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Os 12 Trabalhos de Hércules - 5.º Trabalho






Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por


Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)




Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot






5º Trabalho

“A morte do Leão de Neméia”


Aprender a utilizar o poder e a coragem





Mitologia


Hércules, descansando de seus trabalhos, desconhecia a próxima prova. Sentia-se forte e passava os dias perseguindo a corça sagrada até ao templo do Senhor. Chegou um momento em que a tímida corça conheceu bem o caçador que a perseguia, e mansamente submeteu-se ao seu comando. Assim, muitas e muitas vezes, ele carregava-a junto ao coração e dirigia-se ao templo do Senhor.
Assim descansava nosso herói. Foi então que lhe indicaram o Quinto Trabalho e para executá-lo, Hércules, armou-se até aos dentes, enquanto os deuses observavam-lhe os passos e as mãos firmes e o olhar decidido. Porém, no fundo do seu coração havia dúvidas, “Que estou fazendo aqui?” disse ele. “Qual é a prova, e porque razão estou assim armado?”


“Soou um chamado, oh Hércules, um chamado de profunda angústia. Teus ouvidos externos não responderam a esse chamado, e contudo, o ouvido interno conhece bem a necessidade, pois ouviu uma voz, sim, muitas vezes, falando-te da necessidade e incitando-te a ousar mais. O povo de Neméia procura a tua ajuda. Eles estão sofrendo muito. As noticias das tuas proezas espalharam-se. Eles procuram-te para que mates o leão que devasta a sua terra e vitima os seus homens.”


“É dele este som selvagem que eu escuto? É o rugido de um leão atravessando o ar que estou a ouvir?”, perguntou Hércules.


E o mestre respondeu-lhe: “Vai, procura o leão que devasta as terras que estendem além. O povo desta terra vive silenciosamente a portas fechas, não ousam sair para as suas tarefas; não cultivam a terra, não semeiam. De norte a sul, de leste a oeste ronda o leão, e nessa ronda furtiva apodera-se de todos os que cruzam o seu caminho. O seu temível rugido é ouvido durante a noite e todos tremem por detrás das portas trancadas. Que farás tu, Hércules?”

E Hércules, o ouvido atento, respondeu à necessidade. Sobre o caminho ele depositou as suas armas, retendo para seu uso o ramo que cortara com as suas próprias mãos de uma tenra e verdejante árvore. Ele acreditava que o belo conjunto de armas o tornavam pesado e retardariam os seus passos. Não precisaria de nada mais a não ser o seu forte ramo; e com ele o seu coração destemido, caminharia à procura do leão. Mandou avisar o povo de Neméia que estava a caminho e disse que expulsassem o medo dos seus corações. Hércules andou procurando muito o leão. Encontrou os habitantes de Neméia escondidos atrás de portas fechadas, a não ser por alguns poucos que se aventuravam a sair movidos pela necessidade ou pelo desespero. A princípio aclamavam Hércules com júbilo, depois com dúvida ao verem que ele estava desarmado. Diziam-lhe que fosse buscar as suas armas porque o leão era muito perigoso e forte, porém ele não lhes respondia e continuava seguindo o rasto e o rugido do leão. Perguntava aqui e ali, onde estava o leão e alguém lhe disse que o havia visto perto da sua toca e Hércules dirigiu-se para lá, com medo, mas destemidamente; sozinho, contudo não solitário, pois havia outros que acompanhavam seus passos, esperançosos.

Repentinamente ele viu o leão que ao ver Hércules como um inimigo que não demonstrava medo, rugiu violentamente fazendo tremer as árvores. Hércules correu ao encontro do leão gritando loucamente. O animal parou estupefacto diante de uma proeza que ele jamais vira, pois Hércules continuava avançando. De repente o leão deu meia volta e correu, à frente de Hércules e desapareceu misteriosamente. Hércules vasculhou todo o Caminho cuidadosamente até que descobriu uma caverna de onde partiu um trovejante rugido. Ele penetrou na caverna escura e saiu do outro lado, para a luz do dia, sem encontrar o leão. Ali parado ouviu o leão às suas costas, não à sua frente. “Que farei?”

