sábado, janeiro 31, 2009

Ritual da Luz

Venho partilhar este ritual para quem o quiser fazer na noite de Domingo para Segunda ( 1 para 2 de Fevereiro). Normalmente faço a partilha depois de realizá-lo, mas como já não é o primeiro que faço, posso assegura-vos que os seus resultados são inacreditáveis.

O primeiro foi feito com um grupo de amigos, conduzida pela amiga Salomé, curiosamente foi onde as coisas comecaram a correr menos bem, e o segundo foi na Serra de Sinta (o mais belo em que participei até hoje) conduzida pelo próprio José Medeiros com um grupo fabuloso de dança - os Amalgama, foi um ritual mais do que mágico. Nenhum deles fui eu que conduzi, este será como se fosse a minha primeira vez!!! Para as bruxinhas e bruxinhos que aqui vêm deixo-vos o desafio lançado :P

O objectivo deste ritual é uma purificação, uma renovação interior, resolvendo ou apagando situações negativas do passado. É o ritual da Lua, representando um novo ciclo de vida.
Precisamos, além dos objectos ritualísticos normais, de: água, sal, vinho, trevo de três folhas, papel branco, caneta, carvão, incenso; hera, alecrim e louro, reduzidos a pó; uma vela de cor branca, uma de verde-claro e uma verde-escuro.

Depois de se fazer o círculo mágico e de realizar o ritual de abertura, fazemos uma saudação para Oriente. No incensário, depois de acender o carvão, queimamos o incenso misturado com pó de hera, alecrim e louro.
Dizer:

- Grande Mãe, Senhora da Luz, que és o passado, o presente e o futuro reunidos num momento, como os três corações que formam o trevo, ilumina o meu caminho e ajuda-me a purificar os aspectos negativos da minha vida passada.

Tocar o altar, por três vezes, com a vara. Acender a vela branca, colocá-la à esquerda da taça e dizer:

- Santa Mãe, eu te consagro esta vela, símbolo do teu primeiro aspecto e da sua pureza. Que a sua luz me ilumine e me ajude a despertar a minha consciência para a realidade do presente e aprender os ensinamentos da vida.

Tocar o altar, por três vezes, com a vara. Acender a vela verde-claro, colocá-la em frente da taça e dizer:

- Santa Mãe, eu te consagro esta vela, símbolo do teu segundo aspecto e da sua força. Que a sua luz me ilumine e me ajude a desenvolver a minha intuição e programar o meu futuro.

Tocar o altar, por três vezes, com a vara. Acender a vela verde-escuro, colocá-la à direita da taça e dizer:

- Santa Mãe, eu te consagro esta vela, símbolo do teu terceiro aspecto e da sua sabedoria. Que a sua luz me ilumine e me ajude a percorrer o meu caminho e cumprir a minha missão.

Escrever no papel as situações passadas que quer purificar ou modificar. Dobrar a folha, queimando-a em seguida na vela do altar e deitando as cinzas dentro da taça.
Dizer:

- Que os aspectos negativos do meu passado sejam purificados pela chama que consome este papel. Que os obstáculos que dificultam o cumprimento do meu destino sejam reduzidos a cinza e eu possa percorrer com segurança o meu caminho.

Colocar a taça com o vinho sobre o pentagrama, por alguns momentos.
Em seguida, erguer a taça e consagrar o vinho, dizendo:

- Santa Mãe, eu te consagro este vinho. Quinta Essência da Terra, para com ele selar este ritual.

Beber um pouco de vinho. O resto será guardado para ser lançado sobre a terra, no exterior, após a cerimónia terminar.

Dizer:
- Senhora, eu te saúdo no teu triplo aspecto e peço que a tua luz ilumine sempre o meu caminho, mantendo-me desperta para a realidade.
Que assim seja.

Depois realizar o ritual de encerramento e abrir o círculo mágico. Este ritual pode ser encontrado no livro Rituais Antigos para os Tempos Modernos de José Medeiros.

Desejo-vos a todos um bom fim-de-semana e um ritual mágico no Domingo.

Num dia de São Pedro Nolasco, São João Bosco e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Workshop de cura quântica - na vanguarda da Transformação

Tens vontade de viver a vida em pleno? De desenvolver ao máximo o teu potencial intuitivo e também racional? E vontade de aprender técnicas poderosas de cura?

Se respondeste SIM, então este seminário é para ti.

Este é o texto que acompanha o panfleto publicitário do próximo seminário de Cura Quântica dirigido por Susana Cor de Rosa. Como tem sido habitual, neste espaço, publicito o que acho de qualidade e que pode ser do vosso interesse. Por isso, venho aconselhar a quem estiver interessado no tema ou simplesmente a alargar experiências, a experimentar este seminário.
Nunca o fiz, por várias impossibilidades pessoais, mas conheço quem o tenha feito e, essas pessoas, acharam-no muito bom. A algumas melhorou a sua forma de encarar a vida, o passado e o presente, outras encontraram a forma eficaz para ajudar outros e outras ainda encontraram um alargar de conhecimento interessante.
Seja por que razões forem, fica aqui o convite, na foto ampliada encontrarão mais informação, mas se quiserem podem mandar um mail, telefonar ou consultar a página pessoal da Susana, deixo aqui a informação:

964598276
Cura-quantica@netcabo.pt
http://susanacorderosa.googlepages.com/

Num dia de Santa Jacinta, Santa Matinha e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, janeiro 29, 2009

7.ª Lição do Mago

Quando as portas da percepção forem limpas,
começará a ver um mundo não visto - o mundo dos magos
Existe uma fonte de vida dentro de si onde se pode limpar e transformar
A purificação consiste em livrar-se das tóxinas da sua vida:
emoções tóxicas, pensamentos tóxicos e relações tóxicas
Todos os corpos vivos, físicos e súbtis, são feixes de energia
que podem ser percepcionados directamente

Deepak Chopra in, O Caminho do Mago
mmmm
Num dia de São Francisco de Sales, São Aquilino e de Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A Águia

Recebi de uma amiga este maravilhoso texto, achei-o tão lindo, tão sentido, tão profundo e ao mesmo tempo tão simples que não resisti em lhe pedir para o partilhar convosco. Espero que gostem e que vos sirva para despertar ou simplesmente para partilhar com outros.


De todas as aves, a que mais amo e admiro é a águia. Ela é usada como símbolo dos que confiam em Deus. Representa coragem e resistência. Acredito que, se balizássemos nossas vidas pelos princípios instintivos das águias, seríamos muito mais fortes, determinados, corajosos, confiantes, criativos. Experimentaríamos abundantemente a paz, o equilíbrio e a genuína liberdade de ser e estar no mundo. Aprendi a amar e admirar a rainha das aves depois das valiosas informações que obtive sobre sua trajetória de vida:

1ª - Quando seu filhote ainda mal consegue voar, a águia destrói o ninho com o propósito de impedir que sua cria volte à comodidade. Leva-o às alturas e de lá o atira no abismo da atmosfera a fim de despertar nele a poderosa força de rei das aves. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também os preparamos para serem independentes e actuarem com coragem e determinação no mundo?

2ª - A águia é filha do sol. Desde pequena, aprendeu a sorvê-lo pelos olhos. Para ensinar essa lição, a mãe-águia segura o filhote em direção ao sol. Acostuma seus olhos ao resplendor solar. É por isso que as águias, desde pequenas, têm os olhos da cor do astro rei. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também, desde a mais tenra idade, ensinamo-los a sorverem a intensa luz do amor e da ternura, do apreço e da gratidão, da justiça e da solidariedade, da fé e da determinação, da humildade e da flexibilidade, da confiança, da alegria e da paz de espírito, da contribuição?

3ª - O urubu (como a águia) domina as alturas. Porém ela é infinitamente superior. Jamais se contenta com uma alimentação fácil. É das alturas que observa sua ágil e saudável presa. De lá se lança velozmente, empreendendo-lhe a perseguição. Após capturá-la, abate-a e alimenta-se das melhores partes, deixando os restos para os urubus. E nós, humanos, buscamos uma alimentação mais saudável ou preferimos a comodidade dos alimentos prontos, repletos de produtos químicos?

4ª - O que faz a águia diante da tempestade? Onde ela se abriga? Ela não se abriga. Abre suas possantes asas, que podem voar a uma velocidade de 90km/h, e enfrenta a tempestade. Depois de superá-la, voa tranquila, acima da turbulência das nuvens. Ela sabe que as nuvens escuras, a tempestade e os choques eléctricos podem ter uma extensão de trinta a cinquenta metros, mas lá em cima brilha o sol. E nós, humanos, o que fazemos diante das tempestades da vida? Escondemo-nos em ostracismo ou as enfrentamos com coragem e confiança - certos de que, após as dificuldades, conquistaremos a vitória?

5ª - Finalmente, a águia também morre. No entanto, jamais encontraremos seus restos mortais em qualquer lugar. Sabe por quê? Porque, quando ela sente que chegou a hora de partir não se lamenta nem fica com medo. A águia procura o pico mais alto, tira as últimas forças de seu cansado corpo e voa para as montanhas inatingíveis. Aí espera resignadamente o momento final. Até para morrer ela é extraordinária. E nós, humanos, como agimos diante do inevitável? Revoltamo-nos ou aceitamos partir, deixando para o mundo doces lembranças de alguém que ocupou responsavelmente este tempo e espaço no universo alguém que fez a diferença alguém que nasceu e viveu intensamente, e não apenas existiu?

