natureza emocional, pois Netzach é regida por Vénus. Neste caminho deveremos aprender a remover toda a ilusão e confusão que habita nas nossas águas interiores. Olhar o nosso corpo físico e ver onde estão as tensões, a acumulação de todas as contrariedades.

Na primeira hora de Marte do dia de Mercúrio, S. Estêvão

segunda-feira, dezembro 24, 2012

um ano depois

Gostava que este texto fosse escrito com outro sentimento, gostava que o balanço depois de um ano trouxesse paz e serenidade, quer ao coração, quer à mente, mas não, não me posso mentir e dizer que está tudo bem, não posso continuar a silenciar esta dor. Ela precisa de sair, exprimir-se, vazar para poder dar lugar à Luz.

Tudo foi diferente, porém, o sentimento é o mesmo, falhei, não passei esta prova, não fechei o círculo e tudo  se vai voltar a repetir. Contra a minha vontade permiti que o medo vingasse e não fiz o senti que devia fazer. O espelho é claro e rápido a mostrar a incongruência entre o que digo que devo fazer e o que faço na verdade.

A dor faz com que a dúvida se instale e o medo segue-se, impedindo que a fé, a confiança, o amor prevaleçam. Foi só isso que aconteceu, o medo sobrepôs-se a tudo o que senti. Por hoje e só por hoje perdoo a minha falha.

Na primeira hora de Lua do dia de Lua, S. Gregório, S. Delfim

domingo, dezembro 23, 2012

A Lua

O primeiro Arcano que nos irá influência nesta nova Era iniciada com o Solstício de Inverno é a Lua, arcano 18.

A Lua representa o nosso lado escuro, o negro, aquele que evitamos a todo o custo conhecer e reconhecer em nós. Porém, se queremos de facto recomeçar uma vida de forma mais consciente e verdadeira, temos de enfrentar este lado escuro que há em nós, a nossa Sombra.
Shadow by Serendipiti

A Lua poderá mostrar-nos os nossos medos, muitas vezes relacionados com aspectos da infância que se encontram profundamente enraizados na nossa forma de actuar e que nem por isso temos consciência deles. Mas para que haja uma libertação, o atingir o nosso Verdadeiro Ser, precisamos de nos libertas destes medos e aspectos tenebrosos da nossa pessoa.

Para isso precisamos de nos munir da nossa coragem e enfrentar a noite escura da Alma. Olhar o espelho à meia-noite e ver o reflexo do nosso lado lunar. Obsessões, paranóias, ameaças e receios, tudo virá durante esta semana. (Espero que não seja na noite de consoada!!!)

Este arcano também está associado ao Karma, a todos os actos que nos mantém presos à eterna roda das encarnações. Desta forma, será muito produtivo para todos se estivermos atentos às circunstâncias que se forem formando e através de uma observação imparcial conseguiremos ver o que estamos a atrair e, por conseguinte, identificar o padrão e desbloquear o karma.

Apesar de me parecer que esta semana virá a ser uma semana com muito trabalho, que só trará frutos se for feito numa entrega total de aceitação ao que surgir, parece-me também que poderá ser uma das semanas mais importantes até ao momento. Se a nossa verdadeira vontade é libertarmo-nos e seguir em frente rumo à plenitude de quem somos, temos de passar esta prova difícil, mas consegui-lo será muito gratificante.

Qualquer que seja a situação da vida a saída está em reconhecer, aceitar e iluminar os aspectos mais obscuros do inconsciente. Não adiante virar as costas à Sombra, pois mesmo que nos dirijamos para a Luz, a sombra permanecerá e, pode até aumentar, mas como a Luz nos impede de a ver, torna-se mais fácil sermos manipulados por ela. 

Embora resgatar e iluminar a sombra signifique enfrentar justamente o que mais tememos, o que nunca quisemos ver, o que negamos existir, só dessa forma nos podemos libertar e incorporar uma melhor versão de nós próprios.

Que a viagem à noite escura da Alma nos liberte. A todos uma semana muito escura, mas proveitosa!

