quinta-feira, maio 29, 2008

O Anjo Tutelar

Hoje, um dia especial que dedico ao estudo, estava a ler o livro de Haziel Comunicar com o Seu Anjo da Guarda e deparei-me com uma parte que considero muito importante, por isso vou transcrevê-la para aqui para que facilmente a possa ler e reler sempre que me apetecer, para que se entranhe em mim e faça luz.

Segundo a Tradição Hermética, o Conhecimento esotérico (o conhecimento lógico e essencial sobre o real funcionamento do Mundo) é concedido pelos Anjos às pessoas emancipadas, capazes de agir por si mesmas, que não dependem de nenhuma seita, de nenhum dogmatismo. Antigamente, era necessário o Ensinamento de um Mestre; era preciso fazer parte de um grupo. Na verdade, avançava-se aparentemente muito depressa. É como quando se reúnem muitos carvões em brasa: o calor aumenta e a chama luminosa pode saltar, mas afinal, muito rapidamente, tudo fica reduzido a cinzas. Pelo contrário, o fogo de uma vela pode acender milhares de outras sem perder o seu brilho. É assim que a Chama Luminosa do Anjo da Guarda pode acender a nossa própria Luz. A parte elevada, espiritual, divina, de que somos portadores, deve tornar-se activa pela acção material, pelo estudo e pela Oração, pois é então que o Anjo da Guarda (tendo em vista os nossos actos/e as nossas orações) nos orienta para o sucesso espiritual e material.

Posto isto, ficou compreendido porque é tão importante manter um contacto directo com o nosso Anjo da Guarda, pois ele é acima de tudo o Mestre que insistentemente procuramos fora, mais uma vez me confronto com esta máxima: Não procures fora, aquilo que está dentro. O Homem é um Microcosmo (o que o pentagrama representa tão bem) e por isso é um espelho, um reflexo, de tudo o que existe no Macrocosmo. Assim, tudo aquilo que vejo no exterior é uma manifestação do que reside no meu interior.

Às vezes isto é difícil, pois faz-nos ver coisas que preferíamos não ver, por exemplo, quando encontramos alguém que não gostamos por isto ou por aquilo, esses defeitos estão inevitavelmente dentro de nós. O que me faz pensar, serei mentirosa? É que recentemente percebi que o que me estava a incomodar acima de tudo era a mentira, a falsidade, terei esses defeitos em mim?
Não me parece pois foi uma coisa que experimentei em pequena, os meus pais com as suas proibições fizeram-me mentir e quando cresci comecei a compreender a gravidade dessa atitude e por isso deixei de o fazer. Quando mentimos, não estamos só a quebrar o elo de confiança que estabelecemos com alguém, mas também, isto para mim é mais importante ainda, estamos a criar uma realidade paralela àquela que aconteceu. Quando eu verbalizo alguma situação estou a dar corpo aos meus pensamentos, estes são uma das partes iniciais da criação, por isso se eu mentir sobre alguma coisa estou a alterar a ordem correcta do Universo, posso ainda estar a criar um mundo paralelo onde isso aconteceu e que me poderá ser cobrado mais tarde. Esta matéria é um pouco complicada e um dia dissertarei mais sobre ela, o poder criador que o Homem tem e que tão mal utiliza.
Assim, não me parece que eu tenha esse defeito. Então, e porque as coisas nem sempre são tão lineares quanto isso, este reflexo serviu para afirmar ainda mais que aquilo que desejo é a Verdade, que dentro de mim não há mentiras e que o meu caminho é na sinceridade e honestidade, que não desejo criar outras realidades senão aquelas que atrai para mim.

Num dia de Júpiter, de Saquiel e de São Teodósio

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