quarta-feira, janeiro 21, 2009

A Branca de Neve e os Sete Anões

Todos sabemos que os contos infantis são histórias repletas de ensinamentos iniciáticos que os adultos tentam transmitir de forma simples às crianças, mas e se vos disséssemos que a importância dos contos nem é tanto para as crianças mas sim para os pais que as lêem?
É verdade, as histórias infantis transmitem conhecimento de forma subliminar às crianças, mas a sua verdadeira importância é o despertar dos pais que se dispõem a lê-las aos seus filhos.
Partindo desta perspectiva, também é de conhecimento comum que a Walt Disney tentou durante muito tempo manter esta tradição activa e as suas histórias estão repletas de ensinamentos, facto que a Pixar hoje em dia tenta manter mais do que activo, bastando ver os seus filmes para compreender o que aqui se afirma. Além disso parece que Walt era Maçon.
Mas, por hoje vamo-nos debruçar sobre A Branca de Neve e os Sete Anões, apenas.
Todos já ouvimos falar dos sete chakras principais no corpo do Homem e da importância de os manter em equilíbrio, quer seja para podermos viver mais harmoniosamente quer seja para se realizar magia. Pois então, este é o ensinamento por detrás da Branca de Neve.

Levar-vos-ei a reflectir sobre três perspectivas, as três mulheres presentes, os sete anões enquanto simbologia dos chakras e o papel do cavaleiro enquanto salvador. Espero que gostem e no fim complementem!
São-nos apresentadas três mulheres nesta história, a mãe de Branca de Neve que após o parto morre, Branca de Neve que nasce e a Madrasta que assume o comando na casa. Partindo da personagem principal, a sua Mãe representa o seu Passado, aquilo que ela adquiri através dos laços familiares, os princípios e os ideais de vida, é também o conhecimento que "perdemos" quando descemos a este plano. Enquanto que a Madrasta representa o seu Futuro, aquilo em que ela se poderá transformar. São as três fases da mulher, os três tempos - o passado, o presente e o futuro, a dama, a mãe e a anciã.
Tudo corre bem para Branca de Neve enquanto o espelho vai dizendo à Madrasta que ela é a mais bela do reino, mas um dia o espelho decide dizer-lhe que Branca de Neve é a mais bela. Este pequeno acontecimento é o catalisador de todos os acontecimentos seguintes e, por tal, deve ser analisado mais aprofundadamente. Este momento é o destino de Branca de Neve, é o inevitável que nos acontece, somente para nos colocar no Bom Caminho. Vejamos.
O espelho nada mais é do que a consciência mágica da Madrasta, que à medida que vai vendo Branca de Neve a crescer na sua pureza vai sendo obrigada a constatar a sua fealdade, pois uma das formas de ver quem somos é estando em contacto com opostos a nós, nestas situações a nossa personalidade revela-se e somos obrigados a confrontarmo-nos. Se Branca permanecesse no Castelo ao abrigo de seu pai, jamais se tornaria na Mulher em que se tornou.

A Madrasta decide então mandar matar Branca de Neve e como prova exige o seu coração, o local da pureza, onde reside a Verdade de cada um de nós. Mas o caçador não consegue e abandona Branca de Neve na floresta. Então, cria-se o enquadramento necessário para que a nossa rapariga aprenda quem é e desperte a sua magia. A floresta é u símbolo da nossa vida, o nosso interior mágico.
No meio da floresta é ajudada pelos animais e vai então descobrir os sete anões, ou o mesmo será dizer os seus centros de energia vital.
Cada um dos Anões representa uma funcionalidade do chakras, não entrarei em pormenores para deixar livre a interpretação de cada um, pois a beleza dos contos é que cada um retire a sua aprendizagem. Talvez um dia possamos debater os sete pecados mortais, mas por agora fiquemos pelos chakras.
Quando a Madrasta descobre que a princesa não está morta decide ela própria matá-la. Note-se que nesta altura já Branca de Neve é amiga e conhece muito bem os anões, ou seja, já domina o Sete Mágico. O sete é tamém por excelência o número vibracional da mudança. A Madrasta surge então mascarada, ou desmascarada se preferirem, de bruxa e oferece uma maça envenenada. A maça é símbolo do conhecimento, reparem que é a Madrasta que lhe oferece o conhecimento e lhe proporciona uma morte iniciática. Branca de Neve cai inerte no chão e os Anões chorando a sua má sorte colocam-na num caixão de vidro, para que todos vissem a sua Beleza. O vidro pode ser entendido como algo que nos impede de sair de nós próprios, os outros vêem-nos mas nós não somos livres de os tocar.
Surge então o cavaleiro que ao beijar Branca de Neve lhe devolve a vida, vivendo depois felizes para sempre. O Cavaleiro é sem dúvida a representação do Caminho, ele pode ser comparado à carta 7 do Tarot - O Carro. Um cavaleiro é um símbolo do Fogo ele é acção, representando a conquista que Branca de Neve consegue fazer ao dominar os seus sete centros, a conquista da dualidade dentro de si, da sua liberdade deste plano manifestado.
Como podem ver, esta história está repleta de simbologia e analogias com o caminho da magia, mas a lição importante a retirar é que se não queremos ser a Bruxa Má, deveremos mesmo encontrar e conhecer os nossos sete anões, só assim poderemos realizar uma boa Obra.
Isto numa semana em que estamos a trabalhar a Força, não podia ser melhor.
A escolha desta história é por ter sido o primeiro filme que eu vi na minha vida no cinema, ainda me lembro bem, domingo lá foram as meninas com o papá ao Piolho (rico nome para um cineteatro, não?). E vós, qual foi o conto ou história que acompanhou a vossa infância? Qual delas mais gostam? Já pensaram nisso e analisaram? Fica lançado o desafio!

Num dia de Santa Inês, São Frutuoso e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio
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