Na primeira hora de Saturno do dia de Sol, S. Sérvulo, S. João Câncio, S. Victória, S. Dagoberto

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Chegou o fim?

Muito se tem escrito neste último ano sobre o fim do Mundo e nestes últimos dias então, parecia uma loucura. Na verdade sempre se escreveu muito sobre o fim dos tempos, é a eterna questão escatológica do Ser Humano. Este medo que não nos deixa dormir e nos faz esquecer tudo o que aprendemos.
A book of myths and legends

Pois bem, chegou o dia e nada aconteceu. Há quem diga que algumas fraternidades que se têm dedicado à cura do planeta tenham conseguido evitar tal catástrofe. (por respeito não me rirei)

Aprendi umas coisas interessantes sobre o assunto, quando me debrucei sobre os aspectos científicos do calendário maia e, de informação em informação, fui parar a conclusões muito interessantes. Alinhamentos astrológicos, planetas chave na questão, medidas de tempo e buracos negros.

Desta forma, surge a vontade de partilhar convosco os votos para esta nova Era que efectivamente começa hoje, partilhando também o que entendo sobre este novo início, que precede o fim, não do Mundo mas de uma Era, de uma forma de estar.

O importante neste momento é sabermos «quem somos», «o que somos» e «quem queremos ser», estas deverão ser as nossas metas. Sabendo, pois claro, que para o descobrir nos precisamos de afastar de tudo o que não é verdadeiro, de tudo o que é ilusório, transitório e que nos mantém aprisionados nesta dança de encarnações.

Outro aspecto importante para esta Era parece-me ser a descoberta do que nos complementa. Depois de estarmos em sintonia connosco próprios, de sabermos a nossa Verdade, precisamos de nos completar. Há quem lhe chame «almas gémeas», mas eu prefiro chamar simplesmente a união.  Ao fazermos a união dos nossos opostos tornamo-nos inteiros, deixando de ser um Ser imperfeito para alcançar a perfeição. Sortudos serão os que conseguirem já encontrá-lo.

Com a união, não teremos mais desculpas para não cumprir a nossa Missão, a de sermos felizes e por isso nos tornarmos num contributo harmonioso para o funcionamento do Universo. Só assim, para mim, faz sentido.

E é isso, esta nova era trar-nos-á a hipótese de plenitude, felizes serão aqueles que a aproveitarem. Para hoje alinhemo-nos com a energia que se transmuta e cresçamos na direcção da nossa realização. Relembremos que sem o Outro nada somos, mas que primeiro, para sermos no Outro temos de ser em Nós.

Que a Luz nos acompanhe neste momento e em todos os que se seguirem. Que o Amor guie sempre os nossos passos. Que os Mestres nos ajudem.

A todos desejo que entrem nesta Era repletos, inteiros e que assim não for, rapidamente se reencontrem.

Amo-vos.


Na primeira hora de Júpiter do dia de Vénus, S. Tomé, S. Pedro Canísio

sexta-feira, dezembro 14, 2012

5.º princípio

Tudo flui e reflui, tudo tem os seus períodos de avanço e retrocesso, tudo ascende e descende, tudo se movimenta como um pêndulo. A medida do seu movimento para a direita é a mesma do que a do seu movimento para a esquerda, o ritmo é a compensação.
Kybalion

Na primeira hora de Lua do dia de Vénus, S. Agnelo, S. João da Cruz, S. Espiridião, S. Nicásio, S. Fortunato

terça-feira, dezembro 11, 2012

21

A perfeição final.
Vinte e um é o número inverso de doze. O doze é par e representa uma situação equilibrada que resulta da organização harmoniosa dos ciclos perpétuos, enquanto que o vinte e um é ímpar e simboliza o esforço dinâmico da individualidade, que se vai elaborando na luta dos opostos e abrange o caminho sempre novo de ciclos evolutivos.

René Allendy

Na segunda hora de Vénus do dia de Marte

domingo, dezembro 09, 2012

Realização

Para esta semana temos O Universo como energia (que bom!), o que quer dizer que o trabalho realizado na semana da Temperança foi muito produtivo.