Todos nós trazemos em nossa essência uma águia adormecida. Despertemo-la, enquanto há tempo.
Beijos de luz

Ilda

Num dia de Santa Verónica, São Tomás de Aquino e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio

terça-feira, janeiro 27, 2009

Reflexão Semanal com a Força

Só agora tive tempo para partilhar a minha interpretação das cartas que saíram esta semana que acabou de passar.
A semana foi muito virada para as emoções, para os sentimentos, comigo foi de facto assim. Dia de Sol, 8 de Copas, mostrou-nos que havia chegado o momento de fazer mudanças, de transmutar sentimentos, para podermos partilhá-los da melhor forma possível. Assim, no dia de Lua pudemos expor os nossos sentimentos de forma fluida, a comunicação, a recepção de mensagens foi completamente beneficiada neste dia regido pelo Ás de Espadas. (para mim foi, sem dúvida!)
Contudo, no dia de Marte as cartas voltaram a chamar a nossa atenção para as emoções, pediram-nos que fizéssemos uma reavaliação dos nossos sentimentos, que os analisássemos e víssemos de onde surgiam, isto porque o dia surgiu com a energia de 7 de Copas. (passei ao lado deste conselho)
Mercúrio trouxe-nos a indicação de onde poderíamos aplicar esses sentimentos todos. Seria um dia de trabalho concreto, de aplicar as aprendizagens, beneficiando todos, seria um dia bastante compensatório com o 8 de Discos. (para mim pessoalmente foi um dia difícil, mas tentei dar e agir de forma a beneficiar todos)
O dia de Saquiel, com a Rainha de Copas, e o benfazejo Júpiter disse-nos para perdoarmos, para trabalharmos a nossa empatia pelos outros, a compaixão. (foi um dia bom para mim, no trabalho consegui aplicar esta energia de forma concreta)
Todavia, a mensagem para o fim da semana era algo dura, mostrando que só com o trabalho árduo, a dedicação, a firmeza de espírito iríamos conseguir desenvolver a nossa auto-expressão. E para concluir a semana, com 6 de Espadas, Cassiel ensina-nos que às vezes o melhor mesmo é cortar, virar as costas à situação e dizer "Obrigada mas adeus."
Esta semana promete!!! Que a energia da Alta Sacerdotisa nos acompanhe!!!

Num dia de São João Crisóstomo, Santa Ângela Merici e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Aos meus Pais

Neste mês de Janeiro, em que homenageamos os nossos Ancestrais, não poderia deixar de fazer uma declaração de Amor às duas almas que me permitiram regressar a esta Roda de Gerações, os meus pais maravilhosos.
Como todas as pessoas, tem defeitos e virtudes, não é por serem meus pais que eu não vejo isso, como todos nós erram e acertam, como todos os pais acharam (e creio continuarem a achar) que sabiam o que era melhor para mim, tentaram impor-me as suas ordens, os seus princípios e as suas ideologias, mas merecem o meu respeito por, apesar de tudo isso, me terem aceite tal como sou.
Para eles, que me ajudaram a vencer nesta vida, a ganhar coragem, a defender as minhas ideias, a ser fiel e leal acima de tudo, vai hoje a minha dedicação e amor.
Podem não ter sido os melhores pais em todos os momentos mas foram e são sempre os únicos com quem posso contar, são as duas almas que me desejaram e que me acolheram nesta encarnação, são os meus maiores exemplos de vida.
À minha mãe, com o seu eterno colo caloroso, agradeço por me ter ensinado o que é ser crente. Ao meu pai, com o seu rigor, agradeço por me ter ensinado o que é ser responsável. Aos dois, agradeço pelo exemplo de Amor Eterno e de Luta constante perante a Vida.
Para eles o meu muito obrigada e espero que noutras encarnações nos possamos voltar a encontrar, para cada vez mais construirmos um relacionamento saudável, de respeito, carinho e admiração.
Parabéns aos dois!!!

Num dia de Santa Paula, São Timóteo, São Tito e de Gabriel, Regente da Energia de Lua

domingo, janeiro 25, 2009

Melodia para a Alta Sacerdotisa

Para esta semana a carta que nos saiu foi a Alta Sacerdotisa, carta número dois nos Arcanos Maiores. Já foi feita uma partilha sobre essa lâmina, quem quiser espreitar poderá fazê-lo, deixo-vos os links directos para a tentativa de explicação, a sugestão de meditação e a minha tentativa de poesia inspirada na carta.
Esta carta, uma das minhas preferidas, fez-me recordar um filme de Sam Raimi de 2000, O Dom. Este filme, de onde retirei a imagem do meu avatar, é um filme inspirador. Fala sobre a vida de uma mulher solitária, Annie Wilson (Cate Blanchett mais uma vez no seu melhor!), que através das cartas vai ajudando as pessoas da sua comunidade, pelo menos aquelas que lhe pedem ajuda. Para mim, nesta obra podemos encontrar, se quisermos, pois está claro, o ensinamento da Alta Sacerdotisa. Espero ter desperto a vossa curiosidade para verem este filme.

Entretanto, para esta semana escolho a música da Banda Sonora que ficou a cargo de Christopher Young, Empathy. Lamentavelmente não consegui encontrar no You Tube o vídeo com a música espero que esta semana não haja bugs e a música possa ser partilhada na íntegra.

A todos uma boa semana, que a Sacerdotisa vos seja aprazível.

sábado, janeiro 24, 2009

XIX A cor da rosa

Alvejava de neve outrora a rosa,
Nem como agora, doce recendia;
Baixo voava Amor sem tento um dia,
E na rama espinhosa
De sua flor virgínea se feria.
Do sangue divina! gota amorosa
Da ligeira ferida lhe corria,
E as flores da roseira onde caía

Tomavam do encarnado a cor lustrosa.
Agora formosa
A rúbida flor
Recorda de Amor
A chaga ditosa.


Para os braços da mãe voou chorando;
Um beijo lhe acalmou penas e ardores:
E tão doce o remédio achou das dores,
Que Amor só desejou de quando em quando
Que assim penando,
Com seus clamores
Novos favores
Fosse alcançando.

Súbito voa, pelos ares fende;
As rosas viu de sua dor trajadas,
E que só de suas glórias namoradas
Nada dissessem com razão se ofende:
A mão lhe estende,
E delicioso
Cheiro amoroso
Nelas recende.

Vós que as rosas gentis buscais, amantes,
Nos jardins do prazer,
E, em vez da flor, espinhos penetrantes
Só chegais a colher,
Resignados sofrei, sede constantes,
Que a desventura,
Que a mágoa e dor
Sempre em doçura
Converte Amor
.

Coimbra - Fevereiro, 1820.

Almeida Garrett

Num dia de Nossa Senhora da Paz e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A história de Psique

É com enorme prazer que dou início a uma das minhas paixões, a mitologia. Já falei um pouco sobre ela quando fiz os textos dos chakras, mas nunca lhes dei um espaço por inteiro. Hoje isso finalmente acontece, obrigada Salamandra pois em parte foste a mola impulsionadora para que isto acontecesse, quando fizeste a tua partilha sobre Vénus recordaste-me de um projecto antigo que eu tinha em mente. :)

A história de Psique chamou a minha atenção, pois ela pode ser encarada como a própria história da alma humana na sua descida ao círculo das gerações e a sua intenção de regressar à casa do Pai.
Faço-vos o convite de me acompanharem pela história de Psique e Eros e depois reflectir sobre se é ou não uma possibilidade a frase anterior. Preparados???

Aqui vamos...

Psique era uma linda jovem e a sua beleza trazia ao palácio de seus pais muitas pessoas vindas da Grécia e arredores para se deliciarem com tamanha Beleza.
Um dia, quando seus pais gabavam a sua filha, dizendo que ela era mais bela do que a própria deusa do Amor, Afrodite irritou-se e enviou o seu filho Eros para a picar com uma das suas setas, fazendo com que ela se apaixonasse por um homem desprezível, realizando assim um casamento infeliz. Contudo, Psique já era infeliz, pois não havia ninguém a amá-la por quem ela era, todos a adoravam e só viam a sua beleza. Desta forma a jovem mostrava que era muito mais do que bela, ela era pura de coração. As suas irmãs já eram casadas e Psique ainda vivia em casa dos pais, infeliz. Estes começaram também a ficar preocupados por ninguém querer casar com a sua bela filha e foram consultar o oráculo de Delfos. Eis o que Apuleio diz ter sido o veredicto no seu livro O Asno de Ouro:

Que com seus belos adornos a virgem abandonada
Espere sobre uma rocha um casamento fúnebre.
O esposo não recebeu o dia de um mortal:
Ele tem a crueldade, as asas do abutre;
Ele destroça corações, e tudo que respira
Sucumbe, gemendo, sob tirânico império.
Os deuses, no Olimpo, arrastam seus grilhões.
E o Estige contra ele defende mal os infernos.

Na altura, todos consideraram que aquilo era uma pena dada por Afrodite, invejosa da pequena jovem. Porém, lá foi a coitada e os seus pais desgostosos para a montanha, dando cumprimento à profecia. Quando os pais saíram chegou Zéfiro que a elevou para o cume da montanha, aí Psique verificou que estava numa linda e maravilhosa paisagem onde tudo era mágico. Música suave tocava, os seus desejos eram preenchidos por mãos invisíveis, belas imagens preenchiam os seus olhos, o seu coração estava deliciado, mas nada de ver o seu marido. À noite, quando se deitou no leito de núpcias, foi um homem que subiu para a sua cama e não um monstro, mas, como tudo estava escuro, ela não conseguia ver a sua figura. Psique começava a sentir-se apaixonada por alguém que nunca vira com os seus olhos, mas que sentira profundamente.

