terça-feira, outubro 12, 2010

A propósito da Torre

Encontrei um texto que andava por aqui há pelo menos dois anos...achei pertinente para agora!

The Tower by William Butler Yeats

What shall I do with this absurdity — (Que deverei fazer com esta absurdidade -) 
O heart, O troubled heart - this caricature, (Ó coração, ó perturbado coração - esta caricatura, ) 
Decrepit age that has been tied to me (A decrépita velhice que me foi amarrada) 
As to a dog's tail? (Como no rabo de um cão?)
 ... pace upon the battlements and stare... (Percorro a passo as ameias e olho. . . )
The Tower of Babel de Pieter Bruegel The Elder

Eis aqui um exemplo prático de o que poderá ser uma interpretação da lâmina XVI do Tarot. Às vezes aprisionamo-nos a formas de pensar, filosofias, certezas, crenças, formas de actuação, etc, sem saber muito bem porquê. Quantas vezes nos debruçamos sobre determinado assunto e nos apercebemos que aquilo que pensamos já não faz sentido. A Torre que vamos construindo ao longo da vida vai-nos tornando cada vez mais distantes do Mundo e do Divino ao invés de consumar o seu propósito.

A Torre era antigamente um símbolo da ligação com o divino, lembrem-se da torre de Babel constuída por Nimrod, onde Deus poderia descer e o Homem poderia subir, tornando dessa forma possível a aprendizagem.
Todavia, hoje as nossas torres servem apenas para nos isolarmos, afastando-nos cada vez mais do contacto com a Mãe Natureza, ou seja, afastando-nos da nossa parte animal. Desta forma a aprendizagem da carta O Diabo perde o seu significado.

Assim sendo, às vezes o Divino lança-nos um raio e destrói a torre, pois não há como Lhe fugir, "Vocatus atque non vocatus, deus aderit." (Chamado e não chamado, Deus estará ali.). A aprendizagem será mais árdua quanto maior for a nossa rigidez. Se nos habituarmos a nos questionar periodicamente, o trovão não terá necessidade de aparecer, mas quando ele se mostrar, devemos dar graças e aprender a lição de forma a continuar o caminho com mais segurança e proveito. Entendamos então esta carta como a carta não da destruição mas da Libertação, pois é essa a sua lição, aprender a libertarmo-nos das amarras que criamos neste plano, quer seja das coisas materiais, quer seja das coisas imateriais.

Na primeira hora de Júpiter do dia de Marte, Nossa Senhora Aparecida, S. Serafim, S. Cipriano
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...