O Universo representa a integração, a união dos opostos concluída, o casamento perfeito entre consciente e inconsciente. Nesse estado de sintonização com o Todo que somos, conseguimos trabalhar de forma mais clara, mais leve, menos exigente.

É a conclusão de uma fase da vida, é o ponto final que vem substituir a vírgula, é a gota de água que faz desabar a barragem, é a Luz que preenche o corpo vazio. Isto é o Universo, a dança perfeita e harmoniosa entre o físico e o espiritual.

Mas para que tudo isso aconteça, é preciso pôr a mão na massa, concretizar e realizar, pôr na prática. A Alma chegou a um momento em que as ideias e as palavras e as projecções do que pode vir a ser não são mais suficientes, não basta estar no ar é preciso resumir e passar a uma nova fase, a da concretização ou realização.

Esta semana, façamos a conclusão daqueles assuntos pendentes. Façamos uma lista de assuntos por resolver e, por prioridades, resolvamo-los. Não é bom para ninguém manter uma situação pendente e o Universo dá-nos a energia perfeita para o fazer com harmonia. E sim, também chegou a hora de largar aquela relação que não vai para a frente de forma nenhuma, esta é a hora de construir uma nova era na nossa História pessoal e intransmissível.

Se hoje fosse o teu último dia de vida, continuavas a insistir nesse assunto? Escolherias estar com essas pessoas? Ficarias leve e livre?

Dance Me to the End of Love (live) by Leonard Cohen on Grooveshark



Na primeira hora de Júpiter do dia de Sol, S. Leocádia, S. Valéria

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Ouroboros


É um imenso círculo contínuo, que mantém o Cosmos integrado dentro de si. É o útero que preserva a vida. Simbolicamente representa a manifestação e a reabsorção cíclica,  a energia sexual partilhada e a autofecundação permanente. É a perpétua transformação da vida em morte e da morte em vida, a morte que sai da vida e a vida que sai da morte.




Na segunda hora de Saturno do dia de Júpiter, S. Nicolau

terça-feira, dezembro 04, 2012

Conjunção e Sublimação

She wanted a witness to her life de P-Jay Fidler
A união dos opostos leva à plenitude do Ser.
É a afirmação de um acordo harmonioso que tende a ocorrer entre o consciente e o inconsciente. 

Ao derramar nele uma seiva natural o ser abre-se sobre si mesmo. 
É um instante de relaxamento, uma maneira de recuperar o fôlego neste processo de individuação. Este momento privilegiado permanece, no entanto, frágil: o corpo repousa e o espírito liberta-se sem cair numa sonolência, mas correndo o risco de perder os ganhos.

Na segunda hora de Lua do dia de Marte, S. Barbara, S. João Damasceno

segunda-feira, dezembro 03, 2012

25.º Caminho

É o caminho da Consciência da Prova e é chamado assim porque é a tentação original com que Deus prova a todos os seus Santos.
in Sepher Yetzirah 

Este é o primeiro caminho da Árvore da Vida dos Caminhos da Individualidade ou do Eu Superior. É o caminho que liga Yesod, a Imaginação, a Tipharet, a Vontade. Podemos ver em Yesod a Mulher e em Tipharet o Homem. Desta forma, torna-se mais fácil compreender o que a citação que inicia este texto nos quer dizer. Tenham atenção, Mulheres, não queiram submeter e transformar o sexo masculino em escravo, para mais facilmente o manipular. Atenção Homens não queiram ser escravos do sexo feminino.

Este caminho fala-nos das oposições dos sexos, da importância do sexo partilhado de forma natural e não como um meio de atingir o domínio sobre o outro. É a oposição Sol-Lua.

A Temperança, a Arte, como prefiro usar, é a carta que na Árvore da Vida liga estas duas esferas. Com ela o seguinte ensinamento: devidamente equilibrada entre o intelecto e o sentimento, a alma invoca a força vital para a impulsionar para a região da consciência onde ocorre a iluminação divina.

Meditemos sobre o assunto.