Um dia o marido avisou-a de que as suas irmãs a vinham ver, mas que ela não lhes devia dar ouvidos. Todavia, perante os seus gritos e lágrimas, Psique pediu a Zéfiro que as fizesse subir a sua casa. A inveja invadiu o coração das irmãs de Psique, pois tal era a sua felicidade, então, procuraram uma forma de destruir o seu casamento. Quando descobriram que Psique ainda não tinha visto o seu marido, instigaram-na a fazê-lo insistindo que ele só poderia ser um monstro. Ainda por cima Psique estava grávida e quando ouviu as irmãs insinuarem que o seu marido iria comer o seu filho, Psique ficou convencida de que teria de o ver.

Nessa noite, enquanto o amado dormia, Psique acendeu uma candeia e ficou maravilhada a olhar o homem esbelto que dormia sereno ao seu lado, Eros. Enquanto ela se deliciava, descuidou-se e uma gota de óleo quente caiu no ombro do amado, fazendo-o despertar. Eros começou a voar mas Psique conseguiu segurar-se a ele. Este teria agora de se afastar, estando ferido não poderia enfrentar a sua mãe Afrodite. Mas o verdadeiro perigo, porém, era que a sua mãe iria descobrir que Eros lhe tinha desobedecido e ainda por cima casado com a inimiga. Afrodite seria implacável e Psique teria muita sorte se conseguisse sobreviver, ainda por cima grávida. Eros nada poderia fazer. Psique caiu na Terra e aí começaram os seus dias de amargura em busca do seu ser amado.
A nossa heroína ficou tão miserável que se tentou lançar a um rio, mas o deus do rio, reconhecendo-a como a mulher de Eros, não a deixou suicidar-se. Andou a pedir ajuda às deusas, primeiro a Hera, deusa do casamento, depois a Deméter, que conhecia a dor de ter perdido uma filha, Perséfone, mas nenhuma estava disposta a enfrentar a ira de Afrodite. Esta finalmente

encontrou-a e decidiu fazê-la sofrer deixando-a acreditar que seria possível regressar para junto de Eros se fizesse umas tarefas que ela indicaria. Contudo, Afrodite sabia que essas tarefas eram impossíveis para uma mera humana, mas assim passaria por boazinha e Psique sairia derrotada.
Como primeira tarefa a deusa pegou em várias sementes de espécies diferentes e lanço-as ao chão, até ao anoitecer, Psique deveria tê-las separado. Começou a sua tarefa prontamente para cedo se aperceber que não tinha tempo suficiente. As formigas do palácio, contudo, tiveram pena da mulher de Eros e ajudaram-na. A tarefa fora cumprida com a ajuda das pequenas e insignificantes formigas.
Irritada e desconfiada de que teria de certeza tido ajuda, Afrodite dá-lhe nova tarefa: ir aos campos onde os cordeiros de ouro pastam e trazer um punhado de fios da sua lã. A tarefa mais uma vez parecia fácil, até que Psique viu que os cordeiros tinham grandes chifres e que facilmente a magoariam. Sentou-se junto a um rio que ali passava, triste e desolada, ouviu de repente um silvo. Uma cana do riacho disse-lhe que se ela esperasse pela noite, os cordeiros ficariam mais dóceis, pois eram os raios do sol que os enfureciam, mas de noite ela poderia passear junto a eles e colher dos espinhos e das silvas os fios de lã que lá ficassem presos. Foi assim que mais uma tarefa foi cumprida, desta vez Psique tinha tido a ajuda de Siringe, a amada de Pã disfarçada de cana.
Afrodite, mais irritada do que nunca, e cada vez mais desconfiada da ajuda dos deuses dá-lhe a última tarefa: ir ao Rio Estige e trazer água da sua nascente, lugar onde nem os deuses se atreviam a ir. Contudo a tarefa tinha indicações bem precisas, deveria ir ao cimo das montanhas, de onde a água caía da escarpa antes de penetrar no mundo dos mortos e a água deveria ser do meio do rio e não das margens. E ai dela que a tentasse enganar, pois era bastante fácil de perceber se a água era das margens.

Quando Psique chegou à escarpa compreendeu melhor a missão, havia dragões de ambos lados do rio e novamente pensou em desistir e matar-se. Todavia, a águia de Zeus andava por ali e viu-a, mesmo quando Psique se preparava para correr para os dragões. A águia lembrou-se de quando Eros a tinha ajudado e, por isso, retribuiu, pegou no cântaro de Psique e foi buscar a água ao meio do rio. Assim, conseguiu ela vencer a última prova com a ajuda da águia.
Afrodite contorcia-se de raiva, todos os deuses estavam a conspirar contra ela. Decidiu então mandar Psique ao mundo dos mortos, lugar onde todos podem ir mas ninguém sair, com a certeza de que desta vez Psique não conseguiria. Esta deveria trazer alguma da beleza de Perséfone para Afrodite.

Desta vez a melhor solução que Psique encontrava era mesmo matar-se, seria sem dúvida a melhor forma de ir para o mundo dos mortos. Subiu a uma torre para se lançar quando esta começa a falar consigo. A torre deu-lhe todas as indicações do que seria preciso fazer para ir e vir sem correr perigo. Deveria levar bolos de cevada para dar a Cérebro, duas moedas para Caronte a levar no barco, não podia dar ouvidos às suplicas de ajuda e se lhe pedissem para se sentar poderia fazê-lo mas apenas no chão, nunca num trono. Além disso só poderia comer pão e beber água. Se ela assim fizesse Perséfone dar-lhe-ia uma caixa com a sua beleza, mas Psique nunca poderia abri-la. Conseguiu passar todas as provas, foi surda aos pedidos de ajuda, mesmo aos das crianças, lembrou-se dos conselhos da torre e seguiu até Perséfone que lhe deu uma caixa com a sua beleza. Quando regressava, porém, as suas dúvidas começaram a surgir e pensou em retirar apenas um pouco da beleza de Perséfone para ficar mais bela para o seu amado. Ao fazê-lo descobriu uma caixa vazia, com o ar do submundo, que quando inalado a fez tombar inerte no chão. Por essa altura Eros já havia recuperado e agarra a sua amada e leva-a para o Olimpo. Aí pede a Zeus que dê a imortalidade à sua Amada e enfrenta a sua mãe. Zeus cede e dá a ambrósia a beber a Psique que ganha umas asas de borboleta e permanece no meio dos deleites divinos com o seu amado.

Viveram e vivem ainda felizes, pouco tempo depois Psique dá à luz a Volúpia.

Não pensei que esta história fosse ficar tão longa, mas intusiasmei-me por ela ser tão linda. A reflexão sobre esta história e a história da alma humana ficará para outro dia, até lá digam de vossa justiça sobre esta partilha! A que vos inspira? Que ensinamentos encontram? Acham que se pode encontrar semelhanças com a história da alma? Aguardarei os vossos comentários e de certeza que irei aprender muito com eles.

Num dia de São Raimundo, São Ildefonso e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Mercúrio em Capricórnio

A chegada de Aquário foi marcada pela entrada de Mercúrio no signo Capricórnio, onde permanecerá até ao dia de São Valentim.
Para estes dias regidos por esta conjuntura podemos guardar na mente três palavras de ordem: organização, praticabilidade e construção.

Mercúrio é o planeta regente das comunicações, da actividade mental, o que significa que a nossa capacidade para comunicar o nosso mundo interior, as nossas ideias, vão ser orientadas por um sentido de praticabilidade conferido por Capricórnio, signo de Terra cardeal.
Todavia, podemos esperar que esse processo de comunicação seja conseguido. Suponho que o que devemos aproveitar nestes dias é a estabilidade que Capricórnio nos pode brindar na comunicação das nossas ideias. Por vezes, creio que acontece a todos, quando queremos muito dizer algo, mas por ser tão pessoal acabamos por pôr os pés pelas mãos e tudo sai ao contrário. Neste tempo em que Mercúrio estará hospedado por Capricórnio, será muito difícil que isso aconteça.

A Outra palavra de ordem será construir, pois este signo dá-nos essa capacidade. Andam à nossa volta milhares de peças de puzzles que desejamos completar para deslumbrar a sua verdadeira beleza. Mas, por várias razões nem sempre conseguimos chegar a essa energia astral. Capricórnio, com a sua capacidade organizativa e decidida, consegue. Ele pega nos fragmentos e constrói o puzzle. Contudo, não será um construir moinhos de vento, Capricórnio é Terra Cardeal, o que significa que é o terra mais virado para a acção, por isso essa construção não será só mental mas real, concreta também. O lado menos positivo desta conjuntura, será a vertente “hierarquizante” incutida por Capricórnio. Este signo adora saber onde estão os chefes, quem é fidedigno, quem sabe, quem não sabe. Ele gosta de saber onde põe os pés e por isso é tão eficiente, não perde tempo com os subalternos, vai directamente aos chefes.
No que é que isto nos interessa? Alerta para não cairmos nessa tentação. Não se deve saltar por cima das pessoas, ignorá-las por serem diferentes de nós, rotulá-las e, enfim, tudo isso que sabemos mas que no dia-a-dia se torna, por vezes, complicado de aplicar. Relembro que as mensagens podem vir de todos, não apenas dos que se dizem espirituais ou iluminados.
Além do mais, há um alerta importante. Capricórnio só quer ver o quadro final, por vezes podemos tornarmo-nos negligentes em relação aos detalhes, os pormenores. Atenção, mantenham uma visão alargada sobre as situações.

Bom, resumindo e concluindo, será um belo período para pôr as ideias em ordem, para organizar, avaliar se são exequíveis e depois construir. Espero que a aproveitem, eu fá-lo-ei, ou pelo menos tentarei!