Enquanto pensava, olhava ao redor buscando uma solução e ouvia o rugido do leão. Então viu algumas pilhas de toros e gravetos em profusão. Puxou-os e arrastou-os com toda a sua força, bloqueou ambas as saídas, encerrando-se a si próprio e ao leão dentro da caverna. Com as suas mãos nuas agarrou o leão, prendendo-o ao seu próprio corpo, apertando-lhe o pescoço. O hálito do leão queimava-lhe o rosto, mas sem afrouxar as suas mãos, mantinha-o preso. Os rugidos tornaram-se cada vez mais débeis; seu corpo amolecia e escorregava. E, assim, sem armas, com as suas próprias mãos e a sua própria força, ele matou o leão, tirou-lhe a pele e mostrou-a ao povo do lado de fora da caverna.
Em triunfo, Hércules retornou ao seu Mestre, depositou a pele do leão aos seus pés e teve permissão para usá-la em substituição à velha e gasta pele que usava.



Astrologia


Este trabalho associa-se ao signo de Leão e Aquário. O Quinto Trabalho, o quinto signo. Este é o trabalho mais conhecido de Hércules e se distingue por ser o número cinco que contém em si mesmo um profundo significado. Do ponto de vista do ocultismo, o número cinco representa o homem, porque o homem é um divino filho de Deus, mais o quaternário que consiste na sua natureza quádrupla inferior: o corpo mental, o corpo emocional, o corpo vital e o corpo físico.

O Leão é a fera que existe dentro do homem, e que se representa pela cobiça, ego, inveja, arrogância, vaidade, ódio e todos os tipos de sentimentos de baixa vibração. Por causa desta fera, todas as pessoas vivem fechadas dentro de si mesmas e não confiam em ninguém, porque na verdade vivem encerradas com medo de si próprias, não as deixando em paz nem durante a noite.

Em Carneiro, a alma tomou para si o tipo de matéria que lhe permitiria entrar em relação com o mundo das ideias. Revestiu-se de um invólucro mental. O homem tornou-se uma alma pensante.
Em Touro, fez o contacto com o mundo do desejo e seguiu-se um processo idêntico. Fez contacto com o mundo do sentimento e da emoção e o homem tornou-se uma alma que sente.

Em Gémeos, foi construído um novo corpo de energia vital através da reunião das energias da alma e da matéria e o homem tornou-se uma alma vivente.
Em Caranguejo, que é o signo do nascimento física e da identificação da unidade com a massa, o trabalho da encarnação foi completado e a natureza quádrupla manifestada.

Mas é em Leão que o homem se torna a “estrela de cinco pontas”, pois essa estrela é o símbolo da individualização, da sua humanidade, do ser humano que sabe que é um individuo e toma consciência de si mesmo com o “EU”. Aqui a relação entre o Quinto Mandamento com o Quinto Trabalho e o quinto signo torna-se clara: "Honra teu pai e tua mãe para que teus dias se tornem longos na terra que o Senhor, teu Deus, te deu", pois em Leão, Pai-Espirito e a Mãe-Matéria se unem no individuo e dessa união resulta aquela entidade cosnciente que é a alma.
Leão é também o signo no qual o homem auto-consciente começa o seu treino para a iniciação. Quando o trabalho deste signo termina, começa o treino específico da iniciação, em Capricórnio.

O Leão de Neméia representa essencialmente a personalidade coordenada, dominante. Aqui, o aspirante, o leão de Judah, tem que matar o leão da sua personalidade. Tendo emergido da massa, e desenvolvido a individualidade (Aquário), ele então tem que matar aquilo que ele criou; ele tem que tornar inútil aquilo que fora o grande agente protector até o tempo actual. O egoísmo, o instinto de auto-protecção, tem que dar lugar ao altruísmo que é literalmente a subordinação do ego ao todo.

Sufocando o ego (o Leão) com as próprias mãos, Hércules sai em silêncio da caverna libertando (Aquário) o povo.
O arrancar da pele do leão, algo inútil, e torná-lo útil entregando-o a Deus e posteriormente, utilizando-a para se cobrir, mostra a inteligência de Aquário, transformando o mal em bem e mostrando ao Leão que o ego não é mesmo para ser sublimado.




