quarta-feira, outubro 29, 2008

Baphomet

Esta semana nos meus estudos encontrei finalmente uma explicação lógica sobre este símbolo. Nunca acreditei naquelas explicações de que esta imagem representava o diabo, para refutar esta ideia bastava ver que está associado aos Templários e estes nunca foram adoradores do demónio, ao contrário do que a Igreja tentou e tenta ainda incutir.
Assim, encontrei uma explicação muito completa e vou partilhar, pois creio que já chega de sermos coniventes com esta crença absurda, pois quantos mais acreditarem que assim é mais verdadeiro se torna, está tudo na ideia, o que pensamos criamos.
A este assunto acrescento um outro que me faz muita confusão, um que me deixa com muitas perguntas e, por vezes, me coloca em becos sem daída. Eu não acredito na ideia de que o diabo exista e se me disserem que para haver o Bem tem de haver o Mal, o princípio dos opostos, eu respondo simplesmente que Deus existe e como oposto a isto é não existir, se Deus é, o diabo não é. Acreditar numa força maligna é dar-lhe força para que ela exista e eu não desejo criar um ser maligno, por isso assumo que ela não existe. Aquilo que para mim existe são energias mal utilizadas, são os nossos actos inacabados, os nossos erros, as nossas perversidades. Essas energias podem adquirir uma forma no campo astral e comummente assumem essa imagem de diabo que nós criámos, mas isso não quer dizer que ele exista realmente como uma entidade. Mas talvez um outro dia me debruce mais sobre este tema que dá muita água pelas barbas, por hoje ficamos pela descodificação de Baphomet.

O bode (...) traz na fronte o signo do pentagrama, com a ponta para cima, o que é suficiente para fazer dele um símbolo de luz; faz com as mãos o sinal do ocultismo, e mostra em cima a lua branca de Chesed, e em baixo a lua preta de Geburah. Este sinal exprime o perfeito acordo da misericórdia com a justiça. Um dos seus braços é feminino, o outro é masculino (...) O facho da inteligência que brilha entre os seus chifres é a luz mágica do equilíbrio universal; é também a figura da alma elevada acima da matéria, como a chama está presa ao facho. A cabeça horrenda do animal exprime o horror do pecado (...) O caduceu, que está em lugar do órgão gerador, representa a vida eterna; o ventre coberto de escamas é a água; o círculo que está em cima é a atmosfera; as penas que vêm depois são o emblema do volátil; depois, a humanidade é representada pelos dois seios e os braços andróginos desta esfinge das ciências ocultas.
in, Dogma e Ritual de Alta Magia, Éliphas Lévi

Num dia de São Narciso, São Feliciano e de Rafael, energia de Mercúrio
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