Num dia de São Vicente, Santa Irene e Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, janeiro 21, 2009

A Branca de Neve e os Sete Anões

Todos sabemos que os contos infantis são histórias repletas de ensinamentos iniciáticos que os adultos tentam transmitir de forma simples às crianças, mas e se vos disséssemos que a importância dos contos nem é tanto para as crianças mas sim para os pais que as lêem?
É verdade, as histórias infantis transmitem conhecimento de forma subliminar às crianças, mas a sua verdadeira importância é o despertar dos pais que se dispõem a lê-las aos seus filhos.
Partindo desta perspectiva, também é de conhecimento comum que a Walt Disney tentou durante muito tempo manter esta tradição activa e as suas histórias estão repletas de ensinamentos, facto que a Pixar hoje em dia tenta manter mais do que activo, bastando ver os seus filmes para compreender o que aqui se afirma. Além disso parece que Walt era Maçon.
Mas, por hoje vamo-nos debruçar sobre A Branca de Neve e os Sete Anões, apenas.
Todos já ouvimos falar dos sete chakras principais no corpo do Homem e da importância de os manter em equilíbrio, quer seja para podermos viver mais harmoniosamente quer seja para se realizar magia. Pois então, este é o ensinamento por detrás da Branca de Neve.

Levar-vos-ei a reflectir sobre três perspectivas, as três mulheres presentes, os sete anões enquanto simbologia dos chakras e o papel do cavaleiro enquanto salvador. Espero que gostem e no fim complementem!
São-nos apresentadas três mulheres nesta história, a mãe de Branca de Neve que após o parto morre, Branca de Neve que nasce e a Madrasta que assume o comando na casa. Partindo da personagem principal, a sua Mãe representa o seu Passado, aquilo que ela adquiri através dos laços familiares, os princípios e os ideais de vida, é também o conhecimento que "perdemos" quando descemos a este plano. Enquanto que a Madrasta representa o seu Futuro, aquilo em que ela se poderá transformar. São as três fases da mulher, os três tempos - o passado, o presente e o futuro, a dama, a mãe e a anciã.
Tudo corre bem para Branca de Neve enquanto o espelho vai dizendo à Madrasta que ela é a mais bela do reino, mas um dia o espelho decide dizer-lhe que Branca de Neve é a mais bela. Este pequeno acontecimento é o catalisador de todos os acontecimentos seguintes e, por tal, deve ser analisado mais aprofundadamente. Este momento é o destino de Branca de Neve, é o inevitável que nos acontece, somente para nos colocar no Bom Caminho. Vejamos.
O espelho nada mais é do que a consciência mágica da Madrasta, que à medida que vai vendo Branca de Neve a crescer na sua pureza vai sendo obrigada a constatar a sua fealdade, pois uma das formas de ver quem somos é estando em contacto com opostos a nós, nestas situações a nossa personalidade revela-se e somos obrigados a confrontarmo-nos. Se Branca permanecesse no Castelo ao abrigo de seu pai, jamais se tornaria na Mulher em que se tornou.

A Madrasta decide então mandar matar Branca de Neve e como prova exige o seu coração, o local da pureza, onde reside a Verdade de cada um de nós. Mas o caçador não consegue e abandona Branca de Neve na floresta. Então, cria-se o enquadramento necessário para que a nossa rapariga aprenda quem é e desperte a sua magia. A floresta é u símbolo da nossa vida, o nosso interior mágico.
No meio da floresta é ajudada pelos animais e vai então descobrir os sete anões, ou o mesmo será dizer os seus centros de energia vital.
Cada um dos Anões representa uma funcionalidade do chakras, não entrarei em pormenores para deixar livre a interpretação de cada um, pois a beleza dos contos é que cada um retire a sua aprendizagem. Talvez um dia possamos debater os sete pecados mortais, mas por agora fiquemos pelos chakras.
Quando a Madrasta descobre que a princesa não está morta decide ela própria matá-la. Note-se que nesta altura já Branca de Neve é amiga e conhece muito bem os anões, ou seja, já domina o Sete Mágico. O sete é tamém por excelência o número vibracional da mudança. A Madrasta surge então mascarada, ou desmascarada se preferirem, de bruxa e oferece uma maça envenenada. A maça é símbolo do conhecimento, reparem que é a Madrasta que lhe oferece o conhecimento e lhe proporciona uma morte iniciática. Branca de Neve cai inerte no chão e os Anões chorando a sua má sorte colocam-na num caixão de vidro, para que todos vissem a sua Beleza. O vidro pode ser entendido como algo que nos impede de sair de nós próprios, os outros vêem-nos mas nós não somos livres de os tocar.
Surge então o cavaleiro que ao beijar Branca de Neve lhe devolve a vida, vivendo depois felizes para sempre. O Cavaleiro é sem dúvida a representação do Caminho, ele pode ser comparado à carta 7 do Tarot - O Carro. Um cavaleiro é um símbolo do Fogo ele é acção, representando a conquista que Branca de Neve consegue fazer ao dominar os seus sete centros, a conquista da dualidade dentro de si, da sua liberdade deste plano manifestado.
Como podem ver, esta história está repleta de simbologia e analogias com o caminho da magia, mas a lição importante a retirar é que se não queremos ser a Bruxa Má, deveremos mesmo encontrar e conhecer os nossos sete anões, só assim poderemos realizar uma boa Obra.
Isto numa semana em que estamos a trabalhar a Força, não podia ser melhor.
A escolha desta história é por ter sido o primeiro filme que eu vi na minha vida no cinema, ainda me lembro bem, domingo lá foram as meninas com o papá ao Piolho (rico nome para um cineteatro, não?). E vós, qual foi o conto ou história que acompanhou a vossa infância? Qual delas mais gostam? Já pensaram nisso e analisaram? Fica lançado o desafio!

Num dia de Santa Inês, São Frutuoso e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio

terça-feira, janeiro 20, 2009

Oração aos Anjos de Aquário

Ontem às 22 horas e 40 minutos (hora local) entrámos no signo Aquário!!! Como já vem sendo costume deixo-vos uma oração de Haziel que nos pode ajudar a reconectar com as energias deste signo. Aproveitem são benéficas, ajudam-os a abrir a mente e coração às novidades.


A vós, Anjos da Verdade, peço clareza, luz, para avançar espiritualmente e prosperar materialmente no sentido do Bem, ao serviço da Obra Divina da Criação.
Aspiro cumprir o meu primeiro dever, o de ser bem sucedido na minha existência, aqui e agora.
É por esta elevada razão que peço, aos meus Divinos Irmãos Mais Velhos, Todo-Poderosos, e às minhas Divinas Irmãs Mais Velhas, Todo-Poderosas, a ajuda que considerem mais eficaz e mais útil ao meu próximo e a mim mesmo, para Glória do Criador e Mestre dos Mundos e de todos os seus Anjos, meus Divinos Irmãos e Irmãs!

Amén!

Num dia de São Sebastiao, São Fabião e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Prémio - Blog Simpático

Ora...hoje estou que nem posso! Até estou a achar que o Universo está a ser demasiado bom comigo, risos, deve ser a herança da religião católica a falar ou aquilo que se chama de senso comum a dizer que tudo o que é bom acaba e quando a esmola é muita o santo desconfia. (coisas que nem sentido fazem!)
Hoje acordei ao som de pássaros e isso para mim alegra-me sempre o coração. Ontem aprendi que os pássaros são, pelos esotéricos cabalistas, associados aos anjos e isso alegrou-me pois durante muito tempo da minha vida os pássaros estiveram associados a mensagens do céu, que nem sempre consegui descodificar. Mas a mensagem hoje, com o dia a ser regido por Ás de Espadas, estão de facto a fluir!
Depois de todo o trabalho de reflexão feito ontem à noite e partilhado hoje, vem o amigo Velho dizer que me tinha dado um prémio, já viram a sintonia?!? (Humildemente feliz por tudo.)
O estado de graça mantém-se e com ele vem a partilha desta energia. Espero hoje poder partilhar esta alegria com alguns dos amigos deste espaço. O prémio a estas pessoas é uma forma de reconhecer que sem vós estas partilhas não tinham sentido e que também vós com as vossas me fizeram chegar onde estou hoje. Vou oferecer o Prémio “Blog Simpático” a:

Café e Bolos

Casa Claridade

Casa da Floresta

Clarisciência {saber é sentir}

para lá da...bruma

Espero que gostem e os ofereçam com a mesma alegria com que o receberam, aceitem é de coração!