Tarot
O Imperador torna-se nesta tarefa no Hierofante. Enquanto Imperador ele exerce o seu poder sobre o exterior, ele conseguiu seduzir a corça, ela obedece-lhe e está seguro do seu poder. Naqueles momentos mais nada importa senão ele e a corça, os Amantes aprendidos!

Porém, as suas tarefas começaram a valer-lhe alguma popularidade e quando o povo de Neméia o chama para ajudar, já não é o Imperador, cheio de armas que vai ter com eles, mas sim O Hierofante, o Papa, munido apenas com um pau, um bastão, símbolo do seu poder e da sua auto-confiança. Qualquer iniciado passara por uma prova similar, vencer o seu orgulho e dominar o seu ego.

Quando o povo o vê, seguindo o rasto do Leão apenas com um pau na mão, começa a desconfiar das suas capacidades e mesmo se aparentemente o herói não se deixa abater pela falta de confiança demonstrada, no fim acaba por ter necessidade de guardar a pele do leão para a usar como símbolo da sua vitória. Esta é a luta que o herói tem enfrentar no Hierofante, vencer a necessidade de receber do exterior adoração. O Hierofante é o Papa, o grau do professor em qualquer arte ou ofício. Para se ser professor precisam-se de alunos, para ensinar é preciso público e o que estaremos prontos para fazer em prol desse público.

Para que o Hierofante seja uma energia produtiva e nos leve no Caminho certo para sermos o verdadeiro Louco, precisamos de passar pela Força. A Força é a imagem de uma mulher que agarra um leão, abrindo-lhe a boca mas não o magoando. O leão é o animal não dominado, a fera que existe dentro de nós em forma de sentimentos menos produtivos. Muitas vezes o herói falhou nesta tarefa, o animal não é para ser morto, mas sim para ser dominado. O melhor exemplo que vos podemos oferecer de um Leão domado é a história de São Jerónimo que ao ajudar o Leão o tornou seu amigo, de tal forma que quando S. Jerónimo morreu o leão faleceu com ele.

Os sentimentos como ciúme, raiva, inveja, orgulho, e por aí fora, não são para ser eliminados, erradicados de nós pois isso é impossível. Se ao invés de os continuarmos a ignorar os trouxermos à luz do nosso coração e mente, eles transformar-se-ão rapidamente na sua versão mais elevada. Ignorar ou lutar contra alguma coisa é também uma forma de lhe dar força. Mas o herói ainda precisa de continuar a trabalhar essa parte, pois no fim cede ao orgulho e à necessidade de demonstrar as suas conquistas representado pelo novo fato que ganha com a pele do Leão derrotado.

«O Hierofante exige uma personalidade domada. Se o herói continuar a matar os seus adversários, a Força nunca será domada.»

Comentários

  1. (suspiro)...

    Realmente São Jerônimo representa a carta A Força no tarô dos Santos.

    Tbm concordo que o leão não deve ser morto, mas domesticado. Coisa difícil...

    Bjo minha querida maga!

    ResponderEliminar
  2. Amiga, tem selinho p vc aqui:

    http://espelho-virtual.blogspot.com/2009/10/primeiro-selinho-do-espelho-virtual.html

    Bjo na alma!

    ResponderEliminar
  3. Reyel

    é difícil sim krkrkrkrkrkr mas não impossível ;)

    Obrigada pelo selo!!! Vou já buscar!

    bEIJOCAS

    ResponderEliminar
  4. olá querida! que maravilhoso a net.
    estava eu procurando uma imagem ai cai aqui, e a coincidência é que estava eu escrevendo um posto que bateu muito com o seu, que fantastico. bjus e parabens.
    meu blog:
    http://facesdoeu.spaces.live.com/blog/

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  5. sylvia

    é um prazer poder estar presente uma sincronia deste tamanho, é que também tu ao escolheres deixar uma mensagem me trouxeste uma mensagem para a carta da semana. Eternamente grata por isso!"

    Já fui ao teu espaço e gostei muito, voltarei mais vezes.

    Beijocas e muito Obrigada

    ResponderEliminar
  6. chale

    muito prazer também volte sempre que quiser!

    Bejufas

    ResponderEliminar
  7. Eu que agradeço o carinho, querida vou estar sempre entrando para aprender um pouco mais, bjos de luz!

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