sábado, novembro 22, 2008

Meditação com a Sacerdotisa

Hoje é um dia muito especial para mim e para quem quiser aceder aos seus arquivos, na verdade Sábado é um excelente dia para isso e por isso vou fazer uma meditação muito importante. Como ficou prometido ao já Amigo deste Espaço, Viajante, vou partilhar uma técnica diferente de iniciar uma meditação, vou juntar-lhe um pequeno ritual. Vamos começar por escolher o sítio onde vamos meditar, apesar de não ter de ter nada de especial, convém que seja um sítio calmo, onde não possamos ser incomodados, que esteja limpo, convêm também arejar o espaço antes da meditação, e que haja espaço para fazer um círculo.
Para esta técnica precisamos de 4 velas brancas mas se não tiverem espaço podem dispensá-las, apesar de ser positivo criar um espaço físico que complemente as nossas intenções.

Começamos por acender as velas, pela que está à nossa esquerda, a que está atrás, ao lado direito e à frente. Sentemo-nos no meio e inspiremos e expiremos as vezes necessárias para nos ligarmos ao nosso interior. Façamos longas inspirações e rápidas expirações, levantando os ombros quando inspiramos e baixando-os quando expiramos. Reconheçamos o ar que entra frio e o ar que sai quente, tomemos consciência deste processo natural que ocorre em nós. Da alquimia que acontece lá dentro, da transformação do ar em energia.
Comecemos a acalmar a respiração, tornando regular, inspirando suavemente e expirando lentamente.
Depois desta energização através da respiração, a nossa mente deve estar mais calma e o corpo revigorado. Acalmemos os pensamentos e imaginemos que ao nosso lado esquerdo aparece um Anjo, envergando as cores da Terra, que abre as suas asas enormes e encerra todo o nosso lado esquerdo. Atrás de nós surge um outro Anjo, com vestes da cor da Água, abre as suas asas toca nas do Anjo da Terra e fecha a nossa retaguarda. Ao nosso lado direito, um Anjo da cor do Fogo surge e abre as suas asas, toca nas do Anjo da Água e encerra o espaço à direita. Por último, aparece um Anjo, em tons de amarelo, à nossa frente que ao abrir as suas asas toca nas asas do Anjo da Terra e nas do Anjo de Fogo, fechando-nos num círculo de protecção.

A partir deste momento poderemos ir onde quisermos, abandonando o nosso corpo físico, pois os 4 Regentes das Portas estarão a proteger-nos. Costumo utilizar este ritual/meditação quando vou aceder aos meus Arquivos, exercício que me deixa num estado de ausência muito grande e normalmente enfraquece-me, por isso, sinto necessidade de chamar esta protecção. Faço uma advertência para se utilizar este ritual moderadamente.
Estando então num estado sereno e com uma sensação de paz, necessária para o exercício que vamos realizar, podemos começar.

Estamos numa paisagem bonita, como de costume, vamos explorá-la. Observar e mexer no que nos apetecer. Quando estivermos prontos, vamos ver um arco-íris a formar-se à nossa frente, alto, como se fosse uma ponte, mas feita de arco-íris. Entremos no arco-íris e deixemos que as cores nos manchem, sintamo-nos a ficar de todas as cores, os pés, as pernas, a bacia, a barriga, as costas, o peito, os ombros, o pescoço, a cabeça! Mergulhámos no arco-íris e agora somos parte dele, assim, subimos até ao céu, nesse fluxo de cores. O arco-íris eleva-se e leva-nos a um lugar. Quando estivermos prontos, saímos de dentro do arco-íris e ainda nos vemos às cores.
À nossa frente está um templo, observem-no! Caminhemos até ele. Há uma porta com duas colunas, tal qual como na carta de tarot. Mas o que há lá dentro? Antes de conseguirmos chegar à porta aparecem três degraus e entre os degraus e a porta surge uma sacerdotisa. Paremos e observemos. Vamos registar tudo, isto é, ver com olhos de ver, o tamanho dos degraus, a forma da sacerdotisa, as cores, tudo o que tivermos para ver, vejamos!

A Sacerdotisa dá-nos ordem para nos aproximarmos, subamos o primeiro degrau. Fechemos os olhos e oiçamos! Novamente ela pede que subamos o segundo. Façamo-lo, fechemos os olhos e oiçamos a mente. Por último, a ordem para o terceiro degrau, fechemos os olhos e sintamos. Ao chegar à Sacerdotisa ela pede que nos sentemos no trono, há um à direita e um à esquerda, escolhamos. Quando nos sentarmos ela vai trazer-nos o Livro, aceitemo-lo e recebamos as instruções de utilização.
Com o Livro podemos fazer como quisermos, se for de vosso interesse, abram-no, senão segurem-no apenas e sintam a sua energia, seja de que forma for, reconheçamo-lo como Nosso.
Mais uma vez, e porque as meditações não têm de ser forçadas, a Sacerdotisa dir-vos-á se podem entrar no Templo, se quiserem fazê-lo e ela não permitiu, debatam o assunto com ela, peçam, argumentem, mas seja de que forma for, respeitem a sua última decisão. Se a entrada for recusada, não julguem que vocês têm um problema, acreditem apenas que talvez não fosse o melhor momento para o fazerem. Repitam o exercício noutro dia se realmente tiverem vontade de lá entrar.
Se entrarem no Templo, não se esqueçam, registem na vossa memória tudo o que puderem, recolham o maior número de pormenores, eles ajudar-vos-ão a conhecerem-se melhor.
Independentemente de estarem dentro ou fora do templo devem regressar à paisagem. Apanhemos boleia de uma nuvem, de um pássaro, de um anjo, de qualquer coisa, devemos é voltar a descer à paisagem.

Quando lá se encontrarem, e porque eu tenho sempre muitas perguntas depois de uma visualização como está, rica em pormenores, chamo pelo meu Anjo da Guarda ou pelo meu Mestre/ Eu Superior/ Guia, enfim, chamemos por algo ou alguém em quem confiemos para conversar sobre o que se passou. Neste espaço, entre o mundo físico e o mundo espiritual, aproveito sempre para definir o que fiz. Revejo o exercício e faço analogias, quando tenho dúvidas ou estou a ir pelo lado errado, o Anjo diz-me.
Quando estivermos prontos regressemos ao nosso corpo, mas não abramos os olhos ainda. Temos de agradecer aos Anjos que estiveram a guardar o espaço físico. Começando com o da frente, faço uma vénia e agradeço (como sentir que deve agradecer, cada um fala com os anjos como acha que deve, não há códigos). Viro-me para a direita e agradeço com uma vénia, para trás e ao lado esquerdo. Quando acordar apago as velas no mesmo sentido em que me despedi dos Anjos. Já sabem, assim que puderem coloquem tudo no papel, pois quanto mais tempo demorarmos, menos pormenores nos lembraremos.

Desejo a todos um bom encontro com a Sacerdotisa.

Num dia de Santa Cecília e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno
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