Na segunda hora de Sol do dia de Lua do dia de S. Francisco de Xavier, S. Lúcio, S. Galgano

domingo, dezembro 02, 2012

A Arte

A Temperança é a carta XIV, 2 x 7, representando por isso mesmo a união de duas entidades puras, que completando-se em si mesmas atingem juntas um novo estado de perfeição. O casamento alquímico da carta Os Amantes foi realizado, integrados os dois princípios, masculino e feminino, deu-se a fusão.

Mas que significa isto?

Fundir os opostos significa estar em paz, que dentro de nós apenas habita a tranquilidade. Aceitaram-se as qualidades menos boas que havia em nós, desta forma, transmutámo-las em qualidades mais positivas. Fizemos as pazes com o passado e libertámo-lo também. Não mais representa um lugar de dor ou de conforto para onde o ego necessita de regressar e identificar-se. Já não vivemos no passado mas sim o presente.

Chegámos, dessa forma ao nosso Eu Superior, ao eterno presente, ao viver aqui e agora com os ouvidos e olhos abertos escutando a voz do silêncio. Mas que significa isto?

Em termos bem práticos, a Arte diz-nos que a nossa natureza não exige esforço, faz o pinheiro um grande esforço para dar pinhas? Não adiante forçar uma situação ou a nós próprios, o esforço nem sempre é sinal de que valha a pena (para mim, até, é sempre um sinal de que não vale). Esta semana concentremos todas as nossas energias naquilo que nos dá prazer, centremo-nos na acção que estamos a realizar no momento e não pensemos no que ela nos pode trazer ou não no futuro. Por outras palavras, vivamos o momento presente em prazer e desfrutando-o. Quanto menos pensar no objectivo que aquela acção tem mais prazer consigo tirar da acção em si.

Esta semana chamam-nos a viver na fluidez da Vida, a estar no presente e a aceitar a corrente que nos levará às experiências que necessitamos para continuar a aprendizagem e aperfeiçoamento do nosso Eu.

A todos uma excelente semana de Arte.
Present Tense by Pearl Jam on Grooveshark

Na primeira hora de Vénus do dia de Sol, S. Bebiana, S. Aurélia

sábado, dezembro 01, 2012

Quanto dura um erro?

Não é fácil quando saímos de nós próprios e temos atitudes que nada têm a ver connosco, com a nossa essência. Quando fugimos da nossa Luz, da nossa Verdade, do Verdadeiro Eu, afastamo-nos de quem somos e isso traz uma mancha de escuridão. Quanto mais nos afastamos, mais escuridão penetra em nós, levando-nos para lugares escuros. De onde por vezes não é fácil sair, mas, lembremo-nos, nada é impossível.

Esta é uma verdade, uma realidade bem simples, causa e consequência óbvia.

Todos nós já passámos por isso. Todos, sem excepção, temos momentos da vida em que nos afastámos, largámos a nossa Verdade e seguimos sem consciência. A diferença entre alguns de nós é simples - uns identificam a causa e aceitam a consequência, libertando assim a dor e ficando em paz, outros não identificam a causa e permanecem no sentimento de injustiça da consequência, perpetuando a dor e atraindo mais situações idênticas  Porque a verdade também é esta - quando a acção envolve mais do que uma pessoa, ambas foram a causa e ambas terão de aceitar as consequências. Será, então, possível apenas uma das partes seguir em frente e libertar?

Não há o justo e o culpado. As fronteiras não existem. As lições podem ser diferentes, mas a responsabilidade é sempre partilhada. Creio que por isso mesmo a parte principal seja perdoarmo-nos, ao fazê-lo estamos a aceitar que desta vez não fomos perfeitos, mas a compreender que não é uma acção que determina o nosso futuro ser.
Reparemos que há a reflexão, perdoar-nos, pois também é verdade que não poderemos perdoar o outro, apenas a nós próprios. Perdoar o outro é uma ilusão, isso é um efeito colateral da acção de nos perdoarmos.

Na segunda hora de Marte do dia de Saturno, S. Eloi, S. Ansano
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