domingo, novembro 20, 2011

O Papa de dedo em riste

O Papa apareceu para nos dar determinação esta semana. Ele pôs, imediatamente, o foco de Luz na nossa assertividade, apontando o seu dedo indicador para o Caminho do plano físico, a ação e os bens materiais. Afinal, por que razão não conseguimos sempre ser assim determinados e hesitamos perante coisas tão simples como, fico ou não para almoçar? Vou pela autoestrada ou pelo IC? Compro o vermelho ou o azul?

A primeira coisa que as cartas nos relembraram foi que não podemos forçar ninguém a tomar decisões, nem ninguém nos pode obrigar a escolher, pois essas atitudes levam-nos à indecisão, ao bloqueio do canal de comunicação. É urgente compreender que cada escolha, cada decisão, mesmo aquelas tão simples como a cor da roupa que vamos vestir, fazem o nosso Caminho, determinam a nossa personalidade. Cada escolha nos coloca mais próximo ou mais longe do nosso objetivo - libertar o Eu.

A inércia, o deixar que seja o Universo a colocar as coisas na nossa mesa, não pode ser uma opção, não para aqueles que já sentem que esta vida é mais do que um simples estar aqui e agora. Por isso, se me estás a ler é porque buscas compreender algumas coisas, e, dessa forma, tens mesmo de aceitar que afinal as escolhas que vais deixando que os outros façam por ti te afastam de quem tu efetivamente queres ser.

A nossa bússola deve ser essa ambição, a libertação do Eu, de quem queremos ser. Deve ser através dela que decidimos as escolhas. As cartas deram-nos algumas dicas de como usar essa bússola. Perguntar sempre antes de decidir: «Esta escolha vai-me levar para mais próximo de quem quero ser?» E trabalhar, trabalhar a consciência constante de quem queremos ser. Manter em mente esse Caminho, ajuda-nos a não cair na hesitação, a escolher em consciência e conseguir, assim, a paz de espírito.

Ao agirmos desta forma, começamos a ganhar responsabilidade, tornamo-nos em pessoas confiáveis e sábias. Ao conseguirmos isso, ganhamos em retorno a assertividade, pois ela mais não é do que confiança. Confiança sobre o caminho que se está a fazer. 

Creio que o Papa esta semana nos ensinou a acender a Luz que há em nós. A Luz que emanamos para os lugares escuros que ainda habitam em nós. A Luz que ilumina a estrada na noite fria de inverno. A Luz que ilumina e nos aquece. Para não ser muito diferente das semanas anteriores, o I-Ching traz-nos o culminar da mensagem.

Hexagrama 51 - O Trovão
Oráculo 
A comoção chega com uma alegria assustadora.Seu estrondo aterroriza as pessoas num raio de cem léguas,
mas ele não derrama o vinho da taça de sacrifícios.
Conselho
O homem nobre medita para retificar sua vida.
Interpretação
O temor diante das repetidas comoções, a reverência diante das forças superiores, constituem uma grande oportunidade para o homem corrigir seu modo de vida. Examinar o próprio coração é o caminho para se adequar à vontade celeste e encontrar a harmonia com a vida na terra.

Hexagrama 56 - O Viajante
Oráculo
O Viajante. Sucesso em pequenos assuntos.
Persistência e correção trazem boa sorte ao viajante.
Conselho
O homem nobre administra as penalidades com sabedoria e cautela, e não permite que as disputas se prolonguem.
Interpretação
Os processos e penalidades devem ser atos passageiros, para corrigir os rumos, e não podem constituir um fim em si mesmos. É por essa razão que os homens atentos se dedicam a resolver as pendências com a maior presteza possível, para reencaminhar de modo produtivo as energias disponíveis.

Na segunda hora de Lua do dia de Sol, S. Felix de Valois, S. Edmundo
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