sexta-feira, junho 28, 2013

15.º Caminho

O décimo quinto caminho é o da Consciência Estabilizadora porque estabiliza a essência da criação na escuridão da pureza.
Sefer Yetzirah

Wisdom Love Angel by Shin Tau

É o Caminho que liga Tiphareth a Chokmah.
Neste caminho a grande lição é ligar a Sabedoria ao Amor, o que se torna mais simples se relembrarmos a lição da Estrela.

Todos temos uma Luz inspiradora no centro do nosso Ser. Todos somos um planeta no firmamento das Almas. Todos somos uma Estrela. A nossa luz brilha fortemente. Contudo, ao unirmos a nossa singularidade com as outras que por aí há, brilharemos para sempre - esta é a lição do 15.º Caminho.


Na primeira hora de Lua num dia de Vénus e de S. Ireneu e S. Leão II

quarta-feira, junho 26, 2013

do Ser(se) Humano

o ser humano é curioso. sim, "curioso" é o adjectivo que mais se adequa a esta tentativa de reflexão. num momento tudo está em perfeita harmonia, um trabalho calmo e organizado. e num ápice o oposto se cria.
Towers by Shin Tau
o que será que acontece nessa fracção de segundo em que tudo muda? que processo se dará? perdemos a noção de onde estamos e do que fazemos assim tão "de-repente-mente"?

olho à volta e percepciono que a harmonia é perturbada pela súbita necessidade de trabalho em conjunto. haverá algum processo que nos faça mudar a atitude por termos de interagir com o outro? perdemos o nosso controlo porque estamos com o outro? não consigo acreditar que seja apenas isso. não me parece uma justificação plausível. busco outra resposta.

continuo a observar e reparo que há um ponto, um pilar, um foco nesta situação. és tu. tu és o centro. tudo gira em torno do teu comportamento. atitude. postura. expressão facial. tudo. até a pausa que fazes entre cada palavra que arrastas de cansaço.

tu és o pilar que sustém a harmonia. és a estrutura deste espaço. quanto mais cansado estiveres, mais facilmente se encontrarão estes momentos súbitos de perda de controlo. respira. relaxa. acalma. recompõe-te. recolhe-te. recomeça.

o ser humano é, de facto, curioso.

Na segunda hora de Marte de um dia de Mercúrio e de S. Pelaio e S. Virgilio de Trento

sábado, junho 22, 2013

XXII - Num Dia de Verão

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

in O guardador de rebanhos de Alberto Caeiro

Um dos meus poemas preferidos de Alberto Caeiro. Para hoje, primeiro dia de Verão (finalmente com Sol digno de letra maiúscula) leio e releio estas palavras. Por que o Verão é sentir e o sentir é tudo.

Na primeira hora de Sol de um dia de Saturno e de S. Paulino, S. Tomás Moro e S. Albano

sexta-feira, junho 21, 2013

Solstício de Verão

Mesmo que por aqui não pareça chegou o Verão, o Sol deu entrada no signo de Caranguejo.
Bem sei que era esperado estar calor e até que poderia estar, não fosse este vento frio que quase nos arrasta.

Ao invés de termos os raios solares a penetrarem os poros da nossa pele e a darem a força anímica necessária para desfrutarmos deste tempo mais leve, temos um vento frio que, também ele penetrante, nos leva a recolher para espaços fechados, de onde possamos desfrutar o calor destes raios tímidos mas corajosos que trespassam as nuvens.

These feet are made for walking by Shin Tau

É quase como se o tempo nos quisesse forçar a recolher, a estar no lar e descansar, quando a vontade é a oposta. Apetece descalçar e mergulhar os pés na areia quente. Correr à beira-mar e permitir que a salina nos purifique, nos limpe. Mergulhar e sair da água que nem um caranguejo.

Enfim, há de chegar esse tempo, mas enquanto não chega, há que aproveitar o melhor que pudermos aquilo que nos é dado.

Para hoje, façamos uma pequena oração.
Honra para os Senhores dos Planos, Entidades Intemporais, manifestações da Energia Primordial. Que a sua bênção caia sobre a Terra. Que os nossos justos desejos se cumpram. Que o Bom Caminho continue a ser percorrido.
Que assim seja.
E lembremos que:
Somos uma pedra do Grande Templo, sem tamanho nem idade, onde a Energia Primordial, nas suas duas polaridades, se manifesta aos homens. Somos um(a) servo(a) da Grande Mãe e do Grande Pai. Que as Energias e as entidades dos Planos Intermédios sejam nossas testemunhas.
Na segunda hora de Mercúrio de um dia de Vénus e de S. Luís de Gonzaga 

quinta-feira, junho 20, 2013

Porque ouvir música faz bem à Alma



Boa música é tão essencial como boa comida e bebida. Como ar puro e fresco. Esta banda acompanha-me há alguns meses, aconselho vivamente. 

