segunda-feira, outubro 26, 2009

Os 12 Trabalhos de Hércules - 7.º Trabalho





Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por




Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)



Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot



7º Trabalho

“A captura do javali de erimanto”
A aquisição e integração do equilíbrio dos opostos. A segunda iniciação



Mitologia



Neste sétimo trabalho, Hércules é incumbido de capturar o Javali de Erimanto, sem contudo saber que este trabalho era na verdade uma dupla prova: a prova da amizade rara e da coragem destemida. Foi-lhe recomendado que procurasse pelo javali e Apolo que lhe deu um arco novo para usar, porém Hércules disse que não o levaria consigo, porque temia matar. Ele disse: “Eu não o levarei comigo neste trabalho, pois temo matar. No meu último trabalho nas praias do grande mar, eu matei. Desta vez não farei isso. Deixo aqui o arco.”

E assim desarmado, a não ser por sua clava, ele escalou a montanha, procurando pelo javali e encontrando um espectáculo de medo e terror por toda a parte. Mais e mais ele subia e em determinada altura encontrou um amigo, Pholos, que fazia parte de um grupo de centauros, conhecidos dos deuses. Eles pararam e conversaram e por algum tempo Hércules esqueceu-se do objectivo da sua busca. E Pholos convidou Hércules para furar um barril de vinho, que não era dele mas do grupo de centauros e que viera dos deuses, juntamente com a ordem de que eles jamais deveriam furar o barril, a não ser quando todos os centauros estivessem presentes, já que ele pertencia ao grupo. Mas Hércules e Pholos abriram-no na ausência dos seus irmãos, convidando Cherion, um outro sábio centauro, para se juntar a eles. Assim ele fez, e os três beberam e festejaram e se embebedaram-se e fizeram muito ruído que foi ouvido pelos outros centauros.
Enraivecidos eles vieram e seguiu-se uma feroz batalha e uma vez mais Hércules fez-se mensageiro da morte e matou os seus amigos, a dupla de centauros com quem ele antes tinha bebido.

E, enquanto os demais centauros com altos lamentos choravam as suas perdas, Hércules escapou novamente para as altas montanhas e reiniciou a sua busca pelo javali. Até aos limites das neves ele avanlou, seguindo a pista do animal, mas não o encontrava. Depois de muito pensar, Hércules colocou uma armadilha habilidosamente oculta e esperou nas sombras pela chegada do javali.

Quando a aurora surgiu, o javali saiu da sua toca levado por uma fore atroz e caiu na armadilha de Hércules que, no tempo devido, libertou a fera selvagem, tornando-a prisioneira da sua habilidade. Ele lutou com o javali e domesticou-o, e fê-lo fazer o que lhe determinava e seguir para onde Hércules desejava. Do pico nevado da alta montanha Hércules desceu, regozijando-se no caminho, levando adiante de si, montanha abaixo, o feroz, contudo domesticado javali. Pelas duas pernas traseiras ele conduziu o javali, e todos na montanha se riam ao ver o espectáculo. E todos os que encontrava Hércules, cantando e dançando pelo caminho, também riam ao ver a sua caminhada. E todos na cidade riram ao ver o espectáculo: o exausto javali e o homem cantando e rindo.

Quando reencontrou seu Mestre, este lhe disse: “O Sétimo Trabalho foi completado. Medita sobre as lições do passado, reflecte sobre as provas. Por duas vezes mataste a quem amavas. Aprende porquê.” E Hércules permaneceu onde estava, preparando-se para o que mais tarde iria ocorrer: a prova suprema.



Astrologia



Este sétimo trabalho está associado ao signo da Balança e Carneiro, onde a aprendizagem consiste na capacidade de manter o equilíbrio perante as adversidades (Balança), sendo capaz de manter as necessidades básicas atendidas (Carneiro).

A Balança é o primeiro signo que não tem um símbolo humano ou animal, mas sustentando a balança, está a figura da Justiça – uma mulher com os olhos vendados. Ele apresenta-se com muitos paradoxos e extremos, dependendo de se o discípulo que se voltou conscientemente para o caminho de volta ao Criador segue o zodíaco segundo os ponteiros do relógio, ou no caminho inverso. Diz-se que é um interlúdio, comparável com a silenciosa escuta na meditação; um tempo de cobranças do passado.

Neste ponto percebemos como o equilíbrio dos pares de opostos deve ser atingido. A balança pode oscilar do preconceito até à injustiça ou julgamento; da dura estupidez à sabedoria entusiástica. Neste majestoso signo de equilíbrio e justiça nós verificamos que a prova termina numa explosão de riso, o único trabalho em que isso acontece.

Hércules conviveu, riu e cantou com os amigos, sendo que a socializar é uma característica da Balança, e em vez de seguir a recomendação, de abrir o barril para o grupo, abriu-o para celebrar com um único centauro, procurando aqui um espelho, uma identificação com o outro. E embora estivesse determinado a não matar, o seu impulso, primeiro, de Carneiro foi mais forte. No entanto, Hércules conseguiu também entregar o javali ainda com vida e já domesticado, demonstrando que era possível domesticar o animal, devido à sua dedicação e delicadeza no trato, atributo natural da Balança.


Tarot

O Herói chegou ao fim de um ciclo de provações e precisa agora de demonstrar que consegue aplicar tudo o que aprendeu. Não basta ficar com a lição aprendida na nossa mente e no nosso coração, é preciso demonstrá-lo, como? Concretizando aquilo em que acreditamos. Esta é a energia do Carro.

Hércules teve problemas em fazer escolhas correctas, optava sempre por matar e não domar as suas vítimas. Todavia, nesta tarefa, mesmo se ainda não é o ideal, o herói demonstra na prática as suas conquistas. Consegue já domar os animais que tem de enfrentar, como o condutor do Carro que se vê frente a dois cavalos que puxam em direcções opostas, mas que com a sua habilidade os leva onde pretende.

Demonstra Amor a quem encontra mas quando em perigo decide usar as suas capacidades, pois poderia ter escolhido não matar os Centauros, mas afinal encontrava-se numa batalha e nela apenas ainda sabe usar a sua Força.

Ao demonstrar que aprendeu as lições anteriores, o herói deixa de ser o Mago e passa ao Louco, realiza uma nova inicação. O louco não se preocupa mais com o que o exterior pensa de si, o Louco apenas É o que É e age dessa forma.

«Com os opostos equilibrados o Carro avança! O domínio dos opostos leva o herói em frente!»

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