Boas Energias

Devo admitir que a Carta Imperatriz me fez passar por um mau bocado, mas, por vezes, as grandes aprendizagens são difíceis de assimilar. O facto de ser "aquela altura do mês" também não ajudou e fez com que as emoções se envolvessem em demasia, exagerando um pouco o que tinha acontecido. Por conseguinte, esta semana não parece que vá ser melhor...ou talvez sim, tudo depende da consciência com que aceitamos o desafio.
Todavia a partilha de hoje não tem a ver com isso. Neste fim-de-semana recebi ma prenda do Universo maravilhosa. Quando publiquei o meu ritual da lua de Fevereiro pedia que houvesse um feedback sobre o meu trabalho e não é que isso aconteceu?!? A resposta que obtive não foi em particular sobre esse trabalho, mas sim sobre todo o trabalho que tenho vindo a desenvolver. Passo a explicar.
No sábado quando acordei cedinho, fui tomar o pequeno-almoço e depois fui fumar um cigarro à janela da cozinha (sim, ainda não tive a Força suficiente para deixar este vício, mas bom…também não almejo a perfeição (risos)).
Estava um belo dia de sol e até algum calor e ali me deixei ficar a observar o exterior. De repente vejo umas luzes brancas na parede do prédio da frente. Não eram umas luzes normais, eram circulares, perfeitas e pareciam estar a ser reproduzidas por algo. Fiquei curiosa, como normalmente sou, e pus-me a ver de onde vinham. Seria de um carro? Não! De uma antena? Não! Coloquei várias hipóteses e nenhuma fazia sentido. Voltei para a minha sala e vejo umas bolinhas de luzes multicolores na parede da frente. Fez-se luz, salvo seja!!!
Há dois natais atrás uma amiga ofereceu-me uma candeia vermelha, feita de pequenos pedaços de vidro vermelho, verde e azul. Essa candeia andou por várias partes da casa até encontrar o seu lugar, na sala, na zona sul junto à janela. Como estava Sol a entrar pelas grandes janelas, a sua luz quando de encontro à candeia reproduzia as tais bolas multicolores na parede de casa e não é que era também essa candeia que estava a produzir as luzes no prédio da frente. Como devem imaginar pus-me a pensar…

Houve uma vez que essas luzes me deram uma mensagem especial do meu Anjo da Guarda e cada vez que eu reparo nelas, normalmente saio de casa cedo e não as vejo ou levanto-me tarde e perco o espectáculo, mas cada vez que reparo nelas é porque devo “ver” algo importante. Por isso me pus a pensar e fui ao encontro de algo muito bonito.
Há uns dias partilhei com a Salamandra novos pormenores da minha limpeza da casa, que já sofreu várias alterações, e ficou interiorizado que devia voltar a fazer uma oração no fim, mas depois lembrei-me que eu já fazia. A oração é uma forma de falarmos com o divino e eu, apesar de não fazer a oração como habitualmente a consideramos, faço uma dança. Afinal não é a dança também uma forma de oração? Claro que sim. Esta foi a primeira constatação, depois fui levada para o facto de a luz da minha casa estar a ser reflectida no exterior. Ora meus queridos amigos, eis a importância de fazermos uma limpeza espiritual à casa, não só limpamos o nosso lar como também passamos a transmitir as nossas energias para o exterior. Fiquei tão feliz por descobrir isto, nem imaginam. Acredito que alguns de vós já soubessem, afinal não há nada que façamos que não tenha impacto nos outros, mas ver e sentir isso como me foi dado experienciar, isso foi simplesmente magnífico.
Como se não bastasse ao fim do dia ainda tive direito à confirmação sobre essas minhas reflexões. Alguém entrou no meu livro vindo de um site, fui ao site e descobri um texto meu. O meu coração encheu-se de alegria, era uma das minhas partilhas, sem tirar nem pôr. Foi engraçado ler algo que eu criei fora do meu livro, com outros olhos, com mais objectividade. Pela forma que me expresso até parece que foi o meu ego que se encheu, claro que também foi, mas afinal quem não precisa dele. Mas acima de tudo foi o coração que rejubilou, foi o amor de uma mãe que deu à luz algo e o está a ver crescer, foi a energia da Imperatriz no seu lado positivo. A partilha era, nada mais, nada menos, do que a oração para benzer a casa , a oração que eu tirei do livro de Lubélia Medeiros. A ajudar a este sentimento estava o facto de a pessoa que pegou no meu texto ter feito um dela próprio sobre o assunto e ter terminado com o meu, deixando, claro, a fonte bem indicada.

Foi uma aprendizagem linda, pois mostrou-me que afinal não fiz nada de errado ao ter ficado aborrecida (termo leve) com a falta de rigor no trabalho que desenvolvemos, que o Bom Combate será sempre recompensado e recebi o tal feedback que pedi no fim do ritual da lua de Fevereiro.
Foi um fim-de-semana muito positivo e por tudo isto quero agradecer. Estou grata por todas as aprendizagens.
Para terminar espero ter ajudado os indecisos e a motivar ainda mais quem faz um bom trabalho, pois acreditem, trabalhar na Luz e para a Luz de todos é bastante gratificante.

Num dia de São Canuto, São Mário e de Gabriel (meu anjo belo), Regente da Energia de Lua

domingo, janeiro 18, 2009

Melodia para a Força

Esta semana é-nos proposto viajar pelo mundo da Força, carta XI que para alguns representa este ano. Aqui, no Livro, foi sugerido a saída do Eremita para este ano pelo facto de o ano ser 9, deixando de lado o 2, mas se os juntarmos obteremos 11 e daí sai a carta Força.

Esta carta, para mim, volta a falar de que tipo de poder usamos no dia-a-dia para dominar, quer seja a nós próprios quer seja aos outros. A figura central é uma mulher, o que nos remete instantaneamente para o poder da sedução. Esta semana poderá ser abençoada para avaliarmos os nossos relacionamentos, reflectir se estamos a dominarmo-nos ou a querer dominar os outros.
Por todas estas razões, há um filme que eu considero o melhor exemplo sobre o que é ou pode ser a Força, esse filme fala de um poder de sobrevivência que vem do Amor e um poder de destruição que vem também do Amor. Temos por um lado a Mulher da Carta, o povo Maia com os seus sacrifícios e imposições de medo para dominar o povo, e por outro temos o jovem Pata de Jaguar que quer a todo o custo salvar a sua família. Falo do filme com que Mel Gibson terminou a sua trilogia do Amor, Apocalypto. Além das implicações filosóficas e metafísicas que poderemos retirar deste filme, ele é também um simples ride a um dos nossos instintos mais básicos, sobreviver! Seja por que razão for, vale bem a pena ver.
Como de costume deixo-vos um vídeo com a música, desta vez, porém, não encontrei a música em questão e, por isso, têm direito a duas.
A que coloco no livro para me acompanhar é Storyteller's Dreams e a que vos deixo no vídeo é The Games and Escape, uma música bem mais forte. Ambas são da autoria do mestre James Horner, um músico que consegue captar as atmosferas internas de paisagens naturais como ninguém, como comprovam os seus trabalhos em New World do mestre Terrence Mallick e outra vez com Mel Gibson, na sua obra-prima, Braveheart.

Espero que gostem e aproveitem estas energias para reflexão, eu fá-lo-ei.



A todos uma excelente semana!

Reflexão Semanal com a Imperatriz

Esta semana, regida pela Imperatriz, começou com uma boa promessa, 10 de Discos, um bom incentivo, dizendo-nos que haveria uma boa realização a ser feita, que seria um bom momento para concretizar algo. Eu optei por definir dentro de mim que tipo de Mulher sou.
Se seguimos a dica da carta no dia de Lua, 3 de Espadas, as nossas comunicações, quem sabe dessa concretização, foram feitas com bastante facilidade, conseguimos transmitir os nossos conhecimentos e ideias. Saiu o meu primeiro ritual!
Marte, porém, com 7 de Copas mostrou-nos que era preciso fazer avaliações, reorganizações. Talvez esse acontecimento nos tenha mostrado que havia demasiadas emoções envolvidas e que era preciso esclarecê-las para nos definirmos melhor, o que Mercúrio comprovou, pois o 4 de Bastões indicou-nos exactamente que ali já não havia nada a fazer. Por vezes insistimos numa situação que nos dava um certo apoio emocional por razões erradas, quando o 4 de fogo nos surge mostra que pura e simplesmente é momento de mudar, de transformar algo noutra coisa ou simplesmente abandoná-la. Foi o que fiz em relação a relacionamentos e situações que eram incompatíveis com o meu Caminho.
O dia de Júpiter nasce com a força do Pajem de Espadas, mostrando que o Uno está a nosso favor nessa mudança e dá-nos então o espaço para nos libertarmos dela. Foi o dia de olhar com objectividade para um passado.
Vénus com 8 de Espadas mostra que devemos primeiro mudar a nossa forma de ver as coisas, limar as nossas arestas e minimizar as expectativas em relação à situação. Foi um excelente dia para estabelecer limites onde era necessário.
A semana termina com 5 de Discos mostrando-nos que não é impossível encontrar a nossa expressão interior, pode ser difícil mas se agirmos com firmeza e perseverança tudo se pode alcançar.
Ficou fechado um ciclo, espero que tenham aproveitado as energias e colocado em movimento o tal projecto, iniciativa, ideia, desejo. E esta semana o que nos esperará?

Num dia de Santa Margarida da Hungria, Santa Prisca e de Miguel, Regente da Energia de Sol

sábado, janeiro 17, 2009

A Imperatriz

Assim foi caminhado...

Introduzida numa paisagem
Maravilhosa,
Pergunto o que há para saber?
Encontra em ti a resposta a
Razão de viver.
Atreve-te a entrar e sentar aos pés do
Trono. Permanece e escuta a
Respiração melódica e
Intensa. Adormece os sentidos e fixa o
Zénite. Lá tudo te será revelado.

Como disse Aristóteles: A dúvida é o princípio da sabedoria. Deixo-vos ainda com uma citação do mestre Crowley que se aplica a esta carta da Rota e um poema seu também:
Eis a Harmonia do Universo, e o Amor reuniu a Vontade de criar com a Compreensão dessa Criação; que tu compreendas a tua própria Vontade. Ama e deixa amar. Rejubila-te de cada forma de amor; que te alimentes e te deixes maravilhar.
4
PÊSSEGOS

Suave e vazio, como tu sobrepujas o duro e cheio!
Isto morre, isto se dá; a Ti é o fruto!
Sê tu a noiva; tu serás a Mãe doravante.
Assim para com todas as impressões. Não as deixes sobrepujarem-te,
porém deixa que se reproduzam em ti. A última
das impressões, vinda para sua perfeição, é Pan.
Recebe mil amantes; tu carregarás apenas Uma Criança.
Esta criança será a herdeira de Fado, o Fundador.
Num dia de Santo Antão, Santa Leonilla, São Alberto de Sena e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Desabafos

Há uma certa altura de cada mês em que eu fico num estado de humor diferente do habitual, quem me tem acompanhado já sabe da minha luta para evitar que isso aconteça, mas contra todos os meus esforços, inevitavelmente a mudança ocorre. Nem sempre me ataca da mesma forma, uns meses fico melancólica, outros enervada, outros apática, outros (raros) nem dou por isso. Mas desta vez deu-me uma ira tão forte que fui obrigada a parar e pensar.
A minha reflexão vai no sentido de analisar uma ocorrência que é anormal, algo que contrasta com o resto que se passa na minha vida.
A primeira coisa que constatei foi, seja qual for o estado que predomine nesta altura, o mais importante é perceber que as energias do meu corpo estão ao rubro e que tudo o que é sentido é elevado ao seu expoente máximo. O que me fez pensar que tenho, então, andado muito irritada nestes últimos dias o que, por sua vez, fez com que algumas situações que estão a acontecer à minha volta me tirassem do sério.
Antes de passar a enumerá-las, devo dizer que sei perfeitamente a teoria: que o respeito pelo estado de evolução de cada um deve ser respeitado, que não somos todos iguais e, por isso, não temos de ter as mesmas experiências de vida e que só cada um sabe o que é melhor para si. A teoria está assimilada, porém, torna-se difícil por vezes não sentir as coisas, afinal sou uma mulher e ainda por cima com uma abundância de água enorme.
Todavia, e a minha reflexão é exactamente esta, há ou não há princípios morais, éticos que devem reger todos? Serão esses também diferentes de pessoa para pessoa? Haverá vários graus de expressão desses princípios?
Nestes últimos tempos tenho ficado incomodada com a falta de rigor que algumas pessoas revelaram ao desempenhar determinados papéis. No trabalho foi realizado um grupo de trabalho para reflectir num projecto novo para a escola e, infelizmente, constatei que poucos foram rigorosos no cumprimento das suas funções e não há nada que me tire mais do sério do que isso, neste momento, claro! A falta de rigor de que falo revelou-se na leviandade com que o assunto foi tratado, na falta de humildade em aceitar outros pontos de vista e, até, em assumir erros em alguns casos.

Quando assumimos um papel, seja ele qual for, temos ou não o dever de ser rigorosos, principalmente quando terceiros dependem de nós? Estarei assim tão errada em pensar desta forma? Será que o rigor pode ser visto através de outros ângulos que eu não consigo agora compreender? Haverá de facto vários graus de rigor?
Entenda-se que ao falar de Rigor estou a falar da força, do poder, da energia, do vigor, da valentia, do motivo, da causa; não da Severidade, da intransigência, da obstinação, da rigidez. Será possível que este rigor se manifeste de formas diferentes, em graus maiores ou menores, tornando assim possível que todos sejamos rigorosos nas nossas actividades?
Muitas perguntas foram levantas mas a verdade é que eu sinto que o rigor é o rigor, que poderá existir em graus diferentes mas que esses graus são apenas manifestações do verdadeiro Rigor, como que reflexos dele, sombras e não a sua essência.
Acredito que posso estar a julgar as pessoas em questão, que elas talvez tenham sido rigorosas à sua medida e conta, mas o que eu não consigo engolir é que quando chamadas a um nível superior não sejam humildes o suficiente para aceitar que poderiam ser mais e melhor.
É óbvio que esta reflexão, nesta semana em que estou a trabalhar com a Imperatriz, revela muito sobre mim. Quando há outros dependendo de mim sou sem dúvida a Imperatriz no seu sentido severo, aquela que comanda e dita as regras, não aquela que seduz através dos seus dons e ilude os outros. Na minha meditação (finalmente consegui fazê-la) percebi exactamente isso, a Imperatriz em mim pode ser Severa, mas nunca Manipuladora. Que assim seja sempre é o que desejo.
O desabafo foi feito mas a reflexão não está concluída, ainda há perguntas em aberto, mas como sempre tudo me será dado no meu tempo. Quanto a vós, espero pelos vossos maravilhosos comentário, que me farão crescer, de certeza! Sintam-se à vontade, como sempre, de criticar, apoiar, refutar, complementar...enfim, do que quiserem.

Num dia de São Marcelo, São Berardo e de Anael, Regente da Energia de Vénus

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Uma história de tempos antigos

Hoje vou-vos contar uma história...permitam-me, pois é sobre os meus Antepassados, tomei a liberdade de preencher com a minha imaginação algumas partes que estavam em branco, mas a essência, essa permanece a verdadeira.

Reza a lenda que numa noite fria e escura, onde nem a luz enigmática da Deusa bastava para indicar o caminho, os meus avós saíram da sua aldeia a trote num burro para levar a minha mãe ao médico na cidade mais próxima. Por caminhos sinuosos, encruzilhadas e veredas, o meu avô ia sempre olhando para trás, revelando uma desconfiança fora do comum. A minha avó, mulher vigorosa e anciã como sempre foi, aconselha-o a não o fazer, pois era uma noite perigosa e pelo adiantado da hora andavam à solta todo o tipo de seres fantásticos.
O homem, ainda desconfiado, foi tentando resistir à tentação, mas o seu medo foi maior e olhou para trás depois de passar uma encruzilhada. Diz-se que aquilo que viu foi tão tenebroso que nem conseguia pronunciar uma palavra para o descrever, percorrendo o restante caminho a tremer de medo. Nessa noite acabaram por permanecer na cidade, por ser muito tarde, mas acredito que fosse apenas pelo medo. Contaram-me os meus pais que cada vez que ele tentava falar sobre essa noite, depois de muita insistência dos filhos, entrava num mundo de delírio tão grande que ninguém queria acreditar. Até que houve um dia em que ele se confessou...
Diz ter visto um ser de três cabeças, numa apenas havia uma boca, noutra os olhos e na outra os ouvidos. A cabeça com a boca disse-lhe:
- Se algum dia falares sobre o que viste, ir-te-emos buscar.
A cabeça dos olhos registaram todos os seus traços e os ouvidos, ouviram a sua respiração e o bater do seu coração, capturando a sua essência. A partir daquele dia, Bernardo estava condenado a viver em medo...
Dizia a minha avó que ele nunca mais fora o mesmo desde essa noite, entrando em mundos obscuros de visões e alucinações. Ainda hoje o meu pai diz que era espantoso, passava o dia inteiro com ele no trabalho e era uma pessoa normal, mas quando se aproximavam de casa e mal o meu avô via a minha avó, lembrando-se daquele episódio, refugiava-se numa loucura bizarra.

Tudo o que me resta do meu avô Bernardo são este tipo de histórias mirabolantes, que tentavam justificar uma esquizofrenia que mais tarde se veio a revelar em outros homens da sua família. Esquizofrenia ou não, sei que elas contribuíram para um portefólio alucinante de histórias do nosso folclore, fazendo parte daquilo que sou hoje, uma mulher que acredita em todas essas histórias. Compreendendo que muitas delas poderão ser justificadas por um simples argumento racional, mas prefiro acreditar na magia por detrás de todas elas.

E vós? Não acredito que nenhum de vós não tenha ouvido uma destas histórias dos seus avós ou de outras pessoas mais velhas da família?
A minha história de infância está repleta delas e muitas noites de Verão foram preenchidas assim, no quintal debaixo da luz da lua a ouvir o meu tio mais velho a contar essas lendas e mitos de monstros, lobisomens, bruxas e seres malignos. Reza a lenda que a minha avó era a sétima filha...será que permaneceu na família?

Num dia de Santo Amaro, São Paulo Eremita, São Romeo e de Saquiel, Regente da Energia de Júpiter

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Meditação com a Imperatriz

Depois da reflexão sobre o significado desta carta, será o momento ideal para a sugestão de meditação.
Antes de começarem a preparar o vosso espaço, convém que façam uma lista de perguntas que gostavam de ver respondidas. Essas perguntas deverão ser de ordem prática, sobre a vossa conduta perante a Vida, se há algum aspecto a transmutar em vós. É importante cumprir este pré-requisito da meditação, para ela melhor funcionar.
Hoje partilharei uma técnica diferente, transmitida pela Salomé, vossa conhecida como a minha Mestre de meditação, que por sua vez a aprendeu com Alexandra Solnado .
Sentem-se confortavelmente, controlem a respiração e quando estiverem prontos visualizem uma luz azul claro a entrar pela vossa cabeça, visualizem todas as partes da vossa cabeça, exterior e interior, a serem preenchidas por essa luz tranquila. Quando chegarem aos ombros sintam-se cada vez mais relaxados, passem para os braços, mãos e depois para o peito. Do centro do peito sai uma luz verde brilhante que vai invadir a circulação sanguínea, todos os órgão vão receber esta luz, vejam-na a fluir pelo vosso corpo, fazendo o percurso do sangue. Do plexo solar (zona do externo) sai uma luz amarela muito forte e muito brilhante, que vai invadir o sistema respiratório. Sintam o ar a entrar e a sair, retenham a energia nos pulmões por 3 segundos e expulsem depois todas as toxinas, todas as más energias que aí se encontrem. Da barriga sai uma luz laranja, translúcida, que invade os órgãos da barriga. Visualizem-nos todos a serem preenchidos por essa luz laranja e sintam as suas células a serem renovadas, restabelecidas. No fim da coluna, na zona do cóccix, surge uma bola vermelha, uma esfera. Limpem-na, façam a sua luz brilhar mais intensamente. Quando estiverem prontos vejam essa luz vermelha a subir pela coluna vertebral, vértebra por vértebra, como se fosse um mercúrio a subir num termómetro.
Quando chegar à nuca, estão prontos para ir para a vossa paisagem.
Quando chegarem ao vosso local de descanso, vejam um arco-íris a surgir à vossa frente, subam-no e deixem-se levar por ele. Vão subindo cada vez mais, cada vez mais, até chegar a uma porta. Abram essa porta e entrem. Deverão estar numa outra paisagem, onde ao fundo avistam uma mulher sentada num trono, eis a Imperatriz.
Como de costume observem tudo o que tiverem para observar, registem na vossa mente todos os pormenores que conseguirem. Aproximem-se e esperem que ela vos diga algo, se isso não acontecer sentem-se ao pé dela, aos seus pés e esperem.
Será neste momento que terão oportunidade de lhe fazer as perguntas que prepararam, se não o fizeram correm o risco de depois não se lembrarem bem o que perguntaram. Quanto terminarem de fazer as vossas perguntas vejam se a Imperatriz vos oferece algo ou dá outras informações. Neste momento poderá acontecer de tudo, é o momento de liberdade para cada um receber o que precisar desta mulher.
Quando sentirem ou souberem que está tudo dito, agradeçam à Grande Mãe que vos surgiu, que vos aconselhou e que se dispôs a ouvir-vos.
Voltem para a porta e apanhem boleia de um tubo de luz que aí está à vossa espera. Desçam até à paisagem, já sabem, chamem o vosso Eu Superior ou o vosso Anjo da Guarda para conversar sobre o que aconteceu, retirem dúvidas, esclareçam assuntos, ordenem as ideias. Quando estiverem prontos comecem por inspirar profundamente, humedeçam os lábios, recuperam a audição, o olfacto, mexam os pés e as mãos e quando se sentirem prontos abram os olhos.
No fim de uma meditação profunda é aconselhável que abram os braços e expandam a energia que receberam, espreguicem-se bem forte, e depois, escrever tudo no livro de registo de meditações, que deve ter uma capa preta para proteger de outras energias.

Espero que gostem e que vos seja produtiva, esta meditação surgiu-me enquanto fazia o texto sobre a carta. Ainda não a experimentei, mas fá-lo-ei o mais rápido possível, assim que tiver um tempo para descanso.

Num dia de São Bernardino de Corleone, São Félix de Nola, São Fulgêncio, Santa Noémia e de Rafael, Regente da Energia de Mercúrio

terça-feira, janeiro 13, 2009

Lâmina III

Esta semana saiu A Imperatriz como carta regente, como é a pessoa que o Peregrino deve encontrar depois de o Mago e da Alta Sacerdotisa, eis aqui a minha interpretação pessoal sobre esta lâmina do livro do conhecimento. Mas, antes gostava de relembrar um facto que acho muito interessante e que explica a minha frase anterior.
Nos templos egípcios, quando o profano pretendia entrar na via sagrada, um dos primeiros ensinamentos que lhe faziam, depois de passar as provas da sua iniciação, era colocá-lo numa sala com 22 imagens, onde lhe eram, oralmente, transmitidos os mistérios, segundo os quais deveria durante todo o seu tempo de iniciado meditar. Essas 22 imagens não mais eram do que as lâminas do Tarot.
Depois da sua viagem aos Arquivos, de ter conhecido a sua Sacerdotisa, Guardiã das suas Verdades Interiores, o Peregrino deve estar pronto para enfrentar a Grande Mãe, a Imperatriz, para interiorizar os ensinamentos transmitidos.

Comecemos pelo simbolismo numérico da carta, que nos dará um ponto de partida para compreender o mistério que ela encerra.
O 3 é o resultado da união do 1 com o 2, por isso, é o princípio da actividade com a inteligência, é o resultado do Tempo com o Espaço, surgindo assim a Forma. Esta carta é o somatório do Bastão fértil do Mago com o Vaso húmido da Sacerdotisa, a Virgem. Esta trindade é encontrada em várias culturas e em vários aspectos do nosso dia-a-dia. Na magia representa o princípio, a realização e a adaptação; em alquimia, azoth, incorporação e transmutação; em teologia, Deus, encarnação e redenção; na alma humana, pensamento, amor e acção e na família, o pai, a mãe e o filho. Parece-me então que o ensinamento por detrás desta figura feminina do Tarot tem a ver com as nossas obras, com a realização que vamos executar no campo físico, lembrando-nos assim que só no Amor e através dele poderemos fundamentar as nossas acções. Este Conceito, no seu sentido mais prático, representa o ternário pois ele é o fim e a expressão suprema do amor: dois procuram-se para se tornarem três.
A imagem central é uma figura feminina por tudo o que se acabou de explicar anteriormente. A mulher é a representação da perfeição da Divindade. O 1 fecunda o 2 que dá o 3, que será fecundado e fecundador para dar continuidade à Manifestação da Vida, recomeçando uma nova família. Como diz Papus: «A geração é o mistério pelo qual o espírito se une à matéria; em razão disso, o Divino se torna humano.»

Esta figura feminina tem de ser colocada em paralelo com a anterior, pois elas podem até ser consideradas irmãs, a Sacerdotisa é a Virgem que contém os Mistérios, esta é a Mãe que aplica os mistérios. Uma é a intuição, a outra é a execução. A Imperatriz está geralmente sentada num trono, mas se estiver em pé, deverá ter um pé à vista, geralmente o direito, um à frente do outro, mostrando a acção, a sua capacidade de realizar. Esse trono, ao contrário do da Sacerdotisa está num espaço aberto, ao ar livre, pois esta mulher está ligada ao exterior enquanto que a outra se liga ao interior.
Desta forma, podemos, então, compreender a simbologia que o ceptro, com a esfera e cruz, tem. Pretende-se que represente o símbolo alquímico da Terra, onde tudo é possível, onde as outras esferas se podem manifestar corporeamente. Segurado pela mão esquerda, o consciente, ele revela que esta mulher sabe o que faz, que tem consciência das suas acções e que é fecundadora, criadora. Ela representa a abundância, aquilo a que o Peregrino terá direito se continuar o seu caminho com estabilidade e em harmonia.
Esta Imperatriz não é austera, ela tem um ar até bastante convidativo, representado pelos seus braços abertos ou em forma de abraço. Mais uma vez, ao contrário da sua irmã, que mantinha os braços fechados e um véu sobre a cabeça. O Peregrino quase sente vontade de se sentar aos seus pés e ali permanecer. Ao fazê-lo apercebesse que há um escudo com uma águia e que o chão por debaixo dos pés da mulher está verde e próspero.
O escudo com águia representam os pensamentos, as ideias que a Imperatriz segue, estando representadas por uma águia, não podem deixar dúvidas, ela está a elevar os seus pensamentos aos mais altos níveis de consciência. A águia é geralmente um símbolo de força, grandeza e majestade, adoptado em várias ensígnias reais ou de exércitos. No cristianismo ela representa Cristo e a sua ressureição. Simboliza ainda a capacidade de ver ao longe, de se ter uma visão ampla das situações.

O que nos leva à sua coroa, normalmente envolta de 12 estrelas, ou com 12 pérolas, mostra que a Imperatriz conhece os mistérios do Universo através dos 12 signos zodiacais. Ela integra em si o poder e utiliza-o. Se a cor amarela estiver presente, como no tarot original de Marselha, significa que ela já se domina e utiliza o seu poder feminino para a utilidade de todos, se a cor não existir poderá estar a dar-nos um alerta para o mau uso do nosso poder.
Em verdade, esta carta representa a Grande Mãe, no seu lado mais doce, benevolente, mas também pode representar a Mãe Devoradora, a super protectora, a asfixiante. O princípio desta carta pode ser associado ao signo Touro ou a Gémeos, pois ela é apaixonante, mas ao mesmo tempo intelectual, ela deseja mas ao mesmo tempo racionaliza demais. Além disso, a Imperatriz pode tentar representar o lado feminino da manipulação, da sedução e do uso da força no exterior desmesurado.
Portanto, o que devemos retirar desta lâmina que pode ser tão ambígua?
Quem somos, na verdade, parece-me uma das muitas perguntas que lhe poderemos fazer. Que uso damos ao nosso poder feminino e entenda-se que o homem também tem esse poder feminino, que aquilo a que me refiro não é exclusivo das mulheres. Com a Imperatriz teremos de esclarecer os nossos actos, pois quantas vezes o que realizamos não está de acordo com aquilo qe está dentro de nós? Quantas vezes sentimos algo e mostramos outra coisas completamente diferente? O que nos move afinal neste caminho espiritual?
Na meditação que espero sair para breve, poderão eoncontrar um dos muitos caminhos para chegar até à Grande Mãe e com ela encontrar as respostas para estas perguntas e outras.
Até fiquem com esta refexão:

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Lavoisier

Assim é a nossa essência, neste caminho de auto-descoberta através do Tarot, não vão perder os vossos defeitos nem criar novas qualidades, mas sim aprender a transmutá-los.

Faz de tua conduta a tua religião. Bhagavad-Gita

Num dia de São Hilário, São Mungo e de Samael, Regente da Energia de Marte

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ritual da Lua do Lobo

O objectivo deste ritual é homenagear os nosso Antepassados, os Mestres Antigos que nos acompanham nesta viagem em seres de Luz e fazer a ligação ao nosso inconsciente.
Deve ser realizado na primeira lua cheia de Janeiro e precisamos de uma vela cor-de-rosa, um caldeirão com água e uma pedra à escolha, cálice com vinho e carvão vegetal e óleo de gerânio ou alfazema (para substituir o carvão e o óleo pode ser usado incenso).
Este ritual foi criado por mim, já foi realizado e deve confessar que funciona pois hoje de manhã, a caminho do trabalho fui abençoada pela Deusa que mais uma vez pairava no céu em majestade, dizendo-me que o meu trabalho tinha sido bem feito e que ela me agradecia. Por isso, posso aconselhá-lo a todos os que o quiserem fazer.

1. Círculo mágico.
2. Ritual de abertura.
3. Ritual:

Começar por saudar o Oriente e dizer:
- Nesta época de lua cheia, momento de grande poder, invoco o teu poder, Grande Mãe, Senhora da Arte e da Tradição, para que me protejas e permitas realizar este ritual.
Que a tua luz desça sobre mim. Estou em frente ao Véu dos Mistérios, hoemenageando os Mestres Antigos, os meus antepassados, peço-te que estejas comigo agora e sempre.
Assim seja!
Flectir a cabeça em saudação.
Acender a vela cor-de-rosa e colocá-la no meio do altar. Dizer:


- Irmãos do País da Luz, eu vos consagro esta luz para que o Amor, a Emoção, a Alegria e a Paz estejam presentes entre nós, agora e sempre.
Que este círculo seja um lugar de Amor e Verdade. Que ele seja um escudo, uma muralha protectora que só Irmãos de Luz possam penetrar.

Convido para esta celebração os Mestres Antigos.
Cruzar os braços sobre o peito, flectindo a cabeça, em agradecimento.
Acender o carvão e deitar sobre ele umas gotas do óleo. Dizer:

- Que pelo Fogo os meus pensamentos, projectos e ideias sejam purificados, permanecendo o Verdadeiro, o essencial.
Que o Ar os eleve até Vós.
Assim seja!
Colocar o cálice com o vinho sobre o pentagrama, tocar-lhe com a vara três vezes e dizer:

- Que este vinho, símbolo do Espírito, seja por vós e em vós consagrado, purificado e abençoado.
Que ele represente a União entre o não manifestado e o manifestado.
Beber um pouco do vinho e o restante deverá ser, após o ritual terminar, vertido num campo.
Abrir os braços em saudação e dizer:

- Que o meu passado se transforme em Energia para o Futuro.

Colocar o caldeirão com a água no meio do altar. Deitar a pedra lá dentro e fixar o olhar nas águas agitadas. Esperar por uma mensagem. Pode ser feita uma meditação.

Em frente ao altar, de braços abertos, dizer:

- Agradeço aos Mestres, Irmãos do País da Luz, pelo auxílio que me foi dado. Agradeço-vos pela vossa presença iluminadora.
Parti agora em Paz e que o Amor e a Harmonia reinem sempre entre nós.
Assim seja.
O ritual está terminado.

Devo dizer que as mensagem que poderemos ou não receber podem ser de diferentes tipos. Eu, por exemplo, no preciso momento em que perguntava mentalmente se havia algo que devesse saber neste momento para o meu Caminho, recebi a resposta através do vizinho de cima, que berrou "Não!". O engraçado é que até ali não os tinha sequer sentido, mas naquele preciso momento o miúdo entrou num histerismo que não deu para não ouvir! Como podem ver, as respostas às vezes podem não ser o que estamos à espera, como sempre, o importante é estar atento a tudo.

Peço-vos apenas uma coisa, se algum dia fizerem este ritual, dêem-me um feedback, pois será gratificante saber que funcionou também para outras pessoas. Ele foi criado para mim e para as minhas necessidades, pode não funcionar com outros, não sei! (mas gostava de saber!)

Num dia de São Satiro, São Modesto e Gabriel, Regente da Energia de Lua

domingo, janeiro 11, 2009

Melodia para a Imperatriz

Depois da Temperança eis que nos surge a Imperatriz, carta número três na Rota, completa a trindade divina. Como será a carta que vem a seguir no meu estudo, esta semana têm "sorte" farei a sua explicação.

Esta carta fez-me lembrar um filme de Sofia Coppola Marie Antoinette e, por isso, escolhi uma das fabulosas músicas que podem encontrar na banda sonora. A escolha recai na música de Bow Wow Wow Fools Rush In, uma música cheia de força que nos dará boas enegias para meditar nesta lâmina. Como de costume, fica aqui o vídeo com a música integral, enjoy!!


Desejo-vos uma boa semana, com boas reflexões, aprendizagens e muitas escolhas!

Reflexão Semanal com a Temperança

Esta semana que passou foi regida pela carta de Tarot XIV "A Temperança". Foi uma semana, sem dúvida, onde nos foi exigida alguma flexibilidade, alguma capacidade para encarar as novidades com os braços abertos. As cartas do dia foram dando a indicação de onde teríamos de aplicar a mobilidade da água que passa da cânfora azul para a cânfora vermelha.

Começando com 8 de Bastões, no dia de Lua, em que A Temperança foi mostrada, parecia que ia ser uma semana fácil, com promessa de algum alívio nas tensões que se têm sentido, bem como uma mudança de paradigmas provocado por um abrir da mente. Já o dia de Marte, propício para querelas, foi regido pelo 2 de Espadas, indicador de dúvidas, indecisões, podendo até alertar para a possibilidade de alguma falta de fé, não foi um bom dia para a acção. Mercúrio não trouxe a paz desejada e a divisão da mente permaneceu com o 8 de Espadas, foi um dia para confrontos de valores externos com os internos, podendo até ter provocado alguns sentimentos de culpa. Mas a alvorada de Júpiter trouxe-nos uma mudança, uma força, o Valete de Discos, foi o dia para aprofundar as questões levantas anteriormente e crescer com a aprendizagem. Assim, no dia de Vénus fomos abençoados por um Ás de Discos, uma prendinha valiosa que nos permitiu exprimir o nosso potencial interno, expandir os nossos sentimentos para que no dia de Saturno pudéssemos caminhar com o Cavaleiro de Copas, cheios de dedicação e confiança, permitindo assim fechar a roda. Começámos com muitas dúvidas e medos para terminarmos numa confirmação - devemos lançar-nos nesse empreendimento por inteiro cheios de fé de que vai resultar.

E esta semana o que nos vai esperar?
Num dia de São Higino, Santa Honorata e de Miguel, Regente da Energia de Sol

sábado, janeiro 10, 2009

O mês de Janeiro e os seus rituais

Travar conhecimento com a bruxinha irmã Caillean fez crescer em mim um desejo antigo.
Cada mês ela coloca um texto, lá na sua Casa da Floresta, que explica a importância de cada lua cheia e algumas datas de festividades antigas que ocorrem nesse mês, de várias culturas. Sempre que lia os seus textos pensava "Tenho de começar a criar rituais para realizar nas luas cheias de cada mês."

Já tenho alguns que o professor Medeiros partilhou no seu livro Rituais Antigos para um Mundo Novo, que realizo sempre, mas sinto que devia fazer todas as luas cheias um para me colocar mais ainda em sintonia com a Mãe, em particular com a Lua, representante do nosso lado psíquico, o inconsciente onde são guardados os segredos, o conhecimento que trouxemos de vidas antigas.

Hoje, quando no lançamento da carta do dia, saiu o Cavaleiro de Taças, achei que era o dia ideal, pois um cavaleiro representa um abrir de caminho, por onde o Rei e a Rainha poderão seguir. Por isso, hoje vou criar o meu ritual para realizar amanhã, Lua cheia de Janeiro também conhecida por lua do lobo.
Mas antes vou partilhar o que sei sobre esta lua e este mês.
O nome deste mês vem do deus romano Jano, o deus das portas, dos caminhos. Representado por duas cabeças que olham em direcções opostas, pretende simbolizar o passado e o futuro, o fim e o começo, daí que este mês tenha sido o escolhido para iniciar o ano civil.

Sendo representado por este deus, que olha para o passado e para o futuro, este mês relembra-nos os antepassados, que sem um passado não é possível construir um futuro. Neste mês será importante fazer a análise de quais foram os pontos marcantes do nosso passado que nos trouxeram ao estado em que estamos. Relembrar o nosso percurso de forma consciente para podermos alterar algumas coisas que não estejam bem e definir outras.

Na senda da magia respeitar os nossos Antepassados é vital, muitas vezes referimos os Mestres Antigos, invocamos os Guardiães, relembramos Irmãos que regressaram à Casa do Pai mas que nos continuam a proteger, ajudar, oferecer conhecimentos. Uma forma simples de lhes prestarmos homenagem será simplesmente lembrarmo-nos deles, razão pela qual no fim de cada partilha que faço coloco o nome do santo do dia, para os lembrar e lhes pedir que me ofereçam algumas das suas características. Podemos ainda, num dia especial, colocar lugares a mais à mesa, oferecer-lhes flores nos nosso Altar ou dedicar-lhes uma música, dança, poema, ou outra qualquer forma de oração. Seja o que for que escolhamos fazer, esta ligação deve ser feita com ternura, com Amor e alegria e nunca com saudades ou tristeza ou por obrigação. 

Durante este mês pode ainda ir aos álbuns de família e partilhar recordações, contacte com os que partiram de forma a sentir que o seu passado é e está presente no seu dia-a-dia com serenidade, só assim poderemos construir um futuro saudável.

Num dia de São Paulo e de Cassiel, Regente da Energia de Saturno
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