Na segunda hora de Marte de um dia de Júpiter e S. Silvério, S. Macário e S. Bernardo de Claraval

quarta-feira, junho 19, 2013

Da riqueza humana

Há uns dias atrás, num jantar animado, descobri algo muito curioso sobre a natureza humana.

Partilhávamos algumas experiências literárias quando uma Gémeos de ascendente Aquário desabafou que há momentos em que não aguenta a curiosidade de saber o que se vai passar e avança as páginas necessárias para descobrir. Dizia ela que era só para aliviar a tensão que se cria em alguns momentos, voltando depois à página onde estava e continuava, descansada, a sua leitura e o prazer que ela lhe dá.

Este desabafo teve em mim o efeito de uma descoberta incrível, pois, confesso, nunca me tinha ocorrido que essa possibilidade existisse. É verdade, serei eu assim tão cumpridora de regras que nunca me tenha ocorrido esta hipótese de não cumprir o esperado. E eu já li muitos livros e posso dizer que sou muuuuito curiosa.

Mas esta verdade nunca me passou pela cabeça. Em verdade, recentemente aconteceu-me exactamente o oposto. Ao invés de querer descobrir o que se iria passar, parei e fechei o livro durante uns dias, até ter a coragem de descobrir o que o Autor tinha decidido fazer com aquelas personagens.
Birds in books by Shin Tau

Escrevi isto no dia 3 de janeiro de 2013 a propósito:
vieste ter-me às mãos em abril de 2011. chegaste assim inesperado como uma gota de chuva em agosto.
como a gota em agosto que cai em solo seco, caíste na minha alma. abriste uma brecha e penetraste. foste fundo e dissolveste-te no pântano de emoções que habitam o meu ser. a gota fresca inflamou as águas. num ápice se tornaram cristalinas e emergiram. brotaram. respingaram. inundaste-me.
hoje, não quero terminar a tua história. ando ali com dois capítulos pendurados para que as tuas palavras fiquem assim, como uma gota que teima em não cumprir a lei da gravidade. todas as noites me deito e sonho com maria da graça. penso no sasha e questiono-me se estará ainda vivo. desejo que quitéria se dê bem com andriy. e assim adormeço a viver a tua história.
sabes, creio que tenho receio de continuar. de concluir. e se não lhes deres o final que eles merecem? e se eu descobrir que és um deus punidor? e se não corresponderes às minhas expectativas? ó Mãe, vamos ter aqui uma prova para superar. afinal, que tipo de deus és tu?
hoje vou descobrir-te. confesso, porém, que, de um deus que cria as coisas mais belas do mundo, só posso mesmo esperar amor e compaixão. nada menos que isso se coaduna contigo.
É de facto da diversidade de almas e naturezas que surge a riqueza da Vida.

Na segunda hora de Saturno de um dia de Mercúrio e S. Juliana, S. Romualdo, S. Gervásio, S. Prostásio e S. Deodato

terça-feira, junho 18, 2013

Reflexões

Estava para aqui às voltas com o que escrever sobre o Solstício de Verão que se aproxima e sobre a noite Mágica de São João. Porém, o texto que escrevi o ano passado parece-me conter o essencial. Para quem quiser relembrar ou perdeu a oportunidade o ano passado aqui está.

Não sei ainda muito bem o porquê, mas sinto uma alegria enorme ao pensar que o Verão está aí a chegar. Por certo não são as promessas de calor e bom tempo (que tem escasseado) que me estão a animar, já que este ano o Verão será mesmo assim, chuvoso e frio. O mais certo é que seja pela vontade de concluir mais uma etapa e dar início ao período de gestação de um novo Eu.
My personal Sun by Shin Tau

O Solstício de Verão representa para mim sempre um fim de ciclo. Um ciclo de trabalho que se conclui. A partir daqui é tempo de colheita. Colher o que foi plantado, semeado e podado ao longo do ano. Gosto muito desta época das colheitas e, uma vez mais, sem saber muito bem a razão de tal, este ano sinto-me mais confiante que nunca. Creio que as minhas colheitas vão ser muito produtivas.

Cheira-me que grandes mudanças se avizinham e ainda assim me sinto tranquila e segura. Nestes próximos dias, aproveitemos para reflectir, fazer uma revisão deste meio ano, não vá esta tranquilidade ser uma falsa tranquilidade e ainda haja muito para fazer.

Que plantámos? Que pensamentos alimentámos? Que sentimentos aprisionámos? Que desejos murmurámos? Que construímos? Que bases criámos para os projectos que desejamos? Quem fomos? O que fomos?

Depois das perguntas respondidas, escolhas devem ser realizadas. Teremos sensivelmente 6 dias para repensar e refazer as escolhas de 6 meses.

Alinhas?

Numa segunda hora de Merúrio de um dia de Marte e de São Leôncio e S. Marceliano

quinta-feira, junho 13, 2013

No lugar tranquilo

E pronto, assim foi, toda a noite a minha amiga tristeza tagarelou e hoje quando acordei tinha partido.

Deixou-me na almofada a seguinte mensagem:

SMS by Shin Tau
Na segunda hora de Vénus de um dia de Júpiter e de Santo António

quarta-feira, junho 12, 2013

A tentar aceder àquele lugar tranquilo

Ontem instalou-se dentro de mim a tristeza. Aquela tristeza que me tira a luz dos olhos. Hoje se me vissem não os veriam sorrir.

A tristeza chegou e num ápice apoderou-se de toda a Alma. Como o usurpador que se instala no sofá senhor e dono do pedaço, assim se espalhou ela em mim. Deitei-me na esperança de acordar menos pesada, que ela se fosse aos poucos por não ter quem a visse ou sentisse.

Ao acordar ainda sentia este peso em mim, esta tristeza que não tem solução. Julguei que um pouco de humor solucionaria a questão. A tristeza não gosta de gargalhadas e como um vampiro foge do alho assim é ela das gargalhadas.

Mas esta é diferente. É persistente. Não se dissipa com o habitual. Está aqui e faz questão de o mostrar. Assim que paro um pouco as minhas atividades lá vem ela de mansinho, numa gota de água que se forma nos olhos outrora sorridentes.

James O'Hara et Daisy Phillips dans Faun (chor. Sidi Larbi Cherkaoui)

Com este género de tristeza, aprendi que não há nada a fazer, ou melhor, que a única coisa a fazer é abrir-lhe os braços e recebê-la como uma velha amiga há muito tempo não encontrada. Deixá-la falar tudo o que tem para falar. Ouvir bem e anuir a tudo. Nunca conta-argumentar. Aceitar pacificamente o que ela traz. Só depois disso, poderá ela partir de livre vontade, satisfeita com a tarefa que veio cumprir.

Por isso, hoje, eu e a minha tristeza vamos para os Santos Populares abanar os ossos. Vamos brindar muito à dor que ela me traz e com a qual, lhe prometerei, aprender. Vamos dançar até que estejamos uma dentro da outra e não haja mais dualidade mas sim unicidade.

Se a tua tristeza não te larga, aceita-a, abraça-a, dança com ela esta noite. Deixa que ela te diga tudo o que tens para aprender.

Agora na segunda hora de Saturno do dia de Mercúrio

Mensagem especial para hoje


Quando não há nada a fazer, o melhor mesmo é seguir o conselho do psicólogo e seguir calmamente onde a estrada (ou os nossos pés) nos levar.

Na primeira hora de Lua de um dia de Mercúrio e de S. Facundo, S. Onofre, S. Cirino, S. Naboris e S. Nazário

domingo, junho 09, 2013

Tudo por umas cookies

Com um fim-de-semana longo tornou-se necessário ir às compras, pois com mais tempo a vontade de cozinhar torna-se maior e, por conseguinte, eram necessários alguns ingredientes que não havia, chocolate para fazer cookies (uma delícia que em dias chuvosos de junho apetecem com mais frequência).

Made 2 Share by Shin Tau

Ir para um espaço com muita gente é sempre penoso para mim, por isso escolho ir em alturas onde sei que haverá menos pessoas, mas neste fim-de-semana foi inevitável encontrar o supermercado um pouco atolado de várias energias.

Não sei se vos acontece o mesmo, mas comigo passa-se da seguinte forma. Estou bem, sinto-me alegre e repleta de energia. Bem disposta. De repente, sem compreender muito bem, começo a sentir-me inquieta. A minha disposição muda e fico meio rabugenta, pronta para dispara em qualquer direção. Como já tenho algum conhecimento sobre mim e sobre estes processos energéticos, compreendo imediatamente que se deve ao facto de não estar protegida para entrar num local onde vou ter de enfrentar vário tipo de energias.

Sim, até no supermercado nos devemos proteger, pois há sempre aquelas pessoas que se aproximam para ver a mesma prateleira de produtos que nós e, sem saberem, acabam por entrar na nossa bolha. Ontem, foi um verdadeiro exemplo disso. Uma senhora aproximou-se e eu senti-me mal, isto é, senti de repente uma alteração em mim, fiquei rezingona a olhar para os produtos, indecisa, quando sabia muito bem o que ia buscar. Quando dei conta já ela estava a olhar para mim e praticamente em cima de mim. Cerrei os olhos e numa inspiração refortaleci a minha bolha, instantaneamente a senhora deu dois passos para o lado e virou a sua atenção para o filho. Regressei a mim e a minha boa-disposição também.

Quero fazer uma ressalva. Não me estou a colocar com Luz num lugar onde as pessoas estão às escuras, não me estou a colocar num patamar diferente dos outros. Por certo, também eu, em dias que vou ainda mais contrariada ao super, acabarei por ter estas atitudes com outras pessoas que estarão mais alinhadas que eu. O que estou a querer partilhar hoje, é mais uma daquelas lições basilares que, infelizmente, tantas vezes nos esquecemos de pôr em prática.

Desta forma, e para que fique mais uma vez registado e gravado em mim, vamos lá relembrar algumas práticas simples de protecção.

Got you by Shin Tau

Antes de sair de casa podemos fazer uma saudação ao Sol, um exercício de Yoga (que adoro e me faz reequilibrar num instante), ficar em pé e expirar e inspirar várias vezes até sentirmos que estamos repletos de energia (para quem pratica meditação sabe que deve visualizar as cores dos chakras em cada inspiração) ou simplesmente dizer uma oração em que acredite (para mim nada bate o Pai-Nosso).

Durante o dia, e porque as nossas guardas se vão baixando com tanta coisa a ocupar a nossa mente, devemos refortalecer a nossa bolha de protecção, à hora de almoço funciona bem. Mesmo que não possamos fechar os olhos foquemos a nossa atenção dentro de nós e inspirando e expirando calmamente, reencontramos a nossa paz, aquela que construímos antes de sair de casa.

Também é muito bom ter um objecto (poderá ser um que usemos quando meditamos ou oramos) perto de nós e tocar-lhe pode ser o suficiente. Houve tempos em que para mim funcionava muito bem evocar o meu nome mágico, egrégora repleta de energia que me protegia instantaneamente. Ao longo destes anos fui experimentando várias opções, hoje dou-me bem simplesmente com um fechar de olhos e um gesto mágico. Mas cada um de nós tem a sua forma de comunicar. Há quem seja mais de exercitar, de tocar, de cheirar, ou simplesmente de falar.

Ontem relembrei esta lição valiosa e apeteceu-me partilhá-la contigo, porque nos habituamos demasiado a conviver com energia idênticas às nossas e rapidamente nos deixamos alterar quando elas são diferentes. Estejamos atentos a nós e tudo se resolve rapidamente.

Na segunda hora de Mercúrio de um dia de Sol, S. Feliciano, S. Primo, S. Melânia, S. Efraim e S. Lobo

sábado, junho 08, 2013

As minhas galochas verdes

Esta Lua Nova em Gémeos, batendo na minha casa 12, com o Sol e a Lua (o Pai/Mãe do Universo) a fazer trígono com o meu Plutão (o inferno interior) natal... e ainda nos admirámos da mudança que ocorreu por aqui?!?

Celebro a morte que este trânsito me conferiu. Dessa forma, hoje, em vez de me lamentar do dia cinzento, frio e chuvoso que estranhamente ocorre em junho, vou calçar as galochas e brincar na chuva.
splash! / secret agent josephine

Vens?

de Manias Esquisitas (que todos temos)

Ontem à noite, para quem esteve atento, houve a oportunidade de descobrir um filme que em Portugal passou completamente ao lado da maioria das pessoas, De Rouille et D'Os mais um grande filme de Jacques Audiard.

E como estava numa onda de francês, descobri algo que merece ser partilhado.

Todos conhecemos a mania que os espanhóis têm (ou tinham) de traduzir tudo, exemplos disso são Las Piedras Rolantes para os famosos Rolling Stones ou o Juanito Caminante para o Johnnie Walker. E então esta dos nossos amigos franceses?!?

Não é que há um hábito estranho numa terra onde o cinema é Verdadeiramente considerado Arte e merece todo o respeito. Esse hábito é nada mais nada menos do que alterar os títulos originais dos filmes. Até aqui, dirão vocês, e então, que há de estranho nisso? Todos traduzimos os títulos, não é? Sim, claro, mas...

Os franceses alteram os títulos em inglês para outro título em inglês, ora vejam:


Vá-se lá entender...

Para quem quiser saber mais pode ler o artigo Excuse my French no ECRANLARGE.com, que aconselho vivamente pois a ironia à volta dos títulos franceses, quer dizer franceses em inglês, são hilariantes. 

Para rirmos um pouco.

Na primeira hora de Sol do dia de Saturno e S. Salustino e São Severino

sexta-feira, junho 07, 2013

«Conhece o conhecer quem como fonte jorra»

A pedido de muitas famílias (só da IdoMind e alguns outros amigos), anuncio que o Grimoire vai voltar ao ativo.

Mas antes é necessário um preâmbulo. 

Este projeto começou com uma intenção muito clara, manter um registo diário do que ia aprendendo no Caminho.  2008 e 2009 foram anos profícuos em matéria, em partilha, uma vez que tudo o que eu aprendia, dos livros e cursos, era matéria nova por aqui e era quase obrigatório pô-los em palavras para solidificar as aprendizagens. 

Aos poucos, a matéria deixou de ser aprendida em livros e cursos e começou a ser aplicada na prática, tornou-se experiência e dessa forma 2010 e 2011 foram anos de partilhas mais direcionadas para a prática da magia e do tarot. E aos poucos começou a ser tudo muito repetitivo.

Hoje sinto que manter o Grimoire nesses moldes é impossível. Mantenho as mesmas práticas rituais, cumpro a Roda da Vida, e o tarot faz parte integrante de quem sou. Contudo, sinto que já não necessito de registar nada sobre esse assunto. Então o que fazer no Grimoire? foi a pergunta que me acompanhou este meio ano de 2013. Até hoje!

Hoje posso anunciar que o Grimoire passará a ser um Grimoire!!! (LOL) Eu explico melhor.

O Grimoire passará a ser o livro das sombras da Bruxa, neste caso, meu. Aqui passará a haver Magia real, daquela que todos os dias realizo, pois eu sou Magia. Neste novo Grimoire vai haver de tudo. Tarot (óbvio). Rituais. Orações. Receitas. Astrologia (que há muito me pede para voltar a ela). Fotos. Poemas. Vídeos. Músicas. Simbologia. Reflexões. Emoções. Empatia. Apatia. Alegria. Tristeza. Amor. Enfim. Aqui vai haver Vida.

Andei dispersa por vários espaços e vários tempos. Incomodada até por ter perdido a Liberdade de escrever o que me apetecia sobre o que me apetecia, já que houve quem achasse que eu escrevia sobre eles. Chegou a hora de retomar o meu projeto inicial. Chegou a hora de regressar à minha essência. Chegou a hora de me libertar

E é isto que vos anuncio hoje, o Grimoire vai ser cada vez mais pessoal. Espero que o subproduto das minhas partilhas continue a ser as vossas aprendizagens, mas também poderá apenas ser a alegria de ganhar uma nova amiga, meio louca que diz tudo o que lhe vai dentro, na Alma, com quem continuam a sentir prazer em conversar e debater ideias. Seja como for, secreta ou abertamente, é um espaço aberto e todos serão bem-vindos, esclareço apenas que aqui o que nunca vai haver é recados para alguém (sendo este a exceção). Se me conhecem sabem que eu digo o que tenho a dizer na cara, o que me valeu já algumas inimizades, mas esta é a minha verdade, não poderei ser de outra forma. Por isso, se por aqui vierem para espreitar o que ando a dizer de vós, esqueçam, ganhem um par de tomatinhos e perguntem-me, eu dir-vos-ei diretamente e desta vez tento, sem promessa, ser mais diplomata, mas sempre verdadeira.

A todos os que por aqui ficarem, let the journey begin (again)!!!

O título é uma citação do poeta Rainer Maria Rilke e a foto é minha!

Na segunda hora de Marte do dia de Vénus de S. Roberto, S. Pedro de Córdova e S. Paulo

domingo, junho 02, 2013

Pelo poder da poesia

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
ter energia bastante para realizá-los
Waiting 4 Explosions in the Sky by Shin Tau
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encontrar com a vida
e viver apaixonadamente
desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fases douradas em que a gente pode
criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança
vestir-se com todas as cores
experimentar todos os sabores
entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta
com toda disposição de tentar
algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração
do instante
que passa.

Mário Quintana
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