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Vidas Passadas

Nestes últimos dias tem-me vindo a ser dado observar e reflectir sobre uma questão pertinente. Na passada semana, através de uma conversa com um amigo, fui desperta para o tema dos arquivos e de aceder a vidas passadas. Na sexta fiquei a pensar sobre a meditação de ir aos arquivos e a sua importância e por isso a publiquei no sábado.
Na segunda, durante mais conversa interessante sobre estes temas, percebo que a questão ainda está activa e uma colega diz-me que sabe desde criança qual a sua vida passada anterior. Pela sua experiência ela compreende alguns dos medos que nesta vida tem e está a conseguir ultrapassá-los. A forma como o está a fazer não foi possível ser partilhada, dado a quantidade de pessoas envolvidas na conversa o tema foi levado para outro lado.
Contudo, acredito que talvez não fosse assim tão importante perceber isso, pois ontem numa conversa, são sempre muito produtivas estas conversas, acabei por perceber que o melhor será criar um ritual específico para aceder às vidas passadas e compreender o que houver para compreender.
Mas ainda não acabou por aqui, hoje telefona-me outra amiga e depois de muito tempo ao telefone é-me sugerido ler o livro, que eu própria lhe ofereci, pois a recordação da vida passada que eu lhe conto fá-la lembrar a sacerdotisa de Avalon.
É verdade, há muito tempo atrás numa meditação guiada, surgiu-me uma recordação da minha vida anterior. Pouca coisa consegui ver, se bem se lembram, já vos disse que eu gosto pouco de ir aos Arquivos, acho inútil saber quem fui noutras vidas, acreditado que o importante é saber o que sou nesta. Todavia, acontece que eu tenho uma questão para resolver e sei perfeitamente, ou seja, sei no meu coração que isto não vem desta vida, mas de vidas passadas, não de uma mas de muitas. Lá está, é tão forte nesta vida por ter sido uma prova de outras vidas não superada, mas esta vez estou pronta para a enfrentar.
Assim, tornou-se importante para mim ir aos meus Arquivos, com a intenção de ver esta questão apenas. Como estava a dizer, nessa vida eu vi-me, enquanto essência, é claro, a chegar a uma ilha de noite no meio da bruma. Sai do barco e fui por túneis até uma torre, subi as escadas e comecei à pressa a arrumar os livros antigos (grimoires), mas fui surpreendida por uns homens que me vinham prender. Não consegui ver mais nada.
Muito tempo depois, em conversa com uma amiga, é mesmo importante partilharmos as coisas com os outros, eles às vezes ajudam-nos a encontrar a resposta, recebi informações que me ajudaram a contextualizar essa visão no tempo de Avalon, mais propriamente falando, com Morgana. É óbvio que não ando para aí a pensar que fui a Morgana, mas compreendi que no Caminho da Magia que escolhi fazer, que noutras vidas já fiz, tenho de manter em mente o Arquétipo que ela representa, que tenho em mim as suas capacidades e que posso desenvolver as suas qualidades.
Enquanto escrevi estas linhas e pensava na amiga que me ajudou a encontrar esta porta, veio-me à cabeça as últimas coisas por que passámos juntas. Percebo agora que há de facto algo a compreender sobre uma vida passada com ela, não tenho qualquer ideia sobre o que será mas sei que temos umas visões de uma vida passada que se aproximam, que ela pode ser o cavaleiro com as notícias que chega a casa e eu posso ser a mulher que ela vê a subir as escadas. É por isto que eu não gosto de ir aos Arquivos, uma pessoa fica um pouco confusa com tanta informação.
Depois de tanta coisa a acontecer a mostrar-me que é o momento para ir aos Arquivos e trazer luz às visões que eu já conheço, só me resta trabalhar um ritual para o fazer.
Porquê um ritual? Simplesmente porque nesse espaço sagrado as minhas meditações são mais profundas, ou melhor dizendo, o meu ego entra menos em conflito. Tudo o que se passa dentro de um círculo sagrado é sagrado e por isso não há espaço para dúvidas, medos ou egos mal comportados.

Que assim seja!
Num dia de Júpiter, de Saquiel e de Santo Aleixo

Comentários

  1. tens imagens muito bonitas! Sempre que procuro uma imagem encontro o teu blog. No entanto esse reu estilo eu já o passei á algum tempo... mas respeito!
    